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| | Protesto na ponte: em cima e em baixo
São Paulo não é uma cidade democrática, não há plebiscitos e a população não decide nada, e então quem decide? Não conheço estas criaturas que andam em carros blindados e que me parecem não moram só em uma cidade. Sei que os órgãos Públicos trabalham para eles, e tudo que sei... Faça como os que conheço, proteste.
São Paulo não é uma cidade democrática, não há plebiscitos e a população não decide nada, e então quem decide? Não conheço estas criaturas que andam em carros blindados e que me parecem não moram só em uma cidade. Sei que os órgãos Públicos trabalham para eles, e tudo que sei... Faça como os que conheço, proteste.
Não entendi Plebiscito? Só quero entender pq tanto rancor das pessoas com a construção de uma ponte que está desafogando o transito em uma avenida. Moro ali perto e como passo lá todos os dias, posso dizer que ficou bem melhor que antes. Essa não é a questão. Essa não é a questão Fábio. O que os manifestantes querem dizer é que não há justificativa pra investir num meio de transporte claramente já fracassado. Um dos maiores expoentes da cultura individualista capitalista -o carro- é também um grande poluente e ineficaz meio de transporte, só o que produz é poluição, individualismo, desigualdade, elitismo, trânsito e estresse, muito estresse. Qual a razão para se gastar milhões numa obra dessa e não investir em outro tipo de transporte urbano, como a bicicleta por exemplo? É uma razão sócio-econômica. É social porque o carro representa status social para a elite que o utiliza e a distancia de toda a violência das grandes cidades, e é econômico porque sustenta uma garnde indústria automobilística que lucra muito, mas muito mesmo, com esse investimento rodoviário atroz. A questão não gira apenas no planejamento urbano, mas também é uma crítica a velha exclusão social que ainda não conseguimos sanar. Bike x Carro x Pé x Trem, ..... Entendo, apenas discordo que o carro é uma questão social.
Imagine o seguinte: Moro próximo ao 'estilingão' e trabalho em uma empresa em que visito às filiais em São Bernardo, Guarulhos, Osasco, Paulista, Santana e Tatuapé. Mesmo que eu costumo pedalar a noite, é lógico que ficaria impossível me deslocar para tais lugares de bicicleta e como todos estão cansados de saber, o transporte público é inexistente. Resumindo, não existe outra solução, a não ser usar meu carro. Lógico que esse tipo de construção deveria ser medida paliativa e o investimento deveria ser focado na construção de metrôs e trens, mas sabemos que esse tipo de projeto só é usado para vencer eleições. Qual seria a saída então?
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