| ACM - Uma Trajetória da Ânsia Humana pelo Poder Por Maurício Moura Costa Guimarães 20/07/2007 às 16:48 Antônio Carlos Magalhães foi o principal personagem da política brasileira dos últimos anos. Analisar a hitória de um personagem como ACM é uma tarefa em que é possível chegar a extremos de maldade e bondade segundo uma ou outra ótica de quem escreve. Bastava dizer que ACM era filhote da Ditadura para uns expressarem toda a sua repulsa ao ex-senador baiano. O carlismo, certamente, não morreu e suas práticas continuam na sendo executadas por muitos brasileiros. Morreu o personagens, mas sua contribuição e exemplo de autoritarismo e um modelo de tomar decisões autocraticamente permanecem por todo o Brasil. Um modelo de gestão da coisa pública velha, uma política que ainda insiste em sobreviver.
Lembro de um vizinho na minha Bahia que tinha um retrato de ACM na parede de sua sala de estar. Aquele rosto bonito de um baiano ainda jovem escondia ao mesmo tempo que mostrava a face do personalismo e carisma com que cuidava de sua imagem pública. Era um político que morreu três vezes em vida, uma quando perdeu a eleição para o molenga do Waldir Pires, a outra morte do ex-senador baiano foi quando seu filho morrera de infarto fulminante e outra a mais recente a derrota que Lula impôs ao seu inimigo político na Bahia.
Acima de tudo ACM era um político, ninguém discordará dessa afirmação. Um personagem que enriqueceu na política. Numa distinção clássica weberiana ele era um político que não vivia para a política, viva de política. Um políco profissional que se distinguiu dos demais por sua habilidade em perseguir seus objetivos com tanta paixão quanto uma certa dose de perversão. ACM era perverso. Era uma pessoa que perseguia seus desafetos com todas as armas possíveis.
Antônio Carlos Magalhães era um político baiano, brasileiro e um talento que pendia com muita facilidade para o bem e para o mal. Bajulou militares e também os enfrentou, esteve sempre presente em todos os governos, inclusive no atual governo lulista. Exemplo de amor ao poder, ACM morreu em virtude da batalha pela vida. A única que podia derrotá-lo.
Maurício Moura Costa Guimarães
Email:: maoguima@hotmail.com >>Adicione um comentário O enfrentamento do Toninho Malvadeza contra os militares, frente à sua subserviência e puxa-saquismo, foi perto de zero.
Não acho que nesse momento devamos dizer um mórbido "já vai tarde", mas sim deixar que a imagem de ACM permaneça como está: apagada, triste e sem espaço na mídia, diante das tantas vítimas provocadas pelo acidente da TAM.
Não há mais espaço para o coronelismo na política brasileira, e dedicar poucas, talvez até nenhuma, para falar da morte de ACM seria o destino justo para ele. Vc vai me desculpar, Maximus, mas o ACM não merece suas máximas poéticas. Ele não foi o principal personagem da política brasileira dos últimos anos, foi apenas um integrante importante de uma quadrilha que insiste em ser chamada de partido, o PFL os DEMo. Não que isso não tenha importância política, claro que tem, o PCC tá aí para provar.
A única coisa que se compara à ânsia dele pelo poder é a sua ânsia pelo sucesso, Maximus. Os corpos nem esfriam e vc já tá disparando a sua língua giratória. Eba! É festa no inferno! Roberto Marinho o espera com a boca cheia de merda para dividirem a bosta dos petistas pela eternidade! hi hi hi Se negarmos válidade de existência aos que nos opomos, veremos que é uma situação análoga a quem nega o direito de existir de Israel. Democracia é aceitar o outrou com suas imperfeições. Marginalizá-los do jogo democrático é autoritarismo também.  | Você pensa que a maioria dos políticos são porcos egocêntricos, egoístas, que não se importam realmente com o interesse público? Pensa que vivemos num sistema económico que é estúpido e injusto? Se respondeu 'sim', então subscreve a crítica anarquista da sociedade contemporânea ? pelo menos nos seus aspectos mais gerais. Os/as anarquistas pensam que o poder corrompe e que aqueles/as que passam a vida inteira em busca de poder são as últimas pessoas a quem ele deveria ser dado. Os/as anarquistas pensam que o nosso sistema económico actual tem mais probabilidades de premiar as pessoas por comportamentos egoístas ou sem escrúpulos do que as que são seres humanos decentes, preocupados com os outros. A maioria das pessoas tem esses sentimentos. A única diferença é que a maioria das pessoas não acredita que nada possa ser feito acerca disso ou de que ? e é nisto o que os fiéis servidores do poder costumam insistir) ? possa ser feito algo que não acabe por tornar as coisas ainda piores. http://www.pt.indymedia.org/ler.php?numero=6254&cidade=1  | Caro Maurício, ninguém decente se opõe ao ACM. Foi o ACM que se opôs às pessoas de bem, aos trabalhadores. Ele é que queria ver a nossa carcaça. Nós apenas agimos em legitima defesa.
Democracia é aceitar o ACM matando o povo? Se for, eu sou antidemocrático. Bote o ACM no seu centro, eu vou continuar marginalizando-o.
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