Não adiantaram as manobras contrárias, as pichações racistas, os argumentos desqualificantes. O movimento em favor das ações afirmativas venceu!

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul dá um passo importante no combate ao racismo e às desigualdades sociais, étnicas e políticas que ora vigoram na sociedade brasileira. Por 43 votos a favor e 27 contra foram aprovadas as cotas étnico-raciais e sociais na Universidade. A proporção estabelecida foi de 15% para auto-identificados negros, 15% para egressos de escolas públicas e 10% para indígenas.

O Movimento Estudantil Liberdade e a conselheira Claudia Thompson prometeram recorrer judicialmente do resultado democrático e legítimo da votação no CONSUN. A imprensa gaúcha igualmente continuou dando voz aos opositores e procura deslegitimar a conquista. Grupos de nazistas rondaram as proximidades da reitoria durante a tarde.

Por outro lado, autoridades, movimento negro, movimento estudantil, movimento indígena, categorias sindicais, movimentos sociais e uma série de outras organizações da sociedade civil, sem contar com os apoiadores espalhados por todos os rincões, festejaram essa vitória histórica. Na comunidade da UFRGS do Orkut vários tópicos discutiam a aprovação das cotas; ao lado das manifestações de apoio, centenas de manifestações contrárias e racistas afirmavam que "não fariam trabalho em grupo com cotista" ou que "nem trote dariam em cotista. Porque trote é para quem estuda".

No final, os manifestantes deram a volta no campus central soando os tambores e anunciando a boa nova!


COTAS SÃO UMA REALIDADE NA UFRGS!

AGORA É PRA VALER!