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| | Jeany Mary Corner quer R$2.000.000,00 para entregar sua lista de clientes
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, para quem Jeany deu entrevista, ela se referiu ao advogado Rogério Buratti, ex-assessor do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
A "empresária" Jeany Mary Corner, que agenciou garotas de programa para políticos com recursos providenciados pelas empresas de Marcos Valério, reponsável por empréstimos ao PT para o caixa dois eleitoral do PT, além de lançar no mercado o preço de sua agenda de clientes, também revelou detalhes das suas "festas" promovidas em Brasília. De acordo com a colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, freqüentemente as "festas", regadas a muitas doses de uísque, acabavam em sexo grupal, porém não haveria consumo de drogas, no máximo Viagra. A colunista relata que o cachê das prostitutas variaria entre R$ 400 e R$ 600 por quatro horas de trabalho, acrescido eventualmente de "gorjetas". Um político teria entregue a uma das garotas uma nota de US$ 100 pelo menos uma vez. Segundo a Folha, as orgias ocorreram em diversas oportunidades e não tiveram lugar somente no hotel Grand Bittar (onde, em apenas uma ocasião, foram supostamente gastos R$ 18 mil somente em consumo e bebidas), mas também em uma mansão em Park Way. A coluna também cita um dos participantes das noitadas, apelidado de "Kit Piscina" porque sempre chegava vestindo calção de banho, sandália e com uma toalha. Há poucos dias, Jeany Mary Corner confirmou, em entrevista ao Jornal Nacional, a ocorrência de pelo menos uma festa promovida pela empresa MultiAction, de Valério, envolvendo mais de 20 modelos e que ocupou diversos andares do Grand Bittar. Entretanto, Jeany negou que a festa tivesse sido promovida por ela e disse que o organizador foi o ex-sócio de Marcos Valério Ricardo Machado. Ricardo Machado também afirmou que Valério promovia festas com garotas de programa em Brasília, reforçando suspeita de parlamentares da CPI dos Correios. Ricardo disse, em depoimento à Polícia Federal, que as festas eram feitas em hotéis cinco estrelas de Brasília, e as contas eram pagas pelas empresas de Valério - a DNA e a SMP&B. Ao ser questionada sobre a sua agenda conter mais informações sobre os políticos do que os documentos das contas de Marcos Valério, Jeany Mary disse: "É o que dizem". A "empresária" fez, recentemente, pelo menos duas declarações em tom de ameaça. Segundo Jeany, ela guarda agendas com nomes reais dos clientes, sem cifras ou códigos. Ao lado, o nome da funcionária que cumpriu a tarefa e o valor. Ela assegurou que as agendas estão em um cofre. Ela teria dito que "até agora" estava sendo amiga dos amigos e, que "se a pequisa do sigilo telefônico continuar, encontrará ligações de outros assessories do ministro". Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, para quem Jeany deu entrevista, ela se referiu ao advogado Rogério Buratti, ex-assessor do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
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