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| | FUNAI visita comunidade indígena ameaçada pela especulação imobiliária do DF
No último domingo, dia 07 de Abril 2008, o Presidente da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, visitou a comunidade indígena do Bananal, localizada na zona tampão do Parque Nacional de Brasília. O encontro foi fato histórico e inédito pois, mesmo com 39 anos de existência, a comunidade nunca havia recebido um visitante da mais alta hierarquia do órgão indígena. Márcio Meira avaliou pessoalmente a grandeza cultural da comunidade e do Santuário e se pronunciou a favor da permanência dos índios no local e contra o projeto de especulação financeira e imobiliária do SETOR NOROESTE, que vem sendo apresentado pelo Governo do Distrito Federal, e pelos meios comerciais de comunicação, como um fato consumado. Os/as indígenas organizaram uma calorosa recepção, com comidas típicas, cantos e danças tradicionais, e num bate-papo o Presidente conversou com os indígenas sobre seus "parentes" de outras etnias do estado brasileiro e afirmou estar contente por conhecer uma comunidade indígena tão perto da Funai: "Acho que a melhor resposta que a FUNAI pôde dar se apoia vocês é o Presidente estar aqui". O indígena Towê Fulni-ô agradeceu a visita de Márcio dizendo que os indígenas do Bananal ficaram muito orgulhos por terem Márcio Meira como grande-chefe e que isso é muito bom para os Fulni-ôs, Tuxá e Cariri-Xocó. O Presidente da Funai respondeu dizendo que "vir aqui ver a força de resistência que vocês tem é que transmite a energia que preciso para continuar o trabalho que deve ser feito". Saiba Mais: Página do Santuário Sagrado dos Pajés"target="_blank" | Presidente da FUNAI visita Santuário dos Pajés | Setor Noroeste: divisão social atinge o meio ambiente no projeto de Bairro Verde | Entrevista com Santxie (Fulniô/Thaphuya) Editoriais Anteriores: Especulação imobiliária do DF quer acabar com reserva indígena da Asa Norte | Santuário Indígena ameaçado pela especulação imobiliária de Brasília | Governo Arruda desaloja 300 famílias na Estrutural
a mesma FUNAI assina embaixo.... quando o negócio é atacar com tropas o pessoal de Roraima CANALHAS! Vídeo Acompanhe trechos da visita em: http://br.youtube.com/watch?v=D9W8GVuTrfA e Alerta! O Correio Braziliense agora joga pesado com informações mentirosas... ABRIL INDÍGENA! Acampamento Terra Livre O Acampamento Terra Livre, evento central do Abril Indígena, será instalado na próxima terça-feira, 15 de abril e ficará montado até quinta-feira, 17 de abril. Promovido pelo Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas (FDDI), o Acampamento será um espaço de análise da situação dos direitos indígenas e da política indigenista no Brasil, no contexto dos 20 anos da Constituição Federal e do Estatuto dos Povos Indígenas (paralisado no Congresso há mais de 13 anos). Avançar na consolidação da articulação do movimento indígena nacional, a fim de aprimorar o do controle social das políticas públicas voltadas aos povos indígenas constitui mais um objetivo do Acampamento Terra Livre 2008. Neste sentido será discutido o plano de mobilização do movimento indígena nacional, priorizando a discussão da aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas e da APL de criação do Conselho Nacional de Política Indigenista. Demarcação das terras indígenas Estarão presentes no acampamento 100 Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul (MS) onde 40 mil indígenas têm apenas 40 mil hectares de terra demarcadas. As conseqüências desta falta de providência governamental são os altos índices de assassinatos, suicídios, violências e alcoolismo nas comunidades. Apenas em 2007, foram registrados pelo Cimi 53 assassinatos de indígenas e 23 casos de suicídio no MS. O conflito pela terra, o desemprego, a falta de recursos, a impossibilidade de sustentar a família e a ausência de perspectivas de melhora destas situações são fatores que ocasionam tais estatísticas. Eixos temáticos Durante o Acampamento alguns temas serão trabalhados por eixos temáticos como saúde indígena; territórios indígenas (demarcação, proteção, desintrusão e sustentabilidade); educação Indígena; regulamentação dos direitos indígenas (APL Conselho Nacional de Política Indigenísta, PL Estatuto dos Povos Indígenas e matérias correlatas); e violência e criminalização contra os povos indígenas serão tratados no decorrer do Acampamento. RAPOSA/SERRA DO SOL Os grandes arrozeiros do agronegócio, invasores da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, estão anunciando que buscaram "apoio" de ex-militares da venezuela, certamente tambem envolvidos no golpe de 11 de abril de 2002, para suas "ações de resistência" contra a Operação Upatakon 3, da Polícia Federal, que visa a retirada dos invasores daquela terra indígena. Afirmam-se em declarações na midia como "representantes maiores do agronegócio, traídos pelo governo Lula". Afirmam também que estão tendo "treinamento para a resistência" com esses ex-militares venezuelanos. Esses "fazendeiros" não passam de fascistas, golpistas, sequestradores de indígenas e missionários, assassinos de indígenas. Em 2005, organizaram um grupo de jagunços no mesmo estilo do CCC, que atacou uma escola catolica, dentro da area indigena, da Missão Consolata, em parceria com o CIR, de formação técnica para indígenas. O bando armado e encapuzado espancou alunos e professores, destruiu computadores, destruiu o prédio, pôs fogo em carros, destruiu pontes. Um emissario do governo federal, veio de Brasilia para inspecionar o local, e foi impedido de ir na escola, pelo mesmo grupo armado, e tal era a força belica deles, que os 20 policiais federais que acompanhavam o emissário Cesar Alvarez, nao se atreveram a entrar, por falta de segurança. Eles têm indígenas da Guiana e Venezuela trabalhando nas suas fazendas , em situação de escravidão e impedidos que cobrar qualquer direito, pois são considerados estrangeiros. Esses "fazendeiros" estão aliciando o lumpesinato de Boa Vista, prometendo bom pagamento, para fazer ações violentas no interior e na capital e ganhar as manchetes do Jornal Nacional e dos grandes jornais do centro do país,querem criar uma situação de "distúrbio social' e ganhar votos para suas ações, para suspensão da operação da PF, que correm no STF. Paulo Cesar Quartiero, seu maior líder, é um fascista assumido e era ligado e ajudante de Moisés Lipnick, deputado federal por Roraima já morto, que saiu de São Paulo e foi para Roraima e lá criou a Rádio Equatorial, de extrema-direita. Moisés Lipnick foi do CCC, Comando de Caça aos Comunistas e um dos que criou o "Caso Lubeca", com o Ronaldo Caiado, em 1989, na eleição presidencial. Ou seja, a turma de fazendeiros- arrozeiros de Roraima são na verdade un nucleo de reorganização da extrema-direita, que se instalou naquele territorio indigena, distante, na fronteira, usando uma fachada de "nacionalistas", e muito violentos. Pressão da Terracap Ontem à tarde a Terracap passou na Reserva Indigena do Bananal para tirar fotos das casas dos indigenas. Acabaram sendo expulsos pelos próprios indios.
A Terracap começa a fazer pressão psicológica com o objetivo de expulsar os indios da área. Saiu na CBN ontem dia 09/04 que a possivel remoção dos indios seria para o Recanto das Emas. Recanto das Emas!!! Novamente expulsa-se àqueles que são considerados inferiores na escala social para a periferia de Brasília: nessa ilha da fantasia apenas podem morar os ricos/corruptos/filhinhos de papai e companhia. Aprendemos que devemos respeitar as diferenças e o que o GDF vai fazer? Passar o trator da indiferença e do desrespeito à todas as nações indigenas. O fato da Terracap tirar fotos e assustar os indios da Reserva apenas mostrou mais uma vez que ela é um apendice dos grandes empresarios e construtores de Brasília; que a máquina estatal de Brasília está sendo usada por interesses particulares, como o interesse do vice-governador Paulo Octávio, que se considera o dono de Brasília.
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