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| | Assim rasteja a humanidade (a crise dos alimentos) Por Renato Prata Biar 09/05/2008 às 14:15 O projeto neoliberal e hegemônico segue, portanto, o seu rumo e coloca na mão-invisível do mercado e suas corporações o controle da produção mundial de alimentos. Com isso, são seus donos e responsáveis que estão decidindo o que deve e o que não deve ser plantado, usando como fio condutor de suas decisões as margens de lucros que poderão ser auferidas com cada produto. Assim rasteja a humanidade A crise dos alimentos que se alastra pelo mundo vem suscitando diversas explicações: o aumento da demanda puxado pela China e Índia, a concorrência na produção dos biocombustíveis que estão tomando o lugar das plantações de produtos alimentícios, más colheitas devido ao aquecimento global, etc. Todas têm o seu quinhão de verdade, mas o grande motivo de toda essa crise parece que está passando despercebido: o domínio exercido pelas grandes corporações (Monsanto, Cargill, Halliburton, Bunge, Vale, dentre tantas outras) nas áreas de commmodities (carne, milho, soja, petróleo, ferro, estanho, cana-de-açúcar, etc.). Essas corporações estão exercendo um monopólio sobre essas áreas de alimentos e matérias primas de uma forma absolutamente irresponsável e selvagem. Com o advento da era neoliberal, essas empresas ficaram com o caminho livre para explorar a produção de bens e serviços sem a ?incomoda? intervenção do Estado para lhes impor alguns limites e regras.
Entretanto como houve, e ainda há uma crise no setor de ativos financeiros de proporção mundial, puxado pela crise do setor imobiliário estadunidense, grande parte do capital volátil e especulativo que paira pelo mundo em busca de remuneração, teve que ser desviado do setor financeiro; já que esse não tem mais as mesmas garantias e o mesmo grau de confiança dos investidores. Ou seja, existe uma grande massa de capital acumulado que precisa ser investido e, conseqüentemente, remunerado, em busca de novas oportunidades e investimentos. Como estamos vivendo num mundo onde ?apenas? um sexto de toda a população passa fome (cerca de um bilhão de pessoas), nada mais rentável e lucrativo do que investir em algo que ninguém poderá deixar de consumir enquanto tiver condições: os alimentos e outros produtos imprescindíveis para a sua produção. É um negócio que, como nenhum outro, já tem garantida uma demanda dos cinco bilhões de pessoas restantes que ainda não estão na condição de miseráveis. Uma prova de que o negócio é realmente rentável e promissor vem do mega-especulador George Soros, que tem investido pesado na compra de terras aqui na América Latina, principalmente no Brasil e na Argentina, deixando um pouco de lado seus investimentos voláteis. O projeto neoliberal e hegemônico segue, portanto, o seu rumo e coloca na mão-invisível do mercado e suas corporações o controle da produção mundial de alimentos. Com isso, são seus donos e responsáveis que estão decidindo o que deve e o que não deve ser plantado, usando como fio condutor de suas decisões as margens de lucros que poderão ser auferidas com cada produto. Apenas para se ter uma idéia, entre 31 de dezembro de 2004 e 31 de março de 2008, os preços dos grãos e sementes deram um salto de 163% de aumento, atraindo ainda mais a ganância dos abutres, ou melhor, dos especuladores e transformando a fome no novo grande negócio do momento. Em vários países como as Filipinas, Afeganistão, Senegal, México e Haiti, multidões já estão saindo às ruas para protestar contra essa alta de preços dos produtos básicos e essenciais.
Enquanto isso, o Brasil comemora sua entrada no hall dos países seguros para investimentos estrangeiros como anunciou, na semana passada, a agência Standart & Poor?s. A pergunta é: o que a maior parte da população ganha com isso? Resposta: nada. Apenas mais miséria. Outro bom exemplo latino americano para entendermos como o sistema capitalista é justo e o quanto é importante o tão almejado crescimento econômico, é o Peru. Este país é o primeiro produtor de ouro, prata, zinco e estanho da América Latina e, seguindo o exemplo do Brasil, está muito próximo de ganhar o título de país com grau seguro para investimentos estrangeiros. Mas apesar de toda essa dedicação e esforço para agradar o Mercado, e também de toda a sua riqueza natural, o Peru tem 42% da sua população vivendo na miséria. Huancavelica, por exemplo, que é considerada uma área rica em cobre, ouro, zinco e prata é, de forma extraordinariamente paradoxal, a região mais pobre do Peru. O índice de pobreza desse lugar alcança a inacreditável taxa de 88,7% de sua população.
Destarte, fica fácil compreender o porquê da grande preocupação de Keynes em manter protegida e incólume a ideologia capitalista, no que diz respeito aos seus meios e objetivos reais na corrida pela acumulação e concentração da riqueza. Dizia ele no seu ensaio sobre inflação e deflação:
?Nenhum homem de espírito consentirá em permanecer pobre , se acreditar que os seus chefes conquistaram seus bens jogando com a fortuna. Converter o empresário em especulador é golpear o capitalismo, porque isso destrói o equilíbrio psicológico que permite a perpetuação de recompensas desiguais. A doutrina econômica dos lucros normais, vagamente apreendida por cada um, é uma condição necessária para a justificação do capitalismo. O capitalista só é tolerável enquanto se pode aceitar que seus ganhos guardam alguma relação com aquilo que, grosseiramente e em qualquer sentido, suas atividades trouxerem como contribuição para a sociedade.?
Portanto, manter a população na miséria é a melhor, mais lucrativa e mais segura maneira de manter o status quo. Pois aquele que precisa lutar a cada dia pela sua sobrevivência está condenado a servir a esse estado de coisas, sem nunca conseguir ter condição alguma de refletir sobre sua realidade e, muito menos, de lutar por uma mudança significativa da ordem vigente.
Assim rasteja a humanidade. Renato Prata Biar; historiador; Rio de Janeiro
>>Adicione um comentário Pronto , o aumento da demanda por alimentos esta dando margem a inúmeros devaneios dos enroladores esquerdistas de plantão . Independente das estapafurdias teorias deles , todas convergem para um único culpado : o capitalismo e o seu filho mais novo , o neoliberalismo . Todas as explicações e teorias destes parciais ideólogos , e o acima não difere , propositadamente passam a margem das causas deste aumento de demanda por alimentos , se eximem de explicar detalhadamente o porque deste aumento de demanda , já que ele é o cerne desta discussão . Cheios de emoção barata citam os famintos e as estatisticas de paises do terceiro mundo , na postura rasteira e descompromissada de simplesmente culpar o capitalismo pelo índices de pobreza . Como se governos corruptos , ineficientes ,questões estruturais das economias , industrialização e uma série de outros fatores não tivessem nenhuma relevancia ou peso nesta situação . O que estaria por tras do aumento da demanda de milhões de pessoas na India e na China e em outros paises ?? Por acaso não seria exatamente a sua inclusão no mercado , a sua condição maior de consumo ?? Ou será que , como em um passo de mágica , não mais do que de repente a população mundial decidiu que vai comer mais de agora em diante ??? Da mesma e parcial e torta visão , pegam um exemplo de biocombustíveis , no caso dos EUA , onde ele advem do milho e portanto afeta a oferta de grãos , e na maior cara dura extrapolam esta realidade a nível mundial . Como se , por exemplo , no caso do Brasil , apesar de todos os investimentos em biocombustível , não se estivesse mais uma vez batendo o record na produção de grãos este ano . Como a necesidade de criar um fato ideológicamente interessante é imperativa , se toma de forma parcial os exemplos , números e daos que interessam e os apresenta de forma extrapolada , em um contexto que aparentemente é inegável . Obvio que sempre vai haver uma hora de alienados que acreditam e propalam est besteirol. Obvio que o autor acima não podese furtar a mencionar todos os chavões e dogmas esquerdistas que lhe dão credibilidade junto a legião dos alienados esquerdóides , como transgenicos , corporações , nome de grupos americanos ,neoliberalismo , miseráveis ,especuladores e por aí vai . E a turba de alienados aplaude o besteirol transbordando fervor ideológico .  | Pingo, se liga, zé orelha. Não tá existindo aumento na demanda por alimentos, o que está existindo é uma redução na oferta dos alimentos. Como a oferta é inferior à procura, os preços se elevam e a margem de lucro aumenta e a fome aumenta na mesma proporção do aumento na margem de lucro.
O que tá aumentando é o número de famintos, não o número de pessoas nutridas.
Tira teus antolhos, pingo. Tens que ter uma visão panorâmica da realidade.  | Carta aos Homens da Inglaterra Percy Shelley
Homens da Inglaterra, por que arar Para os senhores que vos mantêm na miséria? Por que tecer com esforço e cuidado As ricas roupas que vossos tiranos vestem?
A semente que semeais, outro colhe A riqueza que descobris fica com outro As roupas que teceis, outro veste As armas que forjais, outro usa
Semeai ? mas que o tirano não colha Produzi riqueza ? mas que o impostor não guarde Tecei roupas ? mas que o ocioso não as vistas Forjais armas ? mas que usareis em vossa defesa
(Tradução parcial).
Song-To the Men of England
Men of England, wherefore plough For the lords who lay ye low? Wherefore weave with toil and care The rich robes your tyrants wear?
Wherefore feed and clothe and save, From the cradle to the grave, Those ungrateful drones who would Drain your sweat -nay, drink your blood?
Wherefore, Bees of England, forge Many a weapon, chain, and scourge, That these stingless drones may spoil The forced produce of your toil?
Have ye leisure, comfort, calm, Shelter, food, love's gentle balm? Or what is it ye buy so dear With your pain and with your fear?
The seed ye sow another reaps; The wealth ye find another keeps; The robes ye weave another wears; The arms ye forge another bears.
Sow seed, -but let no tyrant reap; Find wealth, -let no imposter heap; Weave robes, -let not the idle wear; Forge arms, in your defence to bear.
Shrink to your cellars, holes, and cells; In halls ye deck another dwells. Why shake the chains ye wrought? Ye see The steel ye tempered glance on ye.
With plough and spade and hoe and loom, Trace your grave, and build your tomb, And weave your winding-sheet, till fair England be your sepulchre!
Percy Bysshe Shelley  | Olá Pinguelo! Será que nos poderia indicar o seu Personal Tergiversator. Estou tentando invencionar algumas justificações estapafúrdias, percebi que a sua assesoria é bem especializada nisto OK? Faça-me este favor. Please!
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