Nos dias 16 e 17 de agosto eminentes intelectuais mexicanos e o ex-bispo de Chiapas Samuel Ruiz participaram, junto com os movimentos de Oaxaca, do Fórum Nacional sobre Governabilidade, na qual foi debatida a mudança da Constituição, o fortalecimento da participação política e social na construção de uma democracia feita de baixo para cima, e uma política de inclusão e respeito à diversidade em Oaxaca. O Fórum foi seguido de mais uma grande parada, no dia 18, da qual participaram 80 mil pessoas. A quinta "megamarcha" ocorreu no dia 1 de setembro, com 50 mil participantes, e culminou com as declarações de dirigentes propondo a ampliação do movimento para todo o país. Participarão da Convenção Nacional Democrática convocada pelo PRD para o dia 16 de setembro no Distrito Federal.

As mulheres têm tido um papel decisivo desde o início das mobilizações. Além de corresponderem a metade dos professores do sindicato, há ainda as mães dos estudantes afetados. No dia 2 de agosto uma marcha com 2 mil mulheres tomou o canal 9 de TV estatal e suas emissoras de rádio, que ficou sob o controle popular até o dia 21. Na madrugada do dia 22 as 12 radiodifusoras da cidade foram tomadas, das quais no momento restam 4 controladas pela APPO, devido à dificuldade em protegê-las todas. O governo está fazendo uma repressão violenta e várias pessoas já foram assassinadas.