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"Na minha reunião ninguém vai fazer Baderna"
Por TRANSPORTE PÚBLICO? 23/02/2007 às 13:53

Dia 22, ocorreu um ato que exigiu da Câmara Municipal de São Paulo uma postura ativa na investigação das planilhas tarifárias das companhias de ônibus. As planilhas foram revistas pelo Tribunal de contas do Município no dia 01/02.

Durante a reunião de posse da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica os manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) levantaram cartazes com os dizeres: "Se as planilhas estão erradas por que eu pago R$2,30!?" , "CPI dos Transportes Já!" e puxaram o grito "Vereador tenha coragem, abaixa a passagem!". Como lembra o MPL, as planilhas tarifárias produzidas para as empresas de transporte tem acessoria da IPK, empresa pertencente a Marcos Kassab, irmão do prefeito.

O presidente da comissão, Vereador Celso Jatene, afirmou: "Na minha reunião ninguém vai fazer Baderna", tal afirmação demonstra a carência de noção política referente a instituição pública do novo presidente, pois implica que a Comissão da Câmara seja de sua vontade particular, o que não é. Os manifestantes prometem continuar frequentando "suas reuniões". Essa ação dá continuidade a luta contra o aumento das passagens realizada ao longo de dois meses e mostra que a população se recusa a deixar este aumento passar em branco.

LEIA MAIS: Release do MPL | SP: TCM questiona planilha de ônibus e câmara vai decidir o que fazer | Um mês de Luta

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Comentários


então
Eurico 23/02/2007 16:56

po mas o MPL não tinha se retirado da frente contra o aumento?


REUNIÃO OU REVOLUÇÃO?
SOLDADO DO POVO 23/02/2007 18:22

QUE REUNIÃO O QUE? COM ESSES CARAS NÃO TEM DIÁLOGO. O DIÁLOGO COM ELES É CHUMBO NO RABO DELES! O SIMPLES FATO DO PRESIDENTE DA COMISSÃO DIZER QUE "EM SUAS REUNIÕES NÃO TEM BADERNA" JÁ MOSTRA QUE COM ESSES CARAS NÃO TEM DIÁLOGO. NA VERDADE, ELE TEM NÁUSEA DE POBRES. POR ISSO, O DIÁLOGO COM ESSES ANTI-POBRE É COM FUZIL NA MÃO!

REVOLUÇÃO JÁ!


da frente sim, da luta NUNCA
militante 23/02/2007 18:35

nos retiramos da frente mas da luta NUNCA!


FLCA
legume 23/02/2007 18:40

O mpl se retirou da FLCA por acreditar que ela não era mais o melhor instrumento de luta pelo transporte público em são paulo. Por isto mesmo continuamos nos mobilizando pelo transporte público e contra o aumento de passagens, realizando ações, reuniões e planejando nossa atuação para o futuro.


MPL e FCLA
Xavier 23/02/2007 21:09

Olá a Todas/os,

Para maiores esclarescimentos acerca da retirada do MPL-SP da Frente de Luta Contra o Aumento, segue o link: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2007/01/371405.shtml


Diferenças
Satan Goss 24/02/2007 00:29

O MPL se voltou a uma militância mais institucionalizada enquanto a FLCA continua na rua?

Ir em reunião da câmara com uma folha de papel ofício escrita a caneta não faz diferença nenhuma no mundo real.

A luta de verdade se faz nas ruas, ocupando avenidas e terminais, enfrentando a prefeitura e os empresários do transporte!


Diferenças Reais
Xavier 24/02/2007 05:29

Olá a Todos/as,

Não que esse seja o melhor meio para se iniciar um debate, ou coisa do gênero; além disso, respeito o direito da pessoa que expressou sua opinião acima. No entanto, para além dos comentários simples de que "esquecemos as Ruas" e "valorizamos agora as Reuniões", precisamos ter clareza sobre quais são realmente nossas diferenças. Vamos à algumas delas:

1)A Frente de Luta Contra o Aumento em São Paulo (FCLA) foi uma iniciativa do MPL-SP para articular a luta pela revogação do reajuste das tarifas em nossa cidade, tendo como objetivo congregar diversos setores sociais interessador em lutar por essa reivindicação.

2)Como um movimento que tem como pauta principal a luta por um transporte público, gratuito e de qualidade para o conjunto da população, buscamos a todo momento atuar na FCLA para que nossa discussão sobre o aumento não se restrigisse a mera redução das tarifas; queriamos discutir conjuntamente com as demais organizações em luta os problemas estruturais do transporte público controlado por um monopólio de empresas - pautando nosso debate na concepção de que o Transporte Público é Direito Fundamental para Todos.

3)Assim como as demais organizações que compunham a FCLA não se resumiam a ela, o MPL também não atua somente em momentos de resistência ao aumento das tarifas. Nossos trabalhos cotidianos tem como intenção pautar a questão do Transporte Público em toda a sociedade e lutar por mudanças reais.

4)Por esses motivos, nosso coletivo não deixou de atuar nas ruas, ou virou cativo de reuniões na câmara. Seria uma forma bem limitada de se observar nossa atuação - já que ela valoriza sim a ação direta como uma estratégia de luta real para as mudanças nas formas de organização do transporte e da sociedade - e de entender a forma como a prefeitura e os empresários controlam o Transporte Coletivo - já que eles não permitem que o MPL ou qualquer organização que lute por uma outra concepção de transporte tenha real poder de decisão. Conforme nos dissemos em nossa Nota (ver "NOTA do MPL SP": http://prod.midiaindependente.org/pt/blue//2007/01/371405.shtml), a FCLA constitui-se como um "espaço de articulação para a luta conjunta contra o reajuste das tarifas na cidade de São Paulo foi um passo importante para a defesa de um transporte verdadeiramente público para toda a população. No entanto, uma vez consolidado o aumento das tarifas do transporte coletivo, entendemos que é preciso direcionar nossos esforços para outras atividades, por exemplo debates e formação sobre o que seria um transporte público de verdade, até mesmo na expectativa de que em um próximo aumento mais pessoas estejam conscientes de seus direitos e da necessidade de lutar por eles".

5)Nesse sentido, contestar na Comissão de Trânsito na Câmara dos Vereadores de SP as panilhas apresentadas pelas empresas ao TCM é uma forma de pressão e ação que visa debater qual a concepção de transporte que permite essas fraudes e corrupção na gestão de um transporte coletivo que exclui grande parte de sua população - sem condições de arcar com aumentos abusivos de tarifas. Nossa ação não foi para os vereadores, mas sim para que o debate sobre o aumento e a luta pelo transporte público continuem a incomodar os empresários e estimular a organização da população para reivindicar esse direito.

6)Para terminar, fica o convite: "O MPL continuará lutando por um transporte público, gratuito e de qualidade para o conjunto da população e conclama a todas as organizações, grupos e movimentos sociais a estarem conjuntamente nesta luta."

Claro que não consegui expressar todas as nossas diferenças reais sobre essa questão. Nem é preciso, já que esperamos que o companheiro acima - assim como você que lê esse comentário - continue se organizando para a luta pelo transporte público na cidade de SP. Desde que respeitemos as formas de organização e posições dos Movimentos Sociais que participam dessa luta, penso que as "diferenças reais" são menores do que imagina - já que ainda há muito a se aprender nesses momentos de resistência e reorganização das lutas sociais.

Abraços,

Xavier.


hahahhahaha
militante 24/02/2007 05:29

tá bom, tá bom, diferença vai fazer o PCO com meia duzia de ingenuos levantando faixa da AJR na decisão das escolas de samba. sei sei...esse povo é tão oportunista q sequer sabe em que pé tá a treta do aumento, só quer saber de aparelhar manifestaçções sem estratégia nenhuma.



Que combativos, hein...
Ironivaldo 24/02/2007 08:02

Nossa, mas como o MPL é uma ONG combativa! Foi numa reunião da câmara de vereadores com um pedaço de cartolina escrito com caneta hidrocor.

Realmente esta super ação direta extremamente radical deve ter causado um impacto enorme sobre os vereadores e vai fazer a tarifa baixar.



Impacto
gabriel 26/02/2007 04:27

Acho que um ato com 100 pessoas e 20 faixas não é de fato "tomar as ruas" ou "ocupar avenidas e terminais".

Entretanto, não é por isso que o MPL vai parar de lutar por um transporte transporte público, gratuito e de qualidade para o conjunto da população. O ato na Câmara dos Vereadores foi apenas uma das muitas ações realizadas pelo Movimento.

Quanto ao impacto sobre os vereadores, se ele tivesse sido tão insignificante assim, porque o presidente da comissão bateria boca com os manifestantes e ameaçaria "Na MINHA reunião ninguém vai fazer baderna"?






Brasil: conformismo tem solução?
Marcelo Mendes 27/02/2007 12:13
mmc.21@bol.com.br

Parabéns paulistas e paulistanos pela mostra de conformismo e fraqueza moral! Não fizeram [quase?] nada em relação ao aumento abusivo das tarifas de ônibus, trens e metrô. Mas este tipo de atitude não é exclusividade dos descendentes de bandeirantes, mas é do brasileiro de uma forma geral - sem querer generalizar, mas já generalizando - com quaisquer assuntos, exceto [sempre tem uma exceção] quando se trata de futebol e novela, aí sim nota-se uma mobilização - em certos casos, como no futebol, brigas, surras, espancamentos chegando a assassinatos. Os protestos realizados na cidade foram perdendo força com o Natal e agora com o Carnaval parece que tudo foi esquecido - que pena!

O que nosso povo tem que os una? Nunca uma revolução em todo o país aconteceu, uma guerra então, fora de questão, assim, o que pode juntar nossa nação???


Entendendo as discordâncias(!)
mariana. 27/02/2007 18:18
paraalemdosmuros@gmail.com


Bom, falo por meus companheiros do "Para Além dos Muros", que ao ler os comentário, acho de rica reflexão para o coletivo nosso que fez um ano nesse mês de fevereiro!
Estudamos planilhas, fazemos manifestações e estamos em várias frentes contra o neoliberalismo, e nesses caminhos de um ano estamos juntos à juventude, através das oficianas nas escolas públicas.
Todo ano de aumento de salário a cidade aqui vem com o aumento do preço da passagem, normalmente, logo após a do salário, e há pequenas manifestações como a última que 100 estudantes secundaristas subiram nas catracas do terminal central da cidade, repercutindo o apoio da população mesmo que tímida!!
As ruas e praças nos esperam, só falta a organização e estratégia junto aos milhares!

saudações de luta revolucionária!
mariana.


DIÁLOGO É BOM! BADERNA SERVE PARA QUÊ?
Rodolfo Ganzer 02/03/2007 16:08
Rganzer@gmail.com

O VEREADOR NÃO DISSE: "AQUI NÃO TEM DIÁLOGO!", ELE DISSE NÃO ACEITAR BADERNA. E BADERNA SERVE PARA QUÊ? O QUE ELA MELHORA? O QUÊ ELA RESOLVE?

O POST ACIMA DO Soldado do povo MOSTRA O GRAU DE IGNORÃNCIA E FALTA DE INTELIGÊNCIA DOS MILITANTES, QUE APARENTEMENTE, NÃO QUEREM DEFINIR NADA E NEM DIÁLOGO, QUEREM APENAS A BADERNA PELA BAGUNÇA, E SE CONSTRÓI O QUÊ COM ISSO? UMA NOVA CUBA POBRE E INFELIZ?


A CONSTIUIÇÃO DE 1988 E A LEI 10559/2002, FORAM PISOTEADAS P
Autor do Artigo: Pedro Rodrigues de Souza. 06/03/2007 17:49
prsouza@superig.com.br
http://www.superig.com.br

O Presidente Lula com 62 anos de idade, o Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos que estar beirando 70 anos e o Ministro da Defesa Valdir Pires que passou dos 70 anos, viveram no repressivo Regime de Exceção e sabem muito bem o que passou no período da Ditadura Militar. O Ato Institucional nº.5 denominando (AI-5), substituiu as Constituições de 1946 e 1967 os quais aqueles que tinham a maneira de pensar com seus comportamentos contrários ao regime, foram duramente penalizados com a perda das suas vidas, outros sendo presos, torturados, perseguidos politicamente, demitidos com a perda dos empregos. Pois o (AI-5) havia fortalecido o poder dos Presidentes Militares, que chegou a ponto de manter vigilância constante sobre a Imprensa, cerceando a liberdade de pensamentos e expressão da população brasileira.

A diferença o AI-5 e a Portaria 1.104 vigente do Ministério da Aeronáutica é: O (AI-5) Ato Institucional nº. 5 dava suporte ao Presidente da República para governar o País nos moldes de uma Ditadura como aconteceu nos anos de 1964 á 1985, e a Portaria 1.104/Gm3/1964 dava excesso de poderes aos Comandos da Aeronáutica para punir Cabos subversivos e não subversivos, em fim, todos eram penalizados iguais aos regimes de escravidão com torturas, espancamentos, prisões, expulsões e exclusões, e quando se conseguia completar oito anos de efetivo serviço a Pátria, era interrompido a carreira militar e expulsos ou excluídos sumariamente pela Portaria 1.104/Gm3/1964 sem direito a nada, porque dentro do Regime de Exceção dos anos de 1964 á 1979, os Comandos da Aeronáutica atropelaram a Lei do Serviço Militar com 261 Artigos 27 Capítulos e 15 Títulos, e posteriormente ignoraram a Lei 5.774 de 23 de dezembro de 1971 que regula os Estatutos dos Militares comuns as Forças Armadas, os quais se sentiram também fortalecidos pelo o (A1-5), e legislaram o tempo todo sobe a égide da Portaria 1.104/Gm3/1964, perseguindo e punindo aleatoriamente todos militares subordinados, os quais o AI-5 e a portaria 1.104, foram ferramentas nocivas desleais, danosas e criminosas nas mãos dos Ditadores militares, onde apunhalou todos os Militares da FAB covardemente pelas as costas, e hoje o Presidente Lula após 4 anos sabendo de tudo, ainda continua aceitando injustas imposições do Comando da Aeronáutica junto com o cruel Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, os quais ainda insiste em continuar contrariando a Lei 10559/2002 que assegura os nossos direitos Constitucionais.

É descabível A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça anistiar quase três mil ex Cabos da FAB pré 1964, e discriminar os pós 1964 com julgamento de dois pesos e duas medidas, quando na verdade todos os Ex Cabos foram punidos pela Portaria 1.104/Gm3/1964 em todo o período que perdurou a Ditadura Militar. Até quanto tempo ainda vamos agüentar o descumprimento da Lei? Daqui a quatro anos quando terminar o segundo mandato pelas as nossas idades avançadas, quase todos já sucumbiram, será que é isto que o Presidente Lula quer? Transferir a responsabilidade da União para o moroso Judiciário. Esta conduta de um Presidente que se proclamou democrático, não é justa e nem correta, porque estar dando continuidade perseguições a cidadãos velhos e indefesos, que foram perseguidos politicamente em todo o período da Ditadura Militar, pelos os cruéis Comandantes da Aeronáutica.