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| | Estudantes da UFAL ocupam reitoria; greve nas públicas continua pelo país
Desde as 9h da manhã de quarta-feira (26 de outubro) a Reitoria da Ufal, no Campus A.C.Simões, está ocupada por estudantes da instituição, que reivindicam a abertura do Restaurante Universitário aos demais estudantes pelo preço de custo da alimentação e ampliação do número de comensais, mantendo o atual valor para estes e para os residentes; fim das taxas cobradas para expedição de documentos da universidade; substituição imediata do atual pró-reitor estudantil, Eurico Lôbo, por alguém comprometido com o fortalecimento da Assistência Estudantil; fim da cessão dos bens materiais e equipamentos da universidade a interesses ou grupos privados; anulação das atividades acadêmicas durante a greve, em respeito à deliberação do Colegiado Especial na reunião do dia 10 de Outubro de 2005 (como já se conseguiu na greve estudantil da UFBA em 2004). A pauta de reivinidicações foi entregue à reitora da UFAL, Ana Dayse Dórea, que até o momento não respondeu nem abriu canais de negociação. Os estudantes prometem manter a ocupação enquanto a pauta não for atendida, e pedem manifestações de solidariedade de outros setores da sociedade, que pretendem envolver na luta. Os ocupantes também se colocam contra a reforma universitária, contra o governo Lula, contra o neoliberalismo e contra o estilo administrativo do atual reitorado. No país, outras 32 instituições federais de ensino superior (IFES) e quatro centros federais de educação tecnológica (CEFET) encontram-se paralisados há quase dois meses, num movimento que envolve professores, servidores e estudantes, com pautas específicas para cada setor, sempre em torno da valorização do profissional de educação e, conseqüentemente, a melhoria da universidade pública. NOTÍCIAS UFAL: FOTOS: MOVIMENTO NACIONAL:
ENADE: Um instrumento para a mercantilização da Educação Notícias da Ocupação da Ufal Hoje tivemos uma grande disputa e vitória no Colegiado Especial (Cepe e Consuni) da Ufal. No primeiro ponto de pauta discutimos uma de nossas cinco reivindicações da pauta emergencial - que também era pedido dos técnicos e dos professores - e conseguimos do Colegiado a oficialização da anulação de todas as atividades acadêmicas do período de greve da Ufal. Logo em seguida, começamos a discutir sobre a ocupação da reitoria, que já durava 192 horas. Nessa discussão, que se deu em clima tenso, os aliados da reitora nos atacaram e tentaram desqualificar nossa ação de todas as formas possíveis, inclusive proporam o uso de força policial para retirar os estudantes do gabinete da reitora. Entretanto, tinhamos apoio declarado dos professores, que nos tinham feito uma moção de apoio no dia 1º, e de parte dos técnicos (que ficaram de fazer uma moção de apoio ao Movimento de ocupação nesta sexta-feira). TODOS, inclusive os que estavam contra nós, admitiam que nossas reivindicações eram justas. A reunião seguiu e só encerrou-se próximo das 15 horas (o início foi às 9 horas). Tinhamos uma outra reunião marcada com uma comissão representante da reitoria para às 18 horas, onde discutiriamos sua contra-proposta. Nessa reunião nossa pauta foi discutida e, dos quatro pontos restantes, ficou acordado que: 1.nenhum bem material da universidade será cedido para interesses ou grupos privados; 2.o pró-reitor estudantil, Eurico Lôbo, será substituído do cargo dentro de 15 dias; 3.as taxas cobradas pela universidade não poderão ser todas excluídas no Consuni da próxima segunda-feira, mas começará uma análise de qual impacto o final da arrecadação que elas geram na Ufal terá para que o fim de todas elas não desfalque nenhuma atividade da universidade. O fim das taxas passa a ser questão de tempo, apenas; 4.um grupo de trabalho será formado para discutir a ampliação do restaurante universitário (espaço físico e aumento do número de comensais) e sua abertura para todos os estudantes com alimentação a preço de custo. Nesse sentido, todas as cinco pautas emergenciais do Movimento foram atendidas e tudo indica que estaremos desocupando a reitoria da Ufal na próxima segunda-feira (07/11) após o Consuni, caso tudo saia como foi acordado. Sairemos daqui mostrando que fizemos uma reivindicação justa e que fomos responsáveis com nosso ato (tanto que deixaremos o espaço do mesmo jeito que ocupamos: sem nenhuma depredação ao patrimônio da Universidade). Resta agora torcer por ganhos materiais da nossa ação em nível nacional, que se reunirá com o MEC para cobrar uma série de pautas que o Movimento Estudantil anseia há muitos anos. Atenciosamente, Mário Júnior Comando de Mobilização Estudantil da Ufal mariorufinofjr@hotmail.com (82)8813-3880 DEFENSIVA MAIS QUE NECESSÁRIA ATUALMENTE, O MOVIMENTO ESTUDANTIL É, LAMENTAVELMENTE, IMPREGNADO PELA LÓGICA DO EGOÍSMO E DA PASSIVIDADE. POR ISSO, TODOS DEVEMOS PARABENIZAR ESTE GRANDIOSO COMANDO DE MOBILIZAÇÃO E DE GREVE FORMADO QUE, ALÉM DE TER UMA ORGANIZAÇÃO CONSISTENTE É EXTREMAMENTE CONSCIENTE DE SEUS DEVERES E DIREITOS, OU SEJA, DO DEVER DE IR CONTRA (COM OS INSTRUMENTOS QUE SE FIZEREM NECESSÁRIOS) O SUCATEAMENTO DESLAVADO DO ENSINO SUPERIOR QUE, JUSTIFICARIA COMO NECESSÁRIA, A PRIVATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS.
ALÉM DE TUDO, EM POUQUÍSSIMO TEMPO, O MOVIMENTO GREVISTA TEVE CONQUISTAS POLÍTICAS E SOCIAIS LINDÍSSIMAS (DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL) QUE GARANTIRÃO QUE ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO POSSAM CURSAR UM DIA A UNIVERSIDADE PÚBLICA. DESSE MODO, SUGIRO QUE SEJA REALIZADAS AÇÕES DE EXCLARESCIMENTO DA COMUNIDADE QUANTO À NECESSIDADE DA GREVE DEFLAGRADA, MEDIANTE GRUPOS DE DISCUSSÃO COM ESTUDANTES SECUNDARISTAS DA REDE PÚBLICA E PRIVADA (QUE MUITAS VEZES NEM SONHAM COM ESSE TIPO DE INVESTIDA DO GOVERNO CONTRA OS NOSSOS DIREITOS À UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUÍTA, DE QUALIDADE PARA TODOS E A SERVIÇO DOS TRABALHADORES)E AULAS E APRESENTAÇÕES TEATRAIS EM PRAÇAS PÚBLICAS DAS CIDADES. FICA UM SALVE A TODOS QUE, AO INVÉS DE OPTAREM PELA CÔMODA POSIÇÃO DE DEIXAR AS COISAS COMO ESTÃO, OPTARAM POR SE ORGANIZAR E LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS.
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