Phillip S. Smith, Editor,  psmith@drcnet.org
David Borden, Diretor Executivo,  borden@drcnet.org
Martin Aranguri Soto, Tradutor,  traducidio@riseup.net


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1. Editorial: Ó, México (Ó, que Vergonha)


 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/omexico.shtml

David Borden, Diretor Executivo,  borden@drcnet.org, 5/5/06

Os leitores de longa data da Crônica da Guerra Contra as Drogas devem se lembrar do meu editorial de Dezembro de 2002, "Ó Canadá! (Ó, que Vergonha!)”. O editorial foi escrito em uma época em que a descriminalização da maconha era uma questão legislativa atual no Canadá e os comediantes da guerra às drogas Robert Maginnis (consultor de políticas de drogas de Bush) e John Walters (o secretário antidrogas) estavam na mídia canadense protestando. "Ó Canadá" é o título do hino nacional do Canadá. "Ó, que Vergonha" se referia aos meus sentimentos como estadunidense pelas previsões terríveis, porém ridículas, que foram feitas e as ameaças apontadas aos canadense por esse dueto dinâmico.
Hoje, sinto vergonha pelo papel desempenhado pelo meu governo em esmagar um projeto de descriminalização no México. A legislação, que fora aprovada pelo Congresso do México e que o porta-voz do Presidente Vicente Fox disse que ele assinaria, teria eliminado as sanções penais para o pequeno porte de drogas - mais ou menos, de qualquer modo -, apesar de que também era algo confuso que teria aberto a repressão legal às drogas para muitos mais oficiais da polícia que atualmente podem participar dela. Provavelmente, teria sido um ganho de rede para a reforma das políticas de drogas no total, talvez um ganho grande.
Apesar dos críticos mexicanos do projeto terem desempenhado algum papel, a influência pesada dos Estados Unidos foi fácil de localizar. Citações do Prefeito de São Diego, Jerry Sanders, tipificaram a reação reflexa e histérica do funcionalismo estadunidense. "Estou assombrado. Estou em estado de descrença", disse ele à Associated Press. "Eu certamente acho que vamos ver mais drogas disponíveis nos Estados Unidos. Precisamos registrar todo protesto que o governo estadunidense possa convocar". O governo dos EUA quer que o México "garanta que todas as pessoas encontradas em porte de qualquer quantidade de drogas ilegais sejam processadas ou mandadas a programas obrigatórios de tratamento químico", comandou a porta-voz da Embaixada dos EUA, Judith Bryan, em uma declaração escrita. A mídia desempenhou o seu papel também - por exemplo, um artigo quase completamente unilateral de Anderson Cooper da CNN na Quarta, com minutos de devaneios do colega da CNN, Lou Dobbs, traindo a sua profunda falta de compreensão da economia e do tráfico de drogas entre as fronteiras. Fox cedeu sob pressão, e o projeto é letra morta, pelo menos por enquanto.
Não acho que me encontro sozinho na crença de que os Estados Unidos não têm o direito de dizer aos outros países como lidarem com as políticas de drogas. Não é como se as nossas próprias políticas houvessem tido sucesso. Por exemplo, os dados lançados no mês passado pelo Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas mostraram que há tanta coca sendo cultivada agora na Colômbia, no Peru e na Bolívia, os principais países produtores de coca, do que quando o Plano Colômbia/Iniciativa Andina dirigido pelos EUA começou sob o Presidente Clinton. A nossa própria criminalização dos usuários tem levado a desumanidades terríveis, como a disseminação horrorosa da Hepatite C e do HIV entre os injetores de drogas - uma tragédia grandemente piorada pelas leis que restringem a disponibilidade de seringas e o temor que os usuários têm de que portar uma seringa por mais tempo do que o necessário para usá-la aumentará a probabilidade de detenção.
Há três anos atrás, a DRCNet patrocinou o evento "Saindo das Sombras: Acabando com a Proibição das Drogas no Século XXI", uma cúpula latino-americana sobre a legalização reunida na cidade mexicana de Mérida, Iucatã, que reuniu numerosos líderes e cidadãos de todo o hemisfério. Apesar da razão não estar completamente ausente mesmo ao norte da fronteira EUA-México, na América Latina é abundante, como alguns dos comentários feitos na conferência mostram:

"A única solução é a legalização, mas ela será um processo longo e árduo... O uso de drogas em si mesmo não fere os direitos dos demais, e um estado democrático e pluralista não pode justificar isto. Não há pior ditadura do que a que procura impor suas idéias sobre todos os outros".
- o senador colombiano e ex-presidente da Corte Constitucional Colombiana, Carlos Gaviria Díaz

"Se não pudermos discutir as alternativas, se nem sequer pudermos admitir que a guerra às drogas é um fracasso, então nunca solucionaremos o problema".
- o congressista mexicano, Gregorio Urías Germán de Sinaloa

"É ilógico pensar que podemos suprimir o uso ou o consumo de drogas. É uma grande mentira" e "a política de legalização não é uma política de apoio ao uso de drogas, mas uma estratégia designada para arruinar o negócio dos narcos e os corruptos e para ajudar os dependentes".
- o ex-procurador-geral colombiano, Gustavo de Greiff


O Prefeito Sanders deveria ouvir de Greiff. Apesar de Sanders e outros de sua laia terem predito que as drogas ficariam mais disponíveis nos EUA e que os garotos cruzariam a fronteira para usá-las se o projeto fosse aprovado, ele só precisa olhar as escolas secundárias na cidade dele - ou em qualquer cidade dos Estados Unidos - para ver com que facilidade as drogas estão disponíveis agora, sob o sistema atual. Se as drogas fossem legais e regulamentadas, em vez de proibidas (e, portanto, fora de controle), pelo menos podíamos ter limites de idade e pelo menos manter o tráfico de drogas em si fora do território escolar. Não que o projeto do México conseguiria isso - a mera descriminalização do uso e o porte não pode acabar com o tráfico ilegal de drogas a menos que haja alguma rota legal de oferta. Mas os garotos nos EUA já podem as comprar as drogas que quiserem, usualmente de outros garotos e com pouca probabilidade de serem pegos; e os garotos perto da fronteira podem fazer isso nos EUA ou no México, igualmente com pouca probabilidade de serem pegos. Então, os temores de Sanders são insustentáveis - ou, ao invés disso, eles já viraram verdade há muito, mas por motivos diferentes que ele não quer entender.
Ó, que vergonha! Perdão, México - perdoem-nos por muitos de seus cidadãos que terão suas vidas devastadas quando isso poderia ter sido impedido se não fosse pela nossa interferência. Por favor, tente novamente, e logo, precisamos que nos ajudem apontando o caminho.


2. Matéria: México Age Para Descriminalizar o Porte de Drogas -- Não, Espera Aí, Deixa Para Lá


 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/naomexico.shtml

O demissionário Presidente mexicano Vicente Fox mudou abruptamente de curso na Quarta, devolvendo ao congresso um projeto de descriminalização das drogas que apenas um dia antes o seu porta-voz disse que ele assinaria. A ação contra o projeto aprovado pelo Senado Mexicano na Sexta passada aconteceu sob forte pressão dos Estados Unidos, incluindo uma reunião consular na Segunda em Washington e, na Quarta, uma declaração da Embaixada dos EUA no México instando os mexicanos a repensarem o projeto.
Houve tanto mais quanto menos complicações na nova legislação sobre as drogas que o que parece. Durante o fim de semana, a imprensa estadunidense informou de maneira simples e sensacionalista que o México estava prestes a descriminalizar o porte de pequenas quantidades específicas de drogas, o que é verdade. A lei, agora abortada, teria feito isso de fato, mas também teria expandido o poder de imposição das leis sobre as drogas das forças policiais estadual e municipal e criado um novo crime de tráfico de drogas no varejo ou em pequena escala objetivado aos traficantes de rua que vendem drogas aos mexicanos. Também continua obscuro o que a lei teria significado em termos de práticas reais.
E nesta semana, mesmo apesar de um porta-voz do Presidente Fox ter reafirmado na Terça que Fox assinaria o projeto, o seu destino foi decidido na Quarta à tarde em meio à preocupação e ultraje que vinham não apenas do norte da fronteira, mas também das figuras legais e políticas dentro do México. Mas em meados da semana, políticos mexicanos importantes já estavam falando em revisar a lei para restringir os dispositivos de descriminalização do projeto para que se aplicassem somente aos dependentes e o governo dos EUA fizera um anúncio público raro sobre um problema político doméstico mexicano.
As quantidades adotadas pelo congresso mexicano como constitutivas de quantidades de uso pessoal foram geralmente, mas não sempre, aproximações razoáveis de quantidades de uso único ou sessão única. Segundo o projeto aprovado pelo congresso, o porte de até cinco gramas de maconha, 25 miligramas de heroína, meio-grama de cocaína, dois-décimos de um grama de metanfetamina ou êxtase e um-quarto de grama de cogumelos psicodélicos seriam considerados porte para uso pessoal. E em um sinal à população indígena do México, a medida também descriminalizaria o porte de até quase um quilograma do cacto psicodélico de mescal.
Apesar das ambigüidades e possíveis problemas, a aprovação da lei foi aclamada com ânimo pelos juristas latino-americanos em Vancouver que se reuniam para a conferência anual da Associação Internacional de Redução de Danos. "Claro que eu apóio a descriminalização no México", disse o ex-Procurador-Geral colombiano, Gustavo de Greiff, atual diretor da coalizão antiproibicionista latino-americana, REFORMA. "Mas a legalização é melhor. A descriminalização é boa para os consumidores, mas permite que os traficantes de drogas e os corruptos continuem enriquecendo. A única maneira de destruir o negócio dos narcos e corruptos é a legalização", disse de Greiff.
"Não vamos nos esquecer que antes de ser eleito, Fox disse que precisávamos discutir alternativas à proibição", acrescentou de Greiff, que vive atualmente na Cidade do México e trabalhou anteriormente como embaixador da Colômbia no México. "Espero que ele não vete este projeto".
Na Quarta à tarde, contudo, a esperança de de Greiff virara consternação. "Esta recusa de Fox de assinar o projeto é um ato de covardia política", disse soltando fumaça.
"Isto é um avanço, mas qualificado", disse a jurista brasileira Maria Lúcia Karam, discutindo o projeto antes que Fox anunciasse que o derrubara. "Como questão de filosofia judicial, a lei tenta dizer que o ato de porte continua ilícito, mas os dependentes e usuários estão excluídos de serem responsabilizados, como se eles não fossem livres para escolher, mas o porte de drogas não deveria ser um ato ilícito porque é um comportamento privado que não afeta nenhum direito ou interesse alheio", disse ela à DRCNet. "Mesmo se o resultado prático for bom, a filosofia legal por trás disso é ruim".
Karam também criticou o projeto pela sua falta de retroatividade e por sua determinação necessariamente arbitrária das quantidades de uso pessoal. "Como é possível dizer que está tudo bem se forem 5 gramas, mas não 10 gramas? Se se puder comprar uma garrafa de uísque ou uma caixa de uísque, dever-se-ia poder fazer o mesmo com outras drogas, especialmente se for para uso pessoal", disse a juíza aposentada do Rio de Janeiro.
"Na verdade, o México só seguiu a tendência para a praticidade que temos visto na Europa Ocidental, no Canadá e em outros países na América Latina", disse Dooley da Drug Policy Alliance, novamente falando antes da decisão de Fox. "É uma decisão de parar de processar os indivíduos por uso de drogas ausente de qualquer dano aos demais porque está afligindo o sistema. Ninguém deveria se surpreender; esta é uma resposta muito pragmática ao desconcerto do sistema de justiça criminal mexicano". Na Quinta de manhã, o diretor executivo da DPA, Ethan Nadelmann, estava consternado com a ação. "Esta é uma verdadeira decepção", disse.
Deparado com a guerra mutuamente destrutiva entre as organizações do tráfico de drogas que deixou 1.500 mortos no ano passado - e exacerbada certamente pela mais recente operação do governo mexicano contra os "cartéis" -, assim como por níveis crescentes de uso doméstico de drogas, o governo Fox está sob pressão crescente para fazer algo a respeito do problema. Dentro das duas últimas semanas, quatro agentes antidrogas disfarçados foram mortos em Novo Laredo e dois oficiais da polícia foram decapitados por traficantes de drogas em Acapulco. O país também enfrenta o uso de drogas crescente e um tráfico florescente para supri-lo, de acordo com os pesquisadores mexicanos.
Este projeto também teria liberado recursos para o sistema de justiça criminal que atualmente estão dedicados ao trato dos usuários de drogas. Também teria dado ao governo mais munição na forma de sentenças mais duras para as infrações de tráfico e venda de drogas e lhe daria mais efetivos na guerra às drogas na forma de 400.000 oficiais das polícias estadual e municipal que agora teriam permissão para participarem da imposição da legislação sobre as drogas. Segundo a lei atual, apenas os quase 100.000 agentes da polícia federal do México podem impor a legislação sobre as drogas.
Perdida em grande parte da cobertura estadunidense inicial do projeto estava a consciência de que sob a lei mexicana sobre as drogas existente, as pessoas pegas com drogas já podem buscar isenção de castigo ao dizerem que eram viciadas. Mas essa disposição da lei existente era arbitrária - não havia definição do que constituía uma quantidade para o uso pessoal de um viciado - e cheia de possibilidades de corrupção e abuso do sistema legal.
A nova lei teria sido um avanço para os usuários de drogas porque estende a isenção do processo de viciados para "consumidores". Em outras palavras, não seria mais necessário debater que ele é um viciado a fim de tentar fugir do castigo. Ao invés disso, a pessoa pega em porte de quantidade inferior às quantidades específicas pode simplesmente afirmar que é uma consumidora que portava drogas para o seu próprio consumo pessoal.
Apesar dos temores de alguns políticos estadunidenses, os cafés cannábicos à Amsterdã não estavam a ponto de aparecerem nas praias de Cancun ou na Zona em Novo Laredo, já que não há dispositivos para a venda legal e regulada de drogas ilícitas. Em vista das críticas desta semana, alguns políticos mexicanos discutiram que as pessoas que portarem pequenas quantidades de drogas ainda estarão sujeitas ao assédio e detenção da polícia e terão que comparecer ante um juiz para serem soltas.
No fim da Terça, havia sinais de que o governo Fox estava se retratando. O Ministro de Segurança Pública do México, o principal policial do país, Eduardo Medina Mora, disse à AP que o projeto teria que ser "analisado" e "reconsiderado" porque os legisladores tinham ultrapassado a visão de Fox ao disporem quantidades para definir uso pessoal. Ele também advertiu que as cidades mexicanas podem - e algumas já a fazem - promulgar decretos-leis municipais para criminalizar o porte de drogas e os estrangeiros pegos usando ou portando drogas podem ser expulsos do país, apesar de que eles não seriam deportados formalmente nem proibidos de voltar. Infelizmente para o governo dos EUA, Medina Mora admitiu que embora alguns infratores possam ser recomendados para tratamento, tais programas não são obrigatórios.
Mas, tentando diminuir os pesadelos estadunidenses de legiões de estadunidenses universitários acrescentando heroína ou cocaína às férias alcoólatras de primavera deles, Medina Mora avisou que o México não seria amigável com respeito ao turismo de drogas. Ele disse que "o México não, não foi e não será um refúgio para aqueles que desejam vir a nosso país para usar drogas indiscriminadamente", disse.
Não foi bem assim que soou na Sexta passada, quando o Sendo aprovou o projeto. "O objetivo desta lei não é colocar os consumidores na cadeia, mas aqueles que vendem e envenenam", disse o Sen. Jorge Zermeno do governante Partido de Ação Nacional. "O governo acha que esta lei representa o progresso, porque definiu as quantidades mínimas que um cidadão pode levar para uso pessoal. O presidente vai assinar esta lei", disse Aguilar, chamando a legislação de "uma melhor ferramenta... que permite ação e coordenação melhoradas na luta contra o tráfico de drogas".
Mas os estadunidenses não foram acalmados pelas explicações do México das nuanças da lei ou dos cuidados do ministro de segurança pública em torno do assunto. Após uma reação inicial em voz baixa do Departamento de Estado, o tom subiu. "Os funcionários dos EUA instaram os representantes mexicanos a revisarem a legislação com urgência, para evitar a percepção de que o uso de drogas seria tolerado no México e impedir o turismo de drogas", disse a porta-voz da Embaixada dos EUA, Judith Bryan, em uma declaração na Quarta. O governo estadunidense quer que o México "garanta que todas as pessoas encontradas em porte de qualquer quantidade de drogas ilegais sejam processadas ou mandadas a programas obrigatórios de tratamento químico".
A posição oficial dos EUA parecia positivamente restrita quando contrastada com as reações de alguns políticos da área fronteiriça. "Estou assombrado, estou em estado de descrença", disse o Prefeito de São Diego, Jerry Sanders, cuja cidade está justo do outro lado da fronteira com Tijuana. "Com certeza, acredito que vamos ver mais drogas disponíveis nos Estados Unidos", disse Sanders à Associated Press. "Precisamos registrar todo protesto que o governo estadunidense possa convocar".
Os observadores mexicanos e outros reagiram com um pouco mais de calma ao projeto quando aprovado pelo Congresso. "Este projeto é o segundo de duas propostas de reforma da legislação sobre as drogas que Fox enviou à assembléia em 2004 e ambas as partes estão designadas para reforçar a luta contra o tráfico de drogas no varejo", explicou Ricardo Sala da organização mexicana de reforma das políticas de drogas Vive Con Drogas. "A primeira parte foi aprovada no verão passado e permite que a lei e o sistema judicial nos níveis estadual e municipal entrem na luta. Antes disso, segundo a lei mexicana, o tráfico de drogas era crime federal, processado apenas por agentes federais", disse ele a DRCNet.
A segunda lei foi o projeto aprovado pelo Senado Mexicano na semana passada. De acordo com Sala, foram as ações precoces de dois comitês na câmara baixa, que aprovou o projeto antes, que emendaram a proposta original do governo Fox para incluir o texto que dizia que a criminalização não se aplica nem aos dependentes ou consumidores nem ao uso religioso ou medicinal.
"Isto foi curioso porque a proposta original de Fox era justamente a contrária: permitir a criminalização do consumidor", disse Sala, notando que desde 1995 a lei mexicana permitia que os dependentes escapassem do castigo pelo porte de quantidades de uso pessoal. "A proposta original de Fox era eliminar esse texto", disse.
"Embora as primeiras manchetes na imprensa estadunidense tenham tomado uma linha muito simples de que o México ia descriminalizar pequenas quantidades de drogas, parece que este projeto tinha basicamente o desígnio de mudar as prioridades de repressão legal para que o México pudesse se concentrar nas pessoas que vendem e traficam drogas", disse Margaret Dooley do escritório da Baixa Califórnia da Drug Policy Alliance. "Não era a legalização e pode nem ter sido descriminalização, já que os funcionários mexicanos estavam dizendo nesta semana que se alguém fosse pego, ainda seria necessário passar pelo sistema de justiça criminal. A esta altura, não está claro o que tudo isto significa", disse ela na Quarta.
Embora a descriminalização teria sido um passo adiante para os usuários mexicanos de drogas, provavelmente não teria reduzido a violência sangrenta, a criminalidade e a desordem social associadas ao tráfico de drogas do mercado negro. "Isto não terá nenhum impacto sobre os efeitos negativos do tráfico de drogas ilícitas", disse a Juíza Karam, reconhecendo o óbvio.
Mas agora, esse ponto é questionável, pelo menos no futuro previsível. Não está claro se a assembléia mexicana agirá rapidamente para revisar o projeto, e com as eleições nacionais em Julho, provavelmente toda uma nova assembléia e um novo governo tratarão deste negócio inacabado.


3. Matéria: Reducionistas de Danos Se Reúnem em Vancouver


 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/ihra.shtml

Mais de mil ativistas, trabalhadores da linha de frente, pesquisadores e funcionários civis e políticos de 93 países se reuniram em Vancouver nesta semana para a 17a Conferência Anual Internacional de Redução de Danos patrocinada pela Associação Internacional de Redução de Danos. Embora seja famosa pelo seu entorno físico deslumbrante e o cosmopolitanismo da Litoral Pacífico, é a reputação merecida da cidade pela reforma vanguardista das políticas de drogas e os projetos de redução de danos que a tornam um lugar natural para a IHRA.
Embora a conferência tenha apoiado os esforços de vanguarda da cidade, a cidade também apoiou a conferência. "Eu vejo a dependência como uma incapacidade", disse Sam Sullivan, prefeito em cadeira de rodas de Vancouver, que justo há duas semanas provocou uma tempestade de fogo ao sugerir que a cidade deveria fornecer heroína e cocaína à sua população dependente. "Estou comprometido com a mudança da maneira assombrosa que tratamos de nossa gente incapacitada pelas drogas", disse ele para altos aplausos na sessão de inauguração da reunião. "Esta é uma questão com a qual estou comprometido até a morte".
Sullivan foi seguido pelo diretor executivo da IHRA, que parabenizou a multidão pelo seu tamanho e prometeu tornar a conferência mais amigável para os usuários. "É fantástico ver o tamanho deste encontro", disse Stimson. "Sempre demos grande ênfase ao envolvimento do usuário. Esta é uma conferência da IHRA, mas também é a conferência deles", disse.
De fato, a conferência de cinco dias estava repleta de sessões dedicadas a, lideradas por ou incluindo usuários de drogas ativistas, inclusive uma sessão sobre "Avançar a Redução de Danos Mediante os Direitos Humanos". Nessa sessão, Dirk Shaeffer do grupo alemão de usuários JES explicou como a "rede de junkies, usuários e o pessoal da metadona" se desenvolveu nos últimos 15 anos para virar uma presença formidável nas políticas de drogas alemãs. Agora, o grupo trabalha com 10 ateliês por ano organizados por usuários de drogas as pessoas nas áreas rurais e defende o envolvimento dos usuários de drogas na definição das políticas, assim como nas medidas padrões de redução de danos.
"Os usuários de drogas já não podem ser ignorados na Alemanha", disse Schaeffer. "Como todos os homens e mulheres, os usuários de drogas têm dignidade humana e eles não precisam obtê-la abstendo-se do uso de drogas". Embora os usuários de drogas possam ser vistos como uma ameaça à ordem social, disse Schaeffer, os grupos de usuários e outros trabalhadores da redução de danos deveriam trabalhar juntos. "Todos nós queremos deter a criminalização dos usuários de drogas e garantir os direitos humanos desta gente", disse.
Mas, em alguma medida, as organizações de usuários de drogas ainda sentem que são a ovelha negra na conferência dominada por trabalhadores assalariados com cargos oficiais. Uma das muitas atividades principais na conferência foi a dos esforços dos grupos de usuários para formar uma rede internacional, uma tarefa na qual os membros trabalharam toda a semana antes de lançarem uma declaração conjunta.
O Prefeito Sullivan foi apenas o primeiro de uma cavalgada de canadenses que discursaram na conferência sobre uma variedade confusa de tópicos, compartilhando com o resto do mundo o conhecimento que eles haviam desenvolvido em anos de trabalho inovador no Grande Norte Branco. Em uma sessão da Terça sobre a regulamentação das drogas, o supervisor clínico dos Serviços Litorâneos de Saúde e Dependência de Vancouver, Mark Haden, dispôs uma gama esmerada de questões que cercava a distribuição regulamentada das drogas: Deveria haver restrições sobre os locais de venda ou os horários de venda ou o empacotamento ou os anúncios? Os compradores deveriam ter autorização ou seria exigido deles um pré-exame ou isso seria irrestrito? As vendas deveriam ser feitas por empresas privadas ou pelo governo?
Haden, um especialista em saúde pública, não recomendou explicitamente nenhum grupo de restrições, mas observou que estas questões perturbadoras são as que terão que ser tratadas se um fim à proibição das drogas for considerado seriamente.
Haden foi seguido pelo coordenador de políticas de drogas de Vancouver, Donald MacPherson, que explicou as tensões entre as diferentes partes da estratégia de drogas dos Quatro Pilares - prevenção, tratamento, redução de danos e repressão legal - da cidade. "A cidade tem sido muito forte na promoção do diálogo nestas questões complexas e espinhentas", disse. "Há uma tensão aqui em Vancouver entre a polícia e os outros pilares, mas precisamos que o aparato judiciário-legal se junte a nós”.
Mas para MacPherson, trata-se por último de tirar a polícia do quadro. "Precisamos de novas leis e regras para as substâncias psico-ativas", disse ele. "As nossas leis atuais criam o dano; a proibição não impede as vendas e o consumo. Ao invés disso, precisamos incorporar os princípios de saúde pública".
MacPherson também apoiou o pedido do Prefeito Sullivan de heroína gratuita para os dependentes, acrescentando que a manutenção com drogas não deveria estar limitada à heroína. Embora tenha observado que Sullivan lhe pedira que fizesse uma pesquisa para apoiar o programa-piloto municipal NAOMI de manutenção com heroína, MacPherson disse que já havia apoio científico suficiente para tais programas de outros países. O programa pode incluir o tratamento de usuários de crack com anfetaminas, acrescentou ele.
O ex-Procurador-Geral da Colômbia, Gustavo de Greiff, agora diretor titular da organização antiproibicionista latino-americana REFORMA, foi caracteristicamente franco em sua discussão da legalização e da redução de danos no mesmo painel - na verdade, ele nem falou as palavras "redução de danos" durante a apresentação dele. "A proibição das drogas é um fracasso, não porque eu o diga, mas de acordo com seus próprios relatórios. O que necessitamos é a legalização, que é a regulamentação da produção, da troca e do consumo de drogas", disse.
A utilidade - e as limitações - da Iniciativa Norte-Americana de Manutenção com Opiáceos (NAOMI) foram esclarecidas em um discurso comovente de Diane Tobin, diretora da Vancouver Area Network of Drug Users (VANDU). "Sou uma viciada em heroína de 30 anos", disse ela. "Eu soube quando tinha 17 e precisava de heroína para passar o dia". Recentemente matriculada no programa NAOMI, Tobin disse que isso lhe ajudou a estabilizar a vida dela. "Não tenho que sair para comprar as drogas ilegalmente", disse ela. Mas embora a vida esteja melhor agora, Tobin e as dúzias de outros participantes da NAOMI se deparam com a perspectiva de serem gradualmente cortados quando a sua experiência de um ano acabar.
Não é apenas o acesso às drogas, mas o poder de usá-las com segurança, disse Luiz Paulo Guanabara do grupo brasileiro de políticas de drogas, redução de danos e usuários virtuais, Psicotropicus. "A cocaína está profundamente enraizada no imaginário das pessoas. Temos que aceitar este fato", disse ele enquanto discutia um programa da Psicotropicus que distribuía kits de prevenção à hepatite (um canudinho plástico e um preservativo encerrados em um pacote com advertências à saúde) aos usuários de cocaína. Em um estudo do programa do kit de prevenção, informou Guanabara, ele descobriu que 88% dos usuários de cocaína compartilhavam os canudinhos e 50% a cheiravam até que saísse sangue de seus narizes, enquanto que apenas 36% sempre usavam preservativos.
Mas, disse Guanabara, os usuários gostam dos kits e os usam. Tais esforços podem aumentar a segurança dos usuários de cocaína, disse. "É uma heresia dizer que se pode usar cocaína com segurança, mas a maioria dos usuários não sofre dano", disse. "Sim, existe a cocaína segura".
Com seu programa de 112 páginas que parecia um livro de porte médio e centenas de sessões, sessões principais e eventos relacionados, é impossível fazer jus à conferência de redução de danos de Vancouver em um artigo. Basta dizer que a gama de tópicos cobertos passava por todo o espectro da mecânica de lidar frente-a-frente com usuários de drogas ao panorama maior das políticas globais de drogas e da redução de danos.
Como parte do panorama, os esforços equívocos dos Estados Unidos na esfera global receberam várias vezes uma atenção crítica. "As políticas de relações exteriores dos EUA no HIV é uma abordagem híbrida religioso-moral/científica", denunciou Jonathan Cohen do Projeto HIV/AIDS da Human Rights Watch. "Eles preferem financiar as organizações de fé, enquanto que proíbem dinheiro para programas de troca de seringas e aplicam a idéia equivocada de que a abstinência é 100% eficiente". Mas, disse Cohen, a administração se sente incômoda em parecer se afastar da ciência e há espaço para manobra de parte dos reducionistas de danos. "Exijam-lhes orientação", disse. "Perguntem-lhes justamente o que significam suas regras e como eles as aplicam. Façam com que as justifiquem".
O governo dos EUA também atraiu a atenção crítica de Pedro Chequer, ex-diretor do Programa Nacional de AIDS do Brasil, que acusou os EUA de "subverterem" a guerra contra a AIDS. "O proselitismo religioso na luta dos EUA contra a AIDS está de volta", denunciou Chequer, observando que o Brasil fora forçado a recusar uma doação de $39 milhões da USAID porque requeria que os grupos brasileiros obedecessem a "políticas com base na religião redigidas por políticos pseudomoralistas".

A conferência acabou oficialmente na Quinta à tarde, mas os eventos relacionados continuam até o fim de semana. A organização de redução de danos e justiça social, a Keeping the Door Open de Vancouver, continuou realizando eventos depois do encerramento oficial. Hoje, os grupos canadenses de usuários de drogas se reunirão em um esforço para formar uma frente nacional. E amanhã, a nação cannábica de Vancouver ganhará as ruas como parte da Marcha Mundial da Maconha, cujo tema este ano é "Libertem Marc Emery", o vendedor de sementes e ativista pró-maconha do centro de Vancouver que agora sofre a ameaça de extradição aos EUA.


4. Matéria: Construindo um Movimento Internacional dos Usuários de Drogas – os Ativistas Formam uma Coalizão e Lançam Declaração


 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/idum.shtml

Mais de 100 ativistas representando pelo menos 13 grupos diferentes de usuários de drogas da Europa, América do Norte, América Latina, Austrália e Ásia aproveitaram a oportunidade da conferência da Associação Internacional de Redução de Danos em Vancouver nesta semana para formar uma coalizão internacional. No primeiro Congresso Internacional de Usuários de Drogas Ativistas no Domingo e em numerosas sessões durante toda a semana, os grupos e indivíduos envolvidos conseguiram redigir uma declaração inicial e preparar o terreno para o aumento da coordenação entre os grupos de ativistas usuários.
As organizações de ativistas usuários pretendem exercer pressão pela universalização da redução de danos e o fim às infrações dos direitos humanos contra os usuários de drogas. Mas a coalizão também se formou visando a influenciar a Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas (UNGASS) sobre políticas de drogas marcada para Viena em 2008 (ou agora, possivelmente 2009).
Durante anos, os ativistas usuários têm se queixado de que as organizações existentes de políticas de drogas e redução de danos administradas por profissionais que não usam drogas não representam adequadamente os interesses deles. Nesta semana, as reuniões e a declaração em Vancouver são um esforço dos ativistas usuários para garantir que os assuntos das leis sobre as drogas e os debates das políticas de drogas - os usuários de drogas - façam com que as vozes delas sejam ouvidas em alto e bom som no futuro.
"Queremos a oportunidade de falar por nós mesmos, ser ouvidos e tratados com a dignidade e o respeito básicos", disse Andria Efthimiou do Fundo John Mordaunt. "Os usuários de drogas são um dos grupos mais marginalizados e estigmatizados na comunidade. Mesmo no contexto deste evento, um de nossos principais colegas - Bijay Pandey do grupo Recovering Nepal - não conseguiu o visto canadense de entrada. Chegou a hora de levantarmo-nos contra a forma pela qual os usuários de drogas são tratados na sociedade e achamos que o congresso e a conferência de redução de danos é uma maneira fascinante de salientar a necessidade urgente de ação".
As organizações de usuários de drogas existem atualmente em dúzias de países, incluindo o Canadá, os EUA, a Austrália, a Dinamarca, a Grã-Bretanha, a Tailândia, entre outros, e já contribuíram poderosamente para tornar as leis e as políticas mais humanas e responsivas às necessidades dos usuários de drogas. Na cidade anfitriã de Vancouver, por exemplo, a Vancouver Area Network of Drug Users (VANDU) estabeleceu o primeiro local para injeção segura na América do NOrte. A VANDU também tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da política vanguardista de drogas dos Quatro Pilares de Vancouver
Similarmente, a Tailândia, a Rede de Usuários de Drogas Tailandeses tem trabalho com sucesso para expandir o acesso aos serviços de tratamento e prevenção ao HIV para usuários de drogas e documenta os abusos dos direitos humanos contra eles. E na Inglaterra, diversos grupos de usuários de drogas estão trabalhando com o governo para produzir uma estratégia nacional de Hepatite C.
"Temos uma rede internacional de usuários de drogas grande e crescente e o congresso internacional foi criado para finalizar a declaração sobre as metas e integrantes desta rede singular", disse Grant McNelly da Fundação Nacional Inglesa de Usuários e Hepatite C.
"Somos pessoas de todo o mundo que usam drogas", diz o documento consensual lançado na Terça. "Somos as pessoas que foram marginalizadas e discriminadas; fomos mortas, feridas desnecessariamente, presas, retratadas como malvadas e estereotipadas como perigosas e descartáveis. Agora, chegou a hora de levantarmos nossas vozes como cidadãos, estabelecermos os nossos direitos e reclamarmos o direito a sermos nossos próprios porta-vozes na luta pela auto-representação e a autopermissão".
De acordo com a declaração, através de meios inclusivos e democráticos, o Grupo Internacional de Usuários de Drogas lutará pelo acesso universal ao tratamento químico e a cuidados médicos apropriados, a disponibilidade de equipamento para uso seguro de drogas e instalações de consumo, e, por fim, "o acesso regulamentado às drogas farmacêuticas de qualidade de que precisamos". Como um de seus objetivos, a declaração lista "desafiar a legislação nacional e as convenções internacionais que incapacitam a maioria de nós a viver vidas seguras e saudáveis".
"Espero que a rede internacional e a declaração que redigimos seja o começo de nosso envolvimento como grupos de usuários de drogas em todos os tipos de instituições", disse Stijn Gossens do grupo belga de usuários STAD e o grupo Breakline de apoio aos pares para a cena de dança. "Estamos prontos para sermos parceiros das instituições".
Nesta semana, o processo em Vancouver foi intensamente democrático, com reunião após reunião e discussões longas em torno da fraseologia dos documentos. "Isto é como as Nações Unidas abobalhadas", disse Mauro Galineri, presidente da Rede Global de Gente com AIDS, em um momento durante os procedimentos aparentemente intermináveis.
"Por fim", prosseguiu a declaração, "a necessidade mais profunda de estabelecer tal rede surge do fato de que nenhum grupo de oprimidos jamais conseguiu a liberação sem o envolvimento daqueles afetados diretamente por esta opressão. Através da ação coletiva, lutaremos para mudar as leis municipais, nacionais, regionais e internacionais sobre as drogas e formular políticas de drogas comprovadas que respeitem os direitos humanos e a dignidade das pessoas em vez das que são fomentadas pelo moralista, os estereótipos e as mentiras".
"Isto surgiu de uma reunião de grupos de usuários de drogas na última convenção internacional de redução de danos em Belfast", disse Ann Livingston da VANDU, os anfitriões de facto do evento internacional de grupos de usuários. "O consenso ali foi que precisávamos passar pelo processo de estabelecermos uma entidade legalmente registrada e um grupo internacional de pessoas que usam drogas", disse ela a DRCNet. "O sentido era de que esta é a 17a conferência internacional de redução de danos sobre este problema centrado nas pessoas que usam drogas ilegais e chegou a hora de que as pessoas que usam drogas ilegais tenham uma organização por elas mesmas. Os usuários se sentem excluídos ou desatendidos, mesmo pelos nossos aliados", disse ela.
Nesta semana, os demais reducionistas de danos em Vancouver certamente tiveram a oportunidade de ouvir os usuários de drogas, já que a Associação Internacional de Redução de Danos teve numerosas sessões de integrantes de grupos de usuários.
"O congresso tem provado ser uma oportunidade única para que os usuários de drogas que trabalham nas redes de auto-ajuda de usuários de drogas de muitos países diferentes se encontrem cara a cara e compartilhem informação e habilidades", disse Annie Madden da Liga Australiana de Usuários de Drogas Ilícitas e Injetadas.
Agora, a organização está buscando financiamento para continuar expandindo o seu trabalho, disse Mordaunt. "O orador que representou o esforço da UN AIDS disse aqui que os grupos de usuários de drogas deveriam ser financiados", observou ela. "Me parece que esta é a primeira vez que eles disseram isso. Vamos acompanhar o pessoal da UN AIDS e dizer-lhes que cumpram o que disseram", disse ela a DRCNet. "Também estamos procurando a Comissão Européia de Políticas de Drogas como outro doador em potencial", disse ela.
"Se conseguirmos decolar, trabalharemos em questões que cercam as violações dos direitos humanos contra os usuários de drogas, seja a execução na China ou os assassinatos na Tailândia ou a prisão nos Estados Unidos", disse Mordaunt. "Ao mesmo tempo, vamos pressionar pela universalização das práticas de redução de danos, e sim, vamos fazer pressão pela reforma da legislação sobre as drogas tanto no nível nacional quanto no internacional", acrescentou.
"Isto não é apenas um exercício intelectual sobre o direito de usar drogas", disse Livingston da VANDU. "Isto é um movimento de justiça social pelas pessoas que definham nas prisões e becos ao redor do mundo".
E já não era sem tempo.


5. Oferta: Novo Vídeo Importante Sobre a Legalização

 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/leapdvd.shtml

A DRCNet tem a satisfação de oferecer como nosso mais recente prêmio de filiação o novo DVD da Law Enforcement Against Prohibition (LEAP). Como Walter Cronkite escreveu em uma referência para o vídeo, “Qualquer um preocupado com o fracasso de nossa Guerra Contra as Drogas de $69 bilhões ao ano deveria assistir a este programa de 12 minutos. Você conhecerá oficiais da polícia da linha de frente que nos dão informes devastadores sobre por que ela não pode funcionar. Deve ser assistido por qualquer jornalista ou funcionário público que lidar com esta questão”.
Doe $16 ou mais à DRCNet e nós lhe enviaremos uma cópia do vídeo da LEAP – perfeito para mostrar em uma reunião, em uma exibição pública em sua biblioteca mais próxima ou em casa para os amigos ou a família que não quer entender. Por favor, visite  http://stopthedrugwar.org/donate/ para fazer sua doação e pedir seu DVD da LEAP hoje – pense em inscrever-se para doar mensalmente!
Se você não puder pagar os $16, faça-nos uma oferta e lhe enviaremos o vídeo se pudermos. Mas, por favor, apenas peça-o se verdadeiramente você não puder doar essa quantidade. A nossa capacidade de espalhar a mensagem sobre produtos importantes como o DVD da LEAP depende da saúde e do alcance de nossa rede, e isso depende de suas doações. Por favor, pense em doar mais do que o mínimo também -- $50, $100, $250 – o que for que você puder doar à causa. A causa é importante – como o ex-comandante da polícia de Seattle, Norm Stamper, o expressou no vídeo, “A Guerra às Drogas talvez tenha sido a polícia social mais devastadora e disfuncional desde a escravidão”.
Mais uma vez, a nossa página para doações por cartão de crédito é  http://stopthedrugwar.org/donate/ -- ou envie um cheque ou ordem de pagamento para: DRCNet, P.O. Box 18402, Washington, DC 20036. (Note que as contribuições à Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas que apoiarem o nosso trabalho lobista não são dedutíveis do imposto de renda. As contribuições dedutíveis podem ser feitas para a Fundação DRCNet, no mesmo endereço.) Por último, por favor, contate-nos para instruções se você deseja fazer uma doação em ações.
Obrigado pelo seu apoio ao trabalho da DRCNet e da LEAP. Esperamos ter notícias suas em breve. Muito obrigado ao Common Sense for Drug Policy por financiar o vídeo e fornecer as cópias!



6. Feedback: Você Lê a Crônica da Guerra Contra as Drogas?

 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/vocele.shtml

Você lê a Crônica da Guerra Contra as Drogas? Se sim, gostaríamos de ouvi-lo. A DRCNet precisa de duas coisas:

1) Estamos entre doações para o boletim e isso torna as nossas doações mais prementes. A Crônica da Guerra Contra as Drogas é grátis para ler, mas não para produzir! Por favor, visite  http://stopthedrugwar.org/chronicle/donate.shtml para fazer uma por cartão de crédito ou PayPal – pense em inscrever-se para doar mensalmente – ou leia este e-mail até embaixo para informações sobre doações por correio.

2) Por favor, envie quotas e informes sobre como você trabalha com o nosso fluxo de informação, para uso em propostas futuras de doação e cartas aos financiadores ou financiadores em potencial. Você usa a DRCNet como fonte para falar em público? Para cartas ao editor? Ela lhe ajuda a conversar com amigos ou sócios sobre a questão? Pesquisa? Para sua própria edificação? Você mudou de idéia sobre quaisquer aspectos das políticas de drogas desde que se inscreveu? Você reimprime ou republica partes de nossos boletins em outras listas ou em outros boletins? Você tem alguma crítica, reclamação ou sugestão? Queremos ouvi-las também. Por favor, envie sua resposta – uma ou duas frases bastariam, mais é ótimo também – para  drcnet@drcnet.org ou simplesmente responda este e-mail. Por favor, informe-nos se podemos reimprimir seus comentários, e, se sim, se podemos incluir seu nome ou se você deseja permanecer anônimo. IMPORTANTE: Mesmo se você nos deu este tipo de feedback antes, o seu feedback atualizado seria útil agora também – precisamos ouvir você!


Mais uma vez, por favor, ajude-nos a manter viva a Crônica da Guerra Contra as Drogas nesta vez importante! Visite  http://stopthedrugwar.org/chronicle/donate.shtml para fazer uma doação via Internet ou envie seu cheque ou ordem de pagamento para: DRCNet, P.O. Box 18402, Washington, DC 20036. Faça seu cheque a nome da Fundação DRCNet para fazer uma doação dedutível do imposto de renda à Crônica da Guerra Contra as Drogas – lembre que se você escolher um de nossos prêmios isso reduzirá a parte de sua doação que é dedutível do imposto de renda – ou faça uma doação não-dedutível para o nosso trabalho de lobby --  http://stopthedrugwar.org/donate/nondeductible.shtml ou um cheque para a Rede Coordenadora da Reforma das Políticas de Drogas ou Drug Reform Coordination Network, no mesmo endereço. Também podemos aceitar contribuições em ações – contate  borden@drcnet.org para as informações necessárias. Obrigado pelo seu apoio.







7. Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana


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Outra semana, outro lote da oferta aparentemente interminável de policiais corrompidos pela guerra às drogas. Mais soldados aceitam acordos em uma armação de contrabando na fronteira, os laços de família derrubam uma escrivã e um ex-detetive e mais outro agente penitenciário é preso pelos seus esforços empresariais. Vamos ao que interessa:

Na Cidade de Oklahoma, dois soldados do Exército dos EUA estacionados em Fort Huachuca, Arizona, se confessaram culpados de tentar aceitar suborno para transportar cocaína enquanto usavam uniforme. Kevin Thomas, 26, e Terry Henderson, 24, se confessaram culpados de uma acusação de conspiração para aceitar suborno em tribunal federal no dia 25 de Abril. Eles estavam entre os 13 soldados acusados em uma armação disfarçada do FBI em que os soldados concordaram em transportar cocaína para "traficantes" que eram na verdade agentes do FBI. Cada um dos soldados transportou pelo menos uma carga de 40 quilos de cocaína de Wichita, Texas à Cidade de Oklahoma enquanto usavam seus uniformes para se defenderem de buscas policiais em potencial, pelo que eles receberam entre $2.000 e $8.000. Seis outros já foram sentenciados a entre 17 meses e cinco anos de prisão no caso, enquanto que um outro soldado se confessou culpado e aguarda condenação.

Em Murray, Kentucky, um detetive da Polícia de Murray e o filho dele foram presos sob várias acusações de delitos de drogas no Sábado. Garnett Alexander, 55, um veterano de 20 anos da corporação que se aposentou em 1997, foi acusado de traficar opiáceos, traficar anfetamina, duas acusações de tráfico de cocaína, porte de uma substância controlada incrementado de arma de fogo, porte de maconha incrementado de arma de fogo, porte de apetrechos para uso de drogas e porte de substância controlada prescritível que não estava na embalagem original, de acordo com a autuação. A prisão aconteceu depois que o filho de Alexander, Wesley, foi parado na Sexta à noite passada e preso sob acusações de tráfico de cocaína, opiáceos e metanfetaminas. O mais velho dos Alexander ligou para o Xerife da Comarca de Calloway. Larry Roberts, dizendo que o dinheiro e as drogas encontradas no veículo eram dele, não do filho dele. Uma busca da casa de Alexander ocorreu em seguida, em que drogas, armas e apetrechos foram encontrados, e Alexander foi preso.

Em Asbury Park, Nova Jérsei, uma escrivã sênior no Departamento do Xerife da Comarca de Passaic foi presa no Domingo sob acusações de avisar o filho de que estava sendo investigado por tráfico de drogas. Bonnie Fairfax, 47, é acusada de improbidade oficial e pode pegar até 10 anos de prisão se declarada culpada. Ela foi presa no mesmo dia que o filho dela, Karl Fairfax, 27, e outro homem, que ambos enfrentam acusações de conspiração para distribuir narcóticos. Ela também foi despedida de seu emprego de $50.000 ao ano.

Em Honolulu, um júri federal indiciou um agente no Centro Federal de Detenção ali sob acusações por delitos de drogas no dia 27 de Abril. O oficial federal de correções, Akoni Sandoval Kapihe, é acusado de conspirar com os internos para contrabandear maconha e metanfetamina escondidas em pacotes para dentro da cadeia. Ele supostamente conspirou com a mulher de um interno para passar as drogas ao marido dela em algum momento anterior a Setembro de 2005. Kapihe está livre sob fiança e aguarda a audiência preliminar, de acordo com a KHON-TV.


8. O Movimento: Evento Anual da DEA Gera Contracúpula na Semana que Vem em Montreal


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Desde o início do governo Reagan, a Drug Enforcement Agency (DEA) dos EUA tem realizado conferências hemisféricas anuais de agentes da DEA e importantes oficiais de narcóticos de países participantes. Neste ano, pela primeira vez, a Conferência Internacional de Repressão às Drogas está sendo realizada no Canadá de 08 a 11 de Maio, e também pela primeira vez, se deparará com oposição organizada.
Em um esforço binacional de organização, a Aliança das Organizações Canadenses de Reforma, o departamento de criminologia da Universidade de Ottawa, a NORML Canadá, a British Columbia Civil Liberties Association, o Students for Sensible Drug Policy e a Law Enforcement Against Prohibition criaram o Contra-Simpósio Internacional de Repressão às Drogas: Uma Resposta Canadense à Hegemonia das Políticas de Drogas dos EUA. O tema do evento está buscando alternativas à proibição das drogas patrocinada pelos Estados Unidos.
Que os eventos devam acontecer em Montreal é algo especialmente oportuno. O recém-eleito governo canadense do Primeiro Ministro Conservador Steven Harper está adotando as noções de políticas de drogas e justiça criminal à estadunidense. O governo Harper tem dito que não representará o projeto de descriminalização da maconha dos Liberais, que quer punir os cultivadores de maconha com mais severidade e que está procurando impor as sentenças mínimas obrigatórias de prisão para certas infrações sérias, incluindo alguns delitos de drogas.
Embora a DEA e seus aliados estejam se reunindo atrás de portas fechadas apenas mediante convite, o contra-simpósio é livre e todos são bem-vindos. Mesmo aqueles que participam da conferência da DEA são bem-vindos, observaram os organizadores.
O contra-simpósio contará com uma lista prestigiosa de acadêmicos e ativistas importantes de todo o hemisfério, bem como da Europa Oriental, incluindo o Juiz Argentina, Martín Vázquez Acuña, a Deputada do Novo Partido Democrático (NDP) do Canadá, Libby Davies, e o Juiz da Corte Provincial da Colúmbia Britânica, Jerry Paradis.
Todos são fortes antiproibicionistas. Como escreveu Paradis recentemente: "A proibição diminui os juízes ao requerer que fechem suas mentes à irracionalidade do que se exige que eles façam. Diminui os advogados em ambos os lados: os promotores, ao forçá-los a perseguirem pessoas e questões que eles sabem muito bem que pertencem ao campo da saúde; e o advogado de defesa, ao forçá-lo a jogar a carta de direitos ao invés de lidar com as verdadeiras questões. E diminui a polícia ao forçá-la a ver os usuários de drogas como presa, não valorosos de um repensar sério".
Os partícipes também incluirão a Dra. Marie Andrée Bertrand da Liga Antiproibicionista Internacional e o Instituto Lionel Prévost, ambos da faculdade de criminologia da Universidade de Montreal. A Dra. Diane Riley, professora-assistente de medicina na Universidade de Toronto e fundadora da Canadian Foundation for Drug Policy e o Dr. Balaz Denes, diretor executivo da Associação Húngara das Liberdades Civis.
O aparato judiciário-legal e a profissão legal também estarão representados, com os integrantes da LEAP, o ex-comandante de polícia Jerry Cameron e Terry Nelson, um ex-oficial antinarcóticos da Patrulha das Fronteiras e do Departamento de Segurança Interna, assim como os advogados Eugene Oscapella, diretor executivo da Canadian Foundation for Drug Policy e Kirk Tousaw, diretor em exercício do Projeto de Políticas de Drogas da BC Civil Liberties Association.
Além de um dia completo de palestras, o evento também incluirá uma marcha ao meio-dia. Muitos dos oradores ficarão para tratar das questões das políticas de drogas na Universidade de Ottawa no dia seguinte.


9. Prisão Célebre: Detenção Simbólica Após Acordo Feito por Locutor Rush Limbaugh por Acusações de Pílulas Para a Dor


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Quando desafiado sobre o número desproporcional de negros mandados à prisão sob acusações por delitos de drogas, o locutor direitista de rádio, Rush Limbaugh, opinou famosamente uma vez que talvez mais gente branca presa por acusações de drogas deveria ser mandada à cadeia. Bom, Limbaugh fala demais, mas quando se trata de cair pelos seus próprios malfeitos relacionados às drogas, ele não pode fazer o que diz.
Após três anos de altercações legais visando a evitar a punição por usar métodos ilícitos para obter o narcótico prescritível Oxycontin, Limbaugh e o advogado dele, Roy Black, concordaram na Quinta que Limbaugh seria preso sob uma acusação de doctor-shopping [ou a prática de recorrer a vários médicos diferentes para conseguir várias prescrições diferentes e poder comprar mais remédios vendidos unicamente sob prescrição], se declararia inocente e receberia parecer suspenso.
Em troca disso, Limbaugh concordou em pagar $30.000 em custos judiciais. Ele também deve se submeter a um exame toxicológico e permanecer no tratamento químico com o médico que o vem tratando durante os últimos dois anos e meio por 18 meses. Se ele conseguir ficar sóbrio, o Promotor retirará a acusação.
"O Sr. Limbaugh e eu sustentamos desde o princípio que não houve doctor-shopping e continuaremos sustentando esta posição", disse Black em uma declaração anunciando o acordo. "De acordo com isso, entramos hoje com uma declaração de inocência contra a acusação aberta pelo Estado. Esta foi uma resolução de bom senso e a maneira apropriada que o estado deveria lidar com as pessoas que reconheceram a dependência da medicação prescritível e procuraram voluntariamente o tratamento", disse Black.
Ele não mencionou que Limbaugh não buscou "voluntariamente" o tratamento até que o seu consumo de pílulas e o recurso a vários médicos vieram a lume. Os promotores da Flórida o acusaram de enganar ilegalmente vários médicos para satisfazer a sua fome de Oxycontin. Após confiscar os registros médicos de Limbaugh, eles souberam que ele recebera até 2.000 analgésicos prescritos por quatro médicos diferentes em um período de seis meses.
"Você acha que se houvesse qualquer prova real nós teríamos chegado a um acordo?" disse um Limbaugh malicioso na Segunda em seu programa de rádio.
Mas como o advogado dele observou acima, o acordo foi "uma resolução de bom senso" de um caso de um viciado declarado. Igualmente, o ex-Procurador dos EUA e advogado de defesa de Miami, Kendall Coffey, disse à Associated Press que o acordo de Limbaugh era "padrão" para infratores primários e não-violentos da legislação antidrogas na área.
Embora Limbaugh possa ter desenvolvido uma sensibilidade sobre a necessidade de tratamento para as pessoas dependentes das drogas (ou pelo menos para ele mesmo), ele é consideravelmente menos generoso com os outros que procuram usar drogas proibidas como a maconha medicinal. Justo há duas semanas, quando a Food and Drug Administration declarou que não havia provas do valor medicinal da maconha, Limbaugh estava em sua forma típica: "A FDA diz que não há nenhum - nulo, zero, nada - traço de valor medicinal na erva daninha, a maconha. Isto vai ser um revés para a multidão de cabelos longos, infestada de gusanos e fumadora de droga".
Parece que no mundo de Limbaugh, alguns pacientes são mais iguais do que outros.
Nota do Editor: A posição da DRCNet é a de que ninguém, inclusive Rush Limbaugh, deveria estar sujeito à criminalização por uso ou procura de drogas, seja decorrente de uma dependência, uma doença ou outra situação. Também achamos que os departamentos da polícia provavelmente não deveriam publicar sítios de autuação na rede como o que relacionamos acima.


10. O Governo: Secretário Antidrogas Sob Ataque da Direita e da Esquerda

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O diretor do Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas, John Walters, tem sido o alvo de críticas diretas nas duas últimas semanas, com um par de senadores de Iowa pedindo na semana passada que ele fosse despedido por causa de seu fracasso em confrontar agressivamente a metanfetamina ou reduzir efetivamente a produção de coca nos Andes. Nesta semana, um senador do Colorado ridicularizou Walters pela ênfase dele na maconha.
Em uma audiência no Senado na semana passada, o Sen. Charles Grassley (R-IA) pediu a demissão de Walters. Grassley disse que o seu pedido de mais ação contra a metanfetamina havia se deparado com "basicamente besteiras burocráticas". Grassley também criticou o apoio de Walters dos cortes orçamentários do governo Bush no programa Comunidades Livres das Drogas. "Eu acho que o presidente deve despedir o secretário antidrogas", disse Grassley, presidente do Comitê de Controle Internacional dos Narcóticos do Senado, aos repórteres nesta semana.
O colega de Grassley, o Sen. Tom Harkin (D-IA), concordou com ele. "Eu acho que o Sr. Walters fracassou e ele não está concentrado nos verdadeiros problemas que temos, especialmente a metanfetamina". Walters tem sido "um fracasso" como secretário ntidrogas, disse Harkin à Radio Iowa.
Grassley também perseguiu Walters pela estratégia anticoca fracassada dos EUA na Colômbia. De acordo com um relatório lançado no dia 14 de Abril pelo gabinete do secretário antidrogas, apesar de diversos anos de fumigação aérea massiva com herbicidas, o cultivo colombiano de coca deste ano estaba quase igual ao do ano anterior.
Em uma carta a Walters exigindo uma explicação, Grassley chamou os elogios de Walters dos sucessos da estratégia na Colômbia de "prematuros e talvez até infundados". Grassley estava preocupado que a ONDCP tenha estado selecionando os números "para fornecer um quadro mais rosado, mas não necessariamente mais acurado" do esforço de quase $5 bilhões para erradicar o cultivo colombiano de coca. A visão rosada de Walters tem "preocupações sérias dentro do Congresso sobre o nosso poder de combater efetivamente os narcotraficantes", acrescentou Grassley.

Como se os ataques do com belt não bastassem, Walters atraiu mais críticas nesta semana do Sen. Ken Salazar (D-CO), que criticou o secretário antidrogas por ir ao Colorado para fazer pressão contra a legalização da maconha. Uma iniciativa que faria exatamente isso está sendo promovida pela SAFER e agora está em fase de coleta de assinaturas. Walters deveria estar se concentrando na metanfetamina em vez da maconha, disse Salazar na Segunda.

Um porta-voz de Salazar disse ao Rocky Mountain News que Salazar não se juntaria aos pedidos de demissão de Walters, mas ele gostaria de ver o dano da metanfetamina em primeira mão. "Os xerifes rurais diriam que a metanfetamina é o nosso maior problema", disse o porta-voz Cody Werts. "Nós precisamos nos concentrar mais no flagelo da metanfetamina do que na maconha".

Mas até Sexta passada, Walters ainda estava no ponto. Em uma entrevista telefônica com o News, ele advertiu que a maconha é um problema grave no Colorado. "Há um sentimento geral de que as pessoas que usam maconha são inofensivas e meio engraçadas", disse Walters. "Há pessoas que entram no sistema de justiça criminal pela maconha e algumas pessoas se engajam em crimes violentos", disse. "Isso não é só engraçado".

Não como os pronunciamentos do secretário antidrogas.


11. Maconha: Universidade do Colorado Publica Fotos de Estudantes em Marcha Pró-Maconha e Oferece Recompensa pelos Nomes Deles

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No fim de semana passado, a polícia da Universidade do Colorado publicou fotos de mais de 150 pessoas em uma marcha pró-maconha de 20 de Abril e está oferecendo uma recompensa de $50 para as pessoas que identificarem aquelas nas fotos. Nota do Editor: Nós publicamos o link só para que você possa ver o que estão fazendo os policiais do campus Boulder - não para encorajá-lo a ajudá-los - a oferta já teve muita publicidade na comunidade e achamos que qualquer dano que vá ser causado vai ser causado apesar de todos os esforços. A universidade impediu os estudantes de se congregarem em Farrand Field, o local tradicional do evento anual e disse que procurava identificar os estudantes para que pudesse acusá-los de invasão de propriedade, mas quase todas as fotos mostravam pessoas fumando algo que podia ter sido maconha.
Cerca de 2.500 pessoas participaram do evento, que começou às 16:20, mas a polícia do campus disse que apenas metade delas estava usando maconha.
A maconha tem sido uma questão quente no campus Boulder desde o ano passado, quando o grupo Safer Alternatives for Enjoyable Recreation (SAFER) ganhou a primeira do que virou uma série de iniciativas não-compulsórias bem-sucedidas nos campi que pede aos colegas que tratem as infrações por maconha sem mais severidade que as infrações por álcool. A SAFER também conseguiu uma votação-surpresa para legalizar até trinta gramas de maconha em Denver e está coletando assinaturas para uma iniciativa estadual de legalização agora.
As pessoas identificadas enfrentam possíveis acusações criminais e também podem enfrentar penas no campus, disse o porta-voz da polícia do campus, o Ten. Tim McGraw, ao Colorado Daily. As pessoas identificadas fumando maconha também podem receber acusações relacionadas à maconha, disse.
"É bem difícil distinguir os fumantes dos espectadores", disse o porta-voz interino da UC, Barrie Hartman. "Vamos perseguir estes invasores". A universidade impediu a celebração anual neste ano por causa da pressão política, disse ele. "São a assembléia e esses alunos que acham que devemos ir de encontro àqueles que fazem isto", disse Hartman. "Sentimos alguma pressão ali. A assembléia pode encontrar todos os tipos de razões para não aprovar dinheiro para nós".
A resposta inicial ao pedido de identificação das pessoas nas fotos dos policiais do campus indica que a Universidade do Colorado tem pelo menos a sua boa parte de delatores - motivados seja por um dever cívico deslocado, seja por uma ganância mercenária. O departamento informou centenas de ligações oferecendo assistência para pegar os malfeitores. Com cinqüenta dólares é possível comprar muita cerveja.
Pelo menos um ativista do Colorado chamou a ação de perda de tempo e dinheiro e disse que era igual a tratar estudantes universitários como pedófilos. "Eu acho que isto é incrível", disse Mason Tvert da SAFER ao Daily Coloradan. "Eles estão usando dinheiro para converter este campus em uma cultura de informantes. Se eles pedissem aos estudantes que ligassem toda vez que vissem um estudante bebendo, seria uma bagunça incrível".


12. Problemas Militares: Cadetes Nervosos de West Point Se Amotinam Após Busca de Drogas


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Os cadetes na Academia Militar dos EUA em West Point, Nova Iorque, causaram estragos na semana passada em resposta a uma busca não-anunciada com cães farejadores de drogas nos quartos deles, de acordo com os registros obtidos pelo Orange County Times Herald-Record. Pelo menos cem cadetes dispararam fogos de artifício e jogaram lixo para fora de suas casernas para protestar contra a busca matutina, disse o relatório do incidente em West Point.
"Centenas de cadetes estavam gritando obscenidades de suas janelas e alguns estavam jogando objetos", escreveu um oficial militar não-identificado no relatório, que chamou o incidente de "um distúrbio". Uma equipe de bombeiros respondeu à cena enquanto os cadetes atiravam objetos que queimavam de suas janelas nas Casernas Bradley", prosseguiu o sumário. "Foi um dia vergonhoso e deplorável para West Point".

A irrupção ocorreu uma noite depois que os cadetes acordaram com o alarme de fogo às 06:00, quando eles foram instruídos a saírem das casernas. Embora os cadetes estivessem fora das casernas, os militares e a polícia local auxiliada por equipes de cães farejadores de drogas entraram e revistaram os quartos coletivos de uns 4.000 futuros oficiais do Exército. Nenhuma droga foi encontrada.

O porta-voz de West Point, o Ten. Cor. Kent Cassella, disse ao Times Herald Record que o evento não era importante. Ele disse que ninguém se feriu e que não houve dano serio. "Parecia que os cadetes estavam soltando um pouco de fumaça", disse Cassella. "Basicamente, houve uns cadetes expressando as frustrações deles e houve o disparo de alguns fogos de artifício. Mas, afinal, não houve nada além disso".

Por volta das 22:30, os cadetes começaram a gritar e jogar artigos no pátio. O tumulto durou cerca de uma hora antes que os cadetes e oficiais começassem a limpar o pátio.

O oficial anônimo do exército que escreveu o relatório estava assombrado. "Cerca de 2.000 cadetes estavam envolvidos e eram testemunhas desta farsa", disse o relatório. Os oficiais de guarda "não podiam acreditar no que eles estavam testemunhando!"


13. Europa: Primeiro Ministro Escocês Critica a Polícia por Sugestão de Legalização das Drogas


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Há três semanas atrás, a Federação da Polícia de Strathclyde (área de Glasgow) da Escócia, o maior sindicato da polícia, pediu a legalização de todas as drogas. Na semana passada, a proposta da federação de Strathclyde estava entre os tópicos de discussão na conferência da Federação da Polícia Escocesa e isso foi demais para o Primeiro Ministro Jack McConnell, que se pronunciou "assombrado" pela própria idéia.
"Eu acho que seria um passo totalmente irresponsável. Eu não apoiarei isso e não acho que reflita na opinião dos policiais o comprimento e largura da Escócia", disse McConnell após a conferência. "Todo oficial ordinário com quem eu tenho conversado apóia uma abordagem severa do arcabouço legislativo sobre as drogas e uma abordagem severa da repressão".
McConnell não deve ter conversado com o Inspetor Jim Duffy, presidente da federação Strathclyde, que disse há três semanas atrás: "Nós deveríamos legalizar todas as drogas atualmente cobertas pelo Ato de Mal-Uso de Drogas - todas desde a classe A até a C, incluindo a heroína, a cocaína e a anfetamina. Não estamos vencendo a guerra contra as drogas e achamos que precisamos pensar em formas diferenets de abordá-la. Digam-me uma aldeia em que estejam livres das drogas", disse. "Apesar da quantidade de recursos e o trabalho fantástico que nossos garotos e garotas fazem, não estamos fazendo diferença nenhuma. Não temos control nenhum no momento".
Tapando firmemente seus ouvidos com suas mãos, McConnell disse que a legalização não era parte de sua pauta e que ele não podia acreditar que os oficiais da polícia pudessem dizer uma coisa assim. "Eu acho que seria um desastre. Sou totalmente contra isso e estou chocado que qualquer membro da Federação da Polícia queira apoiar isto".
Talvez, como os comentários do Inspetor Duffy sugeriram, a polícia apóia a legalização porque eles testemunharam um aumento de 300% no consumo de drogas na Escócia desde os anos 1960, apesar de décadas de esforços legais para suprimi-lo.


14. Europa: Alemanha Planeja Fornecer Heroína Grátis a Dependentes de Longa Data

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O governo alemão anunciou na Terça que, dado o sucesso dos programas-piloto de manutenção com heroína em sete cidades, expandirá o programa para suprir entre 1.000 e 1.500 dependentes alemães da heroína. Essa é ainda uma pequena porcentagem dos estimados 120.000 usuários atuais de heroína no país, mas será quase o dobro do número que está recebendo a droga sob os programas-piloto.
A Alemanha começou os programas-piloto em 2001 em uma experiência para ver se eles podiam ajudar os dependentes das drogas pesadas a se absterem da droga, reduzir seus níveis de criminalidade e reduzir as mortes por overdoses e as doenças. Agora, os alemães decidiram que o experimento foi um sucesso.
"Uma terapia com a heroína é a última esperança e dá ajuda para sobreviver a alguns daqueles que são dependentes", disse a comissária do governo do abuso químico, Sabine Baetzing. "Pode melhorar sua saúde e estabilizar sua situação social", disse Baetzing ao jornal Die Welt.
Baetzing disse que os projetos-piloto haviam mostrado que dar heroína aos dependentes de drogas pesadas às custas do contribuinte era uma forma mais eficiente de conseguir a sua abstinência da droga do que a metadona e a terapia com heroína também levou a uma redução nos atos criminais dos participantes.
Baetzing é uma integrante dos Sociais-Democratas de centro-esquerda, que são colaboradores minoritários em uma coalizão com os Democratas-Cristãos conservadores. Mas ela disse que achava que o governo estaria de acordo com o plano.


15. CounterPunch Sobre a Supressão da Pesquisa Sobre a Maconha, Gay City News Sobre a FDA e a Maconha Medicinal


 http://espanol.stopthedrugwar.org/cronica/434/buscarede.shtml

"More Suppression of Marijuana Research” [Mais Supressão da Pesquisa Sobre a Maconha], Fred Gardner sobre o estudo Dreher da gravidez da Jamaica, para CounterPunch

"Bushies Once Again Bury Science for Politics” [Adeptos de Bush Enterram Ciência pela Política Mais uma Vez] Nathan Riley sobre a maconha medicinal e a FDA, em Gay City News


16. Semanal: Esta Semana na História

 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/estasemana2.shtml

05 de Maio de 2001: Os Estados Unidos são tirados do Conselho de Controle dos Narcóticos das Nações Unidas, a comissão de 13 membros que observa a obediência às convenções de drogas da ONU sobre abuso químico e tráfico ilegal.

06 de Maio de 2001: Sydney, Austrália, abre sua primeira sala legal para injeção de heroína no Bairro de Kings Cross, administrada pela Uniting Church.

08 de Maio de 2002: O Conselho de Pastores Negros de Nova Jérsei anuncia uma campanha para informar os condutores de minorias que eles têm o direito a se recusar a se submeter a buscas automobilísticas com consentimento, que têm sido o enfoque da luta contra a discriminação racial. Os pastores disseram em uma entrevista coletiva na Assembléia Estadual que eles começariam sua campanha "Basta Dizer Não" na semana seguinte, na forma de mensagens às igrejas de minorias e os meios de comunicação.

09 de Maio de 2001: O governo Bush anuncia sua intenção de nomear o Dep. Asa Hutchinson, Republicano do Arkansas, para o cargo de administrador da Drug Enforcement Administration, substituindo o Administrador em Exercício, Donnie Marshall.

09 de Maio de 2001: Em uma audiência, o Procurador Geral John Ashcroft depõe que o Departamento de Justiça não tem prioridade maior do que a prevenção ao terrorismo. Mas um dia depois o departamento lança a orientação orçamentária para o Ano Fiscal 2003 para tornar a redução de tráfico de drogas ilegais uma de suas duas principais prioridades.

10 de Maio de 2001: O Presidente Bush nomeia John P. Walters como novo Secretário Antidrogas dos Estados Unidos.

11 de maio de 2000: Os irmãos Arellano-Félix são acusados de 10 acusações de tráfico de drogas, conspiração, lavagem de dinheiro e encobrimento de crimes violentos. O Departamento de Estado dos EUA oferece uma recompensa de $2 milhões por informação que leve à sua detenção e condenação.


17. Oportunidade de Emprego: Administrador de Programa, Criminal Justice Policy Foundation, Washington, DC


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A Criminal Justice Policy Foundation está procurando um Administrador de Programa para trabalhar diretamente com o Presidente da CJPF. Este é um cargo ideal para uma pessoa detalhista que queira trabalhar com um alto grau de independência em um pequeno escritório pela justiça social. A CJPF é uma das principais vozes do país em prol da reforma das políticas de drogas e da justiça criminal e colabora de perto com ambos os movimentos. A CJPF responde rapidamente a novos eventos e freqüentemente desenvolve novos projetos. Visite  http://www.cjpf.org para maiores informações sobre as atividades da CJPF.
As responsabilidades do Administrador de Programa incluem:
Administrativo: Fornecer apoio administrativo geral ao presidente da fundação; Pagar as contas e depositar os cheques usando QuickBooks na Internet; Fazer anúncios para contratações e administrar o programa de estágio da fundação; Atualizar o sítio; Administrar os sistemas de informática, software e suporte técnico; Desenvolver e manter as relações necessárias com os vendedores; Fazer recomendações para melhorias administrativas.
Programa: Escrever correspondência miscelânea; Administrar a pesquisa, a escrita e a produção de um boletim trimestral; Editar os esboços escritos pelo presidente da fundação; Fornecer assistência na pesquisa ao presidente da fundação; Fazer recomendações a respeito das atividades de pesquisa e do programa.
As qualificações incluem: Mínimo de um ano de experiência de trabalho e diploma de Bacharel. Alta competência com os programas de Office, inclusive PowerPoint, Excel e Outlook; prefere-se a experiência com Dreamweaver e Quickbooks.
Critérios de Desempenho do Emprego: O trabalho é realizado pronta, inteligente, confiante, precisa e completamente. A escrita demonstra um alto grau de compreensão da língua inglesa. Os projetos não são levados a cabo até que o emprega compreenda os objetivos do projeto. Os projetos são realizados com autoconfiança e o poder de solucionar os problemas. O trabalho, o ambiente de trabalho e o uso do tempo são muito bem organizados e respondem a prioridades assim que elas mudam. O empregado desenvolve e mantém familiaridade com questões tratadas pela fundação, com a clientela com a qual a fundação trabalha e com o ambiente político em Washington e outras jurisdições relevantes.
O empregado ideal aprenderá rapidamente, requererá supervisão mínima, é auto-orientado e demonstra habilidades afiadas para solucionar problemas. Ele ou ela tem um alto grau de curiosidade, uma paixão pela missão da organização e a disposição para servir e aprender. Ele ou ela é maduro, profissional e entusiasta.
O salário está na casa dos 30.000 ao ano, dependendo da experiência. Candidate-se via fax pelo (301) 589-5056 ou via e-mail com anexos de MS Word a  esterling@cjpf.org. Antes de se candidatar, visite  http://www.cjpf.org para se familiarizar com o trabalho da CJPF e a escrita do presidente da fundação. Envie uma carta de intenção, um currículo, sua melhor amostra escrita e os nomes de pelo menos três referências. O cargo continua vago até que seja preenchido.


18. Estágio de Verão: Americans for Safe Access, Oakland, CA


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O American for Safe Access (ASA) está procurando um estagiário remunerado para o seu escritório de Oakland, CA para ajudar tanto em suas campanhas legais quanto nas políticas nos estados que têm maconha medicinal. O ASA é uma organização de base dinâmica que trabalha para garantir o acesso às terapias e à pesquisa da maconha medicinal. O ASA está comprometido em vários esforços legais e políticos tanto nos níveis estadual quanto federal, que se refletirão no estágio.
O estágio do ASA está disponível para estudantes e formados com habilidades básicas de escrita, comunicação e organização. A experiência com o estudo da lei e da política é um bônis, mas não uma exigência. Este estágio inclui um estipêndio de $750 por 15-20 horas de trabalho por semana. Vai do fim de Maio a início de Junho até o fim de Agosto.
Os projetos em que trabalha o ASA na Califórnia e outros estados que têm maconha medicinal incluem: uma ampla série de ações civis contra cidades, empregadores e o aparato judiciário-legal pela implementação da lei estadual: campanhas em estados que legalizaram a maconha medicinal para garantir os direitos dos pacientes; lobby coordenado da base e do pessoal para garantir a proteção da dispensa de maconha medicinal na Califórnia; e a distribuição de material educacional a pacientes, médicos, advogados e funcionários públicos.
A seguinte á uma amostra de tarefas para um estagiário do ASA: Traduzir a lei estadual de maconha medicinal em termos leigos; Redigir alertas políticos para mobilizar os voluntários de base; Ajudar os pacientes com problemas legais, inclusive habitação, emprego e encontros com a lei; Compilar informação para relatórios políticos e legais; Assistir no processo de pressionar funcionários públicos sobre o subcomitê de maconha medicinal da Liga das Cidades da Califórnia (uma associação oficial de cidades em todo o estado); Assistir na correspondência periódica aos funcionários públicos da Califórnia; Manter correspondência com réus presos de maconha medicinal.
O local é Oakland, Califórnia. O cargo não envolve viagens. Começa no dia 01 de Junho e dura dois meses e meio. Para maiores informações, contate Rebecca Saltzman em 1322 Webster Street, Suite 208, Oakland, CA 94612, (510) 251-1856 ou  rebecca@safeaccessnow.org. Para se candidatar, envie seu histórico escolar e profissional com uma explicação do motivo pelo qual você gostaria de trabalhar com o ASA para Rebeca Saltzman pelo  rebecca@safeaccessnow.org.



15. Semanal: O Calendário dos Reformadores


 http://portugues.stopthedrugwar.org/cronica/434/calendario

(Por favor, envie lista de eventos sobre políticas de drogas e tópicos relacionados para  calendar@drcnet.org.)

De 27 de Abril a 07 de Maio, oeste de Montana, turnê oratória do porta-voz da LEAP, Jay Fleming, a partir das 19:00 na Flathead Valley Community College, Kalispell. Contate Jean Rasch pelo (928) 768-3082 ou  leaptalks@softhome.net ou Ron Ridenour pelo (406) 387-5605 ou  lakefive@centurytel.net para maiores informações ou para programar uma apresentação.

De 04 a 14 de Maio, leste de Iowa, turnê oratória do porta-voz da LEAP, o Capitão Peter Christ. Para maiores informações ou para agendar uma apresentaçao, contate Mike Smithson pelo (315) 243-5844 ou  speakers@leap.cc ou a coordenadora da turnê em Iowa, Beth Wehrman, pelo  beth@mapinc.org.
De 05 a 06 de Maio, WA, “A 1ª Conferência Nacional de Terapia de Redução de Danos: Reunindo-Nos”, visite  http://www.harmreductiontherapy.com para maiores informações.
De 06 a 07 de Maio, todo o mundo, Marcha Mundial da Maconha, visite  http://www.globalmarijuanamarch.com para maiores informações.

08 de Maio, 09:00-16:00, Montreal, CB, Canadá, “Bem-Vinda DEA, Podemos Conversar?” – Simpósio Internacional Contra a Repressão às Drogas: Uma Resposta Canadense à Hegemonia Estadunidense nas Políticas de Drogas”, em resposta à conferência internacional dos oficiais de repressão às drogas financiada pela DEA. No Marriott Chateau Champlain Ballroom, 1050 da Gauchetiere Street, entrada franca, marcha ao meio-dia na Praça Dorchester na esquina de Peel & René-Lévesque. Visite  http://www.idecs.ca para maiores informações.

08 de Maio, 19:00-21:00, West Hollywood, CA, "Cristal: O Bom, o Triste e o Feio", primeiro de uma série de fóruns públicos sobre a metanfetamina e a redução de danos. Patrocinado pelo Projeto AIDS de Los Angeles, no Autório do Parque de West Hollywood, 647 N. San Vicente Ave., ligue para (213) 201-1662 para maiores informações.
08 de Maio, 16:00-18:-00, São Diego, CA, "As Nossas Leis Sobre as Drogas Fracassaram?" debate entre o porta-voz da LEAP, o Juiz James P. Gray, Roger Morgan. Patrocinado pelo SSDP SDSU, na "Backdoor," Centro Azteca, Universidade Estatal de São Diego, contate Randy Hencken pelo (619) 865-3000 ou  randy_hencken@yahoo.com ou Mike Smithson pelo (315) 243-5844 ou  speakers@leap.cc para maiores informações.
10 de Maio, 18:30, Washington, DC, "A Corrida para Prender", conversa sobre o livro com Marc Mauer do The Sentencing Project. Na Busboys & Poets, 2021 14th St. NW, Sala Langston, visite  http://www.busboysandpoets.com para maiores informações.
10 de Maio, 17:30-19:30, Nova Iorque, NY, “PUMPED: Seminário Sobre Esteróides e o Direito”, discussão com Rick Collins, autoridade legal nacional em esteróides. Na Drug Policy Alliance, 70 W. 36th Street, 16o Andar, espaços limitados. Visite  http://www.drugpolicy.org/events/event.cfm?eventID=611 para maiores informações ou para confirmação de presença contate Stefanie Jones pelo  sjones@drugpolicy.org ou (212) 613-8047.

11 de Maio, 12:00-13:30, Washington, DC, “A Corrida dos Estados Unidos Para Prender: Enclausurando as Comunidades de Cor” sessão congressional patrocinada por The Sentencing Project. No Rayburn House Office Building, sala 2237, confirmar presença com Kara Gotsch pelo (202) 628-0871 ou  kgotsch@sentencingproject.org.

11 de Maio, 19:00, Salt Lake City, UT, “Preenchendo o Vácuo de Liderança: Aonde Vamos? – Como as Comunidades Locais Respondem ao Abuso Químico”, palestra com Deborah Small da Breaking the Chains. No Utah Museum of Fine Arts, 410 Campus Center Drive, Auditório Dumke, ligue para o (801) 688-6927 ou visite  http://www.harmredux.org para maiores informações.

De 02 a 04 de Junho, Marysville, CA, festival de música em apoio ao Fundo de Defesa Legal do Dr. Stephen Banister, NORML Califórnia e Americans for Safe Access. Entradas $60, visite  http://www.camusicthatmatters.org para maiores informações.
03 de Junho de 2006, 13:00-23:00, Amsterdã, Países Baixos, 10ª Rave Urbana Legalize! Contra a Guerra às Drogas. Visite  http://www.legalize.net ou contate Jonas Daniel Meyerplein pelo +31(0)20-4275626 ou  info@legalize.net para informações.
04 de Junho, 18:30, Nova Iorque, NY, Celebração do Aniversário de Dez Anos do Fundo William Moses Kunstler pela Justiça Racial e a Premiação da Justiça Racial, com Danny Glover e Amy Goodman e o ganhador do Prêmio Lutador da Liberdade, Harry Belafonte. Na Catedral de São João, o Divino, Salão do Sínodo, 1047 Amsterdam Ave. na 110th St., visite  http://www.kunstler.org ou ligue para (212) 924-6980 ou  info@kunstler.org para maiores informações.
De 08 a 09 de Junho, Monterrey, CA, turnê oratória do porta-voz da LEAP, James Anthony. Contate Mike Smithson pelo (315) 243-5844 ou  speakers@leap.cc para maiores informações.
12 de Junho, 18:00-21:30, Nova Iorque, NY, Premiação do MPP. No Capitale, 130 Bowery, com Medeski Martin & Wood, ingressos $250 se comprados até 22 de Maio ou $300 depois dessa data, $500 VIP. Visite  http://mpp.kintera.org/faf/home/default.asp?ievent=167524 para maiores informações.
04 de Julho, Washington, DC, Marcha do Quatro de Julho, patrocinada pela Fourth of July Hemp Coalition. No Lafayette Park, contate (202) 887-5770 para maiores informações.
De 15 a 20 de Julho, Chicago, IL, “Liberdade, Tolerância e Sociedade Civil”, seminário gratuito de verão para estudantes universitários, patrocinado pelo Institute for Humane Studies. Na Universidade Loyola, visite  http://www.i-liberty.org até o dia 10 de Abril para informações ou para se candidatar – candidate-se antes de 31 de Março e recebe um livro grátis.

21 de Julho, Washington, DC, conserva sobre o livro com Marc Mauer do The Sentencing Project. Na livraria Politics & Prose, 5015 Connecticut Ave., NW, visite  http://www.politics-prose.com para maiores informações.
De 19 a 20 de Agosto, Seattle, WA, Festival do Cânhamo de Seattle, visite  http://www.hempfest.org para maiores informações.
De 09 a 12 de Novembro, Oakland, CA, “A Saúde do Usuário de Drogas: A Política e o Pessoal”, 6ª Conferência Nacional de Redução de Danos. Patrocinada pela Harm Reduction Coalition, para maiores informações visite  http://www.harmreduction.org/6national/ ou contate Paula Santiago pelo  santiago@harmreduction.org.

De 01 a 03 de Fevereiro de 2007, Salt Lake City, UT, “Ciência e Resposta: 2007, A Segunda Conferência Nacional Sobre a Metanfetamina, o HIV e a Hepatite”, patrocinada pelo Harm Reduction Project. No Hilton City Center, visite  http://www.methconference.org para maiores informações.

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