Comenta que a agroecologia busca um espaço de luta política, para que possa se desenvolver e afirmar como técnica para a maioria dos camponeses. No Brasil, não temos políticas direcionadas para a agroecologia, mas um programa estrutural direcionado para o agronegócio. A Jornada cumpre o papel de revelar à sociedade este método que contesta o das transnacionais, que controlam os alimentos e colocam o preço que querem, comenta.

A ameaça do presidente da SRO conflui com a criminalização de membros do movimento no Paraná. Na mesma época da Jornada, uma marcha de 350 quilômetros na região Sudoeste do estado vem denunciando a criminalização do movimento social, a reforma agrária, e a denúncia da prisão de membros do movimento no estado.

Darci Frigo, da organização de direitos humanos Terra de Direitos, avalia que o risco na 7ª edição da Jornada de Agroecologia é concreto. Como medida, os movimentos articularam-se, de acordo com ele, com autoridades federais, estaduais, do Incra e com movimentos sociais do campo e da cidade.

Truculento
Meneghel tem experiência em bloquear marchas dos movimentos do campo. Por trás dele, a Sociedade Rural do Oeste (SRO) é representante de classe do agronegócio local e se articula com a Acic (Associação de Comércio e Indústria de Cascavel) e Sindicato Rural de Cascavel. Em novembro de 2006, durante a Jornada de Educação do MST, os ruralistas da SRO se confrontaram contra os militantes que marchavam de maneira pacífica.

Meneghel também faz ameaças declaradas contra os Sem Terra. Em maio de 2008, após ataque da milícia ao acampamento Primeiro Passos, do MLST, Alessandro Meneghel, saiu em defesa do ruralista Orlando Gomes, dono de um caminhão conhecido como o ?caveirão do agronegócio? utilizado para destruir as plantações, escola e até a igreja do acampamento.

Pedro Carrano, de Cascavel (PR)