Materiais com informações sobre o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira produzido pelo Movimento dos Atingidos por Barragens.
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| | Hidrelétricas no Rio Madeira: energia para quê e para quem?
Materiais do MAB sobre o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira.
Materiais com informações sobre o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira produzido pelo Movimento dos Atingidos por Barragens.
Em defesa das Hidrelétricas Que texto medíocre esse do MABNacional contra as usinas hidroelétricas. Numa coisa eles possuem razão, as barragens afetam uma grande área e a vida de inúmeras pessoas, plantas e animais. E muitas coisas, políticas ou não, poderiam ser feitas para minimizar esse impacto.
Porém dizer que as usinas são fruto da exploração internacional por busca de energia? Comparar elas aos casos antigos das empresas de alumínio? E diversos outros absurdos propagados como verdades absolutas são ridículos. É preciso ser muito mal informado e estar alheio às condições nacionais e internacionais, ter falta de bom senso e conhecimento técnico mínimo para dizer, pior, escrever asneiras dessas. Isso é coisa de pessoas com tendências radicais e não dispostas a uma argumentação sensata. A demanda por energia elétrica e a segurança do fornecimento elétrico nacionais estão esbarrando nos limites de se obter mais geração e transmissão, que digam os últimos apagões. Se não for investido em novas usinas geradoras haverá um novo apagão dentro de poucos anos. As usinas hidrelétricas podem não ser a melhor coisa do mundo, nem mesmo a melhor possível. Mas eu pergunto aos responsáveis por esse radicalismo e terrorismo contra as pessoas e empresas empenhadas no desenvolvimento do país, qual seria outra solução para gerar tamanha potência elétrica que não usando as barragens? Imaginem a poluição que uma térmica ocasionaria para continuamente gerar tamanha potência! E o custo disso... é fato que usar combustíveis para gerar energia é muito mais prejudicial ao ambiente e ao bolso do consumidor. Se não térmica o que? Nuclear? Pois bem, mais uma onda de radicais vão irromper o salão para demonizar tal solução. Porém é a que menos causa impacto em relação à capacidade total de geração. Atualmente com as novas tecnologias os riscos são mínimos e o armazenamento de resíduos é eficaz. Muitos responderiam: Eólicas, Solares etc... As famosas renováveis, mas para conseguir uma capacidade de geração do nível do complexo do Madeira, na ordem de 6.000.000 watts é desconcertante, quase impossível. E as eólicas e solares tem um grande problema, a disponibilidade de sua fonte. Que hora vai ter vento? De quanto vai ser esse vento? Só uma brisa não adianta! E se as nuvens cobrirem o céu? Como fica a geração solar? Ficamos à mercê do clima, isso é totalmente inseguro para um país. O sistema elétrico fica exposto e nada confiavel. Nenhum país remete sua base energética aos renováveis numa proporção muito grande, a não ser que o consumo total seja pequeno, o que não é o caso do Brasil. E então? Qual a solução? Eu sinceramente ainda acho que o aproveitamento hidráulico bem projetado, executado e operado é disparado a melhor opção. Com grande capacidade de geração elétrica, não gera poluição por queima de combustíveis, não gera resíduos radioativos e o Brasil tem ainda muita capacidade que pode ser explorada. O problema é como as coisas são feitas por aqui. Se o governo realmente se importasse com as pessoas, os órgãos ambientais tivessem os fatos explanados em mente e o desenvolvimento do país assim como o benefício à sociedade fossem o objetivo e a meta primordial de todo o processo, as coisas seriam muito diferentes. Será que ninguém percebe que reduzindo a capacidade de geração elétrica do complexo do Madeira e de Belo Monte para reduzir os impactos ambientais vai implicar em uma nova usina em outro lugar para cobrir aquela diferença? Faço grandes usinas com capacidade de geração super reduzida, para minimizar os problemas e impactos ambientais e acabo precisando provocar mais impactos em outros lugares, pela simples necessidade de ter a potência adicional a qual foi reduzida. Eu sinceramente continuo a acreditar que fazer uma usina monstruosamente grande, que gere uma enormidade de potência e que, bem projetada, consiga administrar bem os impactos ambientais é melhor do que fazer inúmeras usinas de capacidade reduzida para que, cada uma, reduza o seu impacto, mas que no total, somando os efeitos, provocam um impacto maior ainda. Posso ter feito equívocos até mesmo graves e peço perdão por eles, mas esta é a minha visão atual e que alguém utilize bons argumentos e me convença do contrário. Mas peço para que ao fazer isso não se utilize de fanatismo e radicalismo, sem se utilizar de retóricas falsas e sem embasamento propagadas por alguns ditos defensores do meio-ambiente ou movimento qualquer. E viva as hidrelétricas! Uma tecnologia que utiliza as básicas e não poluentes energia potencial e energia cinética da água para movimentar turbinas e assim gerar energia elétrica. Eng. de Sistemas de Potência
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