| É correto ser "politicamente correto"? Por Camarada Sádico 29/05/2005 às 19:33 Cresci durante os cinzentos anos da ditadura militar. Era uma época da qual a maioria de nós não tem a menor saudade. Centenas de prisioneiros políticos, torturados, mortos, desaparecidos e exilados. Era uma época em que as consciências políticas e a liberdade de expressão fora calada mediante à Censura, à intimidação e ameaças, à tortura, à prisão e à morte. O aparelho de Estado brasileiro estava inchado de funcionários da repressão. Agentes dos diversos aparelhos de repressão (DEOPS, DOPS, SNI, DOI-CODI, CENIMAR, CISA, etc.) davam-nos a terrível sensação de éramos constantemente vigiados. Os famosos Censores de Diversões Públicas da Polícia Federal escolhiam o que podia ser visto, lido ou ouvido pela população e o que deveria ser censurado. O Departamento de Censura da PF chegava a cometer coisas simplesmente absurdas, hilariantes quase. Ficou famoso o caso de um grupo de teatro que ao submeter à Censura o texto da peça Édipo Rei, não apenas teve o texto censurado, como também foi expedido um mandado de prisão para o autor da peça. O que os cultíssimos agentes da Polícia Federal não sabiam era que Sófocles, o autor da peça, havia falecido em Atenas do ano de 406 a.C.! Em 1985 acabou-se a ditadura e, em 1988 aboliu-se a censura prévia no país. Entretanto nem por isto, o Brasil deixou de ser um país de tradição autoritária. A partir do final dos anos 80, começa a institucionalizar-se neste país uma forma muito mais insidiosa de censura. Não era mais aquela censura que havia até então, às claras, onde algum agente policial proibia algo, carimbava e assinava. Ocorre hoje um tipo de censura muito mais sutil, quase invisível, porém quase onipresente. As emissoras de rádio e TV, as editoras e jornais, selecionam tudo aquilo que deve ser visto, ouvido ou lido. Obviamente são empresas pertencentes a uma classe social (a burguesia), e a seleção do que deve ser divulgado obedece obviamente à claros interesses de classe. Mas isto não é o pior. A atual onda do assim chamado politicamente correto, introduziu a mais sórdida rede de censura que este país conheceu. Mas quem é que pode definir o que é politicamente correto ou incorreto? ... o assim chamado senso comum? ... o Estado? ... a Folha de São Paulo? ... a Igreja? ... o New York Times? Esta onda surgiu nos EUA, mais precisamente no seio da elite liberal estadunidense e, amplamente divulgada por seus meios de comunicação em massa, particularmente o New York Times. Aqui em terras tupiniquins, a subdesenvolvida elite brasileira de forma simiesca rapidamente copiou a idéia. Ao longo dos anos 90 este conceito expandiu-se de forma assustadora, como que transformando cada cidadão em um Agente da Censura. Hoje todos se policiam nas palavras, nas ações e até mesmo nos gestos. Todos, absolutamente todos, temem ser acusados de serem politicamente incorretos. Os covardes agentes voluntários da Censura pululam em todos os lugares. Eles estão nas ruas, nos bares, nas escolas e universidades ... eles patrulham o que se escreve, o que se fala, o que se faz. São covardes porque não estão abertos ao debate, ao diálogo e a divergência de idéias. As ameaças de denúncias ou de difamação são as suas principais armas de se utilizam em seu patrulhamento ideológico. Os antigos agentes repressivos do tempo da ditadura eram ao menos, de alguma forma, mais honestos que os atuais. Colocavam-se claramente do outro lado da barricada e, ao menos, recebiam um salário para fazer o que faziam. Os atuais agentes voluntários da repressão, fazem isto gratuitamente, são os dedos-duro que trabalham por amor a deduragem. Nunca, como hoje em dia, a liberdade de expressão esteve tão ameaçada. Pergunto novamente: Quem é que define o que é politicamente correto ou incorreto? ... como até hoje todas as pessoas a quem perguntei foram incapazes de responder, eu venho por meio desta decretar: “Politicamente Correto é tudo aquilo com o qual eu, o grande Camarada Sádico , concorde; e Politicamente Incorreto é tudo aquilo de que eu, o mais sábio entre os sábios, discorde!” Assim, venho por meio destas mal traçadas linhas, comunicar à toda a humanidade que, a partir desta data, fica finalmente definido o dilema em questão. Cumpra-se; Camarada Sádico.
URL:: http://geocities.yahoo.com.br/camaradasadico/ >>Adicione um comentário A expressão "politicamente correto" em sí é incorreta. Isso porque surgiu como definição uma série de posições liberais (no sentido norteamericano) em relação as chamadas "guerras culturais". O correto, portanto, seria "socialmente correto" ou "culturalmente correto" já que chamar um negro de "afro-americano" ou um uma criança debil mental de "excepcional" não define opções políticas e sim tentativas de indução de mudanças de atitudade sócio-culturais. O abuso desse expediente é que acaba por redicularizar a proposta original. Chamar um cego de "deficiente visual em grau máximo" é absurdo! Para se separar as reais boas intenções do ridículo, basta tratar QUALQUER passoa com RESPEITO.  | O Camarada Sádico diz: "cresci durante os cinzentos anos da ditadura militar. Era uma época da qual a maioria de nós não tem a menor saudade." Os milicos tem saudade, sim. Eles querem dar o gople de novo. Você está por fora. Se liga. Querem altos salários, privilégios, lustrar botas, fazer continência e prender, torturar, matar, censurar, dissolver o congresso. Não ao pau-de-arara. O Companheiro Torturador aqui de cima parece que é sexualmente correto. Vai com calma, meu. É sempre bom usar uma vaselina. Não? Se falaste de crime, vai falar pros militares torturadores. Oh feitoria(desmemoriado com moral de cuecas) ,vai falar para os comunas soviéticos que assassinaram milhões de pessoas e que você acha uns gênios!!Fala pro Fidel que tortura até hoje e você acha o cara um gênio!!!Cego, surdo social!!! E pensam que o Povo é politicamente burro. O único político politicamente correto que eu já vi em toda a minha vida foi o Severino. Esse aí não pé politicamente burro, não. Ele só é burro intelecutalmente.  | Tuzinho, tás tão sabido que já sabes até o que não aconteceu Sfa? Sou desmemoriado com moral nua, não com moralismo hipócrita. Quem pediu sua opinião aqui? Por acaso eu falei com tuzinho? Quem é comunista não é assassino e quem é assassino não é comunista. Essa conversa de dizer que o Comunismo matou cem milhões de pessoas é mentira e vocês querem imitar aquele ministrinho do intolerante Hitler de bosta: uma mentira dita cem vezes se torna verdade. Mas nós não estamos mais em 1945. Vocês ficam sempre enganando o Povo com mentiras, com promessas. O Mundo muda. Companheiro. Com essas suas mentirinhas você não vai conseguir ficar sempre sugando o Povo, não. You can fool some People sometime but you can't fool all the People alll the time. (É assim?) Olha essa aí prá você que quer viver eternamente no passado, prá você que tem mais medo do presente e do futuro do que vampiro tem medo da luz solar: Inútil lembrar do passado José Antonio 07/05/2005 17:16 movimentoeducacaolibertaria@yahoogrupos.com.br Que coisa ridícula, e daí se Makhno, Bakunin, Proudhon, Durriti foram anti-semitas, homofóbicos, kct a 4? Não interessa os erros do passado, pois o momento decisivo é agora. Se eles não foram libertários, seremos libertários hoje, construiremos um autentico comunismo libertário nesse tempo. O que destroi qualquer atuação política é essa necessidade de desenterrar ídolos do passado, onde precisamos ser fiés a eles e repetir a fórmula igual da sua revolução. Não interessa se nossos avôs foram racistas, nós seremos multi-étnicos. Não interessa se nosso avôs foram homofóbicos, nós seremos GLS. Não interessa o que eles foram, só interessa o que fazemos agora http://www.brasil.indymedia.org/pt/blue/2005/05/316363.shtml Anarcopunks recebem premio do movimento GLBTS Se queres falar de tortura, fala com o expert Bush. Fidel Castro é um cara extremamente humano e carinhoso. Essa estória de tortura é estória mesmo. A História o absolverá. Um abraço fraterno, Tuzinho. E não te esquece que quem vive do passado é museu e Professor de História. E quem vive de estórias é entregalista.  | a ditadura de Fidel, tão defendida pelos intelectuais socialistas brasileiros, matou, em 50 anos, aproximadamente, 17000 pessoas (segundo organização que defende os direitos humanos) sendo a população cubana de 11 milhões de habitantes, pode-se dizer, que a cada 1000 pessoas, mais de 1 foram mortas pelo governo totalitarista da ilha. conclusão: Por que então, os acadêmicos continuam defendendo o regime de Castro?  | Isso é Falsidade ideológica, Ângela. E mesmo que isso fosse verdade, relembrar o passado é inútil, principalmente um passado ilusório, que só existe na sua cabeça e dos parasitas. Inútil lembrar do passado José Antonio 07/05/2005 17:16 movimentoeducacaolibertaria@yahoogrupos.com.br Que coisa ridícula, e daí se Makhno, Bakunin, Proudhon, Durriti foram anti-semitas, homofóbicos, kct a 4? Não interessa os erros do passado, pois o momento decisivo é agora. Se eles não foram libertários, seremos libertários hoje, construiremos um autentico comunismo libertário nesse tempo. O que destroi qualquer atuação política é essa necessidade de desenterrar ídolos do passado, onde precisamos ser fiés a eles e repetir a fórmula igual da sua revolução. Não interessa se nossos avôs foram racistas, nós seremos multi-étnicos. Não interessa se nosso avôs foram homofóbicos, nós seremos GLS. Não interessa o que eles foram, só interessa o que fazemos agora http://www.brasil.indymedia.org/pt/blue/2005/05/316363.shtml Quem vive do passado é museu e professor de História. Quem vive de estórias são os parasitas. Você deve sentir orgasmo quando escreva sobre essa carnificina que só existe na sua cabeça, hein. Inventa umas mentiras mais bem boladas, porque nessa o Povo não cai mais. Diz agora que o Comunismo matou um bilhão de pessoas, que quem devastou Hiroshima, Nagazaki, Falluja, o iraque, o Vietnam, foram os Comunistas. Vira o disco, se não ele fura e tu cais pelo buraco. Quanto mais você repetir suas mentiras mais elas vão ficar mentirosas. Goebbels já era. Não estamos nos anos 30 do século passado. Só a Sra. continua lá. Venha pro presente. Quem é comunista não é assassino e quem é assassino não é comunista.  | resposta: porque num país de ignorantes como o Brasil, fazer parte da elite intelectual, não quer dizer ser inteligente, basta ser menos inépto que a média(...) os intelectuais brasileiros, são forjados no exterior e adoram seguir modismos, principalmente europeus, um continente que em menos de um século, foi berço do fascismo e do comunismo, não pode ser considerado o nscedouro ideal de ideais libertários.
| | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. | |