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| | Comandante brasileiro é encontrado morto. Continuam as mortes na periferia
O comandante da Minustah - Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Urano Bacellar, foi encontrado morto na manhã de hoje, 7 de janeiro, em um hotel, em Porto Príncipe, capital do Haiti. Oficiais da ONU divulgaram a hipótese de Urano ter cometido suicídio. Ele assumiu o cargo de chefe das tropas da ONU em agosto e nesta semana comandava uma operação contra opositores do atual regime no bairro periférico Cite Militaire. De acordo com dados da ONU, a Minustah somou quatro mortes em 2005. Enquanto isso, segundo dados coletados por grupos e ativistas dos direitos humanos (e entregues para a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos), entre 26 de outubro de 2004 e 20 de agosto de 2005, aproximadamente 246 haitianos e haitianas foram mortos/as pela Minustah e pela Polícia Nacional Haitiana (PNH). A maior parte dos assassinatos foram cometidos em bairros periféricos onde estão concentrados os opositores do governo imposto pelos EUA, França e Canadá, e garantido pela ONU sob o comando dogoverno brasileiro. O número das mortes pode ter sido muito maior, pois não há uma contagem confiável da ONU e PNH. A morte do general deixa dúvidas sobre os desdobramentos do cenário político no país. Ontem, o Conselho de Segurança da ONU lançou uma nota, exigindo que as eleições parlamentares sejam realizadas no dia 7 de fevereiro. Em resposta, o governo do primeiro-ministro Gerard Latortue afirmou que a culpa do adiamento é da ONU e da OEA, que foram "incapazes de estabilizar o Haiti." Latortue, imposto após o golpe, foi responsável pela demissão em massa de milhares de trabalhadores do setor público e, assim como o ex-presidente Aristide, subserviência às políticas dos organismos financeiros internacionais. Os opositores do governo, simpatizantes ou não de Aristide, taxam as eleições de ilegítimas e temem sofrer dura repressão da Minustah que deve conter de forma violenta prováveis manifestações nos bairros durante as eleições. leia mais:: Continua o massacre nos subúrbios do Haiti editorial anterior:: Denúncias de chacinas chegam à OEA artigo:: O golpe e a correnteza
Exército brasileiro promove massacres no Haiti Exército brasileiro promove massacres no Haiti a mando dos EUA
Desde fevereiro de 2004 depois de uma eleição exaustiva, na qual muitos interesses particulares da burguesia mundial estavam em jogo, o presidente eleito Jean-Bertrand Aristide em meio a acusações de corrupção, se viu com a corda no pescoço, tendo que ser exilar sob a pressão da França, do Canadá e principalmente dos Estados Unidos, que tem vários interesses milionários nesta região, além da ostentação de tentar monopolizar países em prol de seus interesses. O governo americano com seu espírito imperialista e capitalista acredita que o Haiti é um dos países chaves em uma possível aliança para ajudar a impulsionar as negociações e a consolidação da Associação de Livre Comercio das Américas (ALCA) a seu favor. Aristide foi o mais votado nas eleições democráticas (burguesa) presidenciais, que foram as primeiras a se realizar na história do Haiti. Em seguida foi exilado por pressão Norte americana, Francesa e Canadense principalmente. O povo indignado com o golpe realizado pelas grandes potências estrangeiras sai às ruas e a revolta popular toma conta do país, a revolta do povo haitiano gera a reação internacional que articula a invasão do Haiti. O país é invadido por uma suposta missão de “paz” denominada Minustah (Missão da ONU de Estabilização do Haiti) que tinha como objetivo combater a insegurança no país. Esta missão é mantida pela ONU e está sob o comando do exército Brasileiro que vêm cometendo massacres contra o povo pobre haitiano. Um dos motivos pelo qual há a presença maciça e significativa do exeército brasileiro no Haiti é pelo fato que uma das políticas adotada pelo atual governo brasileiro é a da diplomacia e relações BRASIL - MUNDO. Há muitos anos a elite burguesa brasileira deseja subir o status de país “subdesenvolvido” para país “desenvolvido”, um dos passos importantes hoje no cenário político para elevar esse status é a presença em organizações internacionais. Para tal o Brasil deseja ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, e pretende afirmar-se como “potência mundial”, isso quer dizer dançar conforme a música que toca, sendo esta música o som arranhado de espinhos das notas capitalistas. A coordenação dessa missão depositada sobre os cargos do exército brasileiro mostra-se totalmente violenta e sangrenta. Vários dos soldados brasileiros foram treinados pelo Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, este grupo é especializado em conter motins e rebeliões nos presídios, verdadeiras máquinas de matar. Foi neste embalo que o exercito brasileiro, treinado para matar, e composto praticamente por jovens, que vivenciam a violência gratuita passada 24 horas na televisão, apresenta sua “hospitalidade” com a população haitiana, matando até agora várias pessoas. Muitas acusações estão sendo feitas, responsabilizando o exército brasileiro e estadunidense por uma série de massacres cometidos nos últimos 19 meses no Haiti, além disso, existem denúncias de que um número grande de haitianos partidários do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, foram assassinados, torturados e presos por integrantes do esquadrão da morte, composta pelo exército brasileiro e estadunidense. A missão que era hipocritamente denominada de pacífica se mostrou um verdadeiro fracasso resultando no massacre de milhares de haitianos, vítimas da barbárie capitalista encabeçada pelos Estados Unidos e tendo o Brasil como cúmplice. Com isso os “dirigentes” dos países, procuram satisfazer as necessidades dos patrões demonstrando quem está de fato ao lado de quem. O governo brasileiro mostra quais são seus verdadeiros interesses, seguir a risca a cartilha neoliberal e imperialista dos Estados Unidos. O Brasil é um dos países com uma das maiores desigualdades sociais, a fome e a miséria estão por todos os lados, assim como no Haiti onde a miséria é algo presente sendo um dos países mais pobres do mundo. Acreditamos que o povo explorado deve ser unir contra este golpe e a repressão capitalista que sofrem os oprimidos em todo mundo. Os brasileiros e haitianos devem se unir e mostrar solidariedade uns com os outros. Os brasileiros devem se revoltar, indo para as ruas e se opondo a esta guerra de interesses. Com a união dos povos explorados dos diversos países, conseguiremos com força e união barrar e arrancar pela raiz os interesses da burguesia internacional de nossas vidas. Texto retirado do Informe Anarquista nº03
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