| [áudio] palestra de Lúcio Gregori no 3º Encontro do Mov. Passe Livre Por d. 03/08/2006 às 23:09 áudio em mp3 o transporte coletivo (atual) é privado - sobre a municipalização - sobre o projeto tarifa zero - Lúcio Gregori, 70, é engenheiro e foi secretário de Transportes entre 1990 e 1992, durante a gestão de Luiza Erundina (então no PT) na prefeitura de São Paulo. Foi o idealizador da municipalização (gestão do sistema de transporte pela prefeitura e não pelas empresas - projeto que foi implementado) e do Tarifa Zero.
Na palestra, Lúcio fala sobre como o transporte público não é, mas deveria ser, um serviço público. O transporte, diz, é gerido por um sistema de concessão que permite que empresas privadas explorem e administrem o transporte, jogando seus custos para os usuários/as que o utilizam.
No momento em que é cobrada a tarifa de usuários e usuárias, se cria um mecanismo que divide entre quem pode ou não usá-lo. Algo público é algo comum ao uso de todos/as. A tarifa faz, então, com que o transporte seja privado. Algo público é algo comum ao uso de todos/as.
Lúcio questiona o fato de nenhum outro serviço público (saúde, educação) ser cobrado através de taxas de quem os utiliza.
Também afirma que a cobrança para o custeio do transporte deve ser feita diretamente de quem se beneficia dele: a classe dominante, que necessita do transporte coletivo para que seus empregados/as se desloquem ao local de trabalho.
Em sua gestão na secretaria de Transportes, Lúcio desenvolveu um sistema de cobrança (uma reforma na cobrança de impostos) em que haveria um aumento na taxa de IPTU de bancos e mansões, terrenos não usados, assim como maior tributação para empresas. Este dinheiro serviria para o custeio do Tarifa Zero, que, com a municipalização, transformaria o transporte em público de fato.
Na época, até mesmo o PT se colocou negativamente em relação ao projeto, com a argumentação de que ele acabaria com a "governabilidade" (quebraria a relação com outros partidos políticos). Integrantes do partido e até vereadores da época chegaram a desmobilizar comitês de luta que estavam se formando para lutar pela aplicação do projeto.
Email:: floripa@midiaindependente.org >>Adicione um comentário Esta é sem sombra de dúvidas uma luta que repercute de forma contundente para transformação da sociedade em que vivemos, sobretudo nos grandes centros urbanos (Capitais, regiões metrropolitanas, etc).
Imaginem o potencial de mobilização/inclusão dos segmentos excluídos (hiposuficientes - pobres, etc), que são obrigados a gastar cerca de 1/3 da renda familiar com despesas de transporte.
A luta pelo passe-livre é muito importante, assim como a luta pelo Direito à Educação Pública Gratuita e de Qualidade para todos...
Já pensou uma população com um bom nível educacional que possa se deslocar livremente a fim de satisfazer seu direito de acesso à cidade (equipamentos públicos - teatro, cinema, museus, parques, escolas, bibliotecas, hospitais, etc)... ? È sem dúvida uma ferramenta imprescindível para uma transforção social realmente efetiva em nossos dias !  | Olá gostei muito desta matéria!!!!! Sobre o IPTU, essa taxa aqui na cidade de Uberlândia não é cobrada devidamente como em todas as cidades grandes! Tem também o IPVA, o carro particular de luxo tem que ser taxado! tem que custear o transporte público, gratuito, coletivo! Pensemos também no IPVA que o carro particular destrói a natureza e o ser humano!!!! vai ae uma reflexão! saudações. paraalemdosmuros@gmail.com  | O direito de ir e vir da parcela mais pobre da população tem que ser garantido.
Muitas vezes a população mais pobre passa o fim de semana sem sair do bairro onde mora porque a passagem é cara. Ficam presos no seu bairro, sem ir visitar um amigo ou parente que mora em outra região da cidade, sem ir a um evento cultural mais distante, porque não tem dinheiro para a passagem.
Democratizar o transporte público é permitir o acesso da população mais pobre.
O Passe-Livre para estudantes é uma medida justa, e poderia vir acompanhada da implantação de uma tarifa simbólica para os demais passageiros (40 centavos, digamos), com o objetivo de financiar apenas o combustível, ficando os demais custos operacionais a cargo do Poder Público, através da cobrança de mais impostos dos 5% mais ricos da população, que é justamente aquela parcela que nunca pegou um ônibus na vida, e só anda de carrão importado.
Obviamente que para isso é necessário acabar com as máfias dos empresários de ônibus, estatizando as suas empresas de transporte mediante uma indenização que cubra apenas o valor de mercado atual de seus ônibus usados, e mais nenhum centavo. O empresário que durante o processo de estatização resolver sabotar a frota (roubando peças dos veículos, por exemplo) deve ser preso e condenado a 10 anos de cadeia.
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