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| | UnB aprova eleições paritárias
Na sexta-feira 13, em reunião, o Conselho Universitário (ConsUni) da Universidade de Brasília aprova a paridade nas próximas eleições para a reitoria e demais cargos diretivos. O voto (por categoria) de servidores/as, professores/as e alunos/as passa a ter o mesmo peso, concretizando uma reivindicação antiga pela reapropriação da universidade pelos grupos que a compõem. Até 18 de Setembro, data das próximas eleições, reuniões do Conselho acontecerão para decidir a metodologia que será adotada. Horas antes da reunião do ConsUni houve uma assembléia conjunta de estudantes, funcionários/as técnico-administrativos/as e docentes, que fortificou não só a campanha pela paridade nas próximas eleições como também apresentou a necessidade da mobilização contínua para assegurar as pautas reivindicadas. O calendário tem alguns pontos certos: a garantia da paridade real (que os votos valham 33% sem mediação) e o congresso estatuinte - a proposta é de que ele seja também paritário. A bandeira da paridade é antiga na história da Universidade de Brasília, sendo que inclusive três eleições já ocorreram paritariamente. Justamente quando este sistema foi novamente recusado foram eleitas as gestões de Lauro Mohri e Timothy Mulholland (esta última deposta). A campanha da paridade foi retomada na UnB em 2005 - quando foi derrotada truculentamente no CONSUNI - sendo intensificada desde a última ocupação do prédio da reitoria, durante o mês de abril de 2008. Textos: Voto paritário e a disputa pelo poder | A Paridade em 2 minutos | Manifesto pelo Voto Universal Editoriais Anteriores: Ocupação na UnB derruba Reitor, derruba Vice e segue na Luta | Estudantes ocupam a reitoria da UnB | Estudantes da UnB ocupam reitoria | Confeiteir@s Sem Fronteiras homenageam reitor da UnB | Estudantes ocupam reitoria em busca de democracia
Voto universal já A quem servem esses estudantes que pedem qualquer coisa menos que voto universal? Qual o motivo de pedir algo tão obviamente recuado se todos sabem que a coisa mais justa é voto universal e tudo que o impede são discursos fascistas? De certo que são estudantes que não servem a si mesmos como estudantes. Hora de revisar essa propagação do fascismo disfarçado de avanço reformista. Nada menos que voto universal é justo. Pedir menos que isso é muito suspeito companheiros, muito muito. Nada a comemorar! Conquistaram a paridade? Que coisa estúpida. Nada a comemorar. Eleição não é sinônimo de democracia, mas é parte inseparável dela. E eleição é: uma cabeça = um voto. Nada a comemorar. Pela Maioria Estudantil O Acampamento em frente a reitoria da Unifesp já dura 19 dias..
nossa principal pauta de reinvidicação é o Governo Tripartite com Maioria Estudantil nos órgãos de representação e deliberação da Universidade. Durante o acampamento realizamos Grupos de Discussão onde foram colocadas as propostas de paridade e proporcionalidade. Estudamos os dois casos com profundidade, avaliamos o estatuto e percebemos como a proposta de paridade não passa de uma farsa para manter a dominação dos professores no CONSU. O caso da Unb esclarece essa farsa. Aqui na Unifesp, por exemplo, os setores que defendem a paridade são os mais conservadores, como a diretoria pelega do sindicato, o dce e até o próprio Consu, que atualmente é constituído por toda a corja corrupta que permitiu que a verba da Unifesp fosse usada para viagens à Disney, Europa, compra de barbeador de marfim, queijos e demais utensílios para o reitor Ulysses Fagundes Neto. Hoje vimos uma matéria publicada no Correio Brasiliense e uma declaração do reitor da Unb que deixa as claras o caráter da paridade: uma proposta mascarada de democracia para manter essa estrutura autoritária na universidade. Entendendo que para garantir que as necessidades da comunidade academica sejam atendidas, para que a universidade responsa a seu interesse que é o do ensino e da pesquisa voltadas para o desenvolvimento da sociedade, é preciso a maioria estudantil, uma vez que os estudantes são os menos vinculados a burocracia.
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