Os pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux foram presos em Araruama (RJ), após abandonarem a delegação cubana. Dias depois, foram enviados a Havana pelo governo brasileiro. Virgílio disse que pretende convidar o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para explicar por que o Itamaraty não foi ouvido no episódio.

A CRE também acolheu requerimento de informações ao Ministério da Defesa, apresentado por Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da comissão, sobre o vôo no qual viajaram os cubanos. Heráclito observou que os atletas haviam demonstrado satisfação em permanecer no Brasil e afirmou não ver valor nas declarações dos dois, de que voltavam por vontade própria, uma vez que suas famílias estariam ameaçadas.

Inácio Arruda (PCdoB-CE) apoiou a investigação do episódio, que classificou de "nebuloso". Salientou ainda que os pugilistas deixaram de disputar medalhas de ouro atraídos por propostas de negócios que não se concretizaram.

Já Eduardo Suplicy (PT-SP) recordou trecho de artigo escrito por Fidel Castro, citando que os dois atletas estariam em uma "casa de visitas" e poderiam receber familiares. Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse ser necessário esclarecer se eles foram deportados ou se viajaram por conta própria. Romeu Tuma (DEM-SP) comentou que os pugilistas estariam se sentindo "apavorados", em virtude de ameaças que teriam sido feitas a suas famílias.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) repudiou o "regime de força" a seu ver existente em Cuba. E Mão Santa (PMDB-PI) lembrou artigo da Declaração Universal dos Direitos da Pessoa Humana segundo o qual "todo homem terá direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal".