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| | CHÁVEZ E O IMPÉRIO Por Carlos Azevedo 25/11/2007 às 17:08 O rei de Espanha mandou o presidente da Venezuela calar-se. A euforia tomou conta de todas as direitas, mas também deixou confusa muita gente boa. O rei de Espanha mandou o presidente da Venezuela calar-se. A euforia tomou conta de todas as direitas, mas também deixou confusa muita gente boa. O que Chávez havia dito durante a Conferência da Comunidade dos Países Íbero-americanos? Que o ex primeiro-ministro espanhol, Aznar, é um fascista. O atual primeiro ministro da Espanha, Zapatero tomou a palavra para dizer que, embora tendo grandes divergências políticas com Aznar, achava que ele devia ser tratado com respeito. Zapatero não podia fazer diferente, tinha que se manifestar, porque sabia que seria cobrado na Espanha se houvesse se mantido em silêncio diante da crítica pública de Chávez. O que fez Chávez enquanto Zapatero falava?
Mesmo tendo o som cortado, continuou a falar paralelamente, interrompendo Zapatero, insistindo em seus argumentos contra Aznar, lembrando que este havia apoiado o golpe de Estado que derrubou Chávez do poder por dois dias em 2002 (por ordem de Aznar o embaixador da Espanha foi o primeiro a reconhecer o governo golpista)... Chávez estava cheio de razão, mas, como muitas vezes, foi impulsivo, deselegante, infringindo a etiqueta da diplomacia etc. Nesse momento, impaciente, o rei Juan Carlos exclamou: ?por que não se cala?? A imprensa das classes dominantes do Brasil exultou e aproveitou para achincalhar Chávez mais uma vez.
Por que tanta animosidade contra Chávez? Vejamos: quando Chávez foi eleito presidente da República pela primeira vez, em 1998, a Venezuela estava em falência política, suas classes dominantes, mergulhadas em profunda corrupção, desmoralizadas, não conseguiam mais governar. A maior riqueza do país, o petróleo, entregue às multinacionais de petróleo americanas, era partilhada por estas com as elites tradicionais e a alta classe média, ambas americanizadas, vivendo mais nos Estados Unidos que em seu país, seus filhos indo em massa estudar na Flórida, falando mais inglês que espanhol, acostumados todos a ver a Venezuela como uma fazenda de onde extraiam sua boa vida.
A Venezuela é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e exporta a maior parte da produção para os Estados Unidos. Chávez começou por questionar a dominação americana sobre o petróleo. Procurou fortalecer a capacidade de negociação da PDVSA (a empresa estatal venezuelana) com as multis. Além disso, constatando que as políticas das grandes potências haviam levado à redução brutal do preço internacional do petróleo (chegou a menos de 20 dólares o barril de 60 litros, isto é, petróleo estava mais barato que água mineral), assumiu a presidência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e desenvolveu uma política de valorização do preço do óleo. Isso causou ódio e remordimento nos Estados Unidos e nos outros países ricos.
Chávez também tratou de retirar das classes dominantes locais parte dos benefícios que recebiam do petróleo para poder investir na melhoria de condição de vida da população trabalhadora, especialmente em educação, saúde, alimentação, habitação. Isso enfureceu os velhos setores dominantes venezuelanos. Também o governo direitista espanhol, então comandado por Aznar, se incomodava. Porque a Espanha, ainda que há muito derrubada de sua condição de potência colonialista na América Latina, mantém grandes investimentos e desenvolve grande influência política por aqui, na condição de país sub-imperialista.
Os americanos, auxiliados pelo governo de Aznar, conspiraram com as classes dominantes locais pela derrubada de Chávez em 2002. Deram o golpe, mas não levaram, impedidos por um levante popular associado a uma tomada de posição de parte das forças armadas em favor legalidade. Chávez reassumiu tendo muito mais clareza de quem eram e como atuavam os inimigos do povo venezuelano.
Aprofundou sua política de nacionalização do petróleo e de destinar os benefícios dessa riqueza para os mais pobres. Sabendo o tamanho da ameaça, tratou também de fortalecer as forças armadas venezuelanas, comprando armas para melhorar a qualidade da defesa do país, vizinho de uma super-armada e pró-americana Colômbia e de várias bases militares dos Estados Unidos. Como diz o velho ditado, ?bobo é quem pensa que o inimigo dorme?. Chávez também mudou as leis do país, promoveu a elaboração de uma nova Constituição, reformou a Justiça e o Parlamento, reforçando a participação popular.
Por tudo isso, Chávez é acusado de ditatorial. O interessante é que todas as mudanças promovidas por Chávez foram feitas à partir de eleições, plebiscitos e consultas à população. Desde 1998 realizaram-se dez eleições e plebiscitos no país. Nenhum governo em tempos atuais consultou tão freqüentemente a população como o venezuelano. Eleições cuja lisura não foi contestada por observadores internacionais.
Chávez ganhou todas e por larga margem. A oposição golpista, decidida a desmoralizar o regime político do país, esteve ausente de uma eleição. Comandou a abstenção, mas o povo votou em massa em Chávez e em seus candidatos ao Congresso. Resultado, com esse ato estúpido, apolítico, a oposição ficou sem representação nos poderes da República. E depois, saiu acusando Chávez de ditatorial.
Certamente Chávez tem lá seus defeitos. Mas para se adotar uma posição madura sobre ele e seu governo, para ver com clareza no meio desse tiroteio é preciso levar em conta o principal. Registro três aspectos:
1)Trata-se de um governo antiimperialista, construindo a independência de seu país e, por isso, um poderoso aliado de todos os povos latino-americanos na luta contra as políticas imperiais que nos empobrecem e mantêm dependentes. O Brasil e todos os outros países do continente têm sido beneficiados pelas posições e políticas do governo de Chávez.
2) Também é preciso ver que ele vem promovendo políticas de melhoria das condições de vida da população trabalhadora e mais pobre da Venezuela e estimulando seu desenvolvimento econômico.
3) Todas as grandes decisões de governo têm sido respaldadas em eleições legítimas. Atualmente, a irritação oligárquica contra Chávez alcança um novo ápice. Isso porque seu governo está propondo uma nova reforma constitucional. Uma das propostas é ampliar a possibilidade de reeleição do presidente da República. O povo venezuelano vai votar livremente e dizer se apóia ou não essa proposta. Se apoiar, Chávez poderá se reelegr outras vezes. E o povo venezuelano irá conferir no futuro se tomou uma decisão acertada ou não. É seu direito, é sua responsabilidade. Isso é democracia, é ou não é?
Ou democracia é comprar deputados e fazer passar uma emenda à Constituição no Congresso para permitir a reeleição do presidente, sem consultar a população, como fez FHC mudando a regra do jogo para ganhar um novo mandato em 1998? Isso é democracia ou é golpe? É golpe. Mas para a imprensa oligárquica FHC é o democrata impoluto. E Chávez é que é ditador? Poupem-nos de tanta hipocrisia!
Carlos Azevedo é jornalista
URL:: http:// >>Adicione um comentário Estou contigo nas tuas avaliações históricas e também na comparação de Chavez com outras "democracias".
Eu acrescentaria, contudo, que, ainda que as consultas constantes que Chavez faz à população de seu país, é possível praticar uma democracia ainda muito mais real, deixando os movimentos de base debater e decidir diariamente (diretamente) seu futuro coletivo. Isso significaria que a classe rica, que pratica uma política de apartheid de decisões (reduzindo ao máximo o campo de participação do povo), ficaria com uma democracia ainda mais verdadeira uma vez mais convulsionada e com sentimentos de "mal-estar" semelhantes ao rei espanhol (o sucessor escolhido a dedo do Franco).
Vê-se que em todo o mundo a classe abonada se comporta deforma semelhante. Ela parece estar com a convicção cristalizada de que o povo trabalhador tem a obrigação de sustentar eternamente seus luxos. Democracia para eles é assegurar-lhe esse "direito" divino.
Até quando aceitamos jogar o jogo deles?
Angela  | Mas, Angela, o que você quer dizer com isso de que, até hoje na Venezuela, nós estamos fazendo o jogo deles (não sei se entendi bem)? Em minha opinião, o grosso da conversa que nós ainda temos sobre a Venezuela anda meio truncado, porque a gente fica com esse negócio de ficar debatendo, quase sempre sem muito nível, sobre a figura do Chávez. Eu gosto do Chávez, acho o Chávez um sujeito interessantíssimo, mas o que me interessa mais na Venezuela são exatamente os movimentos sociais em relação ao governo, e não o contrário. Porque existe todo um protagonismo popular segundo os movimentos sociais na Venezuela, tão intenso, tão cheio de significado, tão inteligente, e tão absolutamente democrático do ponto de vista de uma soberania popular posta na política, que, se a gente olhar bem, é muito maior e mais importante que as idas e vindas do governo. A gente olha, por exemplo, a mioria das intervenções de uma rapaziada aí que se diz muito revolucionária aqui no CMI, é um negócio deprimente. Os caras malham o cacete no Chávez porque ele não fez ou não faz aquilo que eles mesmos não são organizados e sérios o suficiente pra fazer inseridos aqui no contexto brasileiro, e em todas essas intervenções a gente nota uma ignorância total do que se passa com o venezuelano como povo. Eu gosto sempre de ler o sítio www.aporrea.org, é muito rico e esclarecedor sobre os rumos da revolução bolivariana desde os movimentos sociais, e por vezes muito crítico ao governo, mesmo apoiando Chávez o os círculos bolivarianos. E sobre o que somos e o que deveríamos ser no Brasil, penso que a Consulta Popular tem muita razão quando diz que o que necessitamos é um renascimento de esquerda, com seriedade e com estudo cotidiano. Chega de autoproclamações, rótulos e gracinhas, isto não está à altura dos grandes acontecimentos entre os seres humanos e suas classes sociais.
O que você acha?
Eduardo.  | Eduardo, o que eu queria dizer é que a classe abonada age de forma semelhante em todo o mundo. Na Venezuela as esperanças são grandes de que se consiga resistir e criar algo diferente. O que tu afirmas sobre movimentos sociais é também para mim o cerne das esperanças. De um lado se diz que os movimentos sociais não tem muita voz e que as decisões são tomadas de forma centralizada pelo governo (com exceção das consultas); de outro lado se afirma que os movimentos sociais tem hoje uma grande autonomia e participação das decisões. Um jornalista que tem se dedicado muito a essa matéria é Dario Azzelini. Ele tem fez vários documentários sobre a America Latina e escreveu tambem um "bom" livro (alguem me recomendou empolgado, mas ainda não tive a oportunidade de le-lo): http://www.vsa-verlag.de/books.php?kat=ap&isbn=978-3-89965-259-8 Se os movimentos sociais realmente tem o espaço que a gente deseja, então penso que está ocorrendo um problema de divulgação. Se lemos a página da TeleSur, é o Chavez e pessoas do governo que detem sempre a voz. A voz dos movimentos sociais não aparecem. E eu estou falando da TeleSur, não da Globovision ou da nossa lamentável Rede Globo. Eu quero acreditar que a Venezuela não seja mais freada pela sua classe abonada .... e quem sabe um dia também não mais o Brasil! Angela!  | Olha, teu comentário em certa medida faz parecer que todos os críticos à esquerda do bonapartismo chavista são invejosos impotentes. Acontece que, em circunstâncias de mobilização popular bem menores que na Veznezuela, fazemos o que podemos nas periferias ecentros de produção e estudo do Brasil. Aliás, o proletariado venezuelano não se moblizou POR CAUSA do Chávez. Este é que foi usado por um setor da burguesia para conter algo que já estava rolando de qualquer jeito (vide o "caracazo"). E funcionou, porque amigos anarquistas e comunistas de lá nos contam como hoje não se pode organizar nada fora, muito menos contra o chavismo. É uma versão ampliada do Rio de Brizola, em 1990, quando falar mal do caudilho também era coisa da "direita" e dava encrenca em certas áreas. Aqui usaram Lula pra mesma coisa, e com sucesso. Mas parece que certos setores de "meia-esquerda" ainda ficam buscando o "socialismo possível" porque, apesar de louvarem muito as massas, no fundo acham que sozinhas elas não fazem nada nem chegam a lugar nenhum. Nós comunistas de esquerda discordamos disto, tanto que organizamos lutas de base e somos muito bem-vindos onde o proletariado já se cansou de ser manipulado, embora nem tanto onde ele ainda abriga ilusões social-democratas. Mas não podemos falar disso abertamente, muito menos num site visado pela burguesia, porque pelo menos aqui na nossa região o trabalho inteiramente clandestino é condição de sobrevivência. Em muitos lugares da Venezuela também, nos contam aqueles amigos. Mas se você parar de ler a Aporrea um pouco e for na favela da sua cidade, ou numa fábrica próxima, vai ver como muita gente boa está fazendo o que pode. E se não houver ninguém aí, faça você. Mas sem eleitoralismo nem sindicalismo, por favor. Quem se diz revolucionário tem que ser coerente em sua oposição a todo capitalismo e sua sociedade.  | Antevendo o futuro obvio , já antecipo que gostaria muito de rever aqui no CMI dentro de algo como 12 meses os comentarios daqueles que apoiam a obvia implementação desta ditadura na Venezuela por parte de Chavez . Tenho certeza absoluta que , assim que a ditadura venezuelana estiver sacramentada ,gerando suas primeiras vitimas politicas e civis,encher seus carceres de oposicionistas, protestos , prisões e arbitrariedades seus apoiadores sumirão da mesma forma que sumiram aqueles que lambiam as botas de Lula aqui no CMI em 2003 . Socialista é assim mesmo , sempre acha que vale a pena tentar de novo implementar uma ditaduras de esquerda desde que se mude o seu nome ( agora é revolução bolivariana ) , e quando a inevitável e violenta verdade socialista vem a tona , tira o seu da reta afirmando com a maior cara de pau que nunca apoiou aquele regime , ou então que a ditadura descambou por culpa das elites , do capitalismo ou dos neo liberais .Os indicadores negativos da Venezuela já estão a tona para todos verem , é inevitável : Queda sistematica no volume de Petroleo extraido nos ultimos 5 anos , redução sistematica na prospecção de novos poços de extração, nenhuma nova perfuração nos ultimos 4 anos , falta de bens de consumo basico para a população , sucateamento sistematico da industria nacional , fuga de capitais , corrupção ,fuga de intelectuais e técnicos especializados, influencia quase monopolista do estado na economia , aumento da criminalidade , censura sistematica , aparecimento de milicias civis armadas e por aí vai . Não ha como negar ou esconder . Afinal ,uma constituição que retira todo o poder do povo , do voto , para deixa-lo unicamente nas mãos de uma só pessoa , ou seja , Chavez , de democratica , justa , imparcial e social não tem nada , só o velho e manjado papo furado esquerdista que sempre encontra idiotas para apoiar suas violencias .E só trocar o nome ditadura pir algum outro termo revolucionario e as ovelhas vem logo balindo em sinal de apoio e submissão . Portanto , espero contar com os valentes e briosos chavistas para um debate aqui no CMI , tão logo venham a tona os primeiros cadaveres civis paridos por Chavez . Que os chavistas sejam no mínimo menos covardes e mais responsáveis com a sua opinião e postura do que foram os lulistas , apesar de que é de dominio publico que a verdade , a ética e a postura moral coerente nunca foram historicamente o forte das esquerdas , muito pelo contrario .  | A retórica direitista, q assumiu agora ares de "democrata" no Brasil- embora apoiassem a ditadura militar- volta e meia aparece no CMI, pra "contaminar" o entendimento racional das coisas ou afim de reforçar o discurso da classe dominante contra Hugo Chávez. O interessante é que ninguém antes - até Chávez assumir o poder - jamais fazia referência alguma à Venezuela, a não ser como exportadora de petróleo e...jogo de beisebol! E isso q o país, como bem informa o texto, estava mergulhado em corrupção; mas roubar dinheiro do povo deve ser considerado "normal" pelos "neo-democratas conservadores"(nossa!...), aqueles a quem Chávez bem se refere como "papagaios". Os mesmos q fazem comparações cretinas e risíveis, do governo de Chávez a governos ditatoriais e totalitários do passado, como o stalinismo, o fascismo e o nazismo. Sim, aqueles de sempre q enxergam "fantasmas vermelhos" debaixo da cama. Na mídia, nos blogs, nos jornalões, ou aqui no CMI, picham Chávez como um ditador, mas não se referem jamais à Médici ou Pinochet, da mesma forma. Nem Stroessner e nem Fujimori. Videla, Somoza, Baby Doc, Papa Doc, nem pensar. Todos da América-Latina, apoiados pela nação mais democrática do mundo, os EUA. E isso não é uma ironia... Enfim, é uma verdadeira aula de como se ter uma visão a-histórica dos fatos. Deixar a ideologia do mercado fluir é o q importa. Essa é a verdadeira ditadura!  | "...Portanto , espero contar com os valentes e briosos chavistas para um debate aqui no CMI , tão logo venham a tona os primeiros cadaveres civis paridos por Chavez..."
Cadáveres? espera-se pelo pior?
Ou simplesmente, DESEJA-SE cadáveres como "combustível" para um VERDADEIRO DEBATE, sr.pingo?
Acho q um VERDADEIRO DEBATE se faz com idéias...
...não com CADÁVERES!  | Uau Dr. Observador , insprecionanti o seu comentario . Em uma tacada só vossa senhoria qause deu a impressão que nunca houveram os milhões de cadaveres resultantes dos governos socialistas , e aqueles que não coadunam com o socialsimo são uns insensíveis e sem argumentos , que torcem para muito civis morram e assim possam usar como prova contra o socialismo. Como se mais cadaveres fossem necessários,como se os gerados em 80 anos de comunismo já não fossem o suficiente para um basta .O mesmo basta que, tal qual no restante do mundo , falta a America Latina dar. OK Observador , já que esta infantil linha de raciocínio falhou , voce teria algo de util a acrescentar ou vai ficar provando que o maximo que voce consegue são estas babacas e manjadas rotulagens ideológicas ?  | Calma lá, meu chapa, ou você sabe com quem está falando? Meu nome é Eduardo Rodrigues Vianna, morador do Complexo Fepasa, não sei se o nobre aí já ouvir falar. Por tanto baixe a bola e não me mande ir conhecer uma favela, uma vez que moro numa das mais antigas de Jundiaí, São Paulo. Quanto a visitar fábricas, não sei qual é a sua do ponto vista profissional (talvez você nem trabalhe, né, Antônio...), mas antes de me tornar professor trabalhei principalmente na Construção. Enfim, Antônio, "comunistas de esquerda" como você são aqueles caras que se sentem autorizados a qualificar a opinião dos outros qualificando antes a pessoa dos outros, mesmo que esses "outros" sejam completamente desconhecidos por vocês, não é mesmo? É claro que eu não espero que você dê alguma informação mais pormenorizada de si, uma vez que mantém um importantíssimo trabalho político que deve ser mantido em sigilo a todo custo, mas, ora essa, você podia pelo menos dizer a que organização pertence, não é bem isso? E para provar que heróis revolucionários como você não primam lá por muita sabedoria (ou, melhor dito, são uns tipos preconceituosos e injustos pra caralho) já vou dizendo que tanto em meus locais de trabalho quanto em meu bairro eu sempre fiz e faço campanha pelo voto nulo ou pelo boicote às eleições. Por tanto, com todo o respeito, "eleitoralista" e "sindicalista" é o digníssimo senhor seu pai. ANGELA: Estou de acordo com você.
Eduardo.  | Tá, Antônio, desculpe. Não quis te ofender, foi mal. Mas, meu velho, esse julgamento que vocês da extrema super ultra esquerda fazem de tudo e de todo mundo sem conhecer as pessoas é de amargar, bicho, com toda a sinceridade eu não acho isso lá muito sério. E não estou falando necessariamente de você, mas meu caro, tem uma rapaziada aí de "esquerda" que vive malhando a tora no Chávez sem saber do que está falando sim senhor, a propósito uma gurizada muito bem de vida e etc. Quer malhar o pau no Chávez, ora cazzo, pode malhar, não tenho nada com isso, longe de mim ficar me doendo porque alguém quer descer a lenha no Hugo Chávez. O que não dá, Antônio, é pra ficar fazendo isso a torto e a direito sem muito fundamento político. Para mim, um documnto político fundamental para os nossos dias é o Esquerdismo doença infantil do comunismo. E só pra deixar muito claro, não sou de nenhum partido político e tenho nojo de todos eles, meu único interesse são os movimentos sociais, acho que nós dois concordaremos quanto a isto. E deixa eu fazer uma retificação. O Complexo Fepasa deixou de ser favela já há alguns anos (uns oito), foi totalmente urbanizado. E eu mesmo não vivo mais por ali, casei-me e me mudei para outra cidade. Mas isso de vocês saírem por aí dizendo pra ex-favelado ir conhecer favela, faça-me o favor, meu bom, isso aí não dá pra agüentar. E vocês ainda dizem que o chavismo desqualifica a política!
Eduardo.  | Acho muito importante o confronto de idéias. Mas acho que não podemos apagar o passado. A historia do passado pode nos ajudar a construir o futuro, evitando por exemplo voltar a cair no erro.
A America Latina caminha em sentido contrario ao resto do mundo. Porém, a Venezuela com o Bufón do Chaves, ainda não percebeu que há uma trajedia anunciada aos direitos civis.
A melhor coisa do mundo é viver e sentir a liberdade, seja qual for a ideologia (Esquerda, Direita, Centro, etc). Aqui no Brasil a esquerda ou direita fala o que quiser e não é preso, os jornais, revistas e telejornais exploram de tudo e não são fechados.
Para estes que acreditam em um socialismo ditatorial, deveriam estudar historia e conversar com seus pais, tios, avôs que vivenciaram a época de chumbo do regime militar no Brasil. Na época, pessoas desapareciam, eram torturadas, expulsas e tudo podia ser censurado.
Gente, bom censo e ponderação.  | Eu mesmo sou um comerciário pobre, de família pobre. Quis fazer faculdade e não pude, moro numa periferia braba do litoral de São Paulo. Mas isso não é disputa. Todo mundo que trabalha por salário é proleta, mas aqui muita gente acha que só existe o qwue conhece. Não pertenço a nenhum partido, apenas a um pequeno grupo de propagandistas que rompeu com a esquerda do capital e sua pra reorganizar a classe em nossa região a partir do zero. Aqui só manda a direita mais coronelista, e a esquerda é reformista e sem-vergonha, nem trotskista tem (pra ver como é). O cara se diz anarco mas arruma emprego como assessor de prefeito e larga a luta. Aí a gente não pode mostrar a cara, porque se souberem que é gente que tá organizando certas coisas e distribuindo outras, o mesmo pessoal que matou dezenas, depois dos ataques do PCC, te visita de noite e adeus. Liberdade aqui só tem pra burguesia, mas a gente resiste. E tô de saco cheio de ver reformista playboy do PCB, PC do B e PT falar "O Chávez isso, o Chávez aquilo", quando gente amiga de lá mesmo entrega que é só garganta. Muita gente em muito lugar chegou à conclusão que aliança com burguês ou com quem faz aliança com burguês é fria. A obra "O Esquerdismo, A Doença Infantil do Comunismo" era endereçada principalmente para os chamados comunistas de conselhos, Anton Pannekoek e Herman Gorter,mas também para a esquerda extra-parlamentar na Inglaterra, representada por Sylvia Pankhurst, e na Itália, representada por Amadeo Bordiga e a "Esquerda Comunista Italiana". Os esquerdistas responderam a Lênin. Uma das primeiras respostas foi a de Herman Gorter, autor de Carta Aberta ao Camarada Lênin ( http://www.insrolux.org/textosmarxistas/cartaabertalenindegorter.htm), no qual dizia que este fazia da experiência russa um modelo a ser seguido pelos comunistas de todo o mundo, sem observar as diferenças radicais entre a Rússia e a Europa Ocidental, por exemplo. Gorter acusa Lênin de oportunismo e rebate as várias teses leninistas que entravam em contradição com o esquerdismo. Outros esquerdistas, como Pankhurst, Bordiga, Pannekoek também responderam a Lênin. Na década de 70, Denis Authier publicou uma resposta indireta em seu livro "Esquerda Alemã: Doença Infantil ou Revolução?" e David Cohn-Bendit, juntamente com seu irmão Gabriel Cohn-Bendit, que participaram ativamente da rebelião estudantil de maio de 68 em Paris, escreveu "O Esquerdismo, Remédio para a Doença Senil do Comunismo". Do ponto de vista mais analítico, o sociólogo Richard Gombim escreveu "As Origens do Esquerdismo", na qual aborda o comunismo de conselhos e sua influência no surgimento do esquerdismo francês expresso pelo grupo Socialismo ou Barbárie, de Castoriadis, Lefort e outros, e da Internacional Situacionista,de Guy Debord e outros. Bicho, todo mundo lê os manuais, mas tem muito angu por baixo do caroço e é preciso ver se a gente não tá entrando em fria apoiando frente popular. Vamos estudar as críticas antes de descartá-las, porque a burguesia é perigosa.  | Ehehe...como sr. é infantil, ou cínico, sr.pingo!
Pelo visto, o sr. espera ansiosamente os cadáveres do governo Chávez aparecerem, para tal como um urubu ideológico se apoderar das carcaças pra dar força aos seus "argumentos"...já q o sr. não respondeu nem q sim nem q não q espera por isso.
Alienado, eu? Muito bem, o sr. só enxerga cadáveres do socialismo, mas é ceguinho pra não ver os milhares de cadáveres de W.Bush e do capitali$mo...q o sr. não menciona. Por que? Eles não existem na sua visão?
Babquices ideológicas é o sr. q vomita na sua presunção de se achar intelectualmente superior a quem discorda do seu ponto-de-vista.
Na próxima vez, argumente melhor sr. pingo, não apenas regurgite seu "raciocínio" atropelando os fatos... A pobreza dos "pensadores" latino-americanos é tanta, que jamais conseguiram conscientizar-se de que a américa mesquinha é a resultante das suas misologias.
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