Nesse sábado de manhã(03), após uma noite incendiária que teve uma escola e um ginásio queimados, a polícia dinamarquesa fez uma batida em 6 à 8 espaços livres buscando os ativistas estrangeiros para deportar. Um dos alvos foi a sede do coletivo ativista Baldersgade em Copenhague. Somente nessa ação matinal foram detidas mais 120 pessoas. Nas últimas 24 horas, 113 manifestantes foram colocados sob custódia, 188 serão julgados ainda hoje e mais de 600 ativistas foram detidos por "alguma coisa", isto é, pessoas que foram detidas nas manifestações e tiveram que ir até a delegacia esclarecer o que faziam ali. A polícia precisou deslocar os presos para prisões de outras cidades do país para se ter mais espaço em novas detenções.

Ainda sobre as batidas dessa manhã, um companheiro do indymedia Holanda que se deslocou até Copenhague para documentar a rebelião, foi detido no Centro Social "Solidaritetshuset"(Casa da Solidariedade) em Griffenfeldsgade. Em sua última ligação ele disse:"Eu acabei de chegar aqui, estou com a ABC [Anarchist Black Cross - Cruz Negra Anarquista], a polícia está na porta, eu provavelmente serei preso em 5 ou 10 minutos". Após 15 minutos foi confirmada a sua detenção.

Na fronteira, 40 suecos "suspeitos de serem ativistas" foram proibidos de entrar na Dinamarca. Eles foram interceptados na estação principal do trem e enviados de volta. Na Suécia houve também manifestações locais e houveram cerca de 90 detidos. A estrada que liga Alemanha-Dinamarca foi desbloqueada após 30 minutos quando a polícia falou com o grupo de ativistas que ali estavam. Em Amsterdam, Holanda, também houve uma ação simbólica em solidariedade.

Agora a tarde (15 horas) em Copenhague, está ocorrendo a "manifestação família" chamada pelo grupo de cidadãos em apoio a Ungdomshuset. Cerca de 1500 pessoas, com um perfil mais velho (25, 30 anos) estão participando do protesto. Não há relatos de repressão à manifestação.

No dia 1 de março, a polícia dinamarquesa desocupou o Centro Social Ungdomshuset em Copenhague. Desde então, alguns países da Europa enfrentam a fúria do movimento autonomista. Um partido da direita dinamarquesa chegou a pedir a intervenção militar na cidade em rebelião. Desde o fim do acordo político, isto é, com o despejo de Ungdomshuset, essa rebelião squatter segue e a única resposta do Estado dinamarquês diante desses fatos foi a repressão, mesmo quando ativistas ocuparam o prédio principal do Partido Social Democrata.