Em carta enviada ao mundo (mas destinada à Massímo Moratti, Presidente do F. C. Internazionale de Milano), o Subcomandante Insurgente Marcos, porta voz do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) e técnico da seleção zapatista, agradeceu ao time italiano a confirmação de um amistoso entre o EZLN e o Inter. Na carta Marcos pede sete amistosos, e propõe que o vencedor de pelo menos quatro partidas seja o campeão da copa "Pozol de Barro"(pozol é uma bebida feita de milho e açúcar). As partidas seriam transmitidas pelo Sistema Zapatista de Televisão Intergaláctica ("a única televisão que se lê").
Os zapatistas pediram para que as bilheterias fossem doadas para os indígenas deslocados pelos paramilitares nos Altos de Chiapas; à assessoria legal para os sem documentos nos EUA; para encarcerar os meliantes do "Minuteman Project"; para apoiar juridicamente os presos políticos que existem em todo o México; para apoiar os imigrantes de diferentes nacionalidades que são criminalizados pelos governos da União Européia; e ainda uma bilheteria para o fim que o Inter decidir.
Ao final da carta Marcos avisa a Federação Mexicana de Futebol, ao Real Madri, Bayern de Munich, Osasuna, Ajax, Liverpool e a Equipe Ferreteria González: "Lamento, tenho contrato exclusivo com o Ezetaelene(EZLN)".
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O EZLN ainda pede a participação da comunidade lésbico-gay (especialmente a travestis e transexuais) para se esclarecer da coisificação da mulher que se promove nas partidas de futebol - que não existem unicamente dois sexos e não só existe um mundo, e que sempre é recomendável que os perseguidos, por sua diferença, compartilhem alegrias e apoios sem deixar de ser diferentes.
Um apelo ainda é feito na carta: caso Bush não permita que os modelos de passamontanhas temporada primavera-verão causem furor em Hollywood, o amistoso marcado para Los Angeles acontecesse em solo cubano, frente à base militar que, ilegal e ilegitimamente, mantém o governo dos Estados Unidos em Guantánamo. Neste caso, cada delegação (a do Inter e a do Ezeta) se comprometeria a levar, ao menos, um quilo de alimentos ou medicamentos por cada um de seus membros, como símbolo de protesto contra o bloqueio que sofre o povo de Cuba.
No roteiro futebolístico Marcos marca dois pontos de parada: um em Gênova para pintar com "caracolzinhos" a estátua de Cristóvão Colombo (nota: a provável multa por danos a monumentos deverá ser coberta pelo Inter), e para levar a flor de uma recordação ao lugar onde caiu o jovem altermundista Carlo Giuliani (nota: a flor vai por conta do EZLN). Outra parada seria em frente à casa principal dos racistas do BBVA-Bancomer, que tratam de criminalizar a ajuda humanitária às comunidades indígenas.
Muito louco esse texto do sub.....Pena que a tradução ta HORROROSA, NOJENTA, DIGNA DE UM VERME!!!