Maus Tratos a Ingrid Bettancourt

A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acorrentaram a refém Ingrid Betancourt a uma árvore e obrigaram-na a ficar sem as botas como forma de puni-la por ter tentado fugir do cativeiro, afirmou nesta semana uma pessoa que esteve presa junto dela.

Depois de passar seis anos nas mãos dos rebeldes, Betancourt, uma política franco-colombiana, encontra-se gravemente doente, sofrendo de hepatite e de outros males do fígado sem ter acesso a remédios suficientes para se curar, disse Luis Eladio Pérez, um ex-advogado libertado na quarta-feira com outros três reféns.

(  http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/02/28/ult27u64951.jhtm )

Tentativa de estupro

Segundo o ex-refém Jhon Frank Pinchao, Ingrid tentou fugir do cativeiro com o ex-senador Luis Eladio Pérez, sem sucesso. Melhor sorte teve o policial Pinchao, que conseguiu escapar em maio de 2007, depois de quase nove anos de seqüestro. Ele conta sua experiência no livro "Mi Fuga Hacia la Liberdad" ("Minha Fuga para a Liberdade"), que será lançado em breve na Colômbia. Pela desobediência, Ingrid e Luis tiveram suas botas confiscadas, foram proibidos de conversar com outros reféns e mantidos amarrados durante meses. Ingrid se queixava de que alguns guerrilheiros a observavam durante o banho. Também confidenciou a Pinchao que sofreu uma tentativa de abuso sexual por parte de um combatente, de quem conseguiu se desvencilhar.

(  http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG81849-7943-200-4,00.html )

Ameaças com cobras e aranhas

Outra maneira de intimidar os reféns, além de ameaçá-los de morte, é deixar cobras, aranhas e até onças mortas no local onde dormem, para assustá-los com os perigos da selva. e desestimulá-los a tentar escapar. Isso aconteceu com a recém-libertada Clara Rojas e com Ingrid Betancourt, ainda em cativeiro, depois de uma fuga frustrada

(  http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG81849-7943-200-2,00.html )

Ameaças constantes a Bettancourt e a vida dos reféns num campo de concentração da FARC

Os rebeldes colombianos das Farc que mantêm a ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt como refém, maltratam-na constantementea e a acusam de ser "burguesa e política", em resposta a atitudes rebeldes da franco-colombiana, revelou Luis Eladio Pérez, um ex-refém das guerrilhas libertado na quarta-feira.

"Fui maltratado pela guerrilha porque sempre contestei; não vacilei e obviamente Ingrid fazia o mesmo, com dignidade e valentia excepcional", relatou Pérez à rádio Caracol da Colômbia.

Pérez também disse que as condições do cativeiro "são as mesmas de um campo de concentração".

O ex-congressista, que ficou seis anos como refém, disse que diante das atitudes rebeldes, os captores reagiam da mesma maneira:

"Então, vinha a repressão, chamando-nos de burgueses, de políticos, gerando um clima muito desagradável, os guerrilheiros sempre tentavam amargar nossas vidas em todos os aspectos", indicou Pérez.

"A situação tornou-se muito complicada, o que gerou uma situação de maltrato permanente. Uma repressão tremenda (para Betancourt), que ainda continua lá", acrescenta.

Pérez assinalou que essas condições não mudaram, nem sequer após a divulgação, em novembro, de uma dramática foto que mostra Betancourt abatida e visivelmente doente.

O ex-refém disse que em 4 de fevereiro conseguiu se encontrar por alguns minutos com Betancourt e a considerou muito abatida física e moralmente. "Apesar de a terem tirado da solitária durante o dia, ela não conseguiu me contar se também era solta durante a noite. Acredito que isso não acontecia", enfatizou.

"Esse dia vi que a situação para ela até agora é a mesma. Por isso, faço um pedido ao Secretariado (líderes centrais) das Farc para que modifiquem as condições de reclusão em que ela é mantida", concluiu.

(  http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2008/02/28/ult34u200300.jhtm )