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| | 1 milhão 25 mil e 724 delegados proclamam López Obrador presidente do México
Aconteceu no último 16 de setembro a Convenção Nacional Democrática na Cidade do México, na qual mais de um milhão de mexicanos reconheceu López Obrador (Partido da Revolução Democrática) como legítimo presidente eleito, recusando a fraude que garantiu a vitória de Felipe Calderón. As fraudes são uma constante na política mexicana mas, como em 88, dessa vez definiu o resultado da eleição presidencial, levando Obrador a liderar o amplo movimento de desobediência civil que vem acampando no centro da cidade e participou da CND. Obrador discursou que "esta convenção proclamou a abolição do atual regime de corrupção e privilégios". Entre as demandas apresentadas por ele está o cumprimento dos Acordos de San Andrés, demanda histórica do Exército Zapatista de Libertação Nacional e do Congresso Nacional Indígena, "traída" pelo PRD nos últimos anos. Esta convenção faz referência à CND convocada pelo EZLN em 1994: como aquela reivindica o artigo 39 da constituição que afirma que a soberania emana do povo, e propõem a realização de um plebiscito para decidir pela realização de uma nova constituinte. Analistas acreditam que o México está à beira de uma ruptura pacífica, através da desobediência civil, com a ordem autoritária e neoliberal vigente. Outros olham com ceticismo a atual campanha do PRD, que seria uma aliança de camadas médias com o oportunismo de políticos que querem tomar o poder sem o compromisso de mudar o poder. A agitação social soma-se à revolta de Oaxaca, onde desde junho a forte mobilização com raízes populares tem realizado marchas, bloqueado vias, ocupado prédios públicos, rádios e TVs, além de começar a instituir a estrutura de um "poder popular". Formou-se a Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO), que está promovendo também assembléias locais para garantir espaços de participação. O EZLN, por sua vez, acaba de anunciar o reinício de sua peregrinação pelo país na "Outra Campanha", indo agora para os estados do norte, região onde sempre teve menos aliados. Afirma que busca a união com o povo, e não com o PRD, que traiu as demandas indígenas e reprimiu movimentos sociais nos últimos anos. Na Venezuela, Chávez afirma que não reconhece a vitória de Felipe Calderón. CND com mais de 1 milhão de mexicanos | Discurso de López Obrador na CND | Chávez não reconhece Calderón | Últimos comunicados do EZLN: I | II | III | IV| Convocatória para Encontro Nacional de Mulheres da "Outra" | Análise de membro do Colectivo Resistência da UAM | Análise da Liga Bolchevique Internacionalista | Análise de Cecilia F. Viana | Discurso de Chávez na ONU | Editorial Oaxaca
diz mas não diz Muito confuso esse editorial, não é feita uma contextualização e o que significam essas siglas??? Diz, mas na verdade não diz. Gente como a gente Mais de um milhão de pessoas nas ruas contra a fraude das eleições no México é a melhor explicação para o que vem acontecendo na América Latina: o povo cansou de ser bucha de canhão e/ou massa de manobra para os que eternamente exploraram índios nativos, escravos importados e trabalhadores braçais em geral. É fruto dos que tanto aprenderam nos corpos sofridos que deixaram de seguir as velhas cabeças manipuladoras. Anima ver a ação rebelde de gente como a gente. Golpe Obrigado por isso. Segui as eleições no México assiduamente, e achei inacreditável a falta de cobertura nas grandes mídias norteamericanas sobre as provas, ou melhor, os dados suspeitos sugerindo a necessidade de apurar, de um fraude sístematico na contagem de votos pelo IFE, a agência que colecciona e soma os votos.
É para esperar isso das mídias mexicanas, que são, hoje em dia, "muito alem do Cidadão Kane," mas fiquei na maior desilusão ver o Washington Post, o Wall Street Journal, e outros jornais reproduzindo as mentiras no qual os Marinhos de lá fecharam com os donos de poder. Na procura de informações mais acreditaveis, eu descubri que o mesmo consultório que ajudou o Bush ser reeleito trabalhava pelo PAN -- o que explica a semelhança entre a pólitica eleitoral lá e no meu proprio país hoje. Será que os EUA (sou gringo de nascença casado com um guria daquí) vai caindo no pior da historia política da America Latina? Me parece bem provavel. Parece que os neoconservativos andam utilizando as mesmas técnicas de concentração de poder midiática, suborno e intimidação da imprensa, campanha de medo que alveja o grande público, e golpismo eleitoral que andava utilizando na AL durante as 70s, 80s e até as 90s, contra o povão Americano. Com esse presidente, até as pessoas que cuidam das emisões de propaganda na Cuba, Venezuela, e Iraq são os mesmos que gerenciam a mídia pública doméstica, como PBS, por ej. Governando num estado de excepção, o Bush está fazendo uma "guerra de informações" -- uma "operação psiquilógica" -- contro seu proprio povo. Que vexame. Portanto, eu tenho enorme respeito pro AMLO e o movimento dele. Não podemos pensar em nada mais antes de garantizar a honestidade, transparência e compromisso com democracia das instituções. Senão, nós vamos acabar com uma democracia oca, pra inglês ver. Eu até não sou muito ligado à izquerda, viu -- sou mas dado ao sindicalismo libertário -- mas começo a reconhecer que a debate entre izquerda e direita não pode produzir um resultado democrático até formarmos uma frente ampla não partidária -- pois o partido politico contemporâneo é o X da problem -- para insistir que nossos respectivos constituções democráticas serem respeitadas e posta em prática como visavam os autores das mesmas... e que a soberandade de outras democracias constitucionais seja respeitada tambem.
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