| Assentados/as do Complexo do Prado (PE) exigem segurança Por LUTA PELA TERRA 03/08/2007 às 18:05 Na última sexta-feira, dia 27 de julho, diversas entidades sociais, sindicais e estudantis reuniram-se em Tracunhaém, Zona da Mata Norte de Pernambuco, para protestar contra o homicídio de dois trabalhadores do Complexo Prado, denunciar a falta de segurança no local e demonstrar solidariedade aos assentados da região. Durante a noite, foram realizadas duas atividades: a exibição do filme "Guerra de baixa intensidade na Zona da Mata" e uma vigília. A película relata a reintegração de posse do Engenho Prado ao Grupo João Santos concedida em julho de 2003, a resistência dos/as agricultores/as e a truculência policial, que consistia em agressão física, contaminação de água, destruição de casas e hortas. No sábado pela manhã, os/as manifestantes seguiram em marcha até a feira da cidade de Araçoiaba - caminho percorrido diariamente por José João Gomes da Silva Filho, conhecido como Zé Graviola, 40, e Severino Guilherme Lúcio da Silva, o Biu Jacaré, 71, antes de serem assassinados. As mortes, ocorridas com um intervalo de 20 dias (a primeira em 23 de junho e a segunda em 13 de julho de 2007), até hoje não foram explicadas pela polícia, embora os/as assentados/as já tenham denunciado a presença de carros e motos desconhecidos rondando a área. Veja fotos e video do Complexo do Prado Leia Mais Participaram das atividades: Comitê Chico Mendes | CONLUTAS | CPT | Escola de formação de educadores sociais | FETAPE - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de PE | Fórum de Mulheres de PE | Instituto Feminista para a Democracia | SOS corpo | MLPM - Movimento Luta pela Moradia | MTL ? Movimento Terra Trabalho e Liberdade | Rede de Mulheres da Zona da Mata de PE | UCS - Unidade Coletivo Social | UJC ? União Juventude Comunista Linques: COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO | Empresas do Grupo João Santos | Grupo João Santos está na lista negra do Ministério do Trabalho O começo: O Complexo Prado compreende quatro assentamentos: Nova Canaã, Ismael Felipe, Chico Mendes I e II. A disputa por essas terras, pertencentes ao Grupo João Santos, teve início em 1997 e durou oito longos anos. Até que, em novembro de 2005, o Incra autorizou o assentamento das famílias que ali já produziam e moravam. Durante esse tempo de luta, os/as moradores/as sofreram com as reintegrações concedidas pela justiça ? uma em 1997 e outra em 2003 ? além de três violentos despejos, um deles resultando num acampamento às margens da PE-41.
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