MANIFESTO CONTRA BANHEIROS ALTERNATIVOS

Banheiros foram históricamente um lugar no qual pessoas com poder, autoridade ou riqueza negavam acesso a outras pessoas. Há uma centena de anos atrás apenas pessoas com posses poderiam se dar ao luxo de terem banheiros em suas casas. Os pobres eram forçadas a usar sujos e fétidos banheiros públicos.

Nos Estados Unidos, até não muito tempo atrás, banheiros públicos eram divididos entre "brancos" e "pessas de cor". Os banheiros reservados a "pessoas de cor" assim como os espaços reservados para tais pessoas em restautantes e transportes públicos eram muito mais inconvenientes e não-higienizados que as mesmas facilidades reservadas às pessoas brancas.

A eliminação destes espaços se deu sob a insígnia de que separar significa no mais das vezes segregar.

Vivemos numa sociedade moldada a beneficiar alguns poucos. E a manutenção deste poder se dá atravéz da exclusão de muitos. O ódio transfóbico é o sentimento de rechaço contra todas as pessoas que não seguem os padrões de gênero determinados para o corpo biológico que possuem. Muitas pessoas trans se encontram no fim do espectro da aceitação social, fruto de uma cadeia de mecanismos de repressão que impossibilitam muitas vezes que tenham os requisitos mínimos de sobrevivência social.Incontável o número de homens e mulheres trans que sofrem rejeição e repressão familiar violenta quando começam a manifestar tendências para o gênero oposto. As escolas oferecem ambiente absolutamente repressivo quando professores e diretores desinformados sobre as questões comportamentais humanas reproduzem esquemas repressivos socialmente existentes. Sem falar nas barreiras para obtenção de empregos levando muitas pessoas trans para a marginalizaçao, e muitas vezes prostituição.

As questões que envolvem transexuais e travestis dizem respeito a identidade de gênero. Diz respeito a nossa constituição enquanto pessoas, como vemos a nós mesmos, seja como mulheres ou como homens. A principal demanda das pessoas trans é o reconhecimento de suas identidades. O livre acesso a qualquer facilidade deve ser de acordo com a identidade de gênero da pessoa. Uma pessoa que vê a si mesma como uma mulher deve ser reconhecida como MULHER e deve ter garantido seu acesso ao banheiro feminino. Da mesma forma, uma pessoa que vê a si mesmo como um homem é antes de tudo um HOMEM e deve ter garantido seu acesso ao banheiro masculino. A GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS DAS PESSOAS TRANSEXUAIS E TRAVESTIS NÃO SE DÁ COM A CRIAÇÃO DE BANHEIROS DIFERENCIADOS, MAS SIM NA INCLUSÃO DESTAS PESSOAS NOS BANHEIROS JÁ EXISTENTES. Só desta forma as pessoas trans estarão incluídas socialmente, e não segregadas.Não somos seres anômalos, mas sim humanos, que merecem RESPEITO.

O incômoda da presença trans nos banheiros convencionais é o incômodo racista ante a presença negra, é o incômodo xenofóbico contra o estrangeiro, o nordestino, o outro, este estranho. INCÔMODO. O ódio irracional, a rejeição, a repulsa ante @ diferente. É o incômodo nazista que fez dizimar milhões o milhões de seres humanos nos fornos de Auschwitz, é o incômodo dos invasores europeus ante os habitantes originais da Pachamama, o grande massacre que se sucedeu e o oceano de sangue jorrado dos seus corpos inocentes, despedaçados pelo escárnio do invasor. É o incômodo da criança faminta na esquina, ignorada pelo olhar esnobe. O incomodo ante os inúteis, ante os doentes, os velhos, os inválidos, antes aqueles que de nada valem.

NÃO QUEREMOS BANHEIROS ALTERNATIVOS, QUEREMOS QUE TRANSEXUAIS E TRAVESTIS POSSAM USAR OS BANHEIROS JÁ EXISTENTES SEM DISCRIMINAÇÃO!

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Escrevo esta para demonstrar o meu mais profundo repudio e rechaço à instalação de banheiros speciais para transexuais e travestis.

SOU UMA MULHER. Enquanto tal uso e continuarei usando os banheiros públicos femininos. A idéia de criar um terceiro banheiro vai de contra toda a luta que enfrento para poder para ser reconhecia como a MULHER que realmente sou.

Aline de Freitas - Voluntária do CMI/SP - Centro de Mídia Independente

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Não só assino como expresso minha total indignação com essa falta de respeito em relação as pessoas Trans. Logo vão querer fazer um banheiro para o Gay masculino outro pro Gay feminino, um para Travesti outro para Transexual que ira operar outro para aquela ja operada, uma pra lesbicas outro para os Bissexuais e assim por diante. Acorda para a vida gentem o que estão querendo e nos separar como se tivessemos uma doença contagiosas que nos impedem de frtequentar o banheiro com as outras pessoas. Se querem fazer algo pois então que se tire o genero do banheiro.
Janaina Lima - IDENTIDADE - Grupo de Ação Pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais
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Concordo com o documento. A idéia dos banheiros é de fato, segregacionista.

Elcio Nogueira dos Santos - Psicólogo, mestre em psicologia e membro do Espaço B.
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Todo apoio à luta contra segregação! Pela criação de horizontes de liberdade e pela afirmação da multiplicidade de possibilidades humanas em coexistência solidária!
Gabriel Silveira de Andrade Antunes
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Como estudante de Biologia (Uff), e formada nas faculdades de Historia (Uff) e Filosofia (Ufrj), venho manifestar todo o meu repudio a esse tipo de aberração que é a criação de um banheiro para pessoas transgeneras/travestis. Esse projeto foi mal formulado, e seus objetivos dão margem a segregação social, indo de encontro ao artigo quinto de nossa Constituição Federal.
Marina Braga Martins Pinto - Rio de Janeiro/RJ
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Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

ALGA ( Associação Lagartense de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de Lagarto/SE

Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade - GOLD Colatina/ES

APTA - Associação para Prevenção e Tratamento da AIDS/Projeto Rua Paim - São Paulo/SP

MGM - Movimento Gay de Minas - Juiz de Fora/MG

ANTRA - Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros

ASTRA-RIO - Associação de Transgêneros do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ

ABL- Articulação Brasileira de Lésbicas

Movimento D´ELLAS - Rio de Janeiro/RJ

Grupo GATAS de transexuais - Rio de Janeiro/RJ

Observatório Nacional dos Direitos Humanos - CERCONVIDH-DDH-RJ - Rio de Janeiro/RJ

Grupo Esperanza - Curitiba/PR
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Elcio Nogueira dos Santos - Psicólogo, mestre em psicologia social e membro do Espaço B - São Paulo/SP

Carla Newton Scrivano - São Paulo/SP

Paula Andrews - São Paulo/SP

Cláudio Silva - Vila Velha/ES

Maria Isabel de Castro Lima - Professora e feminista - Florianópolis/SC

Isadora Lins França - Antropóloga / Voluntária do CMI-SP - Centro de Mídia Independente - São Paulo/SP

Ennio F. Brauns Filho - São Paulo/SP

Alexandra Martins Costa - Brasília/DF

Fernanda Peceguini Dias - Baurú/SP

Luiz Mott - Fundador do GGB-Grupo Gay da Bahia

Adriana Vieira - CASVI - Centro de Apoio e Solidariedade à Vida

Wiliam Siqueira Peres - Doutor em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ/RJ
Professor Departamento de Psicologia Clínica da FCL/UNESP/Assis/SP
Coordenador do Projeto Mona Bonita: bombando cidadania do Núcleo Londrinense

Alam de Matos - Coletivo Nacional de Transexuais

Viviane Campezate Diniz - São Paulo/SP

Claudio Nascimento - Presidente do Grupo Arco Íris - Rio de Janeiro/RJ

ABRAGAY - Associação Brasileira de Gays

Laffayete de Souza Alvares Junior - Bibliotecário/Mestrando em Ciência da Informação -
Voluntário do Grupo Pela Vidda - Niterói.

Rodrigo Braga do Couto Rosa - IDENTIDADE - Grupo de Ação Pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais

Patrícia Linhares - Grupo Mo.Le.Ca. - Movimento Lésbico de Campinas