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| | Continua a luta contra o aumento em São Paulo
Na sexta-feira, 1º de dezembro, aproximadamente 700 pessoas voltaram a se reunir no centro de São Paulo, para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô. O impresso distribuído pelo Movimento Passe Livre (MPL), que integra a Frente de Luta Contra o Aumento, lembrava as pessoas de que "ano passado a tarifa era R$ 1,70 e foi para R$ 2,00; este ano era R$ 2,00 e foi para R$ 2,30. A tarifa está aumentando todos os anos... você já se perguntou onde isso vai parar"? A manifestação teve início no Teatro Municipal e caminhava para a Avenida Rio Branco, com amplo apoio popular, quando a Polícia Militar (PM), sem qualquer motivo, começou a bater em manifestantes. Um jovem, sentado e de braços levantados, foi detido, sem qualquer explicação. Ele foi levado para trás de uma banca de jornal, com dois policiais, enquanto bombas e mais bombas de estilhaço e de gás lacrimogênio eram disparadas. As pessoas tentaram diversas vezes retomar o trajeto da passeata, sem sucesso. Havia policiais por toda a parte, munidos de cassetetes, bombas e spray de pimenta, impedindo que qualquer pessoa além deles ocupasse a rua. Claramente, os governantes se assustaram com a continuidade dos atos e orientaram a PM a reprimir os/as manifestantes com violência. Refugiada em uma lanchonete, a nossa reportagem conversou com a população que assistia à cena e todos estavam indignados com a ação da PM. Se a grande mídia não mostra que a PM é a única responsável pela violência ocorrida, as pessoas que estavam nas ruas são testemunhas de que os policiais bateram em estudantes que se manifestavam pacificamente contra o aumento das tarifas. Uma menina teve as duas pernas feridas por estilhaços de bomba e uma fratura exposta em um dedo da mão. Enquanto ela era operada na Santa Casa, a TV do hospital mostrava Fátima Bernardes, da Rede Globo, dizer que "não houve feridos no ato". Ainda mais revoltada com os governos, a Frente de Luta Contra o Aumento já elaborou a programação da terceira semana de luta, a ser divulgada em breve. minuto a minuto: repressão à manifestação em São Paulo relatos: PM reprime manifestação contra aumento da tarifa | Três lições para a Frente de Luta Contra o Aumento | Passe-livre já e estatização de todo o sistema de transporte coletivo! | Grupo age autoritaria e irresponsavelmente no ato contra o aumento em São Paulo fotos: [SP] Fotos da repressão contra a Frente de Luta | Foto I | II | III vídeos: manifestante no Hospital Santa Casa | viaturas indo para o ato editoriais anteriores: Estudante espancado pela PM não poderá se formar esse ano | Frente realiza grande ato e convoca outro para hoje (01) | Semana contra o aumento das tarifas em São Paulo | Frente de Luta Contra o Aumento realiza ato em São Paulo | Ato contra o aumento das tarifas em São Paulo | Prefeitura anuncia aumento e setores da sociedade se organizam
Repressão policial E mais uma vez, os assassinos do Estado provaram para que existem: reprimir, torturar e matar. Fazem de tudo (e mais um pouco) para defender a propriedade privada e as leis burguesas.
Eis o que ocorreu na manifestação de sexta-feira passada, aqui em São Paulo, contra o aumento das tarifas do transporte "público": http://www.youtube.com/watch?v=2Q-U_IZJXBg
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