A maçonaria é uma sociedade secreta com mais de 6 milhões de membros (maçons) em todo o mundo, a metade de toda essa quantidade encontra-se somente nos Estados Unidos. São membros desta organização apenas as elites dos 164 países onde a maçonaria tem pisado. Existem cerca de 34.000 lojas maçônicas em todo o mundo onde realizam seus rituais iniciáticos e suas reuniões secretas. A "Grande Logia" da Bolívia, apareceu em 12 de abril de 1930 e obteve sua personalidade jurídica por RS 137708 em 26 de abril de 1967. Separaram-se da ordem do Chile quando conseguiram conformar 7 lojas maçônicas e atualmente existem 65. No departamento de Santa Cruz pode ser encontrado lojas maçônicas famosas nas cidades de Santa Cruz, Montero e Puerto Suárez. Regem-se pelo rito escocês e algumas lojas maçônicas seguem o rito York. Estima-se que só no departamento de Santa Cruz encontra-se um total de 600 maçons. Curiosamente, um de seus famosos refrões é "dividir e conquistar".

Os mistérios, as intrigas e os rumores que envolvem a maçonaria, uma das seitas mais antigas do mundo, faz com que volte a tomar vigência na Bolívia porque são membros que ocupam comandos de poder na polícia, no poder judiciário e na política, segundo dados e pesquisas que consultaram juízes, policiais e políticos em Santa Cruz. É uma organização praticamente secreta que tem peso na história do país e, segundo o catedrático e escritor Reymi Ferreira, estaria não de maneira premeditada "retomando espaços de poder" e "práticas renovadas de promoção de seus membros". Hoje isto é uma realidade na Bolívia.

Analisando a história da maçonaria na Bolívia no século XX e grande parte do século XIX podemos notar que foi uma organização que não se restringiu apenas a fins estritamente esotéricos mas que também promoveu seus membros politicamente. No período pré-revolucionário de 52 foi evidente a participação da maçonaria no sustento dos governo de corte oligárquico. Vários ministros eram maçons. Isso está historicamente documentado em várias obras, assim como a influência destes senhores em instituições como a UMSA, por exemplo, que até 1955 foi governada por maçons declarados. Também fizeram-se presente no exército em todos os graus, e uma das condições para ser presidente durante muito tempo foi a de ser maçom. Não podemos negar a influência que tiveram, e continuam tendo, na polícia.

BREVE HISTÓRICO DAS LOJAS MAÇÔNICAS CRUZENHAS POR REYMI FERREIRA

Este livro de Reymi Ferreira data de 1994 (há 14 anos) e não descreve a ascensão e consolidação do nazista croata Branko Marinkovic como chefe da maçonaria "Toborochi" e grande coordenador das lojas maçônicas cruzenhas, em companhia do "grande mestre" Ruben Costas, em ação conjunta com outra seita maçônica-fascista "Cavaleiros do Oriente". Assista a este vídeo e fique atento para a denúncia final sobre a relação de Marinkovic com as duas seitas mencionadas:

 http://www.youtube.com/watch?v=Q9PBrwEe74s

Falar desse assunto em Santa Cruz significa convidar a UJC para uma "visita" nada amistosa em sua casa, ou seja, em linguagem comum: está terminante proibido.

Quem desejar ler o livro em castelhano, ei-lo aqui:  http://ftierra.org/sitio/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=...

TRADUÇÃO PARCIAL:

"É indispensável classificar as sociedades secretas que atuaram e continuam atuando em nossa cidade em duas classes:

1. Organizações maçônicas
2. Organizações secretas regionalistas

As organizações da primeira pertencem à Maçonaria Universal, em teoria têm objetivos fundamentalmente filosóficos, morais e de socorro mútuo. Mas na prática atuam como as segundas.

As organizações de segunda classe, incorretamente denominadas "logias", são na realidade grupos secretos de poder, cujos objetivos são políticos e econômicos, caracterizando-se inclusive por seu marcado caráter regionalista. Antes de serem grupos especulativos, são associações operativas, cuja finalidade é o poder.

A esta classe de organismos secretos pertenceu a logia "Espada do Oriente" e "Toborochi". Por convencionalismo a estes grupos regionalistas dão-lhe a denominação de "logias", termo utilizado incorretamente, já que segundo o dicionário, "logia" quer dizer "local de reunião dos maçons". O verdadeiro nome destas associações deve ser: "grupos secretos de poder".

A primeira Logia foi formada principalmente por estrangeiros radicados em Santa Cruz que tinham sido iniciados em seus países de origem. Os cruzenhos que conformaram desde seus primórdios a Logia, eram pessoas que haviam recebido uma educação ampla no estrangeiro. O primeiro diretório da Logia "Ismael Montes No.11" esteve conformada da seguinte maneira:

Presidente: Ernesto Bauer
Primeiro Vice-presidente: Julio Torrico Adriázola
Segundo Vice-presidente: Faustino Segundo Tejada
Orador: Enrique Mercado Ortiz
Tesoureiro: Benjamín Bowles
Secretário: José Armando Verdecio
Experto: Luís Gamarra
Mestre de cerimônia: José Sanchez de Lozada
Hospitalar: Juan Foianini Banzer
Guarda templo: Carlos Füchtner
Mestre de banquete: Federico Hollweg Weber
Bibliotecário: Enoc Ruiz Arce

Podemos citar entre alguns membros da maçonaria cruzenha das últimas décadas Gustavo Montero, empresários pioneiros como o iugoslavo Mateo Kuljis, Aldo Pena Gutiérrez e até mesmo o ex-presidente do Comitê Cívico o Dr. Percy Boland Rodríguez.

O atual presidente da instituição maçônica em Santa Cruz, o Dr. José Gutiérrez autorizou a apresentação pública de alguns maçons parar deixar claro a diferença que existe entre a loja maçônica e as chamadas "logias cruceñas" ou grupos secretos de poder. No dia 30 de abril de 1992, no programa televisivo "Primeira Fila" difundido no canal 11, apresentou-se na televisão o senhor Berman Monastério Añez, a quem publicamente explicou a origem da maçonaria, e enfaticamente negou qualquer relação com os grupos secretos "Toborochi" e "Cavaleiros do Oriente".

Um ano antes, no periódico El Deber a "Delegação Regional da Grande Logia da Bolívia" pronunciou através de uma solicitação negando qualquer vínculo com os grupos de poder secreto, que havia aludido o dirigente cívico Dr. Luís Mayser Ardaya em uma denúncia um dia antes, quando afirmou que as lojas maçônicas haviam tomado o congressos dos comitês cívicos provinciais.

As Logias de Santa Cruz:

Dizem que de fato existe uma certa inimizade da maçonaria contra estes grupos por vários fatores:

1. Enquanto a maçonaria aspira uma sociedade universal e sem fronteiras, os grupos secretos regionalistas baseiam-se em um discurso regionalista e chauvinista.

2. Enquanto a maçonaria é uma organização especulativa e simbólica (nos últimos quarenta anos não esteve envolvida em atividades políticas) as logias cruzenhas "Toborochi" e "Cavaleiros do Oriente" converteram-se em grupos para tomar o poder político e econômico com o intuito de conseguir vantagens, embora estes não sejam seus objetivos manifestos.

3. Enquanto a maçonaria tem personalidade jurídica reconhecida e estatutos aprovados conforme a lei, as logias regionalistas são absolutamente ilegais.

4. Enquanto a maçonaria tende a secularizar sua organização, as logias regionais fecham-se mais a cada dia nas obscuridades do secreto.

5. Finalmente, um fato das logias regionalistas que molesta a maçonaria é que o fundador das logias cruzenhas resultou ser um maçom expulso com ignomínia da irmandade (Dr. Enrique Galván).

Nos últimos anos a maçonaria intensificou o processo de secularização ao extremo, publicando condolências públicas, extraindo solicitações, até editando folhetos e periódicos maçônicos que estão ao alcance de todos.

As Logias Regionalistas:

Nos anos de 1889 organizou-se a sociedade "Hijos Del Pueblo" dirigida pelo Sr. Carmelo Ortiz Taborga, no qual se arrolou a mais brilhante juventude de Santa Cruz da época, apoiando ativamente a causa do federalismo que liderou o Partido Liberal, oportunistamente lançada como uma das consignas que finalmente traiu logo que, vencedor da guerra civil de 1899, na Convenção de Oruro, foi ratificado o caráter unitário da República.

O Partido Regionalista:

No ano de 1920 foi fundado o Partido Regionalista, que funcionou até 1930 sob a condução do Dr. Cástulo Chávez. O Partido Regionalista, ou Autonomista, como alguns na época o denominaram, aliou-se com o Partido Liberal, sendo precipitado por este uma revolução prematura, que culminou com a derrota. A revolta estourou no primeiro de julho de 1924, e os confabulados contavam com o levantamento simultâneo dos militantes do Partido Liberal contra o governo de Saavedra em todos os distritos do país, conforme planejado. Os liberais fizeram fracassar o movimento que só se limitou a tomar as praças de Santa Cruz e Beni. Nos dias do levantamento os sublevados foram derrotados e Santa Cruz foi retomada, esta derrota foi decisiva para a posterior dissolução do Partido Regionalista que ocorreu no ano de 1930.

A Logia "Espada do Oriente":

Paralelamente ao Partido Regionalista entre os anos de 1920-1930 funcionou como uma logia secreta que perseguia os mesmos fins e objetivos que o Partido Regional. Esta organização secreta é o antecedente imediato das atuais logias "Toborochi" e "Cavaleiros do Oriente", nas quais guardam grandes semelhanças. Os integrantes da Logia "Espada do Oriente" em sua totalidade pertenciam ao Partido Regionalista e embora nunca se soube publicamente as personalidades que a compunham, é muito provável que o Dr. Castulo Chávez, Celso Parada, Juan Felipe Roca e outros tivessem presente no comando superior desta agrupação secreta. A idéia da logia saiu dos elementos do Partido Liberal, tradicionalmente ligados à maçonaria, de onde supostamente teriam adotado os ritos, graus e outros elementos próprios da sociedade esotérica.

A Logia "Cavaleiros do Oriente":

A idéia de conformar um grupo secreto cruzenhista nasceu no final da década dos anos 70, com o advento da democracia. Frente a uma suposta "dominação" que sofria Santa Cruz por parte dos imigrantes do interior do país e como uma reação contra o "centralismo" que impunham autoridades à região desde o altiplano, estes jovens em sua maioria profissionais egressos de universidades do exterior, começaram a organizar as primeiras reuniões que tiveram caráter público e onde se discutiam temas como a "dominação colla", a iminente chegada ao poder dos comunistas da UDP e a maneira de preservar a direção das principais instituições cruzenhas que estavam, segundo eles, em "sério perigo". Diante destas ameaças, e como os cruzenhos propuseram criar organizações que sem ser partidos políticos atuavam como tais, já que os partidos políticos tradicionais resultaram insuficientes devido a que o objetivo de sua causa podia significar a "perda de votos" em grossos setores da população proveniente do interior do país.

Outro argumento comum esgrimido pelos ideólogos das logias foi a necessidade de organizar-se para contra-atacar as ações de supostos logias do interior que buscavam para os seus membros poder econômico e político. Também é vox populi que aqui mesmo em Santa Cruz existissem logias collas, como uma que se chamava "O Grupo dos 1000", cujo objetivo seria colocar 1000 profissionais collas em lugares relevantes de nossa sociedade.

O grupo inicial da Logia "Cavaleiro do Oriente" teve um caráter relativamente público, já que a organização auspiciava reuniões - ceia no restaurante "Floresca". No "flash social" do matutino "El Mundo" datado de 10 de setembro de 1981, numa quinta-feira, apareceram duas fotos com alguns destes integrantes nos quais se distinguiam o Dr. Sixton Nelson Fleig, o Dr. Orestes Harnés, Jorge Flores Franco, Juan Carlos Limpias, Alejandro Gutiérrez, Stanley Landivar e outros.

Chama atenção o fato de que nessa época, em plena ditadura militar, este grupo se apresentasse publicamente, para depois, com o advento da democracia em outubro de 1982, se convertessem em grupos secretos. Este pequeno detalhe delata o caráter antidemocrático do grupo, que com os militares ao que parece sentiam-se protegidos, mas com a democracia sentiram-se ameaçadas e recorreram aos capuzes.

Com o ingresso ao grupo de Enrique Galván, a incipiente organização adotou os ritos, graus, sinais e procedimentos maçônicos, convertendo-se definitivamente numa logia, embora diferente da maçônica.

O núcleo principal da logia "Cavaleiro do Oriente", estava conformado pelas seguintes pessoas: Walter Luís Balcazar Castro, Juan Carlos Antelo, Oreste Harnez
(filho), Lorgio Talavera, Sixto Nelson Fleig, Nicanor Jordán, Marcelo El-Hage, Edgar
Terrazas, Federico Fernández, Enrique Galván, Alejandro Gutiérrez, Bernardo Canario,
Carlos Soruco Perrogón, e um alemão nacionalizado boliviano.

Resulta sintomático que estes grupos nunca se organizaram para lutar contra as ditaduras militares, já que pelo visto seus interesses estavam muito bem protegidos, por outro lado, se fundem na organização hermética, nas obscuridades do secreto justamente quando o sol da democracia começava a despontar.

As logias "regionalistas" nasceram como mecanismo de defesa e busca do poder de setores que buscavam mecanismo de manter a nível local o poder nas mão dos latifundiários e industriais.

A Logia "Cavaleiro do Oriente" atua com diversos partidos políticos e ali radica parte de sua força, já que foi ramificando através de todos os partidos, embora geralmente em partidos conservadores ou centristas. São inimigos do comunismo, porque a margem de atentar contra o "cruzenhismo" geralmente a logia o vincula com as forças políticas do interior. A versatilidade para acomodar em todos os partidos políticos explica o porque, suba quem suba ou caia quem caia, a logia sempre se mantém ao redor pelos círculos de poder.

A Logia "Cavaleiro do Oriente", sofre uma divisão no interior da organização, sustentam alguns que foi devido à diferenças sobre a construção do edifício de Cordecruz, graças a novos dados estamos na possibilidade de afirmar, remetendo-se ao testemunho e manuscrito do secretário da Logia, que a divisão se produziu no início de 1982, e foi produto de discrepâncias internas. Outra causa da divisão foi que um setor da irmandade começou a vislumbrar o lado prático do poder que estavam começando a adquirir através da sociedade secreta, e ali começou a discussão em termos éticos, sobre ao que o poder podia beneficiar não só a causa do oriente, mas também ao próprio oriental.

La Logia "Toborochi":

Terminada abruptamente a reunião onde se produziu a ruptura, a grande maioria da Logia ficou com o setor "principista". Onde tomaram a decisão de refundar a organização.

A sociedade cruzenha organizada em cooperativas, de conformação teoricamente democrática, mas cuja eleição de autoridades é dirigida permanentemente pelos grupos econômicos hegemônicos. O Comitê Cívico também adotou como base de seu sistema eletivo o corporativismo, o mesmo ocorreu com os grêmios profissionais e quase em todas as organizações regionais.

A expansão de ambas as Logias e a repartição das instituições cruzenhas:

Estas regras do jogo foram muito bem utilizadas pelas logias que já em setembro de 1982 controlavam as três cooperativas de serviços públicos na cidade de Santa Cruz e três colégios profissionais: o de arquitetos, o de engenheiros e o dos médicos.

Diante da divisão planejada, e apesar das hostilidades, ambas as logias acordaram encerrar a disputa dividindo o controle das instituições:

A Logia "Cavaleiros do Oriente", ficou manejando a Cooperativa de Telefones Automáticos - COTAS -, e o Colégio de Arquitetos.

A Logia de "Toborochi", tomou o cargo da Cooperativa de Serviços Públicos - SAGUAPAC -, e a Cooperativa Rural de Eletrificação - CRE -, do Colégio Médico e da sociedade de engenheiros.

As Cooperativas haviam gozado de absoluta liberdade e o povo confiava plenamente nelas porque tinham sido criadas e dirigidas por pessoas notáveis do povo, por patrícios de uma grande trajetória como don Liders Pareja, Placido Molina Barbery, Oswaldo
Gutiérrez, Juan Franco, Oscar Gasser, Pedro Ribero Mercado e outros, mas que de uns tempos pra cá começaram a ser manejadas por um conjunto de pessoas, sempre as mesmas, sem alternativa nem mudança.

A partir daí o questionamento permanente às Cooperativas à sua estrutura antidemocrática, aos seus altos custos de serviços, e inclusive suas negociatas.

Naquele tempo, em 1985, o Congresso Nacional aprovou a Lei Orgânica de Municipalidades, que regulamentava os serviços que brindavam as Cooperativas ao povo. Esta Lei, transpassava a custódia que exerciam os Ministérios de Energia, Urbanismo, Transporte e Comunicação, os municípios, cujo governo seria eleito em cada cidade. Isto obviamente significava controle das Alcaldías (prefeituras) às Cooperativas, as mesmas que não obedecem a ninguém porque o controle desde os ministérios do governo central era simbólico e na realidade não existia. A possibilidade de que na própria cidade tanto o Conselho Municipal com os departamentos técnicos da Alcaldía puderam fiscalizar e fixar preços aos serviços das Cooperativas, escandalizando estes "furibundos descentralizadores", inimigos raivosos da burocracia andina, mas que preferiram seguir sendo controlados por um remoto ministério no Altiplano antes que pelo próprio governo dos cruzenhos, o Governo Municipal. Alguém poderá se perguntar o que há de estranho nesta conduta, e a resposta é fácil: se um vizinho quiser queixar-se porque lhe subiram a fatura do CRE de 30 a 150 bolivianos, não vai ir até La Paz para reclamar. Mas se este controle é feito em Santa Cruz, nada custa ir até a Alcaldía e fazer a respectiva denuncia. Além disso, é um princípio da administração que todo controle longínquo não surta efeito, a fiscalização, para que tenha efeitos, deve ser imediata. E é assim, que renegando suas convicções descentralizadoras e adotando posições políticas, as logias através da Federação de Fraternidades, que fundaram, publicaram tanto em seus boletins como na imprensa coisas como essas:

"Nossas Cooperativas de Serviços COTAS, CRE e SAGUAPAC pertencem ao povo". "Lutaremos pelo que é nosso e funciona bem, e isto não pode ser mudado, nem pode ser presa do caciquismo político e da inépcia burocrática".

A Federação de Fraternidades se convertem numa espécie de porta-voz pública das logias, na defesa dos interesses criados nas Cooperativas.

As primeiras denúncias sobre a existência das Logias:

A revista "Reflexo de Santa Cruz, foi a primeira a denunciar a existência das logias. O Dr. Carlos Hugo Molina, através de uma série de artigos denominados "El Pujuso y La Perestroika", denunciou o caráter corporativo das instituições cruzenhas. Com o título de "As Logias de Santa Cruz", a Lic. Susana Seleme publicou o primeiro artigo em que se deu um esboço das Logias.

No ano de 1989, também na revista "Reflexos", o Arq. Fernando Prado escreveu o "Elogio das Logias", realizando uma interessante análise das motivações reais que impulsionam a conformação das logias.

Panorama Institucional Cruzenho depois das eleições cívicas do ano de 1989:

"Cavaleiros do Oriente"

Controlam: Comitê Pro - Santa Cruz
Federação de Fraternidades
Federação de Profissionais
Federação de Empresários Privados
Câmara de Indústria e comércio
Câmara Nacional Florestal
COTAS
ASOBAN
SUPERINTENDÊNCIA DE BANCOS
CORDECRUZ
COLÉGIO DE ARQUITETOS
SOCIEDADE DE ENGENHEIROS
COLÉGIO DE ADVOGADOS
INTITUTO BOLIVIANO DE COMÉRCIO EXTERIOR
COUNTRY CLUB LAS PALMAS
JUNTAS VICINAIS

"Toborochi"

Controlam: CRE
SAGUAPAC
CLUB SOCIAL 24 DE SETEMBRO
COOPERATIVA JISUNU

Incursão nos Partidos Políticos:

Como as logias já não podiam fazer nada onde o que define é o voto democrático, as sociedades secretas lançaram a consigna de infiltrar-se nos partidos políticos, embora alguns de seus militantes já tivesses desde antes compromissos partidários.

Este foi o limite da expansão das logias. Tinham ocupado toda a estrutura institucional cruzenha, agora começavam a luta pelo poder político tomando conta dos objetivos autonomistas e regionalistas de ambas as soceidades.

Os militantes da logia "Cavaleiros do Oriente" que através de seus partidos ingressaram na estrutura governamental, são as seguintes:

Zvonko Matkovic (Nota: este personagem esteve ligado ao partido de Hugo Banzer)
Jorge Robledo
Miguel Angel Parada Feeney
Jorge Aguilera
Herman Salvatierra Zankis
Juan Manuel Chaín
Freddy Terrazas
Luis Fernando Terrazas
Mauro Alberto Bertero
Luís del Rió Chávez
Jorge Landivar Roca
Carlos Dabdoud Arríen
José Serrate
José Mario Serrate
Enrique Antelo Gil

Aclaramos que ainda faltam muitos nomes nesta lista sobre membros das logias incrustadas na política.

Unidade entre as duas Logias:

Associam-se em geral para defender interesses empresariais para garantir lucros em suas atividades, e apesar da Personalidade Jurídica têm mandados sociais ou econômicos, e se atrevem a violentar a lei ao traçar como objetivos coisas como: "Que Santa Cruz tenha o alcalde (prefeito) que merece".

Aspectos que provam que existem as Logias:

Existem uma série de indícios e presunções que a nosso critério constituem provas da existência das logias e inclusive possibilitam conhecer a identidade de seus membros.

Desde 1988 são muitas as personalidades cruzenhas que manifestaram publicamente sobre a existência de logias em Santa Cruz, as mesmas que vão desde periodistas até dirigentes políticos, cívicos, empresários, profissionais e inclusive religiosos. Transcrevemos a seguir um preciso detalhe destas manifestações, que a nosso critério, pela diversidade e pluralidade, assim como pela trajetória daqueles que o emitem, são dignos de credibilidade.

Susana Selema: "as logias põem ou tiram diretivos e presidentes das mais importantes instituições regionais".

Carlos Hugo Molina: publicou vários artigos demonstrando com argumentos jurídicos e sociológicos a natureza negativa dos grupos secretos.

Belisario Suárez: o melhor caricaturista de Santa Cruz, a quem no ano de 1988 na edição de 18 de fevereiro do matutino "El Día", em ocasião da celebração das eleições do Comitê Cívico onde as logias disputavam a diretiva cívica frente a frente, ilustrou eloqüentemente com uma caricatura este peleja.

Arq. Fernando Prada: "eles se organizam para defender os setores dominantes".

Arq. Sergio Antelo: aborda o surgimento do cruzenhismo logiero.

Dr. Ciro Sánchez Saldaña: "CRE, COTAS, SAGUAPAC, se converteu em refúgios das logias".

Luís Mayser Ardaya: "a maior parte das instituições cruzenhas estão manejadas pelas logias".

A Delegação regional da Grande Logia da Bolívia: "a maçonaria não tem nada a ver com as autodenominadas LOGIAS que se arvoram pelo nome Cavaleiros do Oriente e Toborochi".

Arq. Ronald Cronembold: "me pediram retirar minha candidatura porque o grupo
Toborochi é forte".

Dr. Roberto Barbery Anaya: "as logias constituem uma expressão renhida com a liberdade e a igualdade". (Nota: este personagem foi ex-funcionário do governo de Gonzalo Sánchez de Lozada e Carlos Mesa. Com suas "fissuras" é muito conhecido por realizar campanhas de desprestígios contra os movimentos sociais).

Maggy Talavera: "que existem, existem..."

Conselho Municipal da Cidade de Santa Cruz: por meio de uma Resolução Municipal, a luta contra as logias, exortando a tornar-se públicas e invocando também às cooperativas de serviços a democratizar-se.

Consideramos que as provas são contundentes pela seriedade das pessoas descritas como de outras que não foram descritas.

Lista das principais pessoas que manejam estas Logias:

"Toborochi" (Nota: hoje Branko Marinkovic é o principal cabeça desta seita maçônica):

Juan Carlos Antelo
Guillermo Aguilera Ramírez
David Antelo
Percy Añez
Alejandro Aguilera Ramírez
Edgar Arteaga
Luis Bravo Hurtado
Walter Balcazar
Bernardo Cadario
Guido De Chazal Palomo
Nataniel Paz Jordán
Víctor Hugo Rau Eyzaguirre
Mario Rioja
Dionisio Ureña
Jorge Valdez
Rony Velarde
Germán Antelo
"Caballeros del Oriente" (Nota: atua em união com a seita de Toborochi):

Lorgio Fleig Arias
José Luís Vélez Ocampo
Wilmar Stelzer
Alfonso Moreno
Héctor Justiniano
Freddy Terrazas
Pedro Yohvío
Eduardo Paz
Guido Nayar
Orlando Núñez

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ENTREVISTA COM O MAÇOM ANTONIO ALBA LÓPEZ VELÁZQUEZ REALIZADA EM 2003 (HÁ 5 ANOS ATRÁS)

Antonio Alba López Velázquez. O ex-diretor de ENDER e EGSA se considera um homem realizado e feliz. Nega que a maçonaria tenha o interesse de ocupar a justiça e a polícia, mas reconhece que gostaria que todos os ministros fossem maçons e que os "profanos" se convertessem à irmandade.

Grande Delegado Regional da maçonaria em Santa Cruz.

"Nós maçons estamos em todos os lugares", diz.

"A maçonaria é simbólica, universal e essencialmente filosófica, filantrópica e progressiva. Trabalha pelo aperfeiçoamento moral e intelectual do ser-humano e persegue como finalidade última a união fraternal da humanidade, e o império da paz universal". Assim começa o diálogo do delegado regional da maçonaria em Santa Cruz, Antonio Alba; lendo o estatuto constitutivo da Grande Logia da Bolívia.

De estatura mediana, contextura delgada, pele triguenha e passo seguro, pessoalmente abriu a grade de ingresso a seu domicílio, localizado no exclusivo bairro Equipetrol. O homem é respeitado e tratado com absoluta reverência entre os mais de 600 maçons que há em Santa Cruz. Funcionários, juízes, médicos, advogados, empresários constituem os membros da maçonaria. Têm poder econômico e comando, mas no interior impera a disciplina e a obediência.

Já adentro, sentado em um cômodo sofá de living de seu domicílio, Alba deixou de lado as reservas e o bate-papo prévio rompendo o gelo.

Entrevistador - Como conseguem cumprir com o que acabou de ler?

López Velázquez - Com a práticas da justiça, virtude, cooperação social e respeito à dignidade humana. Há algo importante: a honradez comum não basta para ser maçom. O "profano" não pode bater na porta e solicitar afiliação. A instituição deve convencer-se da moralidade e boa reputação dos postulantes que aspiram a honra de pertencer à ordem.

Entrevistador - O que isto significa?

López Velázquez - Que há um processo de investigação. Nós, irmãos, nos dedicamos a indagar sobre a vida e costumes do candidato, prévia apresentação de um dos membros. Para evitar a entrada de narco-traficantes, corruptos, homossexuais e coisas do tipo.

Entrevistador - Tem que ser profissional e com dinheiro?

López Velázquez - Não, mas tem que ser uma pessoa que possa manter sua família e contribuir com a cota mensal que necessita a ordem para manter-se.

Entrevistador - É uma cota igual mensal ou varia de acordo com os ingressos do maçom?

López Velázquez - É como em qualquer clube social. Esse dinheiro é para pagar a manutenção do edifício. Essa cota é de acordo ao pressuposto anual.

Entrevistador - É aberto para as mulheres?

López Velázquez - Só os homens podem ser maçons. Temos o círculo feminino que pertencem às mulheres dos maçons, a ordem das "Estrelas do Oriente" e os rapazes de Demolais. Sua função é formar-se e também fazer filantropia.

Entrevistador - São elitistas?

López Velázquez - O fim último é que todos os homens sejam maçons. Alcançar esse aperfeiçoamento do homem. Por isso essas denúncias de que queremos manejar instituições são falsas.

Entrevistador - Por que vocês são rodeados de tantos mistérios? O juramento vos impede de falar de sua filiação?

López Velázquez - Não, veja (um anel de ouro com a insígnia maçônica).

Entrevistador - Sim, você não tem problemas de mostrá-lo, mas e os outros membros?

López Velázquez - Isso depende de cada um. Ninguém pode dizer que pertenço a tal ou qual clube social.

Entrevistador - Mas há diferenças, a maçonaria não é um clube social.

López Velázquez - Mas você sabe que na vida social alguém pertence a tal ou qual clube social para beneficiar-se. Para evitar que as pessoas estejam recomendando guardar discrição. Somos livres de dizê-lo e de recomendar a quem quisermos para que integre a irmandade. Essa é a razão pela qual não andamos divulgando se fulano ou cicrano é maçom.

Entrevistador - Por isso suas reuniões são com as portas abertas, como constatei à noite na sede da rua Ayacucho, quando fui lhe buscar e não o encontrei?

López Velázquez - Ah, mas isso não quer dizer que você podia entrar. Na minha casa a porta também esta sempre aberta e se o encontro dentro dela meto-lhe uma bala.

Entrevistador - É diferente, porque isto é um domicílio privado. Então é proibido ingressar na sede dos maçons?

López Velázquez - É proibido entrar em qualquer domicílio privado. Se eu o encontrasse dentro o agarraria, chamava a polícia e o acusava de ladrão.

Entrevistador - Então qual é o propósito de ter a porta aberta, dar um sinal de abertura que não existe?

López Velázquez - Não ter um guarda na porta, para isso há uma campainha e uma aldrava.

Entrevistador - Bom... então eu me salvei de acabar na polícia...

López Velázquez - (risos) Sim, poderia acabar na Polícia Técnica Judiciária (responde risonho).

Entrevistador - Pela irmandade que há entre os maçons, isso não gera um tráfico de influências nas instituições?

López Velázquez - É isso que muita gente acredita e diz: como os maçons são extremamente poderosos, com bastante dinheiro, vou me relacionar com eles e vou fazer bons negócios. Nada mais falso.

Entrevistador - Mas é verdade que são poderosos e influentes em seus espaços de trabalho.

López Velázquez - Há de tudo na maçonaria. Há desde um simples professor de colégio até gerentes de bancos, empresas privadas, ministros de Estado, militares, e inclusive PADRES, apesar de sua religião proibir.

Entrevistador - Recentemente tornou-se pública uma denúncia de que os maçons estão ocupando a polícia, inclusive foi requerido que o novo comandante não fosse maçom.

López Velázquez - Este senhor tem que ter muito cuidado ao opinar. Porque eu colocaria a todos os ministros, as altas autoridades deste país, sob a direção da ordem maçônica. Porque se estamos buscando a perfeição do homem, então tu não verás um único chefe de polícia que seja corrupto.

Entrevistador - E no Poder Judiciário?

López Velázquez - O mesmo. Em qualquer atividade, se encontrares um único maçom é do tipo correto. (Nota: que o diga Branko Marinkovic!)

Entrevistador - Isso obstaculiza o caminho ao maçom e há benefícios sobre o "profano"?

López Velázquez - Não. Porque a maçonaria não está buscando manejar nenhuma instituição. A pessoa entra para aperfeiçoar-se e não para ajudar ao irmão.

Entrevistador - Mas agora pouco me disse que oxalá fossem todos os ministros e autoridades maçônicos. Isso é ocupar instituições.

López Velázquez - É que assim teríamos um país melhor. Mas não é nossa finalidade. Nota: quanta discrepância!)

Entrevistador - E o que fazem com os membros que não seguem os princípios da maçonaria?

López Velázquez - É realizado um tribunal interno e se forem culpados são expulsos e nunca mais poderão retornar nem aqui nem em outro lugar do mundo.

Entrevistador - Já houve algum julgamento aqui em Santa Cruz?

López Velázquez - Não, NENHUM (!!!), até agora não tem sido necessário.

Entrevistador - Então são todos justos e prefeitos os 600 membros maçons?

López Velázquez - São perfeitos. Já lhe disse que os investigamos muito bem antes de aceitá-los.

FIM DA ENTREVISTA

Antonio Alba López Velázquez nasceu no dia três de setembro de 1937. É casado e tem quatro filhos. "Três profissionais e a última está a ponto de formar-se", explica orgulhoso. Estudou no Colégio Alemão e formou-se bacharel no Anglo Americano de sua cidade natal Oruro. Formou-se em engenharia elétrica em Córdoba, Argentina, e fez pós-graduação no Chile. Recebeu a condecoração da Ordem Boliviana do Trabalho em 1995 e em 1999, obteve outro reconhecimento de honra no ENDE por seus 30 anos de serviço, onde foi gerente, e quando foi privatizada optou pela jubilação. Agora (2003) se dedica a atividade privada como consultor externo. É um homem metódico e de olhar penetrante. Está radicado em Santa Cruz De La Sierra.

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4º CONGRESSO DA TERCEIRA INTERNACIONAL

A franco-maçonaria, a liga dos direitos humanos e a imprensa burguesa

A incompatibilidade entre a franco-maçonaria e o socialismo era tido como evidente na maioria dos partidos da II Internacional. O Partido socialista italiano expulsou os franco-maçons em 1914 e esta medida foi, sem dúvida, uma das razões que permitiram o partido continuar, durante a guerra uma política de oposição, pois os franco-maçons, na qualidade de instrumentos da Entente, atuavam a favor da intervenção.

Se o 2º Congresso da Internacional Comunista não formulou entre as condições de adesão à Internacional, nenhum ponto especial sobre a incompatibilidade do comunismo e a franco-maçonaria é porque esse princípio figura de uma resolução em separado votada por unanimidade no Congresso.

O fato que se revelara inesperadamente no 4º Congresso da Internacional comunista, a adesão de um número considerável de comunistas franceses às lojas maçônicas, é, no entendimento da Internacional comunista, o mais lamentável testemunho de que nosso partido comunista francês conserva, não só a herança psicológica reformista, parlamentar e patriótica, mas também estabelece vínculos bem concretos e comprometedores, por se tratar da cúpula do Partido, com as instituições secretas, políticas e arrivistas da burguesia radical.
Enquanto a vanguarda comunista do proletariado reúne todas as suas forças para uma luta sem quartel contra todos os grupos e organizações da sociedade burguesa em nome da ditadura do proletariado, numerosos militantes responsáveis do Partido, deputados, jornalistas e até membros do Comitê Central conservam estreito vínculo com as organizações secretas do inimigo.

Um fato particularmente deplorável é que o Partido, com todas as suas tendências, não discute esta questão desde o Congresso de Tours, apesar de sua evidente clareza para a Internacional, e foi preciso que aparecesse a luta de fracional dentro do Partido para que surgisse com toda sua ameaçadora grandeza.

A Internacional considera que é indispensável pôr fim de uma vez por todas, a esses vínculos comprometedores e desmoralizantes da cúpula do Partido comunista com as organizações políticas da burguesia. O erro do proletariado da França exige que o partido depure suas organizações de classe dos elementos que pretenderam pertencer simultaneamente aos dois campos de luta.

O Congresso recomenda ao Comitê Central do Partido comunista francês a tarefa de liquidar, antes de 1º de janeiro de 1923, todos os vínculos do Partido com alguns de seus membros e de seus grupos com a franco-maçonaria. Todo aquele que antes de 1º de janeiro de 1923 não declarar abertamente à sua organização e dado à público através da imprensa do partido sua ruptura total com a franco-maçonaria ficará automaticamente excluído do Partido comunista sem direito a refiliar-se no futuro. O ocultamento de sua condição de franco-maçon será considerado como infiltração no Partido de agente inimigo e recairá sobre este indivíduo uma mácula de afronta pública diante de todo o proletariado.

Considerando que só o fato de pertencer à franco-maçonaria, sem continuar ou não nela, buscando ao fazê-lo, um objetivo material, arrivista ou qualquer outro objetivo desonroso evidencia um desenvolvimento insuficiente da consciência comunista e da dignidade da classe, o 4º Congresso considera indispensável que os camaradas que pertenceram até agora a maçonaria e com rompeu com ela sejam privados durante 2 anos do direito de ocupar postos importantes no Partido.

Considerando que a liga de defesa dos direitos humanos e do cidadão é, na sua essência, uma organização do radicalismo burguês, que utiliza seus atos isolados contra uma determinada injustiça para semear ilusões e preconceitos da democracia burguesa e sobretudo nos casos mais decisivos e graves, como por exemplo durante a guerra, prestou todo seu apoio ao capital organizado em forma de Estado, o 4º Congresso da Internacional comunista considera absolutamente incompatível com a condição de comunista e contrário às concepções elementares do comunismo, pertencer à liga dos direitos humanos e do cidadão e conclama a todos os membros do partido pertencentes a esta liga a abandonar antes de 1o de janeiro de 1923, fazendo conhecer à sua organização e publicando-o na imprensa.

O Congresso conclama o Comitê Central do Partido comunista francês a:

A) Publicar imediatamente sua convocatória a todo o partido, esclarecendo o sentido e o alcance da presente resolução;

B) Adotar todas as medidas derivadas da resolução para que a depuração do partido da maçonaria e a ruptura do tipo de relação com a lista dos direitos humanos e do cidadão sejam efetuadas sem debilidades ou omissões antes de 1o de janeiro de 1.923. O Congresso expressa sua convicção de que em seu trabalho de depuração e saneamento, o Comitê Central seja apoiado pela imensa maioria dos afiliados do Partido, qualquer que seja a fração a que pertençam.

O Comitê Central deve confeccionar as listas de todos os camaradas que, em Paris e na província, fazem parte do Partido comunista onde tenham diversos postos, até de confiança e às vezes colaborem na imprensa burguesa e conclamem estes elementos a optar, antes de 1o de janeiro de 1.923, de maneira total e definitiva, entre os órgãos burgueses de corrupção das massas populares e o Partido revolucionário da ditadura do proletariado.

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Diversos artigos no Indymedia Bolívia que tratam sobre as "Logias" fascistas:

 http://bolivia.indymedia.org/search/node/logias