Estrangeiros na Amazônia



Introdução

Em outubro de 2004 o comandante e general-de-brigada Marco Aurélio Costa Vieira recebeu o jornalista Javier Godinho para uma discussão:

A Internacionalização da Amazônia.

O General Marco Aurélio demonstrou através de documentos, imagens, e informações do exército brasileiro que confirmam plenamente que o Brasil corre o risco de perder 56% de seu território, e justamente a maior riqueza intacta mineral, petrolífera, fauna e flora e principalmente água potável que será o grande problema mundial daqui alguns anos.

Da água potável ainda existente no planeta, 11% corre nos 23 mil quilômetros de rios navegáveis da maior bacia hidrográfica do mundo, responsável por dois terços do potencial hidrelelétrico do Brasil.

Como seria o Brasil sem a Amazônia ? Veja os números...

O general Marco Aurélio demonstrou um mapa mostrando como seria o Brasil sem a Amazônia. Já pensarem nisso algum dia?

Então veja: de um lado 5,1 milhões de quilômetros quadrados perdidos, o mais promissor do presente e o mais rico do futuro desse país, atualmente semi-abandonados pelos governos e pela população, com apenas 4 habitantes por quilômetro quadrado, 12% da representação política e US$ 2.059,00 de renda per capita. Do outro, horrível no formato, os 3,4 milhões de quilômetros quadrados que nos sobrariam, com 40 habitantes por quilômetro quadrado, 88% da representação política e US$ 4.955,00 de renda per capita.

Dentro da Amazônia brasileira cabem nada mais nada menos de 17 paises europeus dentre eles - Bélgica, Alemanha, Eslováquia, Áustria, Albânia, Portugal, Itália, Bósnia, Inglaterra, França, Espanha, República Tcheca Holanda e a Suíça.

Com certeza, grupos suspeitos, cada vez maiores, de várias dessas nações já se estabelecera, se movimentando e realizando ações escusas no território amazônico.

"Eles Levam Nossas Riquezas"

O general Marco Aurélio, que viveu 5 anos no Comando Militar da Amazônia, não acredita ainda que exista mesmo um movimento organizado para tomar a Amazônia. Mas destaca que há grandes interesses de potências econômicas, pois já atuam individualmente. Há grande número de estrangeiros dentro de nossa Amazônia. São mais de 600, entre ONGs, instituições religiosas, cientificas e culturais.

Este levantamento foi feito pelo exercito brasileiro. Tais instituições atuam entre a população branca pobre e os índios. E o mais grave: estão levando nossa riqueza de todo o tipo.

È inacreditável que estão nos cercando 20 bases militares dos Estados Unidos, a título de combater o narcotráfico e a guerrilha.

Depois desta reportagem você acredita que estão combatendo mesmo o narcotráfico ou estão de olho nesta região?

Na operação Timbó, realizada pelas forças armadas, foi detectado um contrabando de mogno realizado por representantes de empresas estrangeiras, que para tanto, usam caboclos e índios brasileiros para marcar as melhores árvores, e a seguir arrancadas por tratores as arrastavam para o território peruano.

Um dado importante mostra sem dúvida a presença marcante de estrangeiros no nosso território: O governo da Guiana Francesa paga um salário por criança nascida no Brasil, que ali seja registrada, para retornar ao nosso país, mas com cidadania daquele departamento ultramarino da França.

O general destaca o trabalho dos pelotões de fronteira, praticamente única presença brasileira na área.

Essas unidades militares são procuradas para por índios e caboclos em busca de assistência de todo tipo, inclusive médica.

O Brasil Inteiro Contra o Mundo

O general Marco Aurélio busca com muita apreensão despertar a consciência nacional para a necessidade de ocupação racional, de fato, pelos brasileiros, da Amazônia, onde a cobiça estrangeira cada vez mais estende seus tentáculos.

Do seus documentos, imagens e de sua experiência como Comandante Militar da Amazônia por 5 anos, contam opiniões manifestadas por vários "donos do mundo" que passaram pelas nações mais ricas da Terra sobre a posse da Amazônia pelo Brasil.

Vejamos tais declarações dos "donos do mundo":

Margareth Thatcher, primeira ministra do Reino Unido (Inglaterra) em 1983:

"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dividas externas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas."

John Major, Primeiro ministro sucessor de Thatcher, líder do Partido Conservador inglês, em 1992:

" As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecológicas sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandista para dar inicio a uma fase operativa, que pode definitivamente engajar intervenções militares sobre a região."

François Mitterrand, primeiro socialista presidente da França em 1989:

"O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia".

Mikhail Gobachev, estadista que liderou o fim do regime comunista e a volta do mundo socialista à economia de mercado:

"O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes."

Patrice Hugles, chefe do órgão central de informações das Forças Armadas Americanas:

"Caso o Brasil resolva fazer um uso da Amazônia que ponha risco o meio ambiente nos

Estados Unidos, temos de estar prontos para interromper esse processo imediatamente".

Al Gore, vice presidente Americano:

"A Amazônia não é dos brasileiros".

A CIA ? Agência de Inteligência Americana ? Está na Região desde 1996

A opinião dos Estados Unidos pode ser encontrada nesta fala de Henry Kissinger, diplomata que foi assessor da Casa Branca e secretário de Estado, prêmio Nobel da Paz em 1973:

"Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus direitos".

Em 1996, Madaleine Albright, secretária de Estado dos Estados Unidos, revelou:

"Atualmente, avançamos em uma ampla gama de políticas, negociações, e tratados, em colaboração com programas da ONU, diplomacia bilateral e regional, distribuição de ajuda humanitária aos países necessitados e crescente participação da CIA em atividades de inteligência ambiental"

Ao bom entendedor já está claro que a CIA está na Amazônia, onde as ONGs e tantas outras instituições com rótulos de cientificas e culturais e defensoras do meio ambiente atuam de mil e uma maneiras.

A História Não Deixa Mentir

No começo do século 20 a então poderosa Alemanha comunicou ao Barão de Rio Branco:

"Seria conveniente que o Brasil não privasse o mundo das riquezas naturais da Amazônia"

A competência desse diplomata brasileiro extraordinário e patriota maior ainda abortou as tentativas de invasões estrangeiras, disfarçadas sob o argumento de que o Brasil não teria condições de explora-la e a humanidade não poderia se privar dde desfrutar da Amazônia.

O Brasil já repeliu a tentativa do Hudson Institute de junta as águas dos maiores rios do mundo para formar o Grande Lago Amazônico.

O Racista notório americano general James Watson Webb, ministro de Washington, elaborou um plano para que a Amazônia fosse destinada aos negros norte-americanos, evitando que se repetissem as condições sócio-econômicas que levaram o pais à Guerra de Secessão.

A companhia Amazon River Corporation tinha a finalidade de colonizar a Amazônia.

No principio do século 20, o Presidente Epitácio Pessoa ouviu, estarrecido, em Genebra a proposição do presidente americano Wilson um plano de Internacionlização da Amazônia.

No Japão vicejou a tese de que filhos de soldados americanos com japonesas durante a 2ª guerra mundial deveriam ser mandados para a Amazônia.

O presidente Eurico Gaspar Dutra rechaçou as propostas norte americanas de enviar para a Amazônia excedentes populacionais de Porto Rico e 200 mil refugiados árabe da palestina.

O general Juarez Távora denunciou as escandalosas concessões pretendidas pela Amazon Corporation of Delaware e a The CnadianAmazon Corporation Co. de extrair as riquezas nacionais amazônicas.

Em 1993 o ex presidente José Sarney denunciava a concentração de tropas norte americanas na Guiana, no Suriname e na Venezuela. Hoje, é público e notória a presença de militares dos EUA no Equador, Peru, Paraguai e na Colômbia, a título de combater o narcotráfico e a guerrilha.

É um cinturão de 20 bases que se encomprida e se alarga, fechando o cerco.

E quem pensa que essa ambição internacional é típica dos governo, da qual estão isentas as instituições que afirmam agir na Terra em nome dos Céus, oferecemos mais um quadro, o Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, que em 1981, manifestou o seguinte em Genebra:

"A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa área pelo Brasil, Venezuela, Equador e Colômbia, é meramente circunstancial".

Pior do isso só o cartão muitas vezes encontrado até em forma de guardanapo de papel em restaurantes em Londres, cuja tradução do inglês é esta:

"Lute pela floresta. Torre um brasileiro."

Conclusão

Diante do quadro que acabamos de colocar a disposição de qualquer um cidadão brasileiro para refletir sobre a verdade que ocorre na questão da ocupação da Amazônia, ficamos estarrecidos com a reportagem que saiu no DM.

Como educador e biólogo não posso de a partir de agora levar aos meus alunos esta questão para refletirem sobre a soberania nacional.

Também gostaria de deixar bem claro que este tipo de matéria deveria estar em destaque em todos meios de comunicação para o livre pensar de cada cidadão sobre a nossa riqueza que está na Amazônia.

Assim sendo, espero que um dia não só os educadores que tiverem acesso a este documento, mas que os verdadeiros políticos que honram este País, possam ter mais vontade política de acabar com essa idéia de ocupação, desenfreada da Amazônia e que esses inescrupulosos "donos do mundo" possam estar mais preocupados em fazer uma política mais humana, sustentável e também estar preocupados com a melhoria da qualidade de vida de cada habitante deste planeta..


Neivaldo Lúcio Rosa de Oliveira

é educador e biólogo. Atua nas escolas públicas da rede oficial de ensino municipal e estadual em Goiânia/Goiás.


 neivaldo-oliveira@ig.com.br