China, bola da vez

A China é a bola da vez

Para abril 2007 está marcada no Brasil uma hiperconferência Brasil-China.

Há alguns dias, em debate na televisão sobre o crescimento da participação chinesa no mercado produtor-exportador internacional, um economista especulou se, na China, cada chinês iria querer um automóvel para si.

A alusão sugere uma invasão da indústria automobilística à China, com toda sua máquina de propaganda para forjar no chinês a necessidade de ter cada um seu carro individual. E depois, dois. Para quem gostava e ainda gosta de andar de jirinquixá, será uma baita mudança.

É preciso notar que o apetitoso bilhão e meio de consumidores chineses não estão na ocidentalizada Xangai

E, tentando justificar a invasão, andam dizendo que a China está se tornando uma ameaça como exportador, já
abiscoitando (por ora) pequenas fatias de outros países, Brasil e Índia inclusive.

Ouvindo todo esse burburinho recentemente no ar, não é preciso pensar muito para se perceber que, se a China não abrir o olho, será a próxima (se já não é) a ser
invadida economicamente pelo Primeiro Mundo e seus satélites, talvez Brasil inclusive.

Sob o halo da conferência sobre Soberania Alimentar de Mali, surge o temor de que o Primeiro Mundo e seus satélites estejam planejando trocar o arroz do chinês por chiclete, cachorro quente, fried chicken e feijoada em lata. E talvez Velho Barreiro!

Todo o Terceiro Mundo já se sujeitou e ainda se sujeita a isso. Quanto à China, vendo-a na iminência de ser ela a bola da vez, talvez ainda dê tempo de alguém ir lá correndo avisar!
José Eduardo RM-Rio de Janeiro-RJ