| [curitiba] Via Campesina ocupa área com cultivo ilegal de transgênicos para defe Por r. pré-cmi curitiba 15/03/2006 às 12:15 Hoje pela manhã, (14) cerca de 1.000 agricultores dos movimentos que compõem a Via Campesina ocuparam o campo experimental da transnacional de sementes, Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste – PR. Hoje pela manhã, (14) cerca de 1.000 agricultores dos movimentos que compõem a Via Campesina ocuparam o campo experimental da transnacional de sementes, Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste – PR. Os camponeses denunciam o experimento ilegal de transgênicos na área, já confirmado pelo IBAMA, que está localizado na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. De acordo com o artigo 11 da lei 10.814/2003 (que estabelece normas para o plantio e comercialização de soja geneticamente modificada da safra 2004), esta prática constitui crime ambiental, pois está “vedado o plantio de sementes de soja transgênica nas áreas de unidades de conservações e respectivas zonas de amortecimento”. No último dia 8 de março, o IBAMA realizou uma vistoria no campo experimental da empresa e constatou a existência ilegal de cerca de 12 hectares de cultivo de soja geneticamente modificada na área próxima ao parque. A ação do IBAMA foi informada por uma denúncia prévia apresentada por camponeses e pela organização Terra de Direitos a este órgão ambiental. A Via Campesina vem a público denunciar a conduta criminosa da transnacional Syngenta, e a ameaça de prejuízos incalculáveis a esta área de preservação ambiental. O Parque onde estão as Cataratas do Iguaçu, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Perante este grave crime ambiental cometido pela Syngenta a Via Campesina e as entidades amigas exigem: 1. Interdição imediata, embargo e autuação das atividades da Syngenta na área; 2. Responsabilização criminal, civil e administrativa da empresa e seus diretores, ressaltando a aplicação das multas cabíveis; 3. Responsabilização criminal, civil e administrativa dos membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança que autorizaram estes experimentos em área proibida; 4. Fiscalização rigorosa pelo IBAMA em toda a zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Curitiba, 14 de março de 2006. Via Campesina Maiores informações: Solange (41) 3324-7000 Empresas transnacionais de sementes cometem crimes ambientais A empresa Syngenta é responsável pelo maior caso de contaminação genética já comprovado no mundo. Por quatro anos, nos Estados Unidos, a empresa comercializou de forma criminosa o milho Bt10, que era vendido como Bt11, sem autorização. O milho transgênico da Syngenta não foi avaliado pelos órgãos reguladores e nem seus efeitos sobre a saúde humana e o meio ambiente. As sementes comercializadas contaminaram o milho exportado para vários países. A empresa Monsanto também foi autuada pelo IBAMA em pelo menos dois campos experimentais no Brasil: um localizado em Rolândia, outro em Ponta Grossa. Somente nesses dois casos, a dívida da Monsanto em multas ambientais é de R$ 2.000.000 (dois milhões de reais). Enquanto estas grandes transnacionais privatizam as sementes e destroem o meio ambiente, resta aos camponeses denunciar estes crimes ao conjunto da sociedade e lutar em defesa da biodiversidade, em especial pela proteção das sementes crioulas. Nesta luta, a estratégia das empresas têm sido inverter a lógica e criminalizar justamente os camponeses que se organizam e opõem-se aos poderosos interesses econômicos e políticos destas empresas. Exemplo disso, há cerca de uma semana a Monsanto pediu a prisão preventiva de um agricultor sem terra, em função da ocupação de uma área experimental da empresa, com uma série de experimentos ilegais, em Ponta Grossa em 2003. Diante disso, a Via Campesina vem a público denunciar a criminalização dos movimentos sociais para encobrir a conduta ilegal destas transnacionais que ameaçam com prejuízos incalculáveis a biodiversidade e os direitos das gerações futuras.
Email:: curitiba@midiaindependente.org URL:: http://cmi-curitiba.blogspot.com >>Adicione um comentário Para protestar contra os transgênicos e mostra que a preservação da Biodiversidade do planeta é necesssária e urgente, na última terça-feira, (14) cerca de 600 agricultores ligados a Via Campesina ocuparam o campo experimental da transnacional de sementes, /Syngenta Seeds,/ em Santa Teresa do Oeste, na região Oeste do Paraná (a 16 Km de Cascavel). A ocupação acontece paralela ao 3º Encontro de Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, realizado no centro de eventos Expotrade, em Curitiba-PR. Nesta conferência está sendo discutido, justamente a questão da rotulagem dos transgênicos. Segundo os camponeses, a ocupação aconteceu para denúnciar um experimento ilegal de transgênicos existente no local, já confirmado pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A vistória aconteceu no último dia 8 de março e o orgão constatou a existência ilegal de cerca de 12 hectares de cultivo de soja geneticamente modificada na área próxima ao parque. O plantio é ilegal porque que o campo de experimento da /Syngenta/ está localizado na zona de amortecimento (a 6 km) do Parque Nacional do Iguaçu onde estão as Cataratas, local que foi declarado Patrimônio da Humanidade. O plantio em transgênicos em locais próximos a 10 km de unidades de conservação é proibido pela lei de Biossegurança e de acordo com o artigo 11 da lei 10.814/2003 (que estabelece normas para o plantio e comercialização de soja geneticamente modificada da safra 2004). “Está prática constitui crime ambiental, pois está /“vedado o plantio de sementes de soja transgênica nas áreas de unidades de conservações e respectivas zonas de amortecimento/”, afirma Darci Frigo, coordenador executivo da Organização Não Governamental Terra de Direitos. Após a ocupação da área a Via Campesina enviou nota a imprensa para denuncia a “conduta criminosa da transnacional Syngenta, e a ameaça de prejuízos incalculáveis a esta área de preservação ambiental” descreve a nota. Segundo, Roberto Baggio da coordenação do Movimentos dos Trablhadores Rurais Sem Terra -MST, os camponeses ocuparam a área de experimento da Syngenta porque estão preocupados com a biodiversidade e querem que seja intensificado a fiscalização nas áreas próximas ao parque. “Esperamos que o governo federal abra uma negóciação direta com os defensores da biodiversidade para buscar uma saída. Os camponeses acreditam que a única saída seria interditar de forma definitiva os experimentos, impedir que a Syngenta continue ocupando o imóvel, por causa das ações criminosas cometidas, pelo experimento de soja transgênica e solicitamos que o Ministério do Meio Ambiente faça um pente fino em toda área próxima ao parque para averiguar se há mais cultivo transgênico nas proxímidades”, destaca Baggio. Baggio denuncia ainda, que além da produção de soja transgênico, há indícios de experimentos de milho transgênico na área da transnacional Syngenta. Para a Maria Rita, assessora jurídica da Ong Terra de Direitos, a ocupação dos trabalhadores é um instrumento de pressão sobre a CTNbio e o Ministério da Ciência e Tecnologia, sendo uma ação legitima apoida por várias organizações ambiental apoiam a Via Campesina. “Com está ação dos trabalhadores o governo se senbilize, porque cansados de esperar as multinacionais implementarem a rotulagem e seguir as normas de biossegurança que temos no Brasil”, afirma. O plantio de transgênio próximo ao parque foi constatado após a operação Parque Livre, realizada em fevereiro desta ano pelos fiscais do IBAMA. “Nesta vistoria identificamos que alguns proprietários possuiam cultivo de transgnicos e também a multinacional Syngenta. Imediatamente pedimos o embargo da produção, requemos apresentação de licença, porque avaliamos que ela se deu a margem da lei”, garante o Superintende do IBAMA do Paraná, Marino Gonçalves. Ainda segundo Marino, a Syngenta está sujeita a um embargo completo de toda a atividade, com a possibilidade de aplicação de multa de 2 mil a um milhão e meio de reais e os seus proprietários responderão também contra o crime de biossegurança *Syngenta* Segundo Maria Rita, a empresa Syngenta foi responsável pelo maior caso de contaminação genética já comprovado no mundo. Por quatro anos, nos Estados Unidos, a empresa comercializou de forma criminosa o milho Bt10, que era vendido como Bt11, sem autorização. “O milho transgênico da Syngenta não foi avaliado pelos órgãos reguladores e nem seus efeitos sobre a saúde humana e o meio ambiente. As sementes comercializadas contaminaram o milho exportado para vários países”, denuncia. A empresa Monsanto também foi autuada pelo IBAMA em pelo menos dois campos experimentais no Brasil: um localizado em Rolândia, outro em Ponta Grossa. Somente nesses dois casos, a dívida da Monsanto em multas ambientais é de R$ 2.000.000 (dois milhões de reais). Os agricultores denunciam que o único objetivo das transnacionais é privatizam as sementes e destroir o meio ambiente, além de criminalizar a luta pela biodiversidade. “A estratégia das empresas é de inverter a lógica e criminalizar justamente os camponeses que se organizam e opõem-se aos poderosos interesses econômicos e políticos”, garante Darci Frigo. Há cerca de uma semana a Monsanto pediu a prisão preventiva de um agricultor sem terra, em função da ocupação de uma área experimental da empresa, com uma série de experimentos ilegais, em Ponta Grossa em 2003. Solange Engelmann Assessoria de Comunicação do MST - PR (41) 3324 7000/84119794
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