Antônio Carlos Magalhães foi uma figura execrável na política brasileira, não tanto por suas convicções ultraliberais, mas por suas práticas de manipulação, corrupção, autoritarismo e seu conluio com os setores mais sujos do poder e da mídia nacional.

Sua morte não deve ser comemorada. Eu não farei nenhum comentário mórbido a respeito do falecimento, como o uso de expressões como "já vai tarde".

Tudo o que penso, neste momento, é em manter silêncio a respeito de sua figura. Ele morreu triste, apagado, e seu óbito acabou sendo ofuscado pela repercussão do acidente com o airbus da TAM.

Nada mais justo: os fatos imediatos, de responsabilidade tanto dos setores privados quanto do governo, são os que tem que ocupar as manchetes. Um ex-governador biônico tem que ter o espaço que merece - o limbo.

Peço aos companheiros, colegas e camaradas que evitem gastar saliva, papel e tempo com o caso da morte de ACM. Assim, deixaremos claro que não há mais espaço para o coronelismo na política brasileira, e que a mídia, incluindo a mídia alternativa, está disposta a sepultar todos estes velhos e senis coronéis.