| O Santuário não se move! - Declara a Jornada de Arqueologia Por LUTA INDÍGENA 01/07/2008 às 11:28 O último dia da Jornada começou com o Assessor Legislativo da FUNAI, Frederico Maia, que relatou o histórico da permanência dos moradores da reserva, destacando as atividades por eles desenvolvidas e a omissão dos governantes, além de afirmar a legitimidade da permanência dos indígenas na área. Pela tarde o professor e pesquisador de línguas indígenas Aryon Rodrigues expôs seus estudos sobre o tronco linguístico Macro-Jê, predominante na região Centro-Oeste do país e respondeu questões referentes à área linguística. O Professor Aryon disse em uma de suas falas não ter dúvidas que a região onde se encontra o DF hoje já compôs importante território indígena. No fim da tarde houve um ritual de encerramento, quando foi reafirmada a posição de que o Santuário não se move. As atividades se encerraram com a exibição de um vídeo. O movimento em defesa da Reserva Bananal e do Santuário dos Pajés segue sua jornada de lutas contra a Especulação Imobiliária no Distrito Federal. Entre em contato através do e-mail santuariodospajesARROBAlists.riseup.net e veja como você pode contribuir.
>>Adicione um comentário  |  | O que eu acho engraçado é que esse magote de 171, e certa$ otoridade$ e puchas saco$, que na sua maioria progressistas-oportunista$ de plantão se orgulham do pais fazer parte das estatisticas de grandes exportadores de negociar c/ o mundo todo e até dá terreno de graça p/ multinacionais, mas na hora da pratica dos DIREITOS HUMANOS e exercício de cidadania aqui na terra de PINDORAMA, ai acaba a civilização e entra a esculhambação de todos os lados principalmente dos que tem como missão proteger a sociedade , é uma lambança.
Enfim, quando os nossos ancestrais africanos trazidos e europeus invasores aqui chegaram os indios ja moravam por aqui. Por que o JAPão convive c/ o desenvolvimento sem destruir sua cultura e sua ancestralidade . A N A Ç Ã O indígena são por princípio, por questões morais e herança cultural os verdadeiros donos da terra .
Cuidado pessoal, esses caras vão transformar este Pais numa nação de patifes e escroques , assim ainda seremos uma grande piada - A nação Piada - um lugar que um dia foi Brasil.
Virgilio mota
 | Ponto de Cultura Invenção Brasileira em defesa do Santuário Sagrado dos Pajés
O Ponto de Cultura Invenção Brasileira, organização sediada em Taguatinga/DF, vem a público declarar seu apoio à permanência integral da Reserva Indígena do Bananal e do Santuário dos Pajés na área em que se encontram há quase 40 anos.
Também nos posicionamos contra a construção do Setor Noroeste, projeto que entendemos como uma movimentação para atender os desejos de grandes lucros dos empresários do ramo da construção e especulação imobiliária. Brasília e o Distrito Federal demandam sim projetos de moradias com dignidade, mas os contemplados dessa necessidade primeira devem ser as famílias de baixa renda e de sem-teto, e não a classe média alta e ricos, que apenas tratam o tema como investimento e futuro faturamento.
O Governo do Distrito Federal e demais órgãos competentes à questão não podem executar a destruição de uma área de preservação ambiental que também serve como "Área Tampão" ao Parque Nacional de Brasília. Além disso, não pode ser desconsiderada a possibilidade de destruição de importante desaguadouro que condensa um lençol freático que abastece o Ribeirão Bananal, um dos alimentadores do Lago Paranoá.
A idéia de implantação de moradias de luxo para mais de 50 mil pessoas, com todo a infra-estrutura necessária para atender esse padrão de vida e de consumo, sob o rótulo de "Bairro Verde e ecologicamente correto" também nos soa muito estranho e questionamos a sua real possibilidade.
A área que abriga as famílias indígenas e um Santuário Sagrado tem sido preservada por estes, justamente por uma relação e um modo de vida onde o respeito à terra e à natureza são fundamentais. Essa relação simbiótica com a natureza tem muito a ensinar a nossas sociedades consumistas e negligentes com o planeta e sua preservação se apresenta como algo primordial para as nossas e as futuras gerações.
A Reserva Indígena do Bananal também serve como ancoradouro e abrigo para os índios que estão em trânsito por Brasília. Espaços como os oferecidos pela FUNAI ou FUNASA cada vez mais demonstram ser imcompatíveis e insuficientes. Como triste ilustração desta incapacidade de acolhimento pelos órgãos responsáveis, podemos apontar o caso do índio Galdino, barbaramente queimado e assassinado por filhos "abastados" da cidade, e da jovem índia xavante recentemente assassinada, que se encontrava na Casa de Apoio à Saúde do Índio.
Ao contrário da reparação histórica com dignidade, algo mais que merecido para os povos massacrados em 508 anos, o que assistimos no Distrito Federal é uma gigantesca campanha de difamação e calúnia aos indígenas e a implementação cruel de um racismo institucional. A imprensa da capital parece estar cega pela ganância financeira e cada passo dado se apresenta como a mais vergonhosa cooptação ideológica e econômica, com matérias carregadas de puro preconceito e desinformação.
A Classe artística e cultural do Distrito Federal não pode se silenciar diante deste absurdo. Esperando que a verdadeira justiça seja cumprida, nós dizemos em alto e bom som - "O Santuário dos Pajés não se move"!
Ponto de Cultura Invenção Brasileira - Taguatinga, 01 de julho de 2008
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Sangue e Coração Índio!  | Na última segunda-feira dia 01 de julho houve um lançamento de livro do Oscar Niemeyer, chamado "O Nosso Caminho", em que o governador Arruda escreve um capítulo. Os estudantes da UnB resolveram ir lá para tentar falar com Niemeyer sobre a questão do Noroeste, mas ele não estava e sim o seu bisneto que disse não entender nada. O presidente da Terracap, Antonio Gomes, estava lá. O CMI tentou entrevistá-lo mas ele se recusou. Estava bastante "político" e distribuindo risinhos e abraços. Resolvemos fazer uma intervenção política e escrevemos vários cartazes de protesto ao Noroeste como: "Setor Noroeste = Faroeste; "O nosso caminho não é o Noroeste"; "A especulação imobiliária estava no projeto original de Brasília?"; "Setor Noroeste é destruição do cerrado, da água e da vida". Começamos a andar com esses cartazes no meio da vernissage e logo quem aparece: o próprio Arruda, ficamos o tempo todo atrás dele, com imprensa e tudo filmando. Arruda não conseguiu ficar muito tempo lá, acho que não ficou um minuto porque foi constrangedor para ele. Parabéns à todos que estavam nesse ato de protesto simbólico e belo!!! Awiry!!!
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