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| | [Floripa] Carta aberta à Mídia, aos Governantes e à População Por Sepé Tiarajú.Tupamaros 23/06/2005 às 08:24 Acabou. No fim da tarde do dia 21 de junho de 2005, às 17:00, sentados em frente à tribuna, ouvimos atento ao orador que respirava aliviado: Acabou.  Beira-mar - Myoshi  Mauro Ramos - Anarquia Social  PM - Hercílio Luz  Banco do Brasil  Exemplo de Cartaz Carta aberta à Mídia, aos Governantes e à População. Acabou. No fim da tarde do dia 21 de junho de 2005, às 17:00, sentados em frente à tribuna, ouvimos atento ao orador que respirava aliviado: Acabou. Como bons espectadores e ouvintes, sentimo-nos profundamente tocados com o sincero alívio que aquela voz trazia em si e também nós respiramos aliviados – um pouco por ela, um pouco por nós. Mas, lá no fundo, uma ponta de dúvida inquietava a nossa posição nas poltronas: Acabou o quê? E para quem? Que algo ruim havia passado sabíamos por dois motivos que conhece todo aquele que já se pôs a escutar uma história bem contada. Primeiro, porque há, por trás do aparente pavor, um suspiro de alívio na voz que conta, ou na escrita de quem narra; segundo, porque, se alguém conta, significa que o pior já foi superado. Desde essa certeza, então, ouvimos ao palestrante com grande curiosidade, pois também nos parece que aquilo de que fala é-nos absolutamente alheio. E, no fim, damo-nos pouco a pouco conta de que a referida história tem-nos como protagonistas. Não estamos, todavia, certos sobre o ponto de vista de quem a narra, embora saibamos estar envolvidos nela até o pescoço. Perigo. Uma mesma história pode ser narrada de diversas maneiras. Se uma epopéia, enaltece os feitos heróicos. Se uma tragédia, põe em cena os heróis e faz-nos ver seu destino. Se uma fábula, permite-nos ver um significado moral por trás dos fatos contados. Se um sermão, por fim, transforma-nos em crianças travessas às quais se deve educar. Por isso, perguntamo-nos com certo espanto que história é essa que querem nos contar como se não tivesse absolutamente relação conosco e que ao mesmo tempo é mero pretexto para uma (re)educação? Às 17 horas dessa terça-feira, vieram à nossa casa (a cidade) dizer que o que passou, passou, melhor esquecer. Apresentam-nos uma solução, como se nós mesmos tivéssemos criado o problema. E que problema é esse? E foi solucionado para quem? Não, não devemos esquecer. Deixar para trás o que aconteceu durante as últimas três semanas em Florianópolis. Porque não se trata tão somente de reduzir quinze centavos na tarifa de ônibus. Nem porque nunca se pretendeu que isso seria a solução para um problema maior. Não se deve olvidar que a partir de certo momento a política de Estado se revelou através da ação policial. Que não apenas estudantes, como quer a esquerda conservadora, mas a população inteira foi atingida e almejada – que, por assim dizer, o Estado declarou guerra à Sociedade – aquela mesma que diz representar. Exagero?! Qual deve ser, então, o parâmetro correto para que tal fato seja constatado? A morte de algum manifestante em “combate” para que se tenha então um mártir? Pois saibam que os mártires se encontram às pencas e em toda parte e não são vítimas de manifestações, mas da política do dia-a-dia. Da política vista através do microscópio ou à distância. Os protestos, que são apenas gestos simbólicos de revolta, são combatidos com gestos simbólicos de ação policial. E não está errado quem vê na sigla PM sinônimo de Porcos Matam, pois muitos foram os que morreram de uma outra forma. As balas de borracha que atingiram os rostos e pescoços, os peitos. As balas de borracha e os estilhaços de bombas de efeito moral que deceparam os braços e pernas de outros. Não se assuste, contudo, quem leia agora a essas linhas desprevenidamente. Ninguém, conforme os padrões modernos, saiu da chamada “guerra ao Estado”, ou “anarquia social”, nas palavras do Procurador-geral do Município de Florianópolis, com ferimentos mais graves. Convém lembrar, no entanto, que respirar aliviado com essa notícia é partilhar com a política de Estado empreendida por “nossos” governantes. As manifestações são apenas gestos simbólicos de revolta social, e na mesma proporção a ação policial para as mesmas é apenas um gesto simbólico de repressão. Assim, quem por ela foi atingido é apenas o representativo simbólico da repressão do dia-a-dia. Da falta de compromisso que os políticos têm com a sociedade. Com a ideologia escravista que faz com que um radialista como Mário Motta (CBN/Diário) diga, numa manhã qualquer, que “cidadão é gente de bem”. Por isso, senhoras e senhores, não deixaremos que se apague com um simples decreto a memória dos moradores dessa Florianópolis que é agora mais do que nunca uma terra de Desterro. Antes que se apaguem, simbolicamente, os traços que marcaram a cidade nos últimos dias. Entregamos, para o conhecimento de todos, as chagas que deixamos hoje nessa cidade. Florianópolis, 22 de junho de 2005. Sepé Tiarajú (fração Tupamaros).
Email:: sepetiaraju.tupamaros@gmail.com >>Adicione um comentário Bom ja foi revogado por no maximo 90 dias pois daqui 90 dias tera um novo aumento eu participo das manifestacoes des do primeiro dia sem faltar em nenhum, estive em tudu agora estou sofrendo ameaca policial, tudu bem nao fiz nada de errado, se eles estao com medo q eu saiba de algo problemas eh deles, eu algumas dezenas de manifestantes nao desistimos ainda... MUNIPALIZACAO DO TRANSPORTE NA GRANDE FLORIANOPOLIS JA. Se o transporte eh publico quem governa somos nós o POVO... pela segunda vez derrotamos a prefeitura mas nao para por aqui nao, para termos um sistema de transporte favoravel a populacao, todos teremos de lutar lado a lado, esta batalha foi marcada por repressao policial, contra ESTUDANTES, uma coisa que eu nao acho jsutu eh q nem 10% dos trabalhadores ajudaram na manifestacao, somente estudantes praticamente, a redução eh para todos, nada contra mas pensem bem na proxima ves q falarem mau dos estudantes... Quem estiver a fim de entrar em contato cmg augustorenato@hotmail.com MEU MSN Augusto^^  | "uma coisa que eu nao acho jsutu eh q nem 10% dos trabalhadores ajudaram na manifestacao" Não seria pq eles são TRABALHADORES, e se faltarem no trabalho pra ir pra manifestação são demitidos? Estudante pode matar uma aula aqui e ali. Trabalhador não pode matar trabalho... Belo texto! Não ficou só na panfletagem, bem mais agradável e interessante de ler. Um pequeno comentário a respeito desse texto e do CMI. A carta foi rejeitada pelos moderadores de TODAS as listas de coletivos CMI no Brasil. Reparo uma injustiça. Apenas dois CMI´s recusaram a mensagem. O de Brasília e o de Fortaleza (curiosamente). O de Belo Horizonte já autorizou a mensagem. meu caro jj o seu comentario contem acusacoes falsas de ligacao do cmi com partidos politicos..ele foi colocado no lixo aberto. ciao toya  | Caro JJ, diga qual a prática suspeita do Movimento Passe-Livre? Pose de revolucionário, pode fazer bem pro ego, mas vocês não passam de oportunistas que nunca fizeram trabalho pra construção das mobilziações, seja do ano passado ou desse. Fácil falar mal de quem fez grande parte do trabalho pra insatisfação do povo se concretizar nessas grandes manifestações. Vamos lá, qual é a prática suspeita do Movimento Passe-Livre? Por que diabos vocês não atacam quem está do outro lado da barricada, e não o movimento/organização que mais contribuiu nos últimos anos para politizar e mobilizar em torno da questão do trasnporte em Florianópolis. Vocês são só uns chatos que ficam vomitando porcarias na internet. Internet é barricada de loucos mesmo. E a propósito, se o tal texto foi moderado em lsitas do CMI eles devem ter seus motivos. Que preocupação é essa absurda? As listas têm suas regras de funcionamento, assim como o site. Vão ficar atacando o CMI agora, em vez de atacar o AN e o a RBS? Que jogo de picuinha e de inveja escroto... doentes. Tirem a bunda do sofá e façam sua mídia então, façam seu trabalho de mobilização, parasitas do caralho.  | Pessoal cuidado para não confundirem a atuação do CMI nas manifestações, com as posições defendidas pelo MPL. Não é novidade ou vergonha, ou qualquer coisa desse tipo delírio cristão, que existem voluntári@s do CMI que são do MPL e da JRI, isso não quer dizer que tod@s os voluntári@s sejam do MPL/JRI. Por favor antes de achar que eu estou justificando qualquer coisa, leiam o FAQ do site vai ser bem mais interessante que ficar levantando suspeita sobre a atuação dos voluntári@s devido sua posição ideológica e prática política. O vídeo "Amanhã vai Ser Maior", por exemplo, têm a coloboração direta de um voluntário do CMI, muitos do áudios, editoriais forma elaborados com a troca de informações entre os voluntári@s do CMI, sejam eles da JRI ou não. Nosso camarada J. levou dois tiros de bala de borracha durante a ultima quinta-feira, estávamos lá, respirando gás lacrimogênio. Não tinha essa de que éramos apenas mídia. Dentro da Rádio de Tróia existem voluntários do CMI, ficamos as três semanas na função, lógico que a transmissão foi a melhor possívelmente, também tenho várias críticas, mas nesse momento apesar dos projetos serem distintos houve uma coloboração do CMI e Tróia para que a cobertura fosse a melhor possível. É facíl colocar na roda e generalizar tudo, conheço várias pessoas do MPL, infelizmente pude constatar conversando com eles que muitos militantes se colocavam de forma altamente reacionária quanto ao quebra-quebra no centro, criminalizando o pessoal da periferia e outros grupos, não sei isso é uma posição do MPL, se for lamento por eles, pois nunca sairão da condição reformista que se encontram atualmente.  | Não temos autoridade, claro está, para julgar o CMI. Pedimos desculpa pela injustiça cometida. Não obstante, considera a Sepé Tiarajú (fração Tupamaros) ainda um pouco duvidoso que listas CMI, de Mídia Independente, é verdade, barrem notícias ou manifestações direcionadas a elas não diretamente pelos voluntários usuais. Quanto a movimentos e participantes, o companheiro defensor do MPL, parece, super-estima a participação do citado movimento ao ponto de desvalorizar qualquer crítica que se faça dentro do Movimento pela Redução... É bom lembrar que o MPL é apenas UMA das forças sociais envolvidas e que nenhuma delas tem o direito de reivindicar para si privilégios e direitos sobre os que participam dos atos. Do contrário, cairiam em contradição. Uma coisa, pois, é a crítica interna feita sobre articulações que são suspeitas, outra é engolir tudo o que diz a mídia burguesa. O Passe-livre se mostrou, até então, um movimento autoritário e pouco afeito a participar de forma igualitária na questão...  | toya, você podia fundamentar mais sua acusação de que o jj teria feitos acusações falsas. Não estou questionando se ele fez ou não, só gostaria de entender aonde está a prova de que elas são falsas. Falar que é fácil sem argumentos é muito fácil. Parameré Birutatu, o fato de as listas do CMI terem moderadores é uma censura sim, e da maneira mais clássica do termo. É praticamente a aplicação direta da definição de censura. Isso ao meu ver é muito contraditório com o propósito do CMI. A *desculpa* de que isso é para evitar mensagens indesejadas é uma *desculpa*. Cada usuário pode cuidar das suas mensagens indesejadas da maneira que preferir, não preciso que um grande senhor moderador faça um trabalho para mim. Aí vem o argumento que assim as listas ficarão ilegíveis, pois chegarão muitas mensagens indesejadas. Pois existe o contra-exemplo das listas de programas livres, onde eles já perceberam que censura não é uma coisa legal e não existem mais moderadores; lá as listas não recebem tantos correios indesejados assim e são completamente suportáveis. Se eles tem os motivos deles para fazerem censura, Parameré, aposto que os generais da ditadura também tinham os motivos deles para fazerem. E se devíamos lutar contra outras coisas piores, os generaisãos achavam que devíamos lutar contra outras coisas "piores", como a desordem, por exemplo. O que mostra que os seus dois argumentos legitimam tanto o CMI com sua censura quanto a ditadura. Seriam eles irmãos? Já propus que a lista deixasse de ser moderada em uma lista regional do cmi e fui severamente taxado, com argumentos como "ou está abertamente querendo provocar a Aneleh e os outros voluntários." (em: http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-bh/2005-May/0503-w4.html ) ou "acho que receber 30 spams por dia baseado em uma desconfiança (a qual eu nunca tive, mesmo quando não moderava a lista) de que o moderador esta aprontando algum tipo de golpe por trás dos voluntários, me desculpe o termo, mas pra mim é burrice." (em: http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-bh/2005-May/0503-w4.html ). É assim que o CMI busca a democratização do acesso à informação?  | Pessoal, pera lá, isso já está ficando complicado. Por partes: 1. As listas de discussão do CMI são instrumentos para os coletivos locais se organizarem. Sua função não é essencialmente receber artigos para publicar no site. Para isso existe o mecanismo de publicação aberta, por onde, como visto, o artigo acima foi publicado - sem censura, como acusado anteriormente. 2. A cobertura do CMI foi muito mais ampla neste ano do que no ano passado, por exemplo. Conseguimos abordar muitas perspectivas. Exemplo: acompanhar as movimentações da prefeitura; cobrir as mais diversas manifestações que ocorriam por toda a cidade; discutir o próprio sistema de transporte. Lembrem-se que não somos financiados e, infelizmente não pudemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo - embora tenhamos conseguido estar mais presentes e registar mais coisas do que no ano passado. Perceba que tudo foi publicado falando sobre o "movimento pela redução da tarifa" (com minúsculas) e não "Comitê de Resistência ao Aumento" (com maiúsculas), pois consideramos que as manifestações ocorridas na cidade foram absolutamente mais amplas do que qualquer Comitê e até mesmo do que as manifestações que ocorriam em frente ao Ticen no final das tardes - embora algumas pessoas queiram reivindicar que o movimento era apenas esta fração de tempo e espaço. Grande parte das atividades aconteciam durante os dias em lugares os mais diversos e por pessoas que não tinham uma relação direta de contato. Ninguém é dono do movimento. A única tristeza foi não ter conseguido rodar cópias diárias do CMI na Rua. Mas foi mais falta de dinheiro do que outra coisa. Ano passado o movimento tinha uma dinâmica diferente, menos fracionada, o que facilitava arrecadar dinheiro ou conseguir lugar para cópias. 3. Como integrante tanto do CMI, tanto como do MPL, e por ter participado ativamente da rádio por bastante tempo, acho que consigo ver claramente como mal entendidos e falta de boa vontade fazem crescer sentimentos desnecessários. Em primeiro, é evidente que o MPL, por ser amplo e ter participação de pessoas das mais variadas orientações políticas, não tem uma opinião única sobre tudo. 99% das pessoas não condenam de forma alguma o chamado quebra-quebra, que eu prefiro chamar de revolta politizada. E bem, sobre o caráter reformista, o Movimento pelo Passe-Livre é uma forma de, através de uma reivindicação, abrir canais de diálogo sobre a forma que o mundo está colocado e procurar organizar a superação do mesmo. É lotado de contradições? É. E daí? Sem contradição, no marasmo, vamos superar o quê? Com os erros cometidos se vai pra frente. 4. O CMI não é uma agência de notícias anarquistas. Ele se baseia em autogestão e horizontalidade, mas é um grupo de trabalho de mídia. Portanto, publicamos informações para ajudar a compreender a situação que está colocada, desde a parte oficialesca (prefeitura e seus decretos) até as ruas, a luta, a reivindicação. É evidente que não existe o menor fundamento em qualquer acusação sobre "ligação com organizações como o PCdoB". Mas, mesmo que tenhamos divergências profundas com o sistema de democracia representativa e com as orientações políticas do PCdoB, se existe uma vereadora que ajudou pessoas que foram presas a saírem de lá, então isso também é uma notícia e é importante sabermos disso. Talvez da próxima vez nós, anarquistas, iremos lá ajudar também. Sugestão: menos sectarismo e mais ataque aos inimigos de verdade. O que importa no final das contas é que as pessoas, a população, se apoderaram da luta e demos um passo à frente na reivindicação.  | JJ que vc confunde "crítica interna" com ataques e disputas de ego. Crítica interna se faz de forma amistosa, em local e de forma apropriada. O que vc faz no CMI é simplesmente ficar atacando quem está no mesmo lado da barricada. Na verdade uma luta fraticida, de um lado só, que parece estar mais vinculadas a disputas de ego. É óbvio que o MPL é apenas mais uma das forças sociais no movimento pela redução da tarifa. Mas sem dúvida é uma força importante, e não digo tanto nas manifetsações em si, mas pelo trabalho anterior, cotidiano, para que elas viessem a ocorrer. Não exitem movimentos sociais sem contradições. O seu purismo e idealismo é típico de quem nunca se envolveu de fato com lutas e movimentos sociais.  | Malebria, e que tal comecar pelo JJ? Porque ele nao publica aqui no site um artigo com provas das acusacoes dele? Se ele publicar um artigo com provas de que o cmi esta envolvido do o PC do B e se as provas forem verdadeiras. com certeza esse artigo nao iria pro lixo aberto. Agora, eu nao tenho que ficar provando aqui que o cmi nao esta junto com o PC do B. Nao faz sentido eu me defender de algo que nao existe. Nao faz sentido eu provar por a mais b q algo nao eh real se ele nem sequer existe. Se o JJ tivesse dito algo mais especifico, ou seja, se ele tivesse colocado aqui algo concreto. Ai seria outra historia. Agora se uma pessoa vira e fala "o ceu eh verde com bolinhas pretas" eu nao vou argumentar sobre isso..simplesmente digo que nao eh. toya  | Sabemos que é vontade de tod@s que o CMI seja cada vez mais tomado pelos movimentos populares como um instrumento de luta, infelizmente como acontece em quase toda manifestação as pessoas preferem dar declarações a mídia burguesa do que produzir sua própria mídia. Por causa disso e de outros fatores o CMI e outros coletivos tem se envolvido na fomentação de projetos de formação de repórteres populares, ciber cafés, radios livres e etc... Estamos apenas começando, não temos muitos recursos e pessoal, isso é importânte salientar. Para quem acha que o CMI é pouco anarquista, quero lembrar que o projeto é horizontal e apartidário, assumiu a forma de organização dos coletivos autônomos desde de Seattle. É lógico que na rede Brasil a maior parte dos/das voluntárei@s são anarquistas, mas tomamos cuidados para que não nos fecharmos em uma posição anarquista dogmatizada que impera muitas vezes no Brasil e no mundo. Não queremos ficar apenas na defesa, afinal somos produtor@s de mídia, estimulamos que outras pessoas também o sejam, se anarquistas, autonômistas, comunistas e istas,istas... Querem que o CMI seja isso ou aquilo não é mais facíl interessante participar do coletivo de forma ativa e não apenas nega-lo? Se acham que o CMI é monopólio de algumas pessoas, porque não entrar no coletivo e quebrar essa forma opressiva? Gostaria de lembra-los que em toda a história do anarquismo vivo, os/as anarquistas se colocaram ao lado das lutas populares e, a ação direta uma das características da prática libertária é negação da política de representação. Caso não tinha sido claro, não espere que alguém faça aquilo que você pode fazer. Ficar tagarelando e criando boatos sobre o CMI, sobre seus voluntári@s é perda de tempo, se você não apresenta nada que os comprove, esse tipo de merda só serve para atrapalhar o andamento das coisas que estão rolando. Na minha opinião estamos no momento ótimo para que anarquistas e autonomistas publicizem na cidade suas propostas, façam atividades a ações propagandas. Precisamos sair só da negação do outro, que afinal de conta ainda se propõe a auto-crítica, para um ataque radical ao patriarcado, a militância esvaziada de desejo e utopia, ao capital e ao trabalho, a igreja e ao partidos que são os inimigos da liberdade.  | Um amigo meu, ingênuo e bem intencionado, ficou frustrado ao ler os comentários um tanto raivosos, no site do CMI, do pessoal que deveria estar animado por espírito de cooperação e solidariedade. Expliquei a ele que política é assim mesmo. Todos têm razão, mas alguns querem ter mais razão que os outros. "Se eu fosse o Dário, estaria rindo." - Diz meu amigo. Penso que o Dário não tem muitos motivos para rir, mas pode regozijar um pouco com as eternas e insolúveis divisões do campo democrático e socialista. No final, o povo, em especial a juventude progressista de Florianópolis, venceu. Muitas batalhas ainda virão. Vamos lembrar de direcionar nossa retórica (nem sempre falaciosa, mas irritante, no geral), para os ouvidos certos. Entre nós, companheiros, camaradas, amiguinhos e concidadãos, sejamos humildes, tolerantes e comprometidos. Que tal? Afinal, a qualidade de vida também se mede pela qualidade das relações pessoais, não acham? Parabéns ao povo de Floripa. Parabéns aos guerreiros da paz e da liberdade que livraram Florianópolis de mais esse abuso - por enquanto. Salud!  | Se o JJ fez acusações sem apresentar provas você deveria ter feito o que eu fiz com você, falar que ele não estava argumentando e fez uma acusação infundada. Se você fala que a acusação é falsa, você tem que apresentar argumentos, se não a sua contra-acusação fica tão fundamentada quanto a dele. Se alguém falar que o céu é verde eu tenho duas possibilidades: Ou mostrar que o céu é azul usando argumentos para isso, ou pedir para ele provar que o céu é verde. Você só falou que ele é azul, como poderia ter respondido falando que ele é cor-de-rosa. Sem argumentos, dá na mesma.  | malebria, vai ver se alguém está na esquina. Primeiro vc diz que ter moderador em lista do CMI é "censura", o que só demosntra que vc não sabe absolutamente pra que serve uam lista de disussão e muito emnos as listas de dicussão do CMI, que são listas organizativas dos coletivos do CMI. Se vc está numa reunião para organizar e decidir algo, e chega alguém que começa a desviar a discussão da pauta da reunião vc vai ficar quieto? vai deixar o sujeito atrapalhar a reunião por medo de ser "censor"? Eu já fiz várias reuniões em praças público e sei como bêbados que aparecem do anda atrapalham. Isso não tem nada a ver com censura, isso tem a vr com preservar o bom funcionamento da reunião de modo a atingir seus objetivos e propósitos. O mesmo se dá com uma lista de discussão. Se os voluntáros do CMI forem perder tempo contra-argumenatndo todas as acusações infundadas contra o CMI eles não farão mais nada na vida. Não haveria melhor maneira de "sabotar" e "sacanear" o CMI do que ficar fazendo acusações esdrúxulas. E quanto mais absurdas e esdrúxulas as acusações e mentiras são, sempre mais difícil é rebatê-las. Imagine se alguém acusa o CMI e estar ligado à TFP. Como que um voluntário vai contra-argumentar isso a não ser dizendo simplesmente "não, é mentira e absurdo". Provar que ligações existem (se de fato existem) é cem mil vezes mais fácil do que provar que ligações não existem.
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