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| | As privatizações Por Salantino 03/11/2006 às 13:47 Nacionalistas babacas e socialistas retrógrados são os verdadeiros inimigos do progresso. As privatizações realizadas por FHC foram benéficas para o povo brasileiro, embora os petistas, durante o segundo turno da eleição presidencial, pronunciassem a dita cuja como se fosse um palavrão. Alckmin caiu no alçapão petista. Em vez de defender as privatizações feitas pelo governo tucano, apresentando os números disponíveis abaixo, o candidato passou a maior parte de seu precioso tempo na TV explicando que não iria privatizar a Petrossauro, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. E ainda ostentou a camisa do Banco do Brasil que os petistas vestiram nele...
Também, não se podia esperar outra coisa: Alckmin, um cara com jeito de seminarista recém-saído do colégio interno, tendo que enfrentar, sozinho, as meninas de Jeanne Córner da Daspu petista. Deu no que deu.
Antes das privatizações, um telefone fixo custava, em média, o equivalente a R$ 6 mil no Rio de Janeiro. Na Ilha do Governador custava R$ 13 mil, na Barra da Tijuca, R$ 15 mil. Como funcionava isso? Você pagava um carnê da Telerj, p. ex., em 24 prestações e depois ainda tinha que esperar anos, anos e anos para que instalassem a linha. Em Brasília, no Plano Piloto, no início de 1992, eu comprei uma linha equivalente, hoje, a R$ 2 mil.
Depois das privatizações, você não paga mais pelo uso da linha, tanto no telefone fixo, quanto no celular. No fixo, hoje, você paga apenas a taxa de instalação, não mais a linha em si. Em ambos os sistemas - fixo e celular - você paga pelo que consome (no fixo existe uma taxa mínima, com o título de ?serviços mensais?). No Brasil pós-privatização, todos os brasileiros têm condições de comprar um telefone, mesmo uma empregada doméstica, um faxineiro e até um desempregado que faz ?bicos?. É incalculável o benefício que o celular trouxe para milhões de brasileiros, profissionais liberais ou autônomos, que podem distribuir cartões com seu celular, para angariar uma infinidade de novos clientes. Tudo graças à entrada de capital nacional e estrangeiro que acarretou a criação de inúmeras empresas de telefonia. Ou seja, tudo isso é benefício trazido pela privatização das telecomunicações.
Com a Embraer, ocorreu o mesmo. De uma masa falida, depois da privatização triplicou o número de funcionários e é, hoje, um dos carros-chefe das exportações brasileiras. Atualmente, a Embraer é uma multinacional próspera, está criando plantas industriais na China e no Sudeste asiático.
E com a Vale do Rio Doce, o que aconteceu? A última edição da revista Veja (1º/11/2006) traz números que só provam que as privatizações foram benéficas para o País, não maléficas, como os embusteiros petistas apresentaram durante a campanha presidencial.
No artigo de Veja, pg. 88 a 89, lê-se que "A privatização foi decisiva para o crescimento da Vale do Rio Doce, que, com a compra da Inco (por US$ 13,3 bilhões), se tornou a segunda maior mineradora do mundo" (pg. 88).
Números da Vale:
Vendas de minério de ferro e pelotas (em milhões de toneladas):
1997: 100
2005: 252,2
Número de funcionários (diretos):
1997: 11.000
2005: 39.000
Lucro líquido:
1997: 350 milhões de dólares
2005: 4,8 bilhões de dólares
Valor de mercado:
1997: 9 bilhões de dólares
2006: 77 bilhões de dólares
Números de países em que está presente:
1997: 7
2006: 18
Fonte: revista Veja, pg. 88 e 89)
"A Vale, criada em 1942, constituía uma exceção à infeficiência reinante nas estatais. Desde 1974 era a maior exportadora de minério de ferro do mundo. Mas o Estado funcionava como um freio que impedia seu pleno desenvolvimento. A companhia era competitiva internacionalmente. No Brasil, entretanto, submetia-se aos órgãos de controle de preço do governo. E, a partir de 1979, quando foi criada a Secretaria de Controle de Empresas Estatais (Sest), perdeu completamente a autonomia. Não podia gastar, ainda que fosse para gerar mais receita. Estava, portanto, condenada ao sucateamento, num processo estimulado também por focos de ineficiência típicos de empresas estatais. Os processos de licitação eram burocratizados, havia restrições à contratação de pessoal e limites a reajustes salariais, sem falar na nefasta ingerência política na nomeação de diretores. Hoje a companhia tem uma política de incentivos que permite a contratação de profissionais de primeira linha, o que contribui para aumentar sua eficiência. 'A privatização deu à Vale liberdade de gestão, e isso é o que está por trás do desempenho atual', resume Tito Martins, diretor de Assuntos Corporativos da empresa" (Veja, pg. 88 e 89).
"Um outro estudo, de 1996, feito pelo BNDES pelo economista Armando Castelar, mostra que, no conjunto de 46 empresas privatizadas entre 1981 e 1994, o faturamento cresceu 27%, as vendas por funcionários subiram 83%, o patrimônio triplicou e o investimento quadruplicou" (Veja, pg. 89).
Portanto, nacionalistas babacas e socialistas retrógrados: deixem de ser embusteiros. Vocês, petistas, sabem muito bem que as privatizações beneficiaram o Brasil, porém colocaram o dualismo "esquerda x direita" na televisão para enganar os incautos, prejudicando a candidatura de Alckmin. Privatização, na maioria dos casos, só traz benefícios ao país, por eliminar o fator político de sua administração e estancar a hemorragia de verbas desviadas pela corrupção, desgraça inerente a toda empresa estatal. Prova disso são os escândalos recentes apresentados pelos Correios, Banco do Brasil (Visanet), CEF e Petrobrás, todos mastodontes federais a serviço da ladroagem petista durante os quatro anos de Lula.
Se a Petrossauro não fosse uma empresa estatal, se em 1953 os nacionalistas babacas e os socialistas retrógrados não tivessem vencido a queda de braço "o petróleo é nosso", criando um monopólio estatal, por certo hoje estaríamos pagando uma gasolina muito mais barata. A Argentina, p. ex., que começou a explorar o petróleo na mesma época que o Brasil, não caiu na armadilha xenófoba e nacionalisteira, deixando que várias empresas, nacionais e estrangeiras, tocassem o negócio. Em 5 anos, eles estavam exportando petróleo. Hoje, na Argentina se paga a metade do preço por um litro de gasolina, se comparado com o Brasil. Os espertos petistas convenceram 58 milhões de cleptomaníacos em potencial que é bom o brasileiro pagar o dobro pelo litro da gasolina. Tudo em nome de nossa República Socialista Bananeira, a maior cleptocracia do mundo.
Nacionalistas babacas e socialistas retrógrados são os verdadeiros inimigos do progresso! No Brasil, infelizmente, há também muitos militares que se apresentam como nacionalistas, porém são apenas babacas inocentes úteis, por contribuírem com o pensamento da ideologia esquerdizóide, em prejuízo de toda a sociedade brasileira.
>>Adicione um comentário Caro capitalista "inteligente" e "progressista". Não entendo por que você está tão irado. Apenas porque perdeu mais uma eleição? Acusa o governo Lula de fazer o que vocês fizeram fizeram por mais de 500 anos? Também não acho certo essa corrupção e nem concordo com a política do governo Lula, que é o continuismo do seu governo FHC. Mas com certeza, vocês capitalistas "inteligentes" e "progressistas" não tem LEGITIMIDADE para fazer essas críticas. Afinal, fazem parte dessa classe dominante que durante 500 anos "venderam" nossas riquezas "a preço de banana", exploram a classe trabalhadora e recentemente, com as privatizações e uma política econômica conservadora, criaram um enorme exército de desempregados. Caro capitalista "inteligente" e "progressista", a minha satisfação em lhe responder é que mesmo sem saber quando, sei que a classe trabalhadora lhe dará uma resposta mais contundente e violenta que esta que lhe derrotou nas eleições para presidente.
Luca  | cara ja é a terceira vez que te vejo postando essas opiniões aqui. volta no seu post anterior e tente me dar uma resposta a altura do que lhe foi questinado, para depois vir abrir outro post insistindo em suas idéias liberais. a prova viva que passou frente a seus olhos foi o ocorrido na argentina em 2001. mas pelo visto você estava de olhos fechados para realidade. O Brasil não tem capacidade de suportar um modelo liberal, e essas empresas só se mantem nesse elevado nivel de margens devido a muitos beneficios junto ao estado. o modelo liberal pode ter sido bom com a margareth tatcher, mas o Brasil não é a Inglaterra.  | Ofender é partir da premissa de negar quem pensa diferente. Na minha cegueira e ignorância, eu diria para fazerem uma parceria público-privada. A inteligência estrangeira pode vir, mas destinando parte dos lucros aos investimentos públicos fundamentais para as pessoas que vivem nesta terra. Educação, saúde, transferência e produção de tecnologia, proteção ambiental, energia renovável, cultura, arte, e outras. Não basta chegar e explorar os recursos naturais, a mão-de-obra barata e o potencial de mercado que o território do Brasil oferece. É óbvio que, ao pegar toda essa riqueza a preço de banana, eles vão modernizar, expandir a produção, reduzir preços e gerar muito lucro. O "preço mais barato" que o pobre sem escola e hospital paga por um telefone, ainda significa LUCRO para o "santo" empresário estrangeiro, já que a mão-de-obra é mais barata do que o preço. E, nesta lógica, este empregado está condenado a ser, pra sempre, um CONSUMIDOR de telefones... nunca um engenheiro. A urgência que se coloca para o mundo, para cada um de nós, é justamente entender que viver na premissa do lucro e do "desenvolvimento" predatório, do viver egoísta e irresponsável, significa provocar miséria, injustiça, conflitos, violência, perturbação e destruição ambiental, fome. Nunca fui a Cuba, mas conheço apaixonados. Ouvi dizer que na chegada, no aeroporto, há um "outdor" dizendo: "no mundo há zilhões de analfabetos. Nenhum deles é cubano". É um paradigma diferente. A evolução não deve se apressar. Depois desta catarse de desenvolvimento tecnológico que a humanindade viveu, da revolução industrial até hoje, é hora de parar para respirar e concertar defeitos estruturais no modo de viver dos povos. É uma questão de agir e trabalhar pela sobrevivência do grande organismo que é este planeta. -------------------------------------------------- CONSUMO CONSCIENTE. AÇÃO RESPONSÁVEL. AMOR À VIDA. -------------------------------------------------- Do livro que o comentário acima indicou, colo o íncide logo abaixo. --------------------------------------------- O Brasil privatizado Um balanço do desmonte do Estado Aloysio Biondi EDITORA FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO 11a reimpressão Visite a home-page da Fundação Perseu Abramo http://www.fpabramo.org.br Copyright © 1999 by Aloysio Biondi ISBN 85-86469-15-7 BP1 - Intro 1c.p65 4 27/11/03, 11:36 Compre você também uma empresa pública ........... 7 Promessas e fatos .................................................................... 8 Por que é tão fácil as privatizadas lucrarem .......................... 12 O governo não tinha outro caminho? .................................... 20 As contas falsas ........................................................................ 23 Para piorar, até abalos no real .............................................. 24 Adubo para a recessão ............................................................ 27 As estatais, ?sacos sem fundo?? ............................... 29 A preço de banana, sim .......................................................... 38 Lucros, mesmo sem investir ................................................... 43 A desmoralização dos bancos estatais ................................... 47 Petróleo, um escândalo escandaloso ........................ 53 Não verás país nenhum .......................................................... 57 Quadros O preço de um patrimônio ..................................................... 63 A parte de cada um ................................................................. 64 Como as privatizações aumentaram a dívida e o ?rombo? do governo .............................................. 65 Quem comprou as estatais ..................................................... 69 Concessionários/Arrendatários ............................................... 76 Sumário BP1 - Intro 1c.p65 5 27/11/03, 11:36 Aloysio Biondi Jornalista econômico, colaborou durante 44 anos com reportagens e análises para jornais e revistas. Começou na Folha de S. Paulo em 1956, ocupando o cargo de editor-executivo do caderno de Economia, que o jornal (já) mantinha na época. Ocupou os cargos de secretário de redação da Folha de S. Paulo e da Gazeta Mercantil. Foi diretor de redação do Jornal do Comércio (RJ) e do Diário Comércio & Indústria (SP). Também foi editor de economia das revistas Veja e Visão e editor de mercado de capitais (?pioneiro?, em 1969) de Veja e do jornal Correio da Manhã. Foi diretor editorial do grupo DCI/Shopping News. Ganhou dois Prêmio Esso de Jornalismo Econômico: 1967, revista Visão, e 1970, revista Veja. Faleceu em julho de 2000, na cidade de São Paulo. Fontes consultadas Os dados e informações utilizados neste livro foram extraídos de levantamento amplo, abrangendo principalmente o período 1994/1999, do noticiário de jornais diários: Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, O Globo e O Estado de S. Paulo. Serviram ainda de base para as análises as seguintes publicações: ? BNDES ? ?Privatização na indústria de telecomunicações, antecedentes e lições para o caso brasileiro?, de Florinda Antelo Pastoriza, texto para discussão, julho de 1996. ? BNDES ? Programa Nacional de Desestatização, relatório do Sistema de Informações, 31 dezembro de 1998. ? Salomon Smith Barney e Morgan Stanley ? ?Premissas e resultados de avaliação econômico financeira para o sistema Telebrás?, junho de 1998. ? Arthur D. Little, Coppers & Lybrand, Deloitte & Touche Corporate Finance, ?Avaliação econômico-financeira dos sistema Telebrás ? Sumário?, 1998. ? Associação dos Engenheiros da Petrobrás e Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro ? ?Saiba como querem entregar a Petrobrás sem você ver?, co-patrocínio do Comitê de Entidades em Defesa do Patrimônio Público e da Soberania Nacional. BP1 - Intro 1c.p65 6 27/11/03, 11:36  | Todas as empresas que foram privatizadas e que agora colhemos os frutos; foram feitos num contexto politico de momento e que eram imprescindíveis para a estabilização e consolidação do Plano Real; plano este que deu estabilização e governabilidade ao atual presidente. Vem agora o presidente falar e enganar o povo, sob o argumento de que o Alckmin irá privatizar o Correio, a Petrobras, Banco do Brasil, e pasmem, também a Amazônia. Todo país tem suas empresas estratégicas e de segurança que devem ser respeitadas. Se no governo FHC houveram privatizacões, é porque foram necessárias e essenciais para a condução do plano econômico. O que seria deste país se o PT encontrasse todas essas empresas ainda estatais? Ainda temos um grave problema social e que qualquer governo que ganhar terá que olhar, porém não é massacrando o empresariado inibindo o investimento e o progresso que este país irá crescer. E o que é mais importante agora, é que todo brasileiro de bem não quer apenas uma cesta básica... quer emprego, renda, dignidade e orgulho de ver empresas brasileiras competitivas, como agora é a Vale, Embraer, Usiminas e tantas outras.  | Óbvio que as privatizações foram boas, pergunte aos milhares que ficaram desempregados por causa dos enxugamentos feitos pelas multinacionais que compraram as estatais. Talvez você diga que isso só demonstra que o Estado não sabe administrar, usando-as como cabide de emprego; até porque, usando seu ponto de vista, melhor que todos morem num barraco, do que ter uma digna casa. Pois se lembre que quando a telefonia era controlada pelo Estado, você adquiria a linha telefônica, ou seja, tinha também um pacote de ações. Hoje você paga quase R$40 só de assinatura, ou seja, mesmo não usando você paga. Sem comentar o fato de a Telefônica ter um alto índice de clientes inadimplentes. E não podemos esquecer das concessões das estradas, ou melhor, privatizações, como o próprio Alckmin disse no debate, já que 30 anos de concessão pode-se considerar como privatização. Hoje, em muitas rodovias, você paga para ir e para voltar. Lembro-me bem quando o Quércia, não nessas eleições, mas para governador em 2002, disse que isso influencia no preço de outros produtos devido ao transporte rodoviário. E o Quércia sabe do que está falando, ele é o presidente da Associação de Cafés Especiais da Alta Mogiana (ACEAM); para vermos claramente como os políticos realmente trocam os interesses pessoais pelos públicos quando se candidatam. O Lula para não ficar para traz esqueceu do Come Zero, ou melhor, Fome Zero ? ou alguém ouviu sobre o programa nessa campanha? E você, Salantino, não precisa ficar revoltado, pois o Lula anda dando concessões de 30 anos para exploração da Amazônia, bem como vem leiloando usinas, mesmo com ações na Justiça (?). Mas uma coisa eu entendi e concordo com o Alckmin: o Brasil não cresceu nesses últimos quatro anos. Talvez se o Alckmin fosse o presidente, no impasse com a Bolívia resolveria o problema de baixo crescimento invadindo-a; assim ele poderia montar a barraquinha para vender as usinas de gás natural. Fique tranqüilo meu caro, quando o PSDB voltar ainda restarão às almas dos índios para serem vendidas num leilão!  | Eu vejo que na verdade são muitos Intelectual de sabedoria que fosse mesmo o Brasil não estaria desta maneira viva estes politiqueiros com estes partidos retrogrado ! por sinal olha que o povo perdeu a vale do rio doce teve só trinta bilhões de real...olha só que o povo perdeu que poderia ser aplicado no social nacional só tivemos políticos sem visão sem patriotismo retrógrados desonestos e só olhando para si próprio.........  | Vamos por parte.
Primeiro você afirma: "Óbvio que as privatizações foram boas, pergunte aos milhares que ficaram desempregados por causa dos enxugamentos feitos pelas multinacionais que compraram as estatais. Talvez você diga que isso só demonstra que o Estado não sabe administrar, usando-as como cabide de emprego;"
Realmente, as empresas estatais são cabides de empregos, me responda, qual os benefícios que a população ganhou com as empresas estatais? Só o que acontecia era que os cidadãos contribuiam para que um bando de sanguessugas incompetentes, fizesse a sua farra particular nas estatais. Salários acima da média do mercado, benesses e privilégios absurdos, custos altíssimos e produtividade ridicula, endividamento, isso era tudo que os contribuintes sempre receberam das estatais.
Segundo - "Pois se lembre que quando a telefonia era controlada pelo Estado, você adquiria a linha telefônica, ou seja, tinha também um pacote de ações. Hoje você paga quase R$40 só de assinatura, ou seja, mesmo não usando você paga. Sem comentar o fato de a Telefônica ter um alto índice de clientes inadimplentes."
O que eu me lembro é que antes, para conseguir um telefone analógico, ainda teríamos que esperar meses na fila, pois uma linha fixa analógica custava uma fortuna. Hoje não pagamos mais pelo uso da linha, tanto no telefone fixo, quanto no celular. No fixo, hoje, pagamos apenas a taxa de instalação, não mais a linha em si. Em ambos os sistemas - fixo e celular - você paga pelo que consome. Se você tem celular e linha fixa, agradeça às privatizações.
Essa é a verdade, o resto é tudo conversa pra boi dormir.  | Ora, Salantino, As empresas não são entes que se movem sozinhos, é preciso ver quem as administra, nas mãos de quem elas estão. A burguesia sempre administrou as estatais e faziam delas, e ainda fazem, nos estados, uma farra em prol de suas próprias empresas particulares, empregando apaniguados e cabos eleitorais, usando-as como suporte para ganharem eleições anos a fio. O que você esperaria de uma estatal governada pela burguesia? É claro que esses senhores os quais os admira sempre trabalharam em causa própria. O governo investiu pesado nas estatais e passou a preço de banana aos empresários. Por que os empresários não investiram em telecomunicações, hidrelétricas, estradas, etc. Eles esperam que o governo use o dinhieiro público para montar a infraestrutura e depois a privatizam a preço ridículo. Isso é um assalto ao erário. Se uma estrada dá lucro com pedágio, por que os empresários não a constroem? Querem que o governo invista e depois vão pedir que se privatize. Agora, embora o governo Lula não seja desligado da burguesia, já é uma coisa diferente comparando-se as administrações das estatais ainda existentes com as administrações passadas. Você esqueceu de lembrar, Salantino, que vieram estatais européias comprar as nossas estatais, e se ser estatal fosse coisa ruim, elas não teriam vindo. Veja o caso da Light, no Rio, comprada pelos franceses; os espanhóis e portugueses também vieram. O problema é que a burguesia brasileira sempre se comportou como facínora, exploradora de escravos e ladra das riquezas nacionais. E se a Vale do Rio Doce vai bem, seu lucro é para um particular, não é para o povo, pois se estatal fosse, teríamos reinvestimento do lucro em ações sociais ou investimentos em pesquisa independente, etc. Tem gente que adora saborear o lucro do empresário, mas não nota que não cai uma migalha para si, aliás, muito do dinheiro vai para o exterior.  | Que nem Jack! Então vamos lá, por partes, mas agora de baixo para cima, como se caracterizaram as verdadeiras revoluções populares. Obviamente que você não paga a linha, você não a possuí! Você paga uma taxa de uso de apenas R$40, o que para alguém que só sabe gastar o dinheiro do pai, óbvio que é troco. Imagine uma vila com casas (dois quartos, sala, cozinha, banheiro, lavanderia, quintal). O que a Telefônica fez foi em vez de vender uma casa, alugar quitinetes (quarto, cozinha, banheiro). Pois antes você tinha as ações, ou seja, você comprava a linha, hoje não há mais ações; bem como quando você instala speedy não tem mais IP fixo, mas IP dinâmico, o qual você aluga de um provedor. Você perguntou quais foram os benefícios concedidos pelas estatais. Acho que não deveria perguntar para mim, pois eu sou apenas um, dou-lhe um ponto de vista, talvez se passasse um dia numa fila de desempregados poderia encontrar muito mais respostas. Mas claro, melhor um trabalhador debaixo da ponte, com frio e com fome, do que recebendo um salário que parte do próprio imposto. Se a privatização é tão boa, por que o governo não baixa os impostos do trabalhador? Afinal, os lucros não são enormes? Até porque, a alíquota sobre o trabalhador é de 27%, a do empresário é 0%. Calma, não se revolte antes que eu explique. Você vai lá comprar seu Audi TT, digamos que a porcentagem de impostos seja de 30% em cima do preço do veículo, o que o empresário faz: repassa para o consumidor; ou seja, quem vai pagar o imposto não é o empresário, mas você. O empresário só paga imposto quando compra alguma coisa, pois quem paga imposto é o trabalhador e o consumidor. Sendo assim, vemos que o trabalhador paga obrigatoriamente os 27%, mais outros tantos por cento em cima do que come, do que veste, do que bebe... e por aí vai. Sem comentar nada a respeito de sonegação. Não sou um defensor do Estado forte, pois o Estado foi criado para o que vemos. Desde o Iluminismo que fortaleceu o Estado em prol do capitalismo, até o Liberalismo e o atual Neoliberalismo, o Estado tem uma única função: repressão. Por que acha que o Estado concedeu direitos, porque ele ser bom que não foi, mas sim, para alienar ainda mais o trabalhador dentro do sonho de riqueza, acomodando-se e aceitando ser explorado. Hoje, com a alta tecnologia, há a possibilidade de supressão dos empregados, tornando-os ainda mais submissos, pois não têm mais forças para lutar por direitos, afinal, para cada empregado há, chutando baixo, uns dez querendo tomar o seu lugar. Com certeza o serviço das companhias celulares é excelente, para esse povinho que tem celular para estar na moda, que compra um celular de R$1000, mas nunca tem dinheiro para carregar. Agora, quem usa sabe a imensa quantidade de reclamações que empresas como Tim, Claro e Vivo recebem. O grande exemplo da Vale do Rio Doce. Será que vocês não têm outro exemplo. Pois eu tenho, o Banco Bradesco, o banco que mais lucrou ano passado; em segundo lugar? Claro, Banco do Brasil, que nem era para dar lucros (é estatal), evidenciando a política neoliberal de FHC de quebrar as estatais para vendê-las a preço de banana e depois ver suas ações disparando e os especuladores, lucrando. Sem comentar que as empresas foram construídas com dinheiro de que mesmo... ah sim, impostos. Olha como esse povo se contradiz, ou melhor, esse pessoal, não quero problemas com o Bornhausen. Falam tanto em atrair o capital especulativo que nos tempos do Proer (será que você sabe o que é isso? Mas vamos lá) FHC negou empréstimo de R$700mi ao Bamerindus para que o HSBC viesse e o comprasse. Mas eles não diziam que queriam atrair o capital especulativo? Então porque privatizar para uma empresa estrangeira? Sinistro, não?! Vou consultar minha cartomante, talvez ela tenha uma resposta! Afinal, 70% das ambulâncias envolvidas no crime dos sanguessugas foram compradas na época em que o Serra foi Ministro da Saúde, mas ele, assim como o Lula, não sabia de nada. Serra que inclusive cogitou colocar propagandas nos uniformes da prefeitura. Seria interessante, já treinar a molecada para ser modelo, alugar o próprio corpo, desfilando pelas calçadas de São Paulo. Quanto a ?Essa é a verdade, o resto é tudo conversa para boi dormir?: durma bem, para ver se consegue acordar!  | A falácia da burguesia de que a telefonia melhorou é para esconder o quanto ela é cara e abusiva. Coloque uma linha fixa e veja: 70,00 pela instalação e a mensalidade é 42,00, mesmo sem usar. Se o telefone ficar parado um ano, você terá pago 504,00. Essa taxa não pode ser extinta porque os deputados não deixam derrubá-la no congresso, pois recebem propinas da telemar, caso do filho de Lula. Se você começa a usar a linha, com pouco tempo, têm-se vencido os pulsos a que tem direito; não se sabe como o consumo é tão rápido. Se optar pelo contrato em minutos, é outro roubo, pois rapidinho somem-se os créditos Dessa forma é muito bom ter empresa de telefonia, pois se tem garantido o retorno pela linha, mesmo parada. É a burguesia com seu empreedimento de risco. Tente cancelar uma linha, seja discada ou celular, e veja a dificuldade para sair. Eles não querem perder um cliente tão fácil de roubar. É até vantagem para a empresa distribuir celulares de graça, pois o retorno é muitas vezes maior. Assim, a empresa de telefonia tem lucro, pois a exploração é grande. Veja também os casos do Proer dos bancos, das TVs, etc. A burguesia só trabalha sob risco em teoria, porque na prática o Estado está sob seu controle e sempre lhe dá o suporte para não quebrarem. Cadê a eficiência? Veja o caso das empresas de aviação. Quanto dinheiro público é injetado pra não quebrarem. E os milhões de desempregados pela privatização? Os empregados que estão nas privatizadas hoje ganham menos da metade do que no tempo das estatais.  | A Vale do Rio Doce é uma empresa que explora recursos naturais do país. Esteja ela nas mãos do Estado, esteja ela na mão da iniciativa privada, é ainda uma empresa, seus trabalhadores ainda são trabalhadores. A diferença é que agora o seu lucro pode ser abosorvido por mais agentes no exterior, ou seja, é um braço de colonizadores no país.
Não defendo a volta para o Estado. Defendo a apropriação da Vale do Rio Doce pelo povo, a ausência de diferença de valores nos salários e nada de lucros - somente produção e seu enquadramento numa sociedade anarquista.
Simples, não é? Não importa se ela "melhorou" como empresa ou não - a mim e a muitos outros a única solução é repensar a própria existência da Vale do Rio Doce, sua necessidade e seu enquadramento em um outro tipo de vida social.
 | Eu sei perfeitamente por que as esquerdas, especialmente o PT, são contra as privatizações. É que com a Embratel, a Embraer, a Vale do Rio Doce, a Usina Siderúrgica Nacional nas mãos do Estado, eles poderiam ter roubado muito mais... como roubaram junto aos Correios, à Petrobrás, Banco do Brasil (Visanet), Caixa Econômica (bingos e outras maracutaias), fundos de pensão etc. etc. etc...
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