| (Tradução) Noam Chomsky e outros intelectuais e artistas em apoio a Oaxaca Por La Jornada. Tradu: alexzapa 02/11/2006 às 13:53 Alarme entre comunicadores e artistas Estamos extremadamente alarmados de ver que em vez de tomar medidas severas contra os violentos paramilitares que têm lançado constantes ataques contra o povo de Oaxaca, o presidente Vicente Fox usa os assassinatos como pretexto para escalar a violência contra a organização de base do povo.
Como companheiros trabalhadores da comunicação e artistas, honramos a memória do jornalista independente, documentarista e respeitado ativista Brad Will, quem foi brutalmente assassinado enquanto filmava o movimento popular em Oaxaca. Junto com Brad, nessa última semana morreram ao menos outras seis pessoas às mãos de agentes do ilegítimo governo de Ulises Ruiz e as forças federais que agora ocupam Oaxaca, entre elas, Emilio Alonso Fabián (professor), José Alberto López Bernal (enfermeiro), Fidel Sánchez García (pedreiro) e Esteban Zurita López.
Finalmente, em solidariedade ao povo de Oaxaca somamos nossas vozes a estas demandas: 1. Ulises Ruiz fora de Oaxaca! 2. Retirada imediata das forças federais da ocupação de Oaxaca! 3. Liberdade imediata e incondicional a todos os detidos! 4. Justiça para todos os companheiros assassinados e castigo para todos os culpados em todos os níveis! 5. Justiça, liberdade e democracia para o povo de Oaxaca!
Noam Chomsky, John Berger, Arundhati Roy, Antonio Negri, Naomi Klein, Howard Zinn, Eduardo Galeano, Alice Walker, Michael Moore, Tariq Ali, Mike Davis, John Pilger, Michael Hardt, Alessandra Moctezuma, Anthony Arnove, Bernadine Dohrn, Camilo Mejía, Roxanne Dunbar Ortiz, Daniel Berger, Danny Glover, David Graeber, Eve Ensler, Francis Fox Piven, Gloria Steinem, Gustavo Esteva, Jeremy Scahill, Mira Nair, Oscar Olivera, Roisin Davis, Starhawk e Wallace Shawn.
Email:: alexzapa@riseup.net >>Adicione um comentário A Polícia Federal 'Preventiva' ataca com armas militares, e vocês vêm falar em vozes? Burgueses, porque vocês não doam seus milhões para a compra de fuzís para uma tropa de choque para a população!?  | Sem entrar no mérito sobre essas pessoas, suas fortunas ou não.
Por que motivo Oaxaca ainda não caiu? Porque mantém-se pacífica, "civilmente" rebelde. Que grupo de pessoas que jamais tiveram treinamento militar, que jamais atiraram com um fuzil - e isso não é fácil - conseguiria combater um exército diariamente treinado, bem equipado e bem amparado? Seria um massacre, não seria uma "resistência".
E quem fabrica essas armas? Quem ganha com o dinheiro gasto em fuzis (e não é pouco dinheiro)? Não adianta, os fabricantes dessas armas possuem, de fato, o poder bélico para arrebentar não só com Oaxaca, mas com o mundo inteiro.
Então é mais interessante que pequenas rebeliões gastem com fuzis - assim eles abastecem os dois lados, lucram com o governo do México e lucram com os rebeldes - que desempenhem verdadeiramente uma organização própria e duradoura, formada na vontade das pessoas em estarem juntas.
Não há "revolução armada" nesse mundo que consiga estabelecer um mínimo de segurança ou um mínimo de de coesão social, não com a existência de "nações" com poder bélico imensurável e inalcançável. Somos sociáveis não por medo de uma bala, mas sim por nossa humanidade, e essa é a única força que podemos opor à opressão armada, à coesão física - nossas mortes nessa luta não são perdas, mas ganhos. Entrar no jogo das armas, meu caro, é entrar num jogo onde você já começa perdendo. E toda pequena revoluçãozinha armada que se mantém não o faz por seus méritos, mas simplesmente porque são consumidoras de armamentos!! Olhe para os conflitos militares em todo o continente Africano! Olhe para as atividades "econômicas" que as FARCs desempenham para pagar seu exército de resistência... não passam de consumidores do mundo capitalista, opressores de outras pessoas, anti-humanos.
 | Concordo plenamente com você, principalmente no momento em que disse que: "Não há "revolução armada" nesse mundo que consiga estabelecer um mínimo de segurança ou um mínimo de de coesão social, não com a existência de "nações" com poder bélico imensurável e inalcançável"
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