O EZLN ainda pede a participação da comunidade lésbico-gay (especialmente a travestis e transexuais) para se esclarecer da coisificação da mulher que se promove nas partidas de futebol - que não existem unicamente dois sexos e não só existe um mundo, e que sempre é recomendável que os perseguidos, por sua diferença, compartilhem alegrias e apoios sem deixar de ser diferentes.

Um apelo ainda é feito na carta: caso Bush não permita que os modelos de passamontanhas temporada primavera-verão causem furor em Hollywood, o amistoso marcado para Los Angeles acontecesse em solo cubano, frente à base militar que, ilegal e ilegitimamente, mantém o governo dos Estados Unidos em Guantánamo. Neste caso, cada delegação (a do Inter e a do Ezeta) se comprometeria a levar, ao menos, um quilo de alimentos ou medicamentos por cada um de seus membros, como símbolo de protesto contra o bloqueio que sofre o povo de Cuba.

No roteiro futebolístico Marcos marca dois pontos de parada: um em Gênova para pintar com "caracolzinhos" a estátua de Cristóvão Colombo (nota: a provável multa por danos a monumentos deverá ser coberta pelo Inter), e para levar a flor de uma recordação ao lugar onde caiu o jovem altermundista Carlo Giuliani (nota: a flor vai por conta do EZLN). Outra parada seria em frente à casa principal dos racistas do BBVA-Bancomer, que tratam de criminalizar a ajuda humanitária às comunidades indígenas.