No Brasil, o trabalhador vai percebendo que paga TRÊS VEZES a conta:

1 - quando trabalha duro para gerar a riqueza que é apropriada pelo patrão na forma de lucro (com o qual o patrão paga a sua parcela do imposto);

2 - quando paga os seus impostos, inclusive os embutidos no preço dos produtos que consome; e

3 - quando, depois de tudo isso, é obrigado a pagar um plano de saúde popular, pois o governo não investe na saúde pública, ocupado que está em remunerar banqueiro...


É isso mesmo. O trabalhador brasileiro dá duro o mês inteiro em seus locais de trabalho para gerar toda a riqueza que é apropriada pelos parasitas do uísque e ar-condicionado (conhecidos como "patrão"), e esses parasitas utilizam essa riqueza usurpada (conhecida como "lucro") para pagar sua parcela dos impostos. Portanto, quem paga essa parcela dos impostos, é o trabalhador com o seu suor.

Depois, o trabalhador tem que pagar os seus próprios impostos. Se tem uma moto para ir trabalhar tem que pagar IPVA. Muitos tem que pagar IPTU, pois não são isentos. Na conta de energia elétrica, mais impostos são cobrados. E sem contar os demais impostos embutidos no preço dos produtos que ele, trabalhador, agora na pele de consumidor, compra.

Era de se esperar que pagando tanto impostos, seja com seu suor, gerando a riqueza dos patrões, ou diretamente com a sua carteira, o trabalhador recebesse do Estado uma compensação na forma de serviços públicos decentes.

Mas não. Como o Estado brasileiro é nanico para o povo e gigante para os banqueiros, uma imensa parte do Orçamento é destinado para o pagamento da dívida pública, aquela que quanto mais se paga, mais aumenta, em um verdadeiro esquema de agiotagem.

Então, não sobra dinheiro para investir na escola pública, nem no hospital público, nem no lazer público (praças com programação cultural, teatro na periferia, e todas essas coisas que deveriam existir).

Resultado: o trabalhador, além de sustentar o patrão e o Estado remunerador de banqueiros, ainda tem que arranjar dinheiro de algum lugar para pagar o plano de saúde (aquele com "preços populares"), se não quiser ver seu filho morrer na fila do SUS.

No Brasil é assim: muito imposto, cujo dinheiro vai para pagar dívida externa e interna, e pouco retorno para o trabalhador.