| Tropa de Choque despeja ocupação na Unesp-Araraquara Por ALERTA AOS ESTUDANTES! 20/06/2007 às 10:23 Na madrugada dessa quarta-feira (20), na calada da noite, o prédio da diretoria da Unesp-Araraquara foi desocupado por cerca de 180 soldados da Tropa de Choque. O despejo ocorreu sem reunião dos ocupantes com o comando da polícia militar para programar a saída e durante a madrugada, praxe não utilizada em outros despejos. No local havia cerca de 100 estudantes de diversos cursos, os quais foram levados à 4ª DP. A ocupação ocorreu no dia 13 de Junho em protesto contra a repressão na Unesp e contra os decretos do governador José Serra que ameaçam a autonomia das universidades estaduais. O mandado de reintegração de posse foi entregue de surpresa no dia 15, durante uma reunião de negociação com a diretoria. A entrada do Campus Júlio de Mesquita Filho foi tomada pelos policiais, que impediam o acesso dos repórteres ao local onde a reintegração estava ocorrendo. Quatro unidades da Unesp ainda estão ocupadas por estudantes nas cidades de Ourinhos, Rio Claro, Assis e Franca. Em nota pública o reitor da Unesp, Marcos Macari, diz que não vai discutir as reivindicações sob pressão e, em tom ameaçador, diz que irá apurar as responsabilidades dos envolvidos e que não hesitará em "recorrer à Justiça para restabelecer o respeito à civilidade, ao diálogo e à razão". A reitoria da Unesp possui um histórico ofensivo contra as mobilizações estudantis. Em 2005, quinze estudantes do campus de Marília foram ameaçados de expulsão por supostamente terem violados documentos sigilosos durante a ocupação da diretoria local. Em novembro desse mesmo ano, sete estudantes do campus de Franca foram expulsos, após uma perfomance artística de protesto. Dessa forma o reitor Marcos Macari oculta, por trás dos jargões de "civilidade, diálogo e razão", a gestão mais repressora da história da UNESP. Leia a matéria completa links:: Fotos | Diretoria Ocupada Unesp Araraquara: direção pede reintegração de posse | O movimento não pára! editoriais relacionados:: 2005 Quinze estudantes são sentenciados/as à expulsão na UNESP-Marília | Sete estudantes expulsos por protesto Alerta Estadual! A ação repressora na Unesp Araraquara é um aviso aos estudantes das outras universidades estaduais, principalmente as que têm prédios ocupados como forma de protesto. Os estudantes de Araraquara foram pegos de surpresa numa ação marcada por procedimentos incomuns, como o horário impróprio em que foi realizada a reintegração e as dificuldades impostas à imprensa no registro da ação policial. A policia apostou (e ganhou) no elemento surpresa. A reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiu, na tarde desta terça-feira (19), entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse do prédio da diretoria acadêmica, ocupado por estudantes desde segunda-feira (18). Em nota emitida pela assessoria de imprensa, a reitoria disse que "está tomando as medidas judiciais cabíveis para a preservação do patrimônio público e para a normalização das atividades", disse também que não vai negociar com os manifestantes. Na USP a ocupação da reitoria completa 48 dias sob ameaça constante de reintegração de posse. No final de semana passada a reitoria ocupada foi palco de um encontro nacional de estudantes, que tirou como indicativo uma nova onda de ocupações de reitoria em agosto e uma marcha nacional até Brasília em defesa do ensino público. Os ocupantes divulgaram uma nota no blog da ocupação, solicitando a reabertura de negociações com a reitoria como condição para desocupar o prédio. Federais Nas universidades federais, as ocupações de reitoria se alastram rapidamente. Na Universidade Federal do Espítiro Santo a reitoria continua ocupada. Na federal do Pará os estudantes decidiram permanecer em ocupação por tempo indeterminado. A UFPA é a maior federal do país em número de graduandos. Diversas outras federais estão com processos de mobilizacao, tornando-se comum e organizado o método de ação direta e desobediência civil para buscar melhorias concretas na comunidade universitária. Porém, qualquer possibilidade de vitória, seja nas estaduais, seja nas federais, passa pela união das três categorias (estudantes, professores e funcionários).
>>Adicione um comentário Mais digno do que lutar quando se sabe que a vitória é certa, é continuar lutando mesmo quando a derrota é iminente.
Fiquem tranquilos. O que hoje parece uma derrota no futuro será considerado uma vitória acachapante.  | Sou estudante da Unesp de Marília e gostaria de deixar claro que não foram expulsos quinze estudantes do campus. Depois da ocupação da Direção em 2005, realmente quinze estudantes foram ameaçados de serem indiciados em processo de sindicância dentro do campus com possibilidade de expulsão mas, devido à mobilização e pressão dos alunos, isso não ocorreu. A direção do campus de certa forma voltou atrás, mas menteve a sindicância contra um aluno. Processo esse que ainda está correndo, com possibilidades de expulsão. Existem mais dois alunos que até onde eu sei estão sofrendo sindicância por terem no início desse ano levado uma bateria de escola de samba para a universidade como evento cultural. Como podemos ver, na Unesp a repressão ao movimento estudantil está cada vez mais forte... Um tanto quanto tendenciosa a matéria, não? Fiquei na dúvida antes do final do artigo se havia sido escrito por um dos integrantes da ocupação. Tem é que expulsar e voltar à operaçao normal. Onde já se viu estudante impedindo as próprias aulas. São vagabundos sem mais o que fazer.
Muito se disse que "ameaçam a autonomia das universidades estaduais" mas nunca apresentam nada sólido. Pelo que li dos decretos, eles aumentam (em muito) a transparência destas instituições.
Protestem da forma correta, ou voltem para casa  | Salve Thiago!
É evidente que a matéria toma um partido: das pessoas que estavam dentro da ocupação. Pense bem, se fosse um jornal de grande circulação, seria tendencioso também, mas para o lado da reitoria, da burocracia estatal e das elites.
Ainda bem que existem ferramentas como o CMI para que os movimentos sociais, estudantis e outras pessoas não de acordo com o "establishment" possam se expresssar e fazer frente à midia chapa branca, que ignora a justeza das demandas, no caso, dos estudantes.
Acho que por essas bandas ninguém acredita em imparcialidade - essa balela que os grandes jornais e revistas gostam de bater no peito. Todo texto é parcial; toda fotografia, todo filme, toda novela... quem segura a câmera? E quem monta? Quem escreve? São pessoas, sujeitos históricos, que vivem em um contexto, em uma realidade x ou y.
... e aproveitando: força @s comp@s das ocupações Brasil e Mundo afora (sejam elas estudantis, de sem-teto, sem-terra).. onde quer que exista um direito esquecido, deve existir uma luta pela sua conquista!  | As ocupações já perderam a razão e estão sendo associadas umas as outras sem embasamento nenhum. No ES, por exemplo, as reinvidicações não fazem sentido. Não é do alcance da reitoria e os poucos alunos que sabem o motivo do protesto deveriam ter conhecimento disso. Além de não ter ligação com o movimento que ocorre em SP, poucos sabem exatamente o que estão fazendo, só seguem a moda... É lamentável que pessoas bem instruídas não possam protestar sem que prejudiquem os outros e de forma organizada. Todos sabem que a credibilidade apenas diminui dessa forma. Estudante tem que pensar, não ficar arrumando confusão.  | Olá, cmizeiro
Temo que o site torne-se um veículo para idéias partidárias(eu disse partidárias,sim,se você estuda na Unesp sabe).Ao contrário, podia sim buscar o tão sonhado "real jornalismo", que eu, infelizmente, não creio que exista. Nada contra,porém que isso fique bem explícito:este site que você,eu e todos lemos é um site de opiniões pessoais claras. Já quanto ao artigo,são usadas muitas expressões que evidenciam a opinião do autor que, a meu ver, cheira a escritor de novela mexicana.A que mais minha atenção chamou foi "calada da noite". Estou errado,ou a intenção dos manifestantes saco-na-cabeça-à-la-KuKuxKlan (creio que mais uma vez você saiba do que me refiro) foi retardar as decisões da assembléia para a mesma "calada da noite"? Sabe,ao final de tudo,acho triste. Triste pois é uma greve justa,sim.Triste porque nossos movimentos grevistas infelizmente estão sendo usados por interesses partidários e se utilizam de métodos inconsequentes e brutos que apenas depõe contra o próprio movimento. Se vocês preferem ficar brincando o joguinho de "eu-sou-revolucionário,o-estado-me-oprime", tudo bem. Meu conselho:Reflitam.Barricadas,máscaras guerrilheiras,pichações,assembléias intimidadoras e invasões só fazem a opinião pública se voltar contra vocês.Já que muitos usam a camisa do revolucionário e assassino frio Che (mito de camisetas ao lado do suicida Kurt Cobain), não percam a ternura.Jamás!
respeitosamente
Thiago  | Gosto muito do site Mas os estudantes expulsos da unesp de franca passaram dos limites, é necessário pesar as conseqüências antes de fazer qualquer Reivindicação.  | Sou aluna da UNESP de Rio Claro, estamos ocupando um bloco de salas de aula há 28 dias... não tivemos nenhum tipo de problema de reintegraçõ de posse, também não tvemos até hoje nenhuma negociação de nossas pautas de reivindicação... será que é pq os diretores não freqüentam salas de aula??? é incrível que quando não há "ameaça" aos nossos ilustres diretores, eles se calam e, quando há, vem a retaliação... aliás, bem mais do que isto, vem a trope de choque! Não connsegui acreditar até agora no que rolou em Araraquara, em um câmpus de cursos onde teoricamente existem pessoas politizadas... cade a opinião dos professores? o posicionamento? o repúdio a este tipo de coisas absurdas que acontecem? Incrível esta democraci que vivemos.... abraços a todos e apoio total meu e dos alunos da ocupação de Rio Claro aos estudantes de Araraquara que estão lutando... e sendo reprimidos...  | Ocupação na Reitoria da USP chegou a um impasse. Na última terça (19), a reitora Suely Vilela teria cancelado reunião com alunos para avaliar reivindicações. Para Ricardo Musse, "a atitude da reitora é hoje a principal causa da ocupação". Rafael Sampaio - Carta Maior SÃO PAULO - A ocupação no prédio da Reitoria da USP chega a seu maior impasse, quase 50 dias após ter sido iniciada como um protesto contra os cinco decretos expedidos pelo governador José Serra (PSDB-SP), que feriam a autonomia da universidade. Na tarde de terça-feira (19), a reitora Suely Vilela teria se recusado a receber uma comissão para avaliar as quatro pautas que garantiriam a saída dos acampados. Uma nota divulgada pela instituição na quarta (20) diz que a posição oficial é de que "não haverá negociação com os ocupantes sem a prévia desocupação do prédio". O comunicado nega que tenha sido marcada qualquer reunião com os alunos. Um dos estudantes, que não quis se identificar, explica que na terça-feira eles haviam sido recebidos pelo chefe de gabinete da Reitoria, Alberto Carlos Amadio, antes da suposta reunião agendada com Suely Vilela. Ele teria sinalizado positivamente com relação às quatro exigências dos estudantes. "O chefe de gabinete afirmou que não haverá punição e que as propostas anteriores serão mantidas", afirmou o aluno, antes que soubesse da negativa da reitora em aceitar qualquer negociação. O blog da ocupação traz uma carta com as pautas dos alunos, protocolada pelo próprio chefe de gabinete. Nas últimas entrevistas à imprensa, Suely Vilela assumiu um discurso duro, em que se nega a negociar e confirma as chances de haver punição aos estudantes e funcionários que participaram da ocupação. Na onda de ocupações nas universidades, cerca de 120 estudantes que acampavam na diretoria do campus de Araraquara (Unesp) devem responder na Justiça por crime de invasão a prédios públicos e desobediência à ordem judicial. A pena é de até seis meses de prisão e multa. Os alunos foram desalojados pela Polícia Militar na madrugada de quarta (20), uma semana depois que ocorreu a ocupação. O professor de sociologia da FFLCH-USP, Ricardo Musse, tem acompanhado o desenlace das negociações entre os estudantes da universidade e a Reitoria. Nesta entrevista concedida à Carta Maior, ele crê que a atitude da reitora Suely Vilela "é hoje a principal causa da ocupação", porque "em vez de estabelecer uma comissão permanente de negociação e de delegar poderes, ela insiste em táticas inócuas". Abaixo, os principais trechos da entrevista com Ricardo Musse: Carta Maior - O governo de fato atacou a autonomia universitária com a publicação dos cinco decretos? Ricardo Musse - O argumento inicial do governo e dos reitores é que a interferência prevista nos decretos não havia sido acionada, um raciocínio que por si só admite a ameaça à autonomia. Os decretos configuravam uma intervenção nas universidades, atacando a margem de autonomia administrativa, financeira e acadêmica que havia sido conquistada durante o governo de [Orestes] Quércia e mantida desde então. A edição posterior de um decreto declaratório confirmou o que havia sido dito por estudantes, professores e juristas: os cinco decretos atacavam de fato a autonomia universitária. CM - Mas o decreto declaratório lançado pelo governador José Serra resolve o impasse criado com os estudantes, que levou à ocupação da Reitoria? Musse - O decreto declaratório revoga os pontos mais incisivos de interferência governamental. Deixa intocado, no entanto, o remanejamento das universidades, das Fatecs e da Fapesp [no que diz respeito às secretarias]. Uma medida que é da competência do governo, mas que foi feita sem consulta à comunidade universitária e de forma inconstitucional, sem aprovação da Assembléia Legislativa. A ausência de esclarecimentos e as idas e vindas de José Serra criaram um clima de incertezas, solidificando a convicção de que se trata de um governo hostil às premissas do ensino público. CM - As razões dos protestos estudantis começam a se voltar mais para os problemas internos da universidade? Musse - Retirado o "bode" da sala, os alunos perceberam outro vetor que ameaça a universidade tanto quanto os cinco decretos do governador José Serra: a atitude autocrática da camada dirigente da instituição. Os reitores das universidades estaduais e o estamento burocrático que os envolve não admitem a legitimidade das reivindicações e das ações dos estudantes, se contrapondo assim aos pressupostos da autonomia: a liberdade de manifestação e de participação democrática nas decisões da comunidade. Acrescente-se a postura [do corpo burocrático universitário] ao longo da crise, subserviente ao governador e também truculenta em relação aos estudantes. CM - O que o senhor pensa da postura da reitora Suely Vilela diante da ocupação? Ela deveria voltar a negociar com os estudantes? Musse - Há uma novidade na organização dos estudantes que a reitora e seu círculo parecem não ter se dado conta. Não se trata, como nas manifestações anteriores, de estudantes mobilizados por palavras de ordem ditadas por partidos políticos e deslegitimados pelo conjunto dos alunos. O movimento estudantil se reestruturou. A atitude autocrática da reitora é hoje a principal causa da ocupação. Em vez de estabelecer uma comissão permanente de negociação e de delegar poderes, ela insiste em duas táticas que tem se revelado inócuas: infundir medo com a ameaça de uso da Tropa de Choque [da Polícia Militar] e em mandar emissários para tentar convencer os estudantes a apoiar sua gestão. CM - A negociação é a única saída ou o uso da força policial também é válido neste caso? Musse - Aos que defendem o uso da força, eu coloco as seguintes questões: a entrada da tropa de choque no campus não representa o fim da autonomia universitária? A violência policial não está em contradição com os princípios que regem a vida universitária - o diálogo e a persuasão racionais? Como o movimento estudantil retornou com vigor, a polícia vai permanecer acampada nos campus? Os dirigentes da Universidade não dispõem de outros argumentos exceto o do uso da força? A manutenção do monopólio do poder burocrático exige o uso do monopólio estatal da violência? A questão estudantil, no século XXI, é um caso de polícia? CM - O senhor acredita que a falta de democracia pode ter motivado os alunos a fazerem esta ocupação? Musse - Sem dúvida. Só a falta de hábito democrático explica que a reitora Suely Vilela não tenha assumido as reivindicações dos estudantes em defesa da autonomia nem estabelecido imediatamente uma comissão permanente de negociação. São procedimentos corriqueiros nas universidades federais, cujos reitores são eleitos democraticamente. CM - Falta democracia na USP? Musse - A USP extinguiu o regime de cátedras em 1968, mas não teve tempo de reformular seus estatutos, pois logo em seguida veio o AI-5, que endureceu o regime militar. O êxito e a liderança intelectual de seus pares na luta contra a ditadura obscureceram essa necessidade, que agora se faz premente. A estrutura jurídica e administrativa da USP é excludente. Só um segmento da universidade - os professores titulares - pode exercer as funções e o mando que outrora cabia aos catedráticos. Mais grave ainda: apesar de seu pequeno número, eles são a maioria nos colégios eleitorais restritos que elegem desde os chefes dos departamentos até os diretores de unidade e o reitor. CM - O Conselho Universitário tem 80% de professores titulares; é um sintoma de que falta democracia na USP? Qual sua opinião sobre o regime de meritocracia? Musse - O mérito acadêmico assenta-se no reconhecimento da comunidade científica e da sociedade em geral. Não se confunde com a posição do docente na carreira. Nem sempre os titulares e os que exercem cargos de mando são os pesquisadores mais destacados. A melhor maneira de selecionar quadros com capacidade política e administrativa, na Universidade e fora dela, é a prática da democracia. Sem isso, o poder se torna apanágio da burocracia e tende a ser exercido autocraticamente. CM - É viável a proposta de mudar o estatuto universitário, dar paridade nos Conselhos e Congregações e fazer eleições diretas para reitor? O governo aceitaria? Musse - Penso que essa reforma estatutária é a única forma que temos para resolver a crise de legitimidade da representação na Universidade. É necessário, com urgência, ampliar em todas as instâncias a representação de estudantes, funcionários e professores que não são titulares. Essa ampliação, no entanto, só terá eficácia se os processos de escolha forem universalizados, concedendo o direito de voto a todos os participantes da comunidade universitária. Não creio que o governador seria contra essas mudanças. Elas reforçariam a transparência que a sociedade exige de seus órgãos públicos. O foco da resistência, como se pode avaliar na enxurrada de artigos publicados na mídia conservadora, concentra-se na parcela dos professores titulares que se comporta como se fosse parte de um estamento burocrático, que não admite compartilhar o poder. Leia a carta dos estudantes, protocolada pela Reitoria Página 1 - http://two.xthost.info/carta20junho/pg1.jpg Página 2 - http://two.xthost.info/carta20junho/pg2.jpg Página 3 - http://two.xthost.info/carta20junho/pg3.jpg  | "recorrer à Justiça para restabelecer o respeito à civilidade, ao diálogo e à razão".
"Diálogo"? Que possibilidade de diálogo há quando a reitoria determina a proibição de manifestações de cunho político dentro de um espaço político por excelência que é a universidade? E isso é o que acontece em Araraquara, por exemplo.
A proibição é vigente há algum tempo e, analisando "racionalmente", não contempla princípios reais de igualdade. "Raciocinemos": quem é simpático aos desmandos do governo ou prefere conformar-se com as decisões da reitoria ou de direções não tem motivos ou estímulo para se manifestar contra tal contexto, logo não é afetado pela proibição; já aqueles que vêem os desmandos como absurdos ou não se conformam com decisões são de fato os prejudicados, perdem espaço e meio de expressão muito importantes.
Só para lembrar o governo administra a universidade, que é um instituição do Estado, e não é proprietário dela. O mesmo, em seu devido contexto, vale para o reitor.
Eleito democraticamante, então democraticamente o governo deveria saber mediar as questões e ponderar as opiniões contrárias, coisa que à qual não se propõe se não quando pressionado ou afrontado. E mesmo quando se propões a isso acha que é mais prático agir com truculência "quando não estão olhando". Que tipo de democracia é essa?
Civilidade, então, é a reprodução da máxima (ou mínima) "manda quem pode, obedece quem tem juízo"? Diálogo se resume ao eu falo você escuta? Razão virou sinônimo de autoritarismo (tendo em vista a desocupação)?
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