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Companhia Imobiliária de Brasília (TERRACAP) invade e ataca a Terra Indígena do Bananal
Por TERRACAP CRIMINOSA 23/10/2008 às 00:11

Na tarde de hoje, 22 de outubro, cerca de vinte pessoas da TERRACAP invadiram a Terra Indígena do Bananal - Santuário Sagrado dos Pajés - em Brasília e destruiram o barraco de um dos indígenas. O caminhão usado para transportar os funcionários ainda passou por cima da roça de mandioca destruindo-a completamente. No momento do crime apenas três indígenas estavam na Terra Indígena do Bananal. Uma mulher, funcionária da TERRACAP chefiou o crime e não quis se identificar. Ela estava escoltada por dois policiais militares. Segundo as testemunhas que estavam no local no momento, quando perguntaram a mulher se ela tinha mandado para entrar ali e derrubar o barraco, ela disse que não tinha mandado e que não precisava pois havia um acordo entre os indígenas que estão negociando na TERRACAP. O acordo mencionado é o Termo de Ajustamento de Conduta forjado pelo Procurador Peterson Pereira do MPF-DF e assinado pela cúpula do Governo do Distrito Federal (GDF) envolvida na questão (Instituto Brasiliense de Meio Ambiente - IBRAM - e TERRACAP), instituições que não tem autoridade legal nenhuma para lidar com a questão indígena. As lideranças do Santuário Sagrado dos Pajés negaram qualquer acordo com a TERRACAP e com o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF). Quando perguntada sobre o nome dos indígenas que estariam negociando com a TERRACAP, ela falou que eram Manoel e Ivanice.

Ivanice é indígena, chegou a região já há algum tempo, após os Fulni-ô, ela é da etinia Kariri-Xocó, se diz cacique geral da área, entretanto chegou na área após os Fulni-ô que fundaram o Santuário Sagrado dos Pajés. O Santuário Sagrado dos Pajés - Terra Indígena do Bananal, não tem nada a ver com as negociações feita por Ivanice ou por Manoel.Eles tem um processo judicial onde pedem a indenização de 74 milhöes para sair da área onde o GDF pretende construir o Setor Noroeste para a elite de Brasília. Diversas vezes a mídia empresarial do DF, atrelada ao Governo, utilizou o argumento do pedido de indenização para descaracterizar a luta, colocando como se o pedido houvesse sido feito por todos/as os/as indígenas da área.

A luta do Santuário Sagrado dos Pajés é pela regularização da Terra Indígena do Bananal, respaldada pela constituição em seu artigo 231. Em nenhum momento as lideranças do Santuário aceitaram qualquer tipo de acordo com a TERRACAP ou com o MPF-DF, e seus/suas representantes legais no processo judicial de demarcação da terra são a Defensoria Pública da União e a Sexta Câmara do Ministério Público Federal. Repudiamos o crime cometido pela TERRACAP, ao invadir a Terra Indígena Bananal e destruir o barraco do indígena Cláudio Fulni-ô sem nenhum mandado judicial, sem acompanhamento de nenhum representante da policia federal e da FUNAI. Exigimos que as instituições judiciárias federais, responsáveis pela questão indígena, tomem as providências cabíveis, para que os/as responsáveis do GDF e da TERRACAP por essa ação criminosa sejam presos/as por Abuso de Autoridade. E esclarecemos à opinião pública que quaisquer ações judiciais ou negociaçöes feitas por Ivanice ou Manoel não tem relação nenhuma com o Santuário Sagrado dos Pajés. Lamentamos que ainda existam indígenas que caiam no jogo do Mau Governo e de seus especuladores, servindo para gerar intrigas e desentendimentos entre etnias, o que já tem sido feito pelos Indo-Europeus há mais de 500 anos.

Saiba Mais:Vídeo-Agressão ao Santuário | Fotos da cena do crime | Relato em áudio | Santuário Sagrado dos Pajés | Vídeos sobre o Santuário

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Comentários


motivo da disórdia
Awiry 23/10/2008 10:41

Apena após a interferência do MPDFT com a elaboração do TAC que esta divisão entre a comunidade veio a emergir. Os procuradores corruptos como o Peterson de Paula nitidamente aliciaram os indígenas, sugerindo o que eles iriam pleitear para a Terracap. Tem tudo gravado: -vocês podem pedir um carro, a reprodução das casa de vocês aqui melhoradas...
Esta é a maneira de combater o que há de mais forte na resistência indígena que é a unidade do grupo, colocam uns contra os outro é sempre assim, descaracterizando o grupo como coletividade, apodrecendo a espiritualidade e semeando a cobiça e a ambição.


Fora, setor noroeste!!!!!
Alysson 23/10/2008 14:03
thael.a@gmail.com

Total apoio aos indígenas e à legítima permanência nas suas terras. eles não podem ser retirados de lá em hipótese alguma, salvo em caso de calamidade pública, o que não é o caso. não se pode deixar que a especulação criminosa feita com a terra, a mãe-terra que tudo nos fornece de graça, seja mais uma vez vitoriosa contra a justiça e o direito dos povos de viverem em paz.


Vai comendo, Raymundo...
Raymundo Nonato A. Filho 23/10/2008 14:21

Pois é, ao invés de oferecerem opções de moradia decente para os "candangos", deixaram os arredores de Brasília se encher de cidades-satélites e agora que Brasília ficou cercada, e sem opções de terras para abrir novos loteamentos, fizeram essa covardia de tomar o bairro dos índios!!!

Tudo é culpa da "Zelite" que tem nojo de pobre (e não quer ser vizinha deles) e do desfavorável destino geográfico que deixou os índios ao lado da Asa Norte, exatamente no terreno disponível o mais longe possível das cidades-satélites.

Por aí vocês podem perceber o quanto o PT e as "Zelite" são tudo farinha do mesmo saco.


E o salário, ó.



VIVA OS INDIOS
eu mesmo 23/10/2008 16:18
brufm@hotmail.com

Primeiro foram os Europeus, vieram pra ca, mataram os indios, estupraram as indias, os q sobraram tentaram escravizar... Agora nós mesmos fazemos isso, vergonhoso mesmo, espero q aqui c faça e aqui c pague!!!

Os Indios são os unicos donos de alguma Terra, já que no nosso sistema PODRE, essa relação de posses foi imposta...


Cadê o Governo?
Crtl/v 23/10/2008 16:20

Um sujeito presidente, acho que da França, de um tempo não muito recente, mas também não muito antigo, disse certa vez, que o Brasil não é um país sério. Ele errou! Deveria ter dito que o Brasil é um país que não tem governo sério. Ou seja, temos um governo que sabe governar sua cozinha!


Cala a boca, burro!
Empreendedor 23/10/2008 20:16
g@gmail.com

Deixa de ser burro! Tem mais é que mandar a indiarada para a reserva deles. Tupã não vale 75 milhões. Ele não vale nem um centavo para os índios. Ainda mais uma índia alcoolatra, um advogado picareta que entra com duas impugnações, com clientes diferentes e com objetivos conflitantes, e cheio de documentos falsificados nas alegações. Cana neles! O MP vai cair de pau encima, pois tem calhorda estelionatário no meio. O outro é um ex-senador cassado, reconhecidamente ladrão, aproveitador. Prisão é o caminho de quem se contrapõe, por intermédio de meios escusos e blasfêmias demodé, ao desenvolvimento. Não me surpreendo se o autor deste texto esteja faturando. Cuidado, calhordas! A lei tarda, mas não falha.


só o q faltava
aurelio 26/10/2008 01:43

Entre as tantas asneiras q vc disse a pior foi que o autor desse texto está faturando rsrsrsrsrsrs

Moro aqui no DF e estou bem informado sobre a questão do noroeste, inclusive conheço o local onde os índios vivem, já fui lá diversas vezes e participei das manifestações contra a construção do Setor Noroeste.

O jogo de interesses é bem bem claro pra mim, de um lado tem os indígenas, estutandes da UNB e ativistas sociais e ambientais lutando contra a construção do setor noroeste, do outro temos o GDF e os especuladores imobiliários querendo por tudo construir o novo bairro pra classe alta. Detalhe o vice governador é o dono da maior corporação imobiliária do DF a PauloOctávio empreendimentos.

É uma vergonha ver uma situação dessas em plena capital federal, que exemplo eles querem dar para o país ?

Dizer que os índios que estão faturando com essa história toda, só pode ser piada de mal gosto, por acaso são os índios que querem construir prédios e vender apartamentos de luxo por lá ?

Aquele advogado é um picareta disse que queria defender os índios depois passou a perna neles !
Foi esse advogado que inventou essa história de indenização e que ajudou a semear a discórdia entre irmãos indígenas jogando uma etnia contra a outra, fazendo a velha tática usada desde os tempos da colonização para dizimar populações indígenas e tomar seus territórios.