A revista especializada Forbes, defendeu ontem sua reportagem sobre a estimativa da fortuna do ditador cubano Fidel Castro e assinalou que pode ?prová-lo?. ?Podemos prová-lo? desde o ponto de vista de que ?temos nossas fontes entre funcionários cubanos, e estimativas gerais dos lucros de empresas públicas cubanas?, disse a repórter da Forbes, Allison Fass.

?Temos uma estimativa conservadora dos lucros de companhias públicas?, insistiu Fass, ao referir uma das principais fontes que a revista considerou para estimar a provável fortuna de Castro.

O ditador vitalício cubano negou segunda-feira, desde Havana, a veracidade da reportagem da Forbes e assinalou que sua fortuna pessoal era ?zero?. Disse que tdos os lucros das empresas públicas são utilizadas para servir ao povo de seu país. Desafiou a revista a provar o artigo com evidências concretas, que o coloca como o sétimo dos líderes ou monarcas com fortunas pessoais mais amplas.

Fass, que escreveu a história sobre Castro na revista, indicou que a estimativa ?não inclui lucros passados? ou possíveis ativos em contas bancárias no exterior. ?Não me surpreende sua reação?, disse a repórter; ele ?não quer que os cubanos saibam disto?.

A publicação mudou parte da metodologia que utilizava em anos anteriores para estimar fortunas difíceis de calcular e atribuiu um enriquecimento de Castro em 350 milhões de dólares, de um ano para outro. ?Para chegar a uma quantidade líquida usamos um método de fluxo (descontado) de recursos, para avaliar essas companhias e depois concluímos que parte desses lucros vai para Castro?, assinalou a publicação.

De acordo com a lista, o rei Abdullah Bin Abdulaziz da Arábia Saudita, é o líder mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em 21 bilhões de dólares, seguido de perto pelo sultão de Brunei, Haji H. Bolkiah, com 20 bilhões. O xeique Khalifa Bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos tem, sempre segundo a Forbes, ativos em 19 bilhões, e seu colega de Dubai, Mohammed Bin Rashid al-Maktoum, tem 14 bilhões de dólares.

A publicação sustenta que, como era de se esperar, nenhuma de suas estimativas foi confirmada pelos elencados. Tampouco nenhum do aludidos, com exceção de Castro, sequer se aborreceu com a informação.

A influente publicação norte-americana situou o decano de todas as ditaduras do planeta na sétima posição, com uma fortuna estimada em US$ 900 milhões.

Castro menosprezou o informe e disse que renunciaria a seu cargo se alguém apresentasse provas fidedignas de que a afirmação da revista é certa. Castro jurou no passado que renunciaria se se apresentassem evidências sobre muitas e diversificadas alegações contra ele, relacionadas com a utilização em seu regime da psiquiatria como método de tortura, torturas físicas, execuções sumárias e desaparecimentos, porém ninguém jamais atribuiu seriedade às suas ameaças de ?renúncias?, algo que nunca fez, embora existam evidências irrefutáveis de flagrantes violações dos direitos humanos na Ilha.

A Forbs disse à BBC que para determinar a provável fortuna de Castro calculou-se o valor de várias empresas estatais cubanas e se adjudicou uma porcentagem ao líder cubano.

Um porta-voz da muito lida revista financeira admitiu que não tinham nenhuma evidência de que Castro tenha escondido dinheiro em contas bancárias no estrangeiro, porém afirmou que ele controla uma fortuna. ?Se alguém como Castro quiser escapar do país e levar consigo uma soma milionária, poderia fazê-lo?, disse o porta-voz da Forbes.

Segundo a revista financeira, suas fontes não estão em Cuba, embora algumas delas tenham trabalhado com o governo cubano no passado.

Fonte: NetforCuba International

Tradução: Graça Salgueiro