| Quando máquinas valem mais que vidas: mineradora ameaça vida de 52 famílias Por MORADIA, Curitiba 04/08/2008 às 14:24 A comunidade da Vila Jd. Itaqui, Curitiba, vem resistindo, se organizando pelo direito à moradia e negociação coletiva. A luta dos moradores se dá pela sua permanência no local com a regularização fundiária ou pelo realocamento em áreas próximas. Um cheque-despejo no valor de 1.000 a 2.000 reais é oferecido ilegalmente aos moradores pela mineradora Saara, que vem explorando o terreno onde está localizada a vila. Foram feitas duas paralisações no trabalho da mineradora por pouco mais de cinco moradores. Enfrentaram máquinas e caminhões a peito aberto na entrada do terreno explorado, porém não tiveram resultados. Por não serem cumpridos os acordos firmados entre moradores e mineradora, pela omissão do Estado ao ignorar direitos básicos de moradia, saneamento básico, água e luz previstos na constituição de 1988, a comunidade em assembléia decidiu dar um basta a situação. Leia sobre o ato do dia 30 de junho de 2008 Essas famílias estão morando da maneira mais precária possível, com valetas a céu aberto, fiação que corre pelo chão, sem ruas abertas ou mesmo calçadas. Ao serem enganadas pelos estelionatários Agnaldo e seu sócio Gerson, ao comprar da dupla terrenos do Estado loteados ilicitamente, deram início a construção irregular de suas moradas . fotos: Itaqui resiste mas, sem resposta do Estado + links: Estudantes da UFPR em Solidariedade aos Moradores do Jardim Itaqui! Moradores, militantes do Coletivo Despejo Zero, alunos da Universidade Federal do Paraná bloquearam a via de acesso dos caminhões ao areial em São José dos Pinhais. O pedido é uma resposta rápida às reivindicações. Ao final do dia, com a presença da polícia militar chamada pelo gerente da empresa Saara, para pressionar manifestantes, as máquinas que se encontravam dentro do terreno da mineradora foram liberadas. Tendo em mãos um documento assinado pelos responsáveis da empresa que garante o fim das atividades até que seja resolvida a situação da Vila Jd. Itaqui. Após duas semanas houve uma reunião com o idealizador do projeto, Mauro Fregonesi. Vejamos algumas destacáveis falas do empresário: "Ignorância não é justificativa para invasão", "Meu interesse é ganhar dinheiro", "Quem faz filantropia está mentindo". Depois de inúmeras e inúteis explicações sobre o tal projeto, cansados, moradores bateram firme na negociação com intermédio do Estado. "Estamos aqui para reivindicar nosso direito a moradia"- conclui moradora. Já não cabe mais a mineradora o papel de realocar as familias, o que era feito através de despejo, cooptação e pressão. Somam-se mais de 28 dias de resistência, sendo a única garantia até agora a mobilização. A população da vila, ainda em assembléia, que tem estado cada vez mais cheia, busca novas formas de acelerar o processo junto aos órgãos do estado, mineradora e prefeitura de São José dos Pinhais.
>>Adicione um comentário É um absurdo a situação no Itaqui. Enquanto a mineradora atua de forma criminosa em área de manancial. Os moradores receberam uma multa por queimar meia dúzia de pneus em uma área protegida, durante o protesto. Eu não entendo, pois até o que eu saiba, a empresa Saara indenizou todos os moradores para que eles tenham condições de viver em outro lugar e não fiquem na rua. Portanto, posso saber porque reclamam e o que reivindicam? Ou são apenas ignorantes manobrados por ONGs esquerdistas? meu amigo salantino quero saber aonde vc consegue morar com 2000 reais os moradores eram coagidos a aceitarem pois a mineradoura chegava com as maquinas a poucos metros da casa das familias e chegava com o "cheque despejo" é isso ou a gente derruba sua casa, então quero ver onde você moraria com 2000 reais seu safado É importante lembrar que além da indenização ter sido muito mediocre, ninguem consegue morar com 1000 ou 2000 reais, essas familias ja se instalaram no lugar, tem suas vidas la, do que adianta um remanejamento para um lugar que elas fiquem ainda mais isoladas como quase sempre acontece, as familias acabam retornando para as proximidades em qualquer lugar que seja possivel se instalar geralmente áreas de risco! Agora ninguem sabe cade os DIREITOS HUMANOS, na hora de defender assassinos ele é o primeiro a aparecer. Agora ninguem sabe cade os DIREITOS HUMANOS, na hora de defender assassinos ele é o primeiro a aparecer. [2] é uma vergonha! as grandes empresas mandam e desmandam sem qualquer tipo de regulamentação, é so ter muito dinheiro que se pode comprar o silêncio ou o apoio do Estado.
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