| Pauta de reivindicações dos alunos que ocuparam a reitoria da USP Por alunos 03/05/2007 às 21:28 pauta de reivindicações Nós estudantes da USP, reunidos em plenária no dia 03 de maio de 2007 na Reitoria da Universidade de São Paulo, explicitamos nossas reivindicações:
1. Nos posicionamos contra os seguidos vetos do Governo de São Paulo (gestão Alckmin/Lembo e mantida pelo governo Serra) referentes ao aumento de verbas para a Educação Pública, os quais foram aprovados pela Assembléia Legislativa. Que a LDO de 2007 reponha os aumentos vetados pelo Executivo.
2. Lutamos pela revogação de todos os decretos impostos neste ano pelo Governador José Serra acerca da Educação no Estado (como os de n.º 51.460, 51.461, 51.471, 51.636, 51.660), os quais representam um forte retrocesso para a universidade pública, na medida em que atacam explicitamente sua autonomia, não só de gestão financeira, mas naquilo que é sua função máxima: o ensino e a pesquisa autônomos, livres de interesses mercadológicos e meramente instrumentais. Tais decretos institucionalizam a separação do tripé ensino, pesquisa e extensão, e dividem ainda mais a articulação no interior da educação pública, priorizando cursos e pesquisas de cunho operacional, ou seja, orientadas explicitamente por uma lógica mercantil. Separam a Fapesp e o Centro Paula Souza (Fatecs e Etes) das Universidades - antes submetidas à Secretaria de Ciência e Tecnologia, agora seccionadas em Secretaria do Ensino Superior e Secretaria do Desenvolvimento. E suspendem a contratação de funcionários e professores, abrindo espaço para o acirramento do processo de terceirização e precarização do trabalho.
3. Exigimos também a democratização da Universidade: o Conselho Universitário aberto à participação de estudantes, funcionários e professores, com direito à voz e voto. Além da discussão de eleições diretas para reitor.
4. Uma audiência pública com a reitoria onde sejam discutidos os decretos acima citados e seja expressa publicamente sua posição frente a eles. Tal posição deve ser expressa em jornais e mídias de grande alcance, posto que dizem respeito diretamente à sociedade brasileira.
5. Contratação imediata de professores e funcionários, de acordo com as demandas a serem levantadas pela própria comunidade USP, através de comissões mistas locais (de professores, funcionários e estudantes), de acordo com cada situação específica. E efetivação imediata daqueles contratados em regimes de trabalho precários e/ou terceirizados.
6. Liberação automática das vagas dos professores que se aposentam ou se desligam da Universidade.
7. Arquivamento do processo de modificação das regras de cancelamento de matrícula dos estudantes da USP, encaminhado Ppelo Conselho de Graduação para o Conselho Universitário.
8. Contratação de professores para atender às novas demandas advindas do processo de implementação de disciplinas de licenciatura, regulamentadas pelo MEC em 2001, nos cursos da Universidade, em especial na Faculdade de Letras.
9. Reconstrução e manutenção dos prédios da FFLCH, IME, FOFITO e demais faculdades que apresentem tais necessidades.
10. Formulação, em conjunto com os estudantes, de um projeto de longo prazo para a moradia estudantil em todos os campi da USP, os quais devem definir desde a estrutura física das moradias até a autonomia dos moradores sobre os espaços que utilizam. Nos casos de Ribeirão Preto e São Carlos: solução imediata referente à falta de vagas, através da construção de novas moradias, e não apenas em formas paliativas, como o Auxílio Moradia. Especificamente para o campus Butantã exigimos: a construção imediata de três novos blocos de moradia, totalizando 594 vagas, bem como a reforma dos blocos já existentes. Além disso, que seja garantida moradia decente para todos os estudantes alojados no CEPEUSP e no CRUSP.
11. Que os estudantes e funcionários tenham acesso assegurado aos Planos de Meta de todos os cursos e departamentos da USP.
12. Que nenhuma punição ? sindicâncias ou demais processos administrativos e repressivos ? seja tomada contra os alunos com relação à ocupação da Reitoria, a qual se deu devido à ausência do representante legal da Reitoria na audiência pública convocada pelos estudantes no Anfiteatro de Geografia e pelo impedimento da entrada dos estudantes na Reitoria para a entrega de sua pauta de reivindicação, neste presente dia. E que todas as sindicâncias e demais processos administrativos levantados contra estudantes sejam retirados.
13. Nós estudantes nos posicionamos pela luta contra as medidas repressivas no interior das universidades, em particular a USP: portanto, exigimos a autonomia total dos espaços ocupados e geridos pelos estudantes, a total liberdade de manifestação política (panfletagem, colagem de cartazes etc) e cultural (festas, festivais etc), e pela retirada da polícia do interior do campus.
14. Pela retirada de todos os processos de sindicância, administrativos e judiciais movidos ou em andamento contra os estudantes e funcionários da USP.
>>Adicione um comentário português péssimo. isso modifica algo no que esta sendo reivindicado? Concordo. Que ninguém desista no meio do caminho dessa vez. Retirada da policia do interior do campus ???
Isso tem cara de reinvidicacao de maconheiro ... Ahhh vai seus bandos de merda alem de estudar de graca ainda quebram tudo e se acham no direito de nao serem punidos ...
Deviam pegar todos que fizeram essa manifestacao tipica de petista vagabundo e mandar trabalhar cortando cana para dar valor a vida !!! Marecelo, infelizmente ainda existem pessoas ignorantes como você, ao ler seu comentário, senti pena, como alguem pode pensar com esse seu senso comum...
Provavelmente você deve estudar em uma universidade que sempre te podou, que te trata como um $; se realmente estuda, deve ser para simplismente ter um certificado, seu objetivo com certeza não é de emancipação.
Realmente sinto muito; eu sou Pegagoga, por favor, estude mais, saia do senso comum, ou então não tenha filhos, o mundo não precisa de mais ignirância!  | Renata, acredito que sua resposta ao Marcelo ja seja suficiente!
Fico feliz em ver que em SP estão se mobilizando por reivindicações que não são apenas dos estudantes da USP. Estudo em Londrina na UEL e aqui tb estamos nos mobilizando com relação a moradia estudantil (CEUEL) que aqui é uma vergonha, ja não bastasse as vagas serem poucas (118) para uma demanda de aproximadamente 140 estudantes, o Conselho de Administração desta Universidade aprovou por unanimidade que as vagas fossem reduzidas para 80. Uma vergonha!!!!! Esta é uma das tantas lutas que estamos travando contra uma reitoria autoritaria e anti-democratica. Luta que vem se repitindo por todo pais a exemplo da Unicamp, UFMG, UFRJ e agora a USP.  | Parabéns! A pauta trata, ao mesmo tempo, de reinvidicações contra os grandes ataques à educação pública, gratuita e de qualidade e de questões específicas da situação de cada campus. Ainda, trata de questões relacionadas aos funcionários e professores, apontando para a unificação das lutas entre as categorias. Força na Luta! Prezados colegas uspianos, Fico completamente emocionado com tamanha coragem e expresso aqui toda a força possivel para vcs. Ou seja nao estao sozinhos! Maravilha. É de gente assim que o mundo precisa pra mudar a merda que tem sido: " The future is not what is used to be!" Bjz. Me senti enojado ao ler o comentario do Marcelo.E infelizmente o nosso querido Brasil esta cheio de pessoas como ele.
pq tanta raiva ao Marcelo..essas lições de que ele é isso e blá blá...Lembro a vocês que o Serra já invediu reitoria, que UNE UM DIA REPRESENTOU OS ESTUDANTES, E QUE OS CANALHAS QUE VETARAM A O MAUMENTO DE VERBAS JÁ ESTIVERAM SENTADOS NAS NOSSAS CADEIRAS USPIANAS PAGAS PELO POVO...inclusive os que cortam cana...e pensavam que todos fora do meio universitário eram alienados e ignorantes..péssimos para o Brasil, hoje eles apenas tornaram mais abrangente esse pensamento: acham os estudantes um entojo inútil....A arrogancia desse tal conhecimento faz mal....modera aí com o que dizem.... não adianta criar mais buracos entre população que mantém a Usp e estudantes favorecidos pela Usp.Um precisa do outro e o senco comum do meio de ambos não os deixa perceber isso.  | Sou estudante da FFLCH mas não estou envolvido nesse conflito... Ando procurando informações acerca dessa questão dos "Decretos do serra/Invasão da Reitoria" sem o interesse de assumir uma posição espcífica, mas meramente com o intuito de compreender a questão com imparcialidade, pois já encontrei argumentos aparentemente fortes dos dois lados desse "bate-boca".. Até agora quase todas as informações que encontrei sobre esse assunto foram extremamente PARCIAIS. Tanto os artigos superficiais e preconceituosos da Folha de São Paulo(que criticam a invasão, o vandalismo, e consideram as reivindicações estudantis um "delírio-esquerdista") quanto as interpretações estudantis acerca dos decretos como um "autoritarismo", são à princípio igualmente parciais e desprovidas de credibilidade. Afinal de Contas, existe algum lugar onde eu possa encontrar uma descrição mais acurada desses decretos para interpretá-los livremente? Não creio que artigos tendenciosos que encontro por aí trazem qualquer tipo de esclarecimento acerca desse tema. Chega de argumentos levianos do tipo :"A Reitoria precisa prestar contas sobre o dinheiro que gasta", ou "Os decretos autoritários ferem a autonomia universitária".... .. Tudo isso não passa de mera opinião superficial, desprovida que qualquer embate direto de argumentos racionais que possam eventualmente trazer alguma luz à questão.  | Gostaria de parabenizar a todos primeiramente. Tenho certeza que as coisas vão mudar para melhor, temos que ser otimistas em relação às pautas.
Outro alerta é quanto a questão dos "baderneiros", lembrando o que ocorreu no dia da Mulher (08/03), vcs sabem que qualquer motivo é motivo pra pancadaria. É bom manter o controle sobre as pessoas que não fazem parte do movimento (mantê-las isoladas e entregando à polícia). Alunos ou professores que se conhecem e estão em grupo não se dispersem...permaneçam agrupados isolando os "desconhecidos".
Abraços,  | O meu nome é Joaquim e faço Gestão Ambiental na USP Leste. O que esta sendo reinvvidicado está mais que certo.muitas pessoas que estão na faucldade hoje, lutaram muito para entrar e ter uma das melhores bases de informação que se tem na américa latína. Agora entra esse governo e acha que pode tirar a autonomia que os alunos da USP tanto zelam. Temos que lutar até o fim para que as pautas sejam atendidas. Quanto as criticas com certeza são de pessoas que fazem faculdade porque o pai manda, ou porque simplesmente prestou e sem querer passou. Tem muitos que dão o sangue paa entrar numa universidade dessa,então os que falam sem pensar ou sem se informar (que deveria ser o mínimo,deveria ter no mínimo um pouco de respeito porque temos algo a ser defendido.  | Também sou estudante da FFLCH e procurei descrições imparciais... Eu os encontrei no site: http://www.al.sp.gov.br/StaticFile/integra_ddilei/decreto/2007/ Através de uma leitura superficial, na minha opinião, o movimento tem um bom fundamento. Acredito que se não houvesse essa manifestação agora e em larga escala, as probabilidades de que o ensino superior seja sucateado aumentariam enormemente. Estive nas passeatas e manifestações contra as modificações no ensino fundamental e técnico, porém poucas escolas aderiram e isso ocasionou a m... de ensino que existe hoje. Sinceramente, o curso técnico deveria formar técnicos qualificados para a atuação no mercado, porém criou apenas mão de obra barata, com um diploma que justifique sua contratação. Trabalhei em uma das terceirizadas da telefônica e vi a substituição dos bons técnicos (os que resolviam problemas efetivamente) por tal mão de obra (que aprendem a passar a perna nos clientes, dando soluções temporárias e fazendo com que os clientes pagassem por algo que seria responsabilidade da Telefônica). Esses últimos chegavam a receber um quarto a menos do nosso salário inicial, faziam o mesmo serviço com menos qualidade e não reclamavam quando o salário atrasava. Atualmente é exatamente o mesmo que pretendem fazer com as faculdades, baratear mão de obra, pq mão de obra qualificada cobra muito caro. Primeiro eles começam cortando verbas, daí mudam um pouco da gestão aqui e ali, e finalmente dão o golpe final. Quem quiser, que aguarde os resultados, eu apóio essas manifestações e só não durmo na reitoria, pois tenho um filho pequeno. Por favor, sejam firmes!!! E saibam que há professores que os apoiam também, mas como sabem, devido a políticas internas, eles nem sempre podem exprimir esse tipo de opinião.  | Ok pessoal,
Parabéns, acho legítima todo movimento organizado que luta por algo, pois isso é raro em nosso país.
Mas falta nesta palta reivindicações consistentes em relação à uma USP mais inclusiva.
Eu pergunto, isso interessa à vocês estudantes, ou não? Acredito que 90% das reivindicações são interessantes para a universidade, perém, baseado em que argumento ele pedem a não circulação da PM dentro do campus? Incrível estar acompanhando a "extirpação" de estruturas cancerosas, realizada pelos uspenses. Belas mudanças virão.Todas em prol desse novo mundo, que se configura pela e para a maioria. Parabéns comunidade USP, que está revirando, para melhor arrumar. A postura do Governo de São Paulo em relação à USP é extremamente ditatorial, isso é óbvio e quase desnesseçario dizer, mas um centro de produção de conhecimentos e tecnologias não pode dele ser retirada a autonomia geratriz de forças propulsoras. Afinal, nós não estamos nos duros anos da ditadura dos governos militares quando as universidades eram vigiadas e seus estudantes e professores perseguidos. renata eu concordo com marcelo em partes ... ; pra mim reinvidicacao com violencia tem outro nome : VANDALISMO !! mas pelo visto você acha muito bonitoo ; essas pessoas tem que ter muita cara de pau para estudar de graça e ainda se achar no direito de sair quebrando tudo e fazer exigencias. Você é muito otaria de ficar chamando os outros de ignorante. Você na verdade é uma PALHAÇA !!! va pro cicro sua idiota !!!
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