![]() | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| | MTST ocupa latifúndio urbano em São Paulo
Mais de 500 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam na madrugada deste sábado (17 de março) um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados - o equivalente à 100 hectares - em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo. Desocupado, endividado e em desuso há décadas, o terreno servia para desova de carros e cadáveres, longe de cumprir sua função social. O sítio do MTST afirma: "O acampamento conta com mais de 500 famílias da região, que moravam em áreas de risco, favelas, casas de parentes, rua, além de pessoas que não conseguem mais pagar o aluguel porque estão desempregadas ou ganham muito pouco. São pessoas que decidiram lutar pacificamente depois de tanto descaso do poder público e da sociedade." Além da construção de uma nova comunidade no local, a ocupação busca chamar a atenção da sociedade para o problema da moradia. Com proporções de um latifúndio urbano, o terreno pode comportar mais de 10.000 famílias, na região com maior concentração de favelas da cidade. A ocupação beneficiará também as comunidades próximas ao terreno, que antes da ocupação não podiam transitar pelo local. Portanto, o MTST pede a solidariedade dessas comunidades e o apoio de toda a população para o acampamento. Para chegar ao local: De São Paulo, seguir pela Estrada do Campo Limpo, depois Estrada de Itapecerica, em direção ao bairro Valo Velho. O terreno fica à primeira esquerda depois da passarela do Valo Velho, entre a Avenida Soldado Gilberto Augustinho e a Rua do Campestre. Ponto de referência: Padaria do Valo. Sítio do MTST: http://mtst.info/ Última notícia: Polícia impede chegada de água e alimentos em nova ocupação do MTST às 23h(dia 17)
sem teto,subproduto da concentraçao de renda Li o texto sobre o sem-tetos do MTST,e fiquei assustado de não ter nem comentario sobre a matéria, de certa forma os problemas descrito na matéria de uma forma ou de outra afeta quase que a grande maioria da população brasileira, milhões de pessoas moram em favelas, não saberia quantificar este fato, outros tantos pagam aluguel e um grande número de outros sofrem com a existencia das favelas, oriundas da concentração de rendas de seus vizinhos ricos (os bairros de classe média alta e de classe alta. A luta desse pessoal é justa, e atualmente, podemos dizer que a única forma de se conseguir alguma coisa é mobilizar e incomodar o "extrato" mais favorecido da sociedade que concentra de forma descomunal toda a riquesa deste país. Proposta ao MTST Estive conversando com uma vizinha da ocupação e ela reclamou da falta de espaço público na região, e como os moradores meio que se apropriavam da área ocupada como uma espécie de parque. Quadras, gramado etc etc. Aconselho ao MTST a trabalhar a questão do uso comunitário do espaço como área de lazer, além do uso que geralmente se dá a uma ocupação desse tipo. Preservem as quadras, plantem pomares, faça, hortas comunitárias com o pessoaldo entorno. Habitação O Brasil até agora desperdiçou 6,6 milhões de oportunidades de dar uma virada na sua história mais recente de miséria, baixo crescimento, desesperança, destruição das expectativas de ascensão social dos mais pobres. A oportunidade, neste caso, atende pelo nome de dificuldade, impossibilidade, incapacidade de abrigar decentemente 6,6 milhões de famílias em moradias dignas. O déficit que pesa como cruz de chumbo sobre tantos ombros precisa passar a ser visto como meio de redenção e transformação social. Não se trata de fazer mágica ou operar-se milagre, mas de aplicar-se a racionalidade. E vontade política. Esta certamente não falta ao presidente da República, que desde a campanha eleitoral, e mesmo depois de eleito, vem ratificando o compromisso de livrar dos guetos, cortiços, favelas e palafitas os brasileiros mais pobres. A redução do déficit de moradias é "questão de honra", definiu o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Os corretores de imóveis podem se considerar parceiros igualmente compromissados com a consecução desse objetivo. Na campanha eleitoral, por intermédio do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), participaram da discussão e da formatação do Plano de Habitação do Partido dos Trabalhadores, agora no poder. São, portanto, parceiros na proposta que obteve nas urnas a preferência dos brasileiros. Partimos do princípio de que, se temos a demanda (déficit), temos igualmente a possibilidade de desenvolver a oferta. Um "problema" que na verdade é um grande negócio. O raciocínio não é simplista nem tampouco ingênuo. O Brasil precisa de crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social, e redução da dependência externa, ou o não agravamento dessa relação, predicados mais que característicos da indústria habitacional. Isso depende, essencialmente, da vontade política. Ela é determinante neste momento, porque só depende dela a escolha dos instrumentos e a alocação de vontades, recursos e capacidades para transformar planos e projetos em ações concretas. E isso podemos fazer sem precisar criar fontes de recursos extraordinários, bastando realocar as disponíveis. O diagnóstico sobre o estado de coisas que todos queremos apagar da memória é mais do que conhecido. Sabemos todos, como exemplo dessa situação dramática, que a maior cidade do Brasil, São Paulo, tem 1.160.590 favelados, que representam a soma da população inteira do Estado do Tocantins, duas vezes a população do Estado do Acre e pouco menos que a população de Belém do Pará. A hora é a de fazer mover-se a máquina do poder pela vontade política, para enfim passarmos do diagnóstico à implementação das soluções. É hora de usar a habitação para promover o resgate do Brasil. Transformar o sonho de futuro em realidade no presente. Resgatar da desesperança e do abandono milhões de brasileiros. E, para essa cruzada, não há verbo mais apropriado do que "construir". O setor da Habitação já responde por quase 12% do PIB (há estimativas de que chegue a 20% e empregue quase 9 milhões de pessoas), e pode ser a grande alavanca para a geração de empregos e renda sem a necessidade de atração de dólares. Além da edificação dos mais de 6 milhões de imóveis que nos faltam, há pelo menos outros 4 milhões que estão fechados nas cidades e que podem, adaptados, entrar no mercado de compra e venda, e de locação. São mais 4 milhões de oportunidades de geração de empregos de alta e baixa qualificação, e de movimentação de uma ampla teia de produção e serviços, que vão desde o fabricante de gesso ao instalador de carpetes. Os corretores de imóveis testemunham diariamente a luta dos brasileiros pela moradia digna, portanto estão prontos a ajudar no que for possível. Fazem um apelo ao presidente da República para que tome a frente da legião de brasileiros que desejam mudança real e urgente, e transforme a habitação em instrumento de prosperidade, desenvolvimento, justiça e integração social. Tanto é verdade que, já ofereceram um elenco de propostas no projeto "Favela Zero" para atender a todas as demandas e necessidades: - Financiamento integral ao consumidor, colocando no mercado cerca de seis milhões de inquilinos que poderão adquirir seus imóveis, trocando o aluguel pelo pagamento da casa própria; - Locação social, inclusive para a terceira idade. Sem nenhum custo adicional, pode-se permitir à população pagar um aluguel simbólico por uma moradia digna e atender à velhice que não tem nenhuma possibilidade de pagar, com sua aposentadoria, qualquer tipo de aluguel; - Criação de linhas de crédito para pequenos construtores, com carência e sem garantia de repasse da dívida ao consumidor; - Criação da Declaração de Garantia de Locação, um seguro-fiança federal, de baixo custo, para evitar-se a favelização por falta de fiador; - Simplificação dos procedimentos para concessão de financiamentos; - Simplificação dos procedimentos legais, regularização e incentivo à produção de loteamentos populares; - Permuta de áreas ociosas de propriedade dos governos municipais, estaduais e federal por áreas urbanizadas; - Incentivo, por meio de permissão, para aumento de potencial construtivo dos terrenos localizados em zonas degradadas, condicionado à produção de imóveis populares no local; - Utilização do FGTS unicamente para fins habitacionais, evitando que o trabalhador desinformado ingresse em mercados de risco e ampliando a destinação de recursos à área para a qual foi criado; - Criação da Loteria Habitacional em duas modalidades: Poupança Premiada e Loteria Específica; - Destinação de 25% dos recursos economizados pelo Tesouro Nacional no pagamento de juros para os programas de construção por meio de mutirão, Cohabs, autoconstrução e reforma de imóveis situados em áreas centrais e deterioradas das cidades; O Brasil aguarda estas medidas! Isto é apenas o começo.... Em primeiro lugar gostaria de desejar todo o sucesso para essa nova semente de mudança, o tempo dirá, se são rosas florecerão. Aproveito da ocasião para lembrar que se não fosse o sectarismo e a intransigência de certos pensamentos pseudo-esquerdistas, inclusive escondendo-se atrás da farsa do consenso pilotado, a mobilização seria muito maior e consequentemente uma eventual resitência se necessário. Vale lembrar, que nessas e em outras ações revolucionárias além da força de vontade dos ocupantes e militantes é imprescindível o apoio material ativo e o suporte intelectual passivo para que se atinjam os objetivos prefixados. Advirto quem ousa apresentar a lógica capitalista como parâmetro moral para dizer o que é certo ou errado que está cometendo um grande equívoco, há decadas é do conhecimento publico mundial a degradação social no Brasil e atacar as consequências não será jamais a cura definitiva para as causas. O equilibrio é revolucionário, tudo o que nasce ou renasce é instável, e apenas isso pode dar alguma chance de remissão dos pecados ou dos erros daqueles que mesmo indiretamente mancharam as mãos ou as pontas dos dedos com a dor do inocente. mapa do local vista do google earth Reintegração de posse Ae galera, eu li hj no jornal que a reintegração de posse está marcada para hoje (dia 20). Já tem mais de mil pessoas no local, e a chapa vai esquentar.
Vamo lá gravááááá... e fazer barricada junto com a galera.
|