Hoje, o ato que abrigava centenas de pessoas, estava lindo. Sim! Foi simplesmente lindo, os palhaços - de coração e de cara, a bateria, as pessoas e principalmente a alegria. A alegria de reivindicar um direito.
A concentração do grande ato foi no Teatro Municipal de São Paulo, com batucada, panfletagem e palhaçada. Seguimos em caminha pelo centro de São Paulo, entrando em um consenso de ir para o terminal D. Pedro, onde barraríamos todas as pitas e ônibus. Enfim, chegamos! Brincamos, cantamos e nos apavoramos. Na verdade, a polícia apavorou.
O Choque. As bombas. A correria. Não tinha outra solução, sendo assim, os revolucionários e inconformistas que lá estavam se dispersaram.
O começo da violência que os políciais e demais autoridades mostraram hoje começou a ocorrer no Terminal D. Pedro. A intervenção da polícia, em um ato de caráter humorístico, provocou certo desespero em manifestantes que ao meu ver, não estavam muito bem preparados para tal situação. Alias, quem está preparado para passar em uma campo minado de bombas de efeito moral?
As bombas de efeito moral foram lançadas sobre aqueles que protestavam. Ao que parece ninguém se machucou com as bombas, mas algumas pessoas sentiram no ouvido o efeito, o que pode causar futuros problemos. No terminal vi uma senhora que pasava mal, já de idade, não conseguia andar, nem sequer respirar e as bombas passavam ao seu lado. Outras pessoas passaram mal, com irritação a bomba ou até mesmo de nervoso na situação.
Os manifestantes dispersaram e assim, o choque armou uma armadilha, encurralando-os. Alguns apanharam. Dois foram presos. Muitos correram, passaram mal e outros muitos enfrentaram o que parecia ser impossível para nossa força.

Apesar do resquício de ditadura e autoritarismo deixados aqui e mostrados hoje, não podemos esquecer: AMANHÃ VAI SER MAIOR.