Curitiba/PR/Brasil - Aconteceu ontem (05/05/2007) a primeira marcha pela legalização da maconha já registrada na cidade de Curitiba. O evento fez parte do ?Global Maryhuana March? sigla em inglês para Marcha Mundial da Maconha.

Segundo Elton Moraes, criador da marcha na cidade de Curitiba, essa é uma iniciativa inédita nesta cidade e demonstra o quanto a questão das drogas estão escondidas e estigmatizadas dentro da nossa sociedade. Elton também conta que a idéia surgiu na busca de algum movimento de legalização da maconha que já existisse e se deparou com o movimento chamado GMM (Global Maryhuana March) e decidiu organizar este movimento na cidade de Curitiba.

O evento iniciou na praça atrás das ruínas do São Francisco, na região do largo da ordem. Para a concentração, foi feita uma grande roda onde foi debatido a questão da maconha sob aspecto do uso recreativo. Nahima Chejin, mexicana e intercambista pela PUCPR, ressaltou: ?Os Maias já usavam a maconha para se conectar a mundos superiores e como expansores de consciência há muito tempo, antes mesmo do espanhol chegar aqui?. Marco Antônio Konopacki, coordenador do coletivo Soylocoporti complementa: ?A maconha deve ser encarada como uma fenômeno cultural e não como caso de polícia. Ela faz parte de muitas culturas da América Latina, a interesse de quem ela é proibida??. Érico Massoli Ticianel, coordenador do DCE UFPR ingada: ?Porque eu não posso ter uma planta na minha casa e tenho que pegar maconha na mão de um traficante que já é carregado de energia negativa e componentes que até mesmo o usuário desconhece? Além de social esse é um problema de saúde pública?.

Após o debate a marcha saiu do largo da ordem e foi em direção ao Palácio Iguaçu, sede do poder executivo do estado do Paraná. Durante a caminhada foram emanados os gritos de ordem: ?Onha onha onha legalize a maconha, Queremos plantar maconha no quintal, não podem proibir um erva natural? entre outras. Na caminhada, um grande números de carros que passavam manifestavam seu apoio ao ato acenando e ovacionado a ação. Em frente ao shopping muller, foi feito um ato simbólico de acender a representação de um grande cigarro de maconha seguindo dos gritos de ordem.

Já na frente do palácio Iguaçu, mais uma vez foi feita uma grande roda para avaliar passeata e continuar o debate sobre a legalização. Segundo os organizadores da marcha, o que se percebe é que a sociedade está se fechando para simplesmente ignorar o tema das drogas como debate político. As drogas devem sim ser discutidas e não devem ser vistas como um tema para se envergonhar ou repreender. Elas estão aí, fechar os olhos é hipocrisia.

O movimento continua suas mobilizações com uma reunião no dia 19/05 às 18h00 no DCE UFPR onde será realizado um debate sobre a questão da drogas e também buscar formas de organizar o movimento aqui na cidade de Curitiba. No dia 18/05  às 19h30, no edifício Dom Pedro I (Reitoria UFPR) será realizado um debate sobre a questão das drogas com o professor Pedro Bodê. Também no dia 18/05, festa no DCE UFPR a partir das 23h.

Texto: Marco Antônio Konopacki - Soylocoporti.
Fotos: Gustavo Guedes de Castro - Soylocoporti, DCE UFPR.