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| | Condicionamento humano Por Janos Biro 04/04/2006 às 13:05 Analisando várias teorias sobre a origem da civilização, me deparei com uma idéia muito interessante, porém pouco desenvolvida. Uma das perguntas que nós nunca conseguimos responder adequadamente é: se os homens viviam bem, por que criar um modo de vida tão oposto ao original? Culpar alguma característica humana, como o egoísmo, não é suficiente. Levaria a pensar que a civilização é, pelo menos em algum ponto, necessária e inevitável. Mas talvez já possamos indicar um caminho para explicar porque alguns homens escolheram este modo de vida sem recorrer a esses argumentos salvacionistas. Primeiro vamos rever como os primeiros homens viviam: eram primariamente coletores e secundariamente caçadores. Organizavam-se em tribos, com o mínimo de hierarquia e o mínimo de dependência tecnológica. No lugar de leis rígidas havia orientações dos mais experientes, sem julgamento moral. A vida era espontânea. Era um modo de vida igualitário, não sexista e sustentável, onde cada membro é autônomo e ao mesmo tempo interdependente, não apenas em relação aos outros membros, mas em relação aos outros seres vivos também. A cultura de cada tribo era resultado das interações específicas do grupo com meio em que eles viviam. O grupo jamais concentrava muitas pessoas num mesmo lugar. A espécie humana tinha estabilidade populacional, assim como todos os outros mamíferos grandes. E assim como outras espécies que perduram até hoje na nossa herança genética, os seres humanos se adaptaram às mudanças das condições ambientais. A grande vantagem humana (toda espécie tem a sua) é a plasticidade do aparelho cognitivo, ou seja, a capacidade de armazenar muitas informações e lidar com elas de maneira bem mais complexa. Graças a isso o ser humano pode repassar comportamentos por educação de forma bem mais eficiente, o que o levou a poder sobreviver em diferentes ambientes e situações sem que seu corpo precisasse mudar demais. Este pode ser o motivo do ser humano ter se espalhado pelo globo tão rápido.
Entre as grandes mudanças ambientais, uma das mais severas é o fenômeno da glaciação. Houve muitas glaciações, sendo que a última grande foi a Glaciação Würm, há cerca de 150 mil anos, porém outras menores ocorreram de lá para cá. A glaciação é um fenômeno em que a temperatura média da terra se abaixa, criando um inverno intenso e duradouro. Durante as glaciações os vegetais se tornaram mais escassos, e os homens tiveram que recorrer muito mais à caça. Outras mudanças na organização social provavelmente foram necessárias para essas situações. A caça como principal fonte de alimento exige uma organização mais hierárquica, com aumento do poder do chefe. Uma parte da autonomia natural deve ter sido sacrificada em nome da sobrevivência do grupo. Aumenta também a necessidade de criar armas e engenhos melhores para a caça. Torna-se importante manter o máximo de pessoas vivas, ter quantos filhos for possível e manter uma rígida estrutura social para unir os membros, independente de sua afinidade mútua.
Leia a seguinte experiência de etologia:
?Um grupo de cientistas e pesquisadores colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e sobre ela um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para pegar as bananas, um jato de água fria era jogado nos que estavam no chão. Depois de um certo tempo, quando um macaco subia a escada para pegar as bananas, os outros que estavam no chão o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo substituto foi colocado na jaula e o mesmo ocorreu com este, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e afinal o último dos cinco integrantes iniciais foi substituído. Os pesquisadores então tinham na jaula um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.? - (Ubiratan D?Abrosio, Cumprir ordens, por si só, não é suficiente como código de conduta)
O que exponho agora é uma tese sobre como as glaciações podem ter condicionado alguns grupos humanos, auxiliando-os a abandonar seu comportamento autêntico e embarcar num projeto de acúmulo e expansão. Tendo criado um trauma das glaciações, eles podem ter feito uma adaptação cultural para evitar sofrimento futuro. Esta adaptação envolve um acúmulo de recursos sem precedentes, em que o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais foi consequência, não causa. Também era preciso que os instintos do modo de vida anterior fossem substituídos por uma disciplina rígida de cultivo e criação de animais. Isto poderia ser feito, por exemplo, criando o mito de que apenas essa forma de viver é ?abençoada?, ou como se diz atualmente, ?avançada?, ainda que a Bíblia diga que ela seja um castigo de Deus. Neste novo modo de vida não poderia haver desperdício de terras ou de pessoas. Quanto mais membros e espaço, maior a produção e maior as chances de sobreviver a uma catástrofe. Para isto foram desenvolvidas técnicas de dominação, como as guerras de aniquilação e conquista, além das religiões monoteístas de conversão. Por um lado temos tecnologias que nos permitem um alto crescimento populacional, por outro temos religiões que nos mantém com medo de uma catástrofe iminente, o apocalipse, cuja causa é nossa própria natureza, reproduzindo o trauma necessário para manter esta estrutura social.
Deve ser notado que nem todos os seres humanos embarcaram neste plano. Assim que a última glaciação se foi, há mais ou menos 20 mil anos atrás, quase todos os grupos humanos voltaram a ser coletores e caçadores, ou adotaram uma forma de horticultura sustentável e não cumulativa ou expansionista. Mas pelo menos um desses grupos permaneceu no modo de vida de escassez, em que o acúmulo de comida e a organização de ocupação são mais importantes que qualquer outra coisa, inclusive que a espontaneidade e a criatividade. Culturalmente, criaram um modo de vida que pudesse minimizar os danos de uma nova era do gelo, que jamais chegou. Assim como os macacos do experimento, continuaram fazendo o que lhes foi passado, sem saber que isso não era mais preciso. Os motivos para continuar tiveram que ser inventados. Tais motivos fazem parte do que eu chamo de mitologia salvacionista, que é a crença de que o homem está condenado a um modo de vida rígido e trabalhador, e que a condição humana é de desespero e angústia pela inevitabilidade da morte e do sofrimento.
Alguns estudiosos dizem que a vida em civilização foi vital para o planeta, e que o aquecimento global foi uma forma de manter a temperatura da terra mais homogênea, evitando uma nova era do gelo que já estaria em tempo de acontecer. Podemos escolher acreditar nessa idéia de evolução planejada, mas se levarmos em consideração o ordenamento não-teleológico do mundo, reconhecermos que estamos, geração após geração, nos condicionando a uma situação que não faz mais parte da realidade. Iremos procurar formas de quebrar o condicionamento e resgatar o conhecimento necessário para voltar a viver de forma autêntica. Algumas formas de fazer isso foram sugeridas: Dizem que os cães de Pavlov deixaram de responder ao condicionamento em situações extremas. É mais ou menos o que leva algumas pessoas a crer que a sociedade só mudará se houver uma grande catástrofe, como uma guerra. Outras opções já citadas pela literatura libertária incluem a conscientização da massa de sua situação, mas a abrangência dessa conscientização é sempre mínima, pois o verdadeiro desejo da massa não é se livrar deste modo de vida, mas sim viver de forma melhor nele, exatamente porque ela não reconhece o que há de tão errado na visão progressista. Reconhecem apenas os efeitos que os atingem. Outros ainda pregam a eliminação da raça humana, como se a causa fosse meramente humana.
Esta tese não passa de um esboço na tentativa de compreensão dos motivos da civilização. O que será feito dela depende das críticas dos leitores. Eu sugiro, no entanto, que o leitor conheça os outros argumentos contra e a favor da civilização. Só assim poderemos nos aproximar de uma crítica capaz de abrir os olhos de qualquer pessoa, independente da classe social.
Email:: janosbiro@yahoo.com.br URL:: http://www.largue.cjb.net >>Adicione um comentário É impressionante a vitalidade do mito do "Bom Selvagem", lançado por Rousseau no século 18, e em pleno uso nestes tempos politicamente corretos e cheios de preocupação com o meio-ambiente. Muitos ficam sonhando com uma humanidade primitiva que supostamente viveria em harmonia uns com os outros e com a natureza, diferente da época atual, em que todos agem condicionados pelos ditames da civilização...
Não havia sexismo? Orra meu! A função dos homens era caçar, e a função das mulheres era coletar. O sexismo começou aí.
As tribos viviam em harmonia com os grandes mamíferos? Elas os caçavam! E muitos foram levados à extinção. Na Austrália, habitada por seres humanos há 40 mil anos, toda a mega-fauna foi extinta pelas caçadas, aí incluídos cangurus gigantes e grandes aves não-voadoras. A última delas foi o Moa, parente gigante do kiwi, que se extinguiu por volta do século XV, 300 anos antes da chegada dos europeus colonizadores.
A vida antiga nada tinha de tranquila ou espontânea. Havia rígidos rituais de passagem e tabus supersticiosos regendo tudo, desde a entrada dos jovens na puberdade até as caçadas e os casamentos. De resto, era uma vida sofrida e miserável, muito curta (expectativa de menos de 30 anos), constantes privações, fome, combates, doenças. Esta atração atávica pelo primitivo "bom selvagem" deve ser explicada pela psicologia, e não pela antropologia.  | "Imagine all the People living for today. John Lennon
Olhai os lírios do campo
Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber, nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir, não é a vida mais que o mantimento e o corpo mais do que o vestido?
Olhai para as aves do céu que nem semeiam nem colhem, nem ajuntam em celeiros e o Vosso Pai Celestial as alimenta.
Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E quando ao vestido, por que andais preocupados, olhai para os lírios do campo, como eles crescem, não trabalham nem fiam e eu vos digo que nem mesmo Salomão em toda sua glória se vestiu como qualquer deles, pois se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós?
Não andeis pois inquieto dizendo: que comeremos? Que beberemos? ou o que vestiremos? De certo Vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas, mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
Vos preocupeis pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.
Cada dia tem a sua própria preocupação.
Jesus Cristo  | E mesmo que a vida tenha sido uma merda antes do capitalismo, a diarréia burguesa não se justifica.
Nós queremos o mundo e o queremos já.  | Nem Freud nem antropólogos explicam o ódio que o Pedro Mundim nutre em relação aos selvagens e ao passado nem o medo que ele tem do futuro e dos trabalhadores. Só a Zoologia explica o ódio e o medo Pedromundinianos.
O Pedro nasceu há mais de vinte mil anos atrás e atravessou muitas glaciações. Viveu junto com os macacos na caverna, tendo sido, inclusive, um dos macacos que foi enjaulado na experiência narrada no texto do Janos Biro. Como ele tem uma fome insaciável, é expansivo e ganancioso, sempre subia as escadas prá pegar as bananas e apanhava prá kct dos outros macacos. Assim, ele odeia os outros macacos e odeia também os selvagens, por achar que eram esses selvagens que lançavam água gelada nos macacos que lhe surravam.
Pedro, não foram os selvagens que fizeram a experiência narrada no texto do Janos. Sua raiva dos selvagens não tem razão de ser. Foi em decorrência de ódios como o seu que os selvagens das Américas foram dizimados. Se dependesse de você, não teria mais nenhum selvagem vivo.
Seu medo do futuro e dos trabalhadores também é explicado pela Zoologia ou pela História Natural, sei lá. Como você já atravessou várias glaciações, já comeu o pão que o diabo amassou, esse mar de merda que é o capitalismo, prá você é caviar. Prá quem passou o que você passou na sua existência, esse mar de merda capitalista é o melhor mundo possível. Melhor do que isso estraga. Por isso seu medo do futuro e dos trabalhadores, que trazem o futuro em seus corações.
Bem, acho que tá explicado porque o Pedro sempre se revolta sempre que ós trabalhadores tentam sua fatia do produto social. Calma, calma. Os frutos são de todos e a terra de ninguém.
Enquanto nem Freud explica o Mundinho de meu Deus o diabo fica dando o toque.
Rock do Diabo Raul Seixas
Me dê um corpo vivo Para eu encher minha pança Três quilos de alcatra Com muqueca de esperança Diabo, o diabo usa capote É rock é toque é funk Diabo foi ele mesmo que me deu um toque Enquanto Freud explica as coisas O diabo fica dando toques Existe dois diabos só que um parou na pista um deles é do toque O outro é aquele do exorcista diabo Diabo foi ele mesmo que me deu um toque Enquanto Freud explica as coisas O diabo fica dando toques Mamãe disse a Zequinha, nunca pule aquele muro Zequinha respondeu Mamãe aqui tá mais escuro Diabo, o diabo usa capote O rock é toque é forte Diabo foi ele mesmo que me deu um toque Enquanto Freud explica as coisas O diabo fica dando toques O diabo é o pai do rock O diabo é o pai do rock Então é everybody rock O diabo é o pai do rock Enquanto Freud explica as coisas
Pedro, ame os macacos, seus semelhantes, não odeie os selvagens e nã tema os operários.
O mundo poder ser muito melhor que esse mundinho que você defende com unhas e dentes. Seus privilégios cairão e haverá direitos e deveres prá todos.  | Percepção Equivocada Pedro Mundim 07/03/2006 14:45 zfpm@hotmail.com http://www.pedromundim.net 9/10 da humanidade não foram expropriadas pelo capitalismo. Estes 9/10, simplesmente jamais possuiram propriedade alguma. A POBREZA É O ESTADO NATURAL DA HUMANIDADE. Todos os povos que hoje são ricos, um dia foram pobres. E o capitalismo em si não representa uma ideologia, uma doutrina ou uma ética, é meramente uma FERRAMENTA. Dizer que o capitalismo é perverso e egoísta, é o mesmo que dizer que o Sistema Operacional Windows XP é malvado, ou que o padrão VHS é egoísta. Qualidades e defeitos morais são pertinentes a INDIVÍDUOS, e não ao capitalismo. O capitalismo não é uma invenção de filósofos. Ele surgiu aos poucos, no dia-a-dia das populações, com a finalidade de facilitar as transações comerciais. Algumas práticas capitalistas são tão antigas que existem há milênios, e outras são tão elementares que sobreviveram até no interior dos regimes comunistas mais fechados. A ilusão começa na crença (infundada mas atávica) em um mundo primitivo pré-capitalista, onde todos supostamente viviam em comunhão, em meio à fartura, sem propriedade privada e sem injustiças e desigualdades. O capitalismo seria o "pecado original" que expulsou a humanidade deste cenário edênico, e lançou-a na competição e na disputa. Esta fantasia infantil, na verdade não se deve a Marx, mas a Rousseau. Daí vem a crença de que, no princípio, todos (ou ninguém) tinham propriedades e viviam felizes, até que veio o capitalismo e gerou a miséria. Se um indivíduo, um povo ou um país enriquece, a explicação é óbvia: ele está "expropriando" aos demais. Totalmente falso. Riqueza se PRODUZ. Enquanto vocês não superarem esta crença de que toda riqueza é produto da expropriação de uma herança comum (concedida por um deus ou sei-lá-o-que), vocês continuarão sem entender nada. Continuarão POBRES e BURROS. A pobreza e a desigualdade, não apenas SEMPRE EXISTIRAM, como ainda eram MUITO PIORES nos tempos pré-capitalistas. Ser contra o capitalismo, nos dias de hoje, é tão estúpido quanto ser contra o DVD, o celular ou a TV de alta resolução. Aliás, Marx, o "grande pensador do proletariado", era um burguês que jamais trabalhou na vida, dilapidou a herança familiar e depois viveu das rendas de seu amigo Engels, membro de uma das famílias mais ricas da Europa. Marx jamais entrou em uma fábrica a vida inteira.  | O ódio que eu sinto pelo modo de vida dos selvagens é pinto perto do ódio que os próprios selvagens sentem por seu modo de vida original, a julgar pela pressa que eles têm em abandona-lo e adotar o modo de vida do "homem branco" tão logo eles passam a conhece-lo. Donde eu deduzo que o modo de vida original dos selvagens é uma m*.
É claro que eu entendo que os índios não querem ser massacrados nem expulsos de seu território tribal. Mas daí concluir que a finalidade deles é permanecer vivendo de caça, pesca e frutas do mato como bons selvagens, é uma viagem e tanto na maionese! Eles querem a demarcação de suas reservas para que tenham exclusividade na exploração de seus recursos naturais. Em outras palavras, exclusividade para cortar madeira e extrair minérios. A ingenuidade dos ecologistas bocós vai, assim, dando origem a uma casta de índios latifundiários e destruidores da floresta. Como certeza vocês já viram cenas daqueles caciques de Goiás desfilando de pick-up´s importadas, né? O resto da tribo? Bem, estes vivem de favor.
Nada disso é novo, exceto para quem não conhece a História, o que é o caso dos esquerdistas-ecologistas-bocós. Por exemplo, o modo de vida original dos tupinambás não foi extinto por causa da destruição da mata atlântica e do massacre das tribos, como se supõe. Ele teve a sua morte decretada no dia em que foi celebrada a primeira missa no Brasil, mais exatamente no instante em que os índios viram os machados de metal usados para cortar os galhos com que foi montada a cruz no altar. Eles faziam em 15 minutos o trabalho que os índios levavam 3 horas para fazer com seus machados de pedra. A partir deste dia, nenhum índio mais pensou em viver de caça, pesca e fruta azeda. Eles passavam os dias procurando árvores de pau-brasil, que eram cortadas, e as toras transportadas para a praia, onde as naus só tinham o trabalho de embarca-las. Alguém os obrigava a fazer isto? Não. É que eles eram pagos com artefatos de metal - adagas, machados, pregos - que eram valiosíssimos para eles, posto que os permitiam passar instantâneamente da Idade da Pedra para a Idade do Ferro, e assim massacrar em combate as tribos rivais. Nenhum índio jamais desejou manter seu modo de vida original.  | Sr. Mundim, eu espero que você seja capaz de entender que a realidade quase sempre é diferente da sua aparência. O fato de os selvagens fugirem de seu ambiente não significa, necessariamente, que eles o façam porque o capitalismo seja um paraíso. Ao contrário, eles fogem do seu ambiente pra dentro das entranhas do sistema justamente pra tentar atenuar os impactos desse sistema perverso sobre suas existências. O capitalismo tem encurralado as criaturas e devastado a Natureza. Nas entranhas do sistema é mais difícil de você ser devorado por ele. Assim é que se explica porque grande parte da população dos países da periferia do capitalismo migre pro núcleo do capitalismo, mormente EUA e Europa. É justamente porque o capitalismo é ruim que os selvagens, por não poderem fugir pras montanhas, buscam as cidades. Tenha a humildade de não falar de coisas que você ignora ou que muito pouco conhece. Pare de pagar seus micos. A Bundança e a PANÇA do Pedro Bundão I only believe in Bundim 19/03/2006 00:05 Eu não posso acreditar no poema eterna primavera porque ele é uma mentira. Tanto é assim que a Virgínia, autora do texto, nem sabe o nome do poeta. No Marx e na sua falsa acumulação primitiva através da violenta expropiração dos produtores eu também não acredito, porque, o capitalista, no início trabalhador, acumulou seu patrimônio com muito suor, com muita privação, com muito sacrifício e com muita economia. Qualquer trabalhador que fizer dessa forma também fica rico. O capitalista não é violento, é trabalhador. Nesse papo furado do Rousseau eu também não acredito, porque a propriedade privada foi o nosso bom DEUS que deixou prá nós, não é fruto de impostura e sim do trabalho duro. Basta trabalhar que você consegue. Só me resta acreditar no Meu Pedro Bundim. O estado natural do Homem é a pobreza, inclusive de espírito. Valeu, Pedrito. Te amo, carinha. É o que eu venho dizendo Pedro Mundim 23/03/2006 12:16 zfpm@hotmail.com http://www.pedromundim.net É o que eu venho dizendo. Essas ONG´s são todas milionárias, a grana delas vem de não sei onde, e o pessoal aqui embasbacado batendo palminha porque elas defendem os pobrezinhos dos índios e se opõem à brutal intromissão dos eucaliptos no meio-ambiente... Orra meu, até quando vocês vão agir como miquinhos amestrados? Run to the hills Iron maide White man came across the sea He brought us pain and misery He killed our tribes, he killed our creed He took our game for his own need We fought him hard we fought him well Out on the plains we gave him hell But many came too much for cree Oh will we ever be set free? Riding through dustclouds and barren wastes Galloping hard on the plains Chasing the redskins back to their holes Fighting them at their own game Murder for freedom a stab in the back Women and children and cowards attack Run to the hills run for your lives Run to the hills run for your lives Soldier blue on the barren wastes Hunting and killing their game Raping the women and wasting the men The only good indians are tame Selling them whisky and taking their gold Enslaving the young and destroying the old Run to the hills run for your lives  | Uns nascem pra sofrer enquanto outros riem
"Como já dissemos, nossos antepassados simiescos eram animais que viviam em manadas; evidentemente, não é possível buscar a origem do homem, o mais social dos animais, em antepassados imediatos que não vivessem congregados. Em face de cada novo progresso, o domínio sobre a natureza, que tivera início com o desenvolvimento da mão, com o trabalho, ia ampliando os horizontes do homem, levando-o a descobrir constantemente nos objetos novas propriedades até então desconhecidas. Por outro lado, o desenvolvimento do trabalho, ao multiplicar os casos de ajuda mútua e de atividade conjunta, e ao mostrar assim as vantagens dessa atividade conjunta para cada indivíduo, tinha que contribuir forçosamente para agrupar ainda mais os membros da sociedade. Graças à cooperação da mão, dos órgãos da linguagem e do cérebro, não só em cada indivíduo, mas também na sociedade, os homens foram aprendendo a executar operações cada vez mais complexas, a propor-se e alcançar objetivos cada vez mais elevados. O trabalho mesmo se diversificava e aperfeiçoava de geração em geração, estendendo-se cada vez a novas atividades. A caça e à pesca veio juntar-se a agricultura, e mais tarde a fiação e a tecelagem, a elaboração de metais, a olaria e a navegação. Ao lado do comércio e dos ofícios apareceram, finalmente, as artes e as ciências; das tribos saíram as nações e os Estados. Apareceram o direito e a política, e com eles o reflexo fantástico das coisas no cérebro do homem: a religião. Frente a todas essas criações, que se manifestavam em primeiro lugar como produtos do cérebro e pareciam dominar as sociedades humanas, as produções mais modestas, fruto do trabalho da mão, ficaram relegadas a segundo plano, tanto mais quanto numa fase muito recuada do desenvolvimento da sociedade (por exemplo, já na família primitiva), a cabeça que planejava o trabalho já era capaz de obrigar mãos alheias a realizar o trabalho projetado por ela. O rápido progresso da civilização foi atribuído exclusivamente à cabeça, ao desenvolvimento e à atividade do cérebro. Os homens acostumaram-se a explicar seus atos pelos seus pensamentos, em lugar de procurar essa explicação em suas necessidades (refletidas, naturalmente, na cabeça do homem, que assim adquire consciência delas). Foi assim que, com o transcurso do tempo, surgiu essa concepção idealista do mundo que dominou o cérebro dos homens, sobretudo a partir do desaparecimento do mundo antigo, e continua ainda a dominá-lo, a tal ponto que mesmo os naturalistas da escola darwiniana mais chegados ao materialismo são ainda incapazes de formar uma idéia clara acerca da origem do homem, pois essa mesma influência idealista lhes impede de ver o papel desempenhado aqui pelo trabalho. Graças à cooperação da mão, dos órgãos da linguagem e do cérebro, não só em cada indivíduo, mas também na sociedade, os homens foram aprendendo a executar operações cada vez mais complexas, a propor-se e alcançar objetivos cada vez mais elevados. O trabalho mesmo se diversificava e aperfeiçoava de geração em geração, estendendo-se cada vez a novas atividades. A caça e à pesca veio juntar-se a agricultura, e mais tarde a fiação e a tecelagem, a elaboração de metais, a olaria e a navegação. Ao lado do comércio e dos ofícios apareceram, finalmente, as artes e as ciências; das tribos saíram as nações e os Estados. Apareceram o direito e a política, e com eles o reflexo fantástico das coisas no cérebro do homem: a religião. Frente a todas essas criações, que se manifestavam em primeiro lugar como produtos do cérebro e pareciam dominar as sociedades humanas, as produções mais modestas, fruto do trabalho da mão, ficaram relegadas a segundo plano, tanto mais quanto numa fase muito recuada do desenvolvimento da sociedade (por exemplo, já na família primitiva), a cabeça que planejava o trabalho já era capaz de obrigar mãos alheias a realizar o trabalho projetado por ela. O rápido progresso da civilização foi atribuído exclusivamente à cabeça, ao desenvolvimento e à atividade do cérebro. Os homens acostumaram-se a explicar seus atos pelos seus pensamentos, em lugar de procurar essa explicação em suas necessidades (refletidas, naturalmente, na cabeça do homem, que assim adquire consciência delas). Foi assim que, com o transcurso do tempo, surgiu essa concepção idealista do mundo que dominou o cérebro dos homens, sobretudo a partir do desaparecimento do mundo antigo, e continua ainda a dominá-lo, a tal ponto que mesmo os naturalistas da escola darwiniana mais chegados ao materialismo são ainda incapazes de formar uma idéia clara acerca da origem do homem, pois essa mesma influência idealista lhes impede de ver o papel desempenhado aqui pelo trabalho. Com efeito, aprendemos cada dia a compreender melhor as leis da natureza e a conhecer tanto os efeitos imediatos como as conseqüências remotas de nossa intromissão no curso natural de seu desenvolvimento. Sobretudo depois dos grandes progressos alcançados neste século pelas ciências naturais, estamos em condições de prever e, portanto, de controlar cada vez melhor as remotas conseqüências naturais de nossos atos na produção, pelo menos dos mais correntes. E quanto mais isso seja uma realidade, mais os homens sentirão e compreenderão sua unidade com a natureza, e mais inconcebível será essa idéia absurda e antinatural da antítese entre o espírito e a matéria, o homem e a natureza, a alma e o corpo, idéia que começa a difundir-se pela Europa sobre a base da decadência da antigüidade clássica e que adquire seu máximo desenvolvimento no cristianismo. Todos os modos de produção que existiram até o presente só procuravam o efeito útil do trabalho em sua forma mais direta e Imediata. Não faziam o menor caso das conseqüências remotas, que só surgem mais tarde e cujos efeitos se manifestam unicamente graças a um processo de repetição e acumulação gradual. A primitiva propriedade comunal da terra correspondia, por um lado, a um estádio de desenvolvimento dos homens no qual seu horizonte era limitado, em geral, às coisas mais imediatas, e pressupunha, por outro lado, certo excedente de terras livres, que oferecia determinada margem para neutralizar os possíveis resultados adversos dessa economia primitiva. Ao esgotar-se o excedente de terras livres, começou a decadência da propriedade comunal. Todas as formas mais elevadas de produção que vieram depois conduziram à divisão da população em classes diferentes e, portanto, no antagonismo entre as classes dominantes e as classes oprimidas. Em conseqüência, os interesses das classes dominantes converteram-se no elemento propulsor da produção, enquanto esta não se limitava a manter, bem ou mal, a mísera existência dos oprimidos.
A ciência social da burguesia, a economia política clássica, só se ocupa preferentemente daquelas conseqüências sociais que constituem o objetivo imediato dos atos realizados pelos homens na produção e na troca. Isso corresponde plenamente ao regime social cuja expressão teórica é essa ciência. Porquanto os capitalistas isolados produzem ou trocam com o único fim de obter lucros imediatos, só podem ser levados em conta, primeiramente, os resultados mais próximos e mais imediatos. Quando um industrial ou um comerciante vende a mercadoria produzida ou comprada por ele e obtém o lucro habitual, dá-se por satisfeito e não lhe interessa de maneira alguma o que possa ocorrer depois com essa mercadoria e seu comprador. O mesmo se verifica com as conseqüências naturais dessas mesmas ações. Quando, em Cuba, os plantadores espanhóis queimavam os bosques nas encostas das montanhas para obter com a cinza um adubo que só lhes permitia fertilizar uma geração de cafeeiros de alto rendimento pouco lhes importava que as chuvas torrenciais dos trópicos varressem a camada vegetal do solo, privada da proteção das arvores, e não deixassem depois de si senão rochas desnudas! Com o atual modo de produção, e no que se refere tanto às conseqüências naturais como às conseqüência sociais dos atos realizados pelos homens, o que interessa prioritariamente são apenas os primeiros resultados, os mais palpáveis. E logo até se manifesta estranheza pelo fato de as conseqüências remotas das ações que perseguiam esses fins serem multo diferentes e, na maioria dos casos, até diametralmente opostas; de a harmonia entre a oferta e a procura converter-se em seu antípoda, como nos demonstra o curso de cada um desses ciclos industriais de dez anos, e como puderam convencer-se disso os que com o ?crack? viveram na Alemanha um pequeno prelúdio; de a propriedade privada baseada no trabalho próprio converter-se necessariamente, ao desenvolver-se, na ausência de posse de toda propriedade pelos trabalhadores, enquanto toda a riqueza se concentra mais e mais nas mãos dos que não trabalham; de [...] (2)"
O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem
Friederich Engels, 1876
 | "Mas, se foram necessários milhares de anos para que o homem aprendesse, em certo grau, a prever as remotas conseqüências naturais no sentido da produção, muito mais lhe custou aprender a calcular as remotas conseqüências sociais desses mesmos atos.....Quando os árabes aprenderam a destilar o álcool, nem sequer ocorreu-lhes pensar que haviam criado uma das armas principais com que iria ser exterminada a população indígena do continente americano, então ainda desconhecido. E quando mais tarde Colombo descobriu a América não sabia que ao mesmo tempo dava nova vida à escravidão, há muito tempo desaparecida na Europa, e assentado as bases do tráfico dos negros. Os homens que nos séculos XVII e XVIII haviam trabalhado para criar a máquina a vapor não suspeitavam de que estavam criando um instrumento que, mais do que nenhum outro, haveria de subverter as condições sociais em todo o mundo e que, sobretudo na Europa, ao concentrar a riqueza nas mãos de uma minoria e ao privar de toda propriedade a imensa maioria da população, haveria de proporcionar primeiro o domínio social e político à burguesia, e provocar depois a luta de classe entre a burguesia e o proletariado, luta que só pode terminar com a liquidação da burguesia e a abolição de todos os antagonismos de classe. Mas também aqui, aproveitando uma experiência ampla, e às vezes cruel, confrontando e analisando os materiais proporcionados pela história, vamos aprendendo pouco a pouco a conhecer as conseqüências sociais indiretas e mais remotas de nossos atos na produção, o que nos permite estender também a essas conseqüências o nosso domínio e o nosso controle. Contudo, para levar a termo esse controle é necessário algo mais do que o simples conhecimento. É necessária uma revolução que transforme por completo o modo de produção existente até hoje e, com ele, a ordem social vigente."
Friederich Engels
Viram, foi o próprio Comunista de vocês que disse isso.  | O mito do bom selvagem nada tem a ver com isso. Tal mito nem sequer é realmente de Rousseau, ele nunca disse que os selvagens eram perfeitos, ao contrário. Ele nem sequer sabia que os homens viveram muito mais tempo, cerca de 90 mil anos, sem civilização, Estado ou propriedade do que com estas coisas. Se soubesse, ele não diria que o estado de guerra é inevitável. Não faz sentido dizer que o homem vivia miseravelmente, pois ele teria sido excluído pela seleção natural se assim fosse. Se os outros animais viviam e vivem na abundância, porque não os homens? Isso é outro mito: o mito da maldição humana. O que você chama de paraíso perdido eu chamo de condição necessária para sobrevivência, nenhum modo de vida insustentável duraria tanto tempo sem destruir o ambiente ou a si mesmo. A evolução mantém as espécies capazes de conviver em equilíbrio com o ecossitema, e extingue as outras. Harmonia não significa que o homem vivia como um bicho carnívoro de desenho animado, que nunca come. Os leões e tigres extinguiram muitas espécies caçando, e não estão em desarmonia com o meio. Todo espaço na natureza é utilizado pelas espécies. Se uma nova espécie surge, necessáriamente deve ocupar o espaço de uma que se extingue. Consequentemente é impossível que uma nova espécie se espalhe sem que outra se extingua, mesmo que seja vegetariana ou inocentes borboletas.
Há claras distinções, por exemplo, entre o sentido de territorialidade dos lobos e o nosso sentido de propriedade. Os lobos, e os homens não-civilizados, irão defender a terra em que nasceram porque não estão adaptados para viver em outro lugar senão aquele. Um proprietário de terras pode vender seu terreno para comprar outro duas vezes maior em outro lugar sem pensar duas vezes.
Alguns insetos são seres altamente sociais, possuem castas, acumulam recursos, expandem territórios, fazem guerra, devastam regiões inteiras e até mesmo escravizam os de sua própria espécie! Como são bem pequenos, utilizam uma pequena porção da biomassa do planeta, e não comprometem o equilíbrio do ecossistema. Mas se eles tivessem a taxa de crescimento populacional que nós temos e ocupassem a biomassa que nós ocupamos, com certeza seu modo de vida estaria destinado ao fracasso. Novamente, não vejo mito algum em dizer que a civilização está fadada ao fracasso, dizer o contrário, dado os fatos, é que pode ser considerado utópico.
Engels não serve de apóio porque ele e Marx tomavam o desenvolvimento das forças produtivas como critério de desenvolvimento social, enfim, também eram a favor do progresso humano, só que distribuído para todos os humanos igualmente, o que não deixa de ser antropocentrismo. Jesus também não serve porque ele é contraditório e acredita na superioridade do homem e do "reino de deus" em contraposição com o mundo real.
De uma vez por todas, por favor, abandonem essas concepções progressistas da evolução. Aquela frase "sobrevivência do mais apto" e aquela imagem do macaco se transformando gradualmente em homem nada tem a ver com a verdadeira teoria da evolução. Evolução não é um processo linear, não parte do inferior para o superior, não está direcionada a fins, nem pode estar pré-determinada.
Muito obrigado.  | A idade de ouro da humanidade não está atrás de nós, mas à nossa frente.
Saint-Simon O que significa uma idade de ouro? Esta frase é legal, mas dá a idéia de que podemos ser melhores amanhã do que fomos ontem. Enquanto espécie, isso não existe. O que existe é estarmos adaptados e sobrevivendo, e isso fizemos muito bem, é impossível que façamos "melhor" ou "pior". Qualquer valoração desse tipo é relativa a uma cultura. O que é possível é que não sobrevivamos ou que surja uma nova espécie (x-men?). Além disso o período médio de uma espécie é 100 mil anos, quer dizer que já estamos na época de nos extinguir mesmo. Isso é natural, não há porque lutar contra isso ou criar ilusões sobre uma "era de ouro", futura ou não. A melhor época para se estar vivo é agora! Não há outra. Mas se queremos deixar alguma coisa para nossos filhos e netos, é bom pensar no que nossos pais e avós tem deixado para nós.  | "Cada pai de família vai procurar no mercado aquilo de que tem necessidade para si e os seus. Tira o que precisa sem que seja exigido dele nem dinheiro nem troca. Jamais se recusa alguma coisa aos pais de família. A abundância sendo extrema, em todas as coisas, não se teme que alguém tire além de sua necessidade. De fato, aquele que tem a certeza de que nada faltará jamais, não procurará possuir mais do que é preciso. O que torna, em geral, os animais cúpidos e rapaces, é o temor das privações no futuro. No homem em particular, existe uma outra causa de avareza - o orgulho, que o excita a ultrapassar em opulência os seus iguais e a deslumbrá-los pelo aparato de um luxo supérfluo. Mas as instituições utopianas tornam este vício impossível."
Thomas More, Utopia  |
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