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| | O mito da escravidão benevolente Por Gustavo Moreira 28/12/2007 às 21:17 O artigo se destina a alinhar argumentos críticos contra a idéia, academicamente morta e enterrada, mas ainda viva no imaginário popular, de que a escravidão no Brasil teve características paternalistas que praticamente anularam o sofrimento de suas vítimas. O mito da escravidão benevolente
Uma das falácias mais caras a muitos conservadores e liberais brasileiros é a de que os negros nada têm a reclamar, sobretudo pelo fato de que os cativos de origem africana, no país, teriam sido bem tratados, em comparação com outras regiões em que prevaleceu o escravismo. É interessante lembrarmos, inicialmente, que variantes do mito também vigoraram, ou ainda vigoram, no sul dos Estados Unidos, onde diversos escritores, no século XIX, tentaram estabelecer uma comparação favorável entre o paternalismo dos senhores de escravos que dominavam o cenário econômico daqueles estados e a exploração implacável sofrida pelos operários industriais ingleses. Vamos iniciar aqui um roteiro de desmistificação, sujeito a ser ampliado pelas queixas dos ?fiéis? da velha tese.
1-Como os africanos eram apresentados à ?maravilhosa civilização ocidental?:
Apresado aos quinze anos em sua terra, como se fosse uma caça apanhada numa armadilha, ele era arrastado pelo pombeiro- mercador africano de escravos- para a praia, onde seria resgatado em troca de tabaco, aguardente e bugigangas. Dali partiam em comboios, pescoço atado a pescoço com outros negros, numa corda puxada até o porto e o tumbeiro. Metido no navio, era deitado no meio de cem outros para ocupar, por meios e meio, o exíguo espaço de seu tamanho, mal comendo, mal cagando ali mesmo, no meio da fedentina mais hedionda. Escapando vivo à travessia, caía no outro mercado, no lado de cá, onde era examinado como um cavalo magro. Avaliado pelos dentes, pela grossura dos tornozelos e dos punhos, era arrematado. Outro comboio, agora de correntes, o levava à terra adentro, ao senhor das minas ou dos açúcares, para viver o destino que lhe havia prescrito a civilização: trabalhar dezoito horas por dia, todos os dias do ano. No domingo, podia cultivar uma rocinha, devorar faminto a parca e porca ração de bicho com que restaurava sua capacidade de trabalhar no dia seguinte até a exaustão (RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 119)
2-Os escravos (e não-brancos em geral) eram alvo preferencial da repressão estatal:
Pesquisas recentes confirmam que, de 1810 a 1821, pouquíssimos brancos, e na verdade também poucos não-escravos, foram presos pela polícia do Rio de Janeiro. Leila Algranti estudou 5.078 casos que caíram na jurisdição do intendente, de junho de 1810 a maio de 1821. (...) Numa época em que quase a metade da população do Rio era composta de escravos e não havia restrições ao tráfico transatlântico de escravos, não admira que 80% de todos os julgados fossem escravos e que 95% deles tivessem nascido na África. Outros 19% do total eram ex-escravos (?forros?, denominação às vezes dada informalmente a negros não-escravos, livres por nascimento ou alforria, mas nunca a brancos). Somente cerca de 1% era de indivíduos livres que nunca tinham sido escravos (60 dos 4.776 casos em que se pôde verificar a condição do acusado. (HOLLOWAY, Thomas. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século XIX. Rio de Janeiro: FGV, 1997, pp. 51/52)
3-Os escravos no Brasil apanhavam mais do que seus semelhantes no sul dos EUA:
As penas eram brutalmente severas, por menores que fossem as infrações, até mesmo pelo padrão das décadas seguintes e em comparação com a escravidão urbana em outros lugares. Contrastando com a norma de aplicar de 100 a 300 açoites por pequenos crimes no Rio de Janeiro, não raro seguidos de vários meses de trabalho forçado em grilhões, vem do Sul dos Estados Unidos o seguinte relatório de crimes e castigos de escravos em Richmond, Virgínia, em 1825: ?Furto de três dólares, 20 açoites; três cobertores, 15; quatro dólares, 25; vestido de algodão, 15 açoites; par de botas, 39; leito de penas, 10. (HOLLOWAY, Thomas. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século XIX. Rio de Janeiro: FGV, 1997, p. 55)
4-Apanhar era regra, não exceção:
Muitos [escravos] dão-se às pernas após uma punição injusta, ou para esfriar a cabeça de algum proprietário especialmente irritado, antes que a punição pudesse ocorrer. Tais fugas, por toda parte, mapeavam os limites da submissão. Florentino, um mulato de vinte a 22 anos, por exemplo, fugiu ao cirurgião-mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, da vila de Macapá, em 1852. Poucos dias antes tivera suas orelhas furadas e trazia ainda, denotando suplícios recentes, ?marcas de surras na bunda? e ?uma cicatriz de golpe ao longo do pescoço?. Também com marcas de castigos recentes, escapuliu, em 1860, o mulato Agostinho, do engenho São José, na vila do Rosário, em Sergipe. Com cicatrizes ?de castigo muito recente?, nas nádegas, Germano, ?pernas compridas?, dezessete para dezoito anos, e Gregório, dezesseis anos, escaparam, em abril de 1870, do engenho Califórnia, na freguesia de Serinhaém, em Pernambuco. O primeiro trazia ainda uma corrente no pescoço; o outro, queimaduras na barriga. Também no pequeno Cachoeiro, em Espírito Santo, com ?muitos sinais de castigos nas costas?, pôs-se no mundo, já no final do regime, o crioulo Roberto, um copeiro de 24 anos, baixo, reforçado, muito falante e madraço, amante do álcool e do ?belo sexo?. (SILVA, Eduardo e REIS, João José. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 65)
5-Acomodados como bichos:
Os escravos que conseguiam moradia melhor o faziam por iniciativa própria e com seu próprio trabalho, mas os que não conseguiam viver separados dos senhores estavam fadados às esteiras nos porões escuros e úmidos ou em cubículos minúsculos. Nas residências apinhadas do início do século XIX, não havia espaço nem para oferecer-lhes quartos moderadamente confortáveis. Para aquecer-se, enrolavam-se às vezes em cobertores ou colchas leves. Walsh conheceu uma família de seis pessoas em Botafogo que tinha cinqüenta escravos. Todas as 56 pessoas viviam na mesma propriedade. A única maneira de um senhor abrigar tanta gente era fazer os escravos dormirem em esteiras pelo chão da entrada, da cozinha e de construções externas. Walsh relata que para se manterem aquecidos, os escravos se enrodilhavam aos pés das escadas ?como cães?. Essas práticas contribuíam indiscutivelmente para a má saúde, quando tinham de dormir em áreas infestadas por ratos e insetos que transmitiam moléstias fatais, ou em lugares úmidos que aumentavam a suscetibilidade a doenças respiratórias. (KARASCH, Mary. A vida dos escravos no Rio de Janeiro (1808-1850). São Paulo: Companhia das Letras, 2000, pp. 186/187)
6-Morrendo como mosquitos:
Na década de 1860 dizia-se que um fazendeiro que comprasse um lote de escravos, em boas condições de saúde, possuiria, após três anos, na melhor das hipóteses, um quarto dos escravos aptos ao trabalho. A duração média da força de trabalho era de quinze anos. Nas fazendas havia sempre alguns cativos momentaneamente incapacitados: cerca de 10% a 25%. A mortalidade infantil atingia 88%. Dizia-se que era mais fácil criar três ou quatro filhos de brancos do que uma criança preta. (COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. São Paulo: Unesp, 1999, p. 287)
7-Um retrato cru e realista dos senhores benévolos:
Negros velhos e doentes, abandonados pelos senhores, eram vistos muitas vezes a perambular pelas estradas e a mendigar a caridade pública nas cidades. Tentou-se, várias vezes, sem resultado, aliás, cercear esses abusos. Em 1854, Cotegipe apresentava à Câmara dos Deputados um projeto que pretendia obrigar os senhores a sustentar e manter os escravos alforriados por doença. Em 1865, em São Paulo, uma lei provincial determinava: ?Todo senhor que, dispondo de meios suficientes, abandonar seus escravos morféticos, leprosos, doidos, aleijados ou afetados de qualquer moléstia incurável e que consentir em que eles mendiguem, sofrerá 30$000 de multa e será obrigado a recebê-los com a necessária cautela, sustentá-los e vesti-los?. Baldados eram os esforços dos legisladores. As Câmaras reclamavam, a imprensa protestava, mas os negros alforriados continuavam aos bandos, famintos, percorrendo os caminhos, importunando os viandantes e a população das cidades. Nada mais representavam como força de trabalho. Sua manutenção representava um encargo oneroso que bem poucos estavam dispostos a enfrentar. (COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. São Paulo: Unesp, 1999, pp. 286/287)
Diante do óbvio, só nos resta cuidar, em outras ocasiões, do inevitável desdobramento do mito, que é a crença na ?democracia racial?.
URL:: http:// >>Adicione um comentário O autor Gustavo Moreira, revira uma ferida bem antiga, a escravidão "paternalista" no Brasil. Hoje, os brasileiros ficam a se perguntar porque a raça negra exige tanto... Querem tanto..., cota de vagas nas universidades, etc... Se na verdade, contada da forma do autor, quanta crueldade sofreu essa gente, quanta atrocidade o "homem branco" trouxe para milhares de pessoas, tão humanas quanto eles, e ainda existe essa diferença de "pudor" entre esse povo e muitos brasileiros, especialmente os do sul do nosso País, descendentes de europeus. Ainda, nos nossos tempos, vimos essa aberração humana quando a cor dos brasileiros, negra, amarela, parda, morena, cabocla ... Essa gente, continua sob o impacto do sofrimento de 100 anos atrás.Continuam sendo negros e sem o devido respeito em nosso país, não adianta presidente algum pedir perdão e sim promover ação... Hoje, estamos quase todos no mesmo barco, com novo rótulo, de sermos pobres, em maioria, e de ter ricos como classe dominante ... O desemprego cresce e a escravidão aumenta... Viva a raça Negra! Viva a revolução humana! Viva a luta dos povos oprimidos por um estado novo. A Estudante.  | Você diz:
"Apresado aos quinze anos em sua terra, como se fosse uma caça apanhada numa armadilha, ele era arrastado pelo pombeiro- mercador africano de escravos- para a praia, onde seria resgatado em troca de tabaco, aguardente e bugigangas."
Talvez você não saiba, mas quem escravizavam os pretos africanos, eram seus semelhantes. Pelo jeito que você escreveu, com certeza você deve ser um preto que leu umas historinhas e ficou indignado. Pois então, não siga o exemplo da maioria de seus semelhantes e estude! As tribos nativas e canibais do litoral oeste da África escravizavam seus semelhantes de outras tribos a muito tempo para rituais selvagens de canibalismo, os portugueses salvaram suas vidas ao comprá-los e, sim, os trataram como animais, mas isso era problemas deles e não de nós brasileiros, então se você quer discutir, discuta com quem tem algo a ver com a história. Outra coisa que vale lembrar é que os traficantes de escravos eram cristãos-novos (termo que designa os que se converteram ao cristianismo para fugir da inquisição, em sua quase totalidade absoluta, judeus).
Não estou nem do lado dos pretos vagabundos inferiores que não sofreram nada mas exigem indenizações e cotas (vou seguir o exemplo deles e ver se algum antepassado meu foi assassinado a uns 200 anos atrás e vou exigir regalias do governo), nem do lado dos portugueses escavizadores e (obviamente) nem do lado dos ex-judeus que traficavam os pretos pelos mares. Não estou de lado nenhum, apenas estou cansado dessa vagabundagem dos pretos de atualmente quererem receber por seus antepassados.
Se você não reparou, nós brasileiros estamos pouco se fudendo para esse assunto, lembre-se que atualmente somos 180 milhões de inocentes e não há um registro sequer de escravização de pretos, isso é assunto de séculos atrás.  | o mentecapto que assina "o autor" demonstra acreditar no mito:
"Talvez você não saiba, mas quem escravizavam os pretos africanos, eram seus semelhantes".
1-Caso você estudasse, como me manda fazer, saberia que em muitos momentos, sobretudo no início do tráfico atlântico, os europeus partiram para a captura direta de escravos africanos. Além disto, "quem escravizavam" é um erro de concordância grotesco, ignorante. "Pelo jeito que você escreveu, com certeza você deve ser um preto que leu umas historinhas e ficou indignado".
2-Sou descendente, majoritariamente, de portugueses. Quem parece ter ficado indignado é você, pelo tom da estúpida resposta.
"Pois então, não siga o exemplo da maioria de seus semelhantes e estude"
3- Pelo que escreveu aqui, acho que é o que você menos fez na vida. "As tribos nativas e canibais do litoral oeste da África escravizavam seus semelhantes de outras tribos a muito tempo para rituais selvagens de canibalismo"
4- Antes de fazer generalizações estúpidas, leia, por exemplo, Paul Lovejoy. "os portugueses salvaram suas vidas ao comprá-los e, sim, os trataram como animais, mas isso era problemas deles e não de nós brasileiros, então se você quer discutir, discuta com quem tem algo a ver com a história".
5- Mais uma pérola do "autor". Acredita, bem ingenuamente, que todos os traficantes eram portugueses e que todos os prisioneiros de guerra na África se destinavam ao caldeirão. Nada sabe sobre a escravidão doméstica africana e o tráfico para o mundo muçulmano. "Outra coisa que vale lembrar é que os traficantes de escravos eram cristãos-novos (termo que designa os que se converteram ao cristianismo para fugir da inquisição, em sua quase totalidade absoluta, judeus)".
6- Mais uma generalização tola. Pombal aboliu a distinção entre cristãos novos e velhos no século XVIII e o tráfico se manteve bastante ativo até pelo menos 1850. Aliás, mesmo que todos os traficantes fossem judeus, eles agiam com o beneplácito do Estado português e depois do brasileiro.
"Não estou nem do lado dos pretos vagabundos inferiores"
7- É só provocar um pouco os reacionários e logo surge o racismo explícito!
"que não sofreram nada mas exigem indenizações e cotas (vou seguir o exemplo deles e ver se algum antepassado meu foi assassinado a uns 200 anos atrás e vou exigir regalias do governo), nem do lado dos portugueses escavizadores e (obviamente) nem do lado dos ex-judeus que traficavam os pretos pelos mares".
8- Aqui o "autor" finge acreditar que as conseqüências de mais de três séculos de escravidão foram pura e simplesmente apagadas por uma lei e não se refletem, por exemplo, no mercado de trabalho, nas sentenças judiciais, etc. Uma mula, provavelmente olavete. "Não estou de lado nenhum, apenas estou cansado dessa vagabundagem dos pretos de atualmente quererem receber por seus antepassados".
9-Não é uma questão de quem teve mais antepassados chicoteados, mas de quem paga, atualmente, a conta por uma das formações sociais mais desiguais do planeta.
"Se você não reparou, nós brasileiros estamos pouco se fudendo para esse assunto"
10- "Nós ... se" O bicho é analfabeto mesmo! O assunto é tão irrelevante que você ficou furioso.
"lembre-se que atualmente somos 180 milhões de inocentes"
11- Que inocência existe no Brasil, se a sociedade é uma das mais exploratórias do mundo, e sobretudo cínica, porque as classes dominantes negam as desigualdades.
"e não há um registro sequer de escravização de pretos, isso é assunto de séculos atrás".
12- Faça um pequeno tour pelo Google e veja quantos casos de trabalho escravo ainda acontecem no Brasil. Aliás, veja também nas imagens a cor da maior parte dos escravizados.  | Caro gustavo Moreira,
Estudo os mitos apologéticos da escravidão há algum tempo e constatei que mesmo no mundo acadêmico há ainda uma forte manutenção das justificativas amenizadoras do escravismo no Brasil, sobretudo após o surgimento das obras de Kátia Mattoso (Ser escravo no Brasil) João J. Reis e Eduardo Silva (Negociação & conflito) e Sidney Chalhoub (Visões da liberdade), dentre outros. Há diversas obras que, no fundo, se baseiam e seguem as 3 que citei acima (embora Mattoso esteja, hoje, ainda bem, mais desacreditada). Nos congressos de historiadores, em geral, e entre os estudiosos da escravidão, em nosso caso, impera de forma hegemônica a abordagem da escravidão como negociação, que é a visão dos freyrianos restaurados: cativos comiam relativamente bem (ao menos melhor que a maioria da população atual), mais folgavam que trabalhavam, passavam o dia praticamente brincando, a Justiça e até as delegacias de polícia os defendiam contra uns poucos escravistas mais sádicos, etc. Chegou-se ao ponto de (re)dizer que as senzalas, suas prisões, eram lugar de seu descanço, um lugar de diversão, que só não possuíam janelas porque escravizadores respeitariam tradições africanas nesse sentido, enfim, todos esses absurdos...
O modo como essa historiografia neofreyriana surgiu e dominou o cenário acadêmico foi tratado primeiramente por Jacob Gorender, em A Escravidão Reabilitada. Publicada em 1991, essa excelente obra deste autor praticamente pregou no deserto. Era o ano da queda do Muro de Berlim, do Fim da História, do fortalecimento do neoliberalismo, etc., que afetou inclusive as visões de História. Gorender foi, pelos neofreyrianos, um dos mais atacados autores sobre a escravidão. Muitos estudantes sequer leram seu O Escravismo Colonial, mas já o renegam, baseados nas críticas neofreyrianas, sobretudo de Sidney Chalhoub, que distorce completamente Gorender e lhe faz uma das críticas mais infames.
Eu segui na crítica gorendiana aos neofreyrianos e produzi, em 2007, a dissertação de mestrado, orientada por Mário Maestri, intitulada "Razões da escravidão, história, historiografia e mitos" (que pretendo publicar em livro em 2010), onde procuro aprofundar e atualizar pontos iniciados em A Escravidão Reabilitada. Publiquei livro este ano (2009), junto de outros autores, intitulado "Grilhão Negro, ensaios sobre a escravidão colonial no Brasil" (UPF:2009), onde abordo a defesa (antiga e colonial) dos defensores da escravidão e seus principais mitos (que é o capítulo 4 de minha dissertação). Neste mesmo livro, a arquiteta Ester Guitierrez fala exatamente disso que colocaste sobre cativos que dormiam no chão das casas senhoriais, embaixos das escadas, nas cozinhas, etc., segundo as pesquisas desta autora.
Taí minhas indicações. Parabéns pelo breve texto que aqui publicastes.
Hemerson.
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