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Ato pela nacionalização das reservas de petróleo e gás no Brasil
Por RIO DE JANEIRO 26/11/2006 às 06:12

Está marcado para a próxima terça-feira, dia 28, às 10h, em frente à sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, um ato público pela nacionalização das reservas de petróleo e gás brasileiras e também da Petrobrás, que hoje tem 49,5% de suas ações em poder de investidores estrangeiros. A manifestação está sendo convocada por diversas entidades, dentre as quais a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), os Sindipetros, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon), que pedem a presença dos movimentos sociais, lembrando que essa é uma questão de interesse de toda a sociedade.

As reservas brasileiras vem sendo vendidas todos os anos por meio de leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), desde a quebra do monopólio estatal do petróleo, conquistado com o maior movimento de massas da história do país, a campanha "O Petróleo é Nosso". O monopólio foi quebrado por FHC, em 97, com a Emenda Constitucional N. 9, e depois regulamentado com a Lei do Petróleo (Lei 9.478), que deu origem aos leilões. A Oitava Rodada de Licitações da ANP está marcada para terça e quarta-feira desta semana (28 e 29/11), no Hotel Copacabana Palace.

Na última sexta-feira (24/11), integrantes da Frente Nacional dos Petroleiros - formada pelos Sindipetros do Rio de Janeiro, Litoral Paulista, São José dos Campos, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá - ocuparam o departamento de Recursos Humanos da Petrobrás, no sétimo andar do Edise, edifício-sede da empresa, no Centro do Rio de Janeiro. Eles entregaram um documentoao RH da empresa exigindo o fim dos leilões do petróleo e das discriminações com aposentados, novos e readmitidos na Petrobrás.

Artigos: [Petroleiros ocupam prédio da Petrobrás no Centro do Rio | Documento entregue por petroleiros ao RH da Petrobrás | Leilão: carta ao presidente Lula | Leilões do petróleo: protesto eletrônico | Justificativa técnica contra os leilões da ANP | De quem é o petróleo? | Petróleo: a questão é mais séria do que parece]

Entrevistas: [Maria Augusta Tibiriçá | Paulo Metri]

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Comentários


Posso estar enganado...
R. Moreno 26/11/2006 12:25
de-leve@bol.com.br

Posso estar muito enganado mas a Petrobrás não é dos brasileiros há algum tempo.

Se vc chegar no prédio da PETROBRAS vc não vai entrar sem carteira de identificação da empresa se dizendo um dono da empresa. Mesmo ela estatal, do estado, em tese, nossa, do povo.

Não se vende a gasolina aqui no Brasil, por exemplo, a um preço mais baixo do que a Petrobrás vende em outros países ou outros fornecedores vendem em qualquer lugar do mundo, vende-se a preço de mercado, ou seja, o mercado mundial é que regula os preços. Sendo assim, me parece que nao adianta muito a auto-suficiência se ela nao nos favorece em nada, nem nos preços.

Não sei o que muda - para os consumidores - a venda ou não das ações da empresa. Para os trabalhadores eu imagino a mudança, mas a perspeciva q abordo é outra.

Estou enganado?


Petróleo
Salantino 26/11/2006 13:18

O Petróleo não é riqueza. Riqueza é a produção de bens e serviços, ou seja, riqueza é trabalho, cultura, tecnologia. De fato, o petróleo é apenas uma matéria prima, e matéria prima não tem importância na economia de um país. Para comprovar o que eu afirmo, aponto exemplos de países produtores de matérias primas e produtos primários que estão na pior situação (vide o exemplo da Venezuela). Em compensação, países como o Japão, que não possuem petróleo, possuem o mais importante: dinheiro para importá-lo de trouxas que produzem. Além disso, possui uma grande riqueza: desenvolvimento de tecnologia. Isso que é riqueza. E não o petróleo e outras matérias primas. A verdade é que o petróleo tornou-se fetiche dos nacionalistas de fancaria.


A auto-suficiência de petróleo serve a quem?
Dalton F. Santos - Sindipetro AL/SE 26/11/2006 13:44
palma@infonet.com.br

Os leilões das reserva de petróleo e gás e, consequentemente, a privatização da Petrobrás têm a finalidade de tentar solucionar a crise energética dos países imperialistas, porque nem os grandes países consumidores (Estados Unidos, União Européia, Japão, China...) nem as grandes companhias privadas têm reservas nem produção suficientes para impedir uma crescente dependência energética.

Além dos leilões das reservas de petróleo e gás das bacias sedimentares brasileiras que são arrematadas pelas transnacionais estrangeiras, outro sintoma do avançado processo de privatização da Petrobrás é o ataque desenfreado que tem sofrido o plano petros BD (Benefício Definido), a fim de extingui-lo para que sejam atendidos os interesses do capital privado, principalmente dos acionistas majoritariamente estrangeiros da Petrobrás. Outro indício da acelerada ação privatizante do governo Lula é o crescimento de serviços terceirizados nas atividades fins, além do empobrecimento do contrato de trabalho do efetivo próprio da Petrobrás.

Cumprindo recomendações do FMI,passada as eleições, o presidente Lula dá continuidade aos leilões das reservas de petróleo do Brasil. A 8ª (oitava) rodada de licitações para exploração de petróleo e gás, marcada agora pelo governo federal e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para ocorrer nos próximos dias 28 e 29 de novembro de 2006, havia sido anterior marcada para o mês de agosto, antes do processo eleitoral. A data foi alterada porque os leilões, ocorrendo antes das eleições, poderiam comprometer a reeleição de Lula. Os leilões das reservas de petróleo e gás significam o passo mais avançado no processo de privatização da Petrobrás.

De fato, a auto-suficiência não está a serviço dos interesses do povo brasileiro; mas, sim, para tentar solucionar a crise energética do imperialismo anglo-estadunidense (Inglaterra - Estados Unidos)e atender os interesses da burguesia nacional e dos acionistas internacionais. Para a imensa maioria do povo brasileiro basta a legalização da informalidade, o Fome Zero e o bolsa família.


Campanha furada de nacionalismo
Pedro Caribé 26/11/2006 13:55


Tais sindicatos contrários a internacionalização do petróleo são os mesmos que se beneficiam da atuação da Petrobrás em diversos países do globo através das boas PL (participação nos lucros). é uma contradição, lucram com na casa dos outros mas dentro de casa é protecionismo. se há um orgulho pela expansão da empresa, é a hora de arcar coms os Ônus.


Ao fascistinha acima
Professor 26/11/2006 17:11

Os acionistas estrangeiros estão sugando todas as nossas reservas, mas para o fascistinha acima, privilegiados são os trabalhadores que têm direito às PL. Privilegiada são as tuas queridas Repsol, Shell, Texaco.