Duas madrugadas movimentadas em São Paulo: de quarta para quinta-feira (03/11), a FLM - Frente de Luta por Moradia realizou 4 ocupações simultâneas; de domingo para segunda-feira (07/11) a UMM - União de Movimentos de Moradia repetiu a dose. As ações, além de chamar a atenção para o problema da falta de habitações na cidade e lutar pela efetivação do direito à moradia, buscavam e conseguiram - depois dessas ações - tornar possível um diálogo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e com seus simulares a nível municipal.

Foram ocupados pela FLM: um edifício em construção da CDHU, no Brás; outro pertencente à Caixa Econômica Federal (CEF) no Pari; e um terreno do INSS na zona sul, na Av. Teotônio Vilela; além de um edifício, esse particular, no Brás, Rua Cesário Alvim. Pela UMM foram ocupados quatro terrenos: na Rua 21 de abril, no Brás; na Estrada de Taipas, Rua Nicolas Dor, pertencente à União; e na Av. Presidente Castelo Branco, pertencente à CEF.

Além dessas ocupações, dois acampamentos foram montados em frente a prédios da Caixa Econômica Federal: na Av. Paulista, pela FLM e na Praça da Sé, pela UMM. Esses acampamentos visam pressionar a Caixa para aumentar e desburocratizar os subsídios de financiamento habitacional às famílias de baixa renda, enquanto as ocupações 'simbólicas' tiveram o intuito de reinvindicar mais moradia popular para os três níveis de governo.