about help contact join editorialpolicy newswire publish
 
Editoriais Notícias Editoriais Antigos Arquivo de notícias Calendário Local e Global português | español
english | esperanto
Outras mídias
 
radio impressos video
 
Publique!
Publique o seu vídeo, áudio, imagens e textos diretamente do seu navegador.
Notícias
Cobertura imediata dos acontecimentos ligados aos novos movimentos.
Política Editorial
Saiba sobre a política de publicação do CMI.
Seja um voluntário
Participe desse projeto de democratização da mídia.
Contato
Mande sua mensagem para nós.
Ajuda
Como publicar as suas notícias em diferentes formatos.
Sobre o CMI
Conheça os princípios do Centro de Mídia Independente.
Bate-papo do CMI
Acesse a nossa sala de bate-papo. "Saiba como".
Apoie o Indymedia
Conheça os outros projetos do CMI e contribua com a mídia independente.
Artigos Escondidos
Matérias repetidas, sem conteúdo ou que violam a Política Editorial.
Rede CMI Brasil
Página estática dos coletivos.

Brasília
Campinas
Caxias do Sul
Curitiba
Florianópolis
Fortaleza
Goiânia
Joinville
Porto Alegre
Rio de Janeiro
Salvador
São Paulo
 
Receba o boletim do cmi
Seu e-mail


Busca
Encontre


Palavras


com imagens
com áudio
com vídeo

CMIs

www.indymedia.org

Projetos da Rede Global
impresso
rádio
tv (newsreal)
vídeo

Tópicos
biotecnologia

África
áfrica do sul
ambazônia
estreito de gibraltar
ilhas canárias
nigéria
quênia

América Latina
argentina
bolívia
brasil
chiapas (mex)
chile
chile, sul
colômbia
equador
méxico
peru
porto rico
qollasuyu (bol)
rosário (arg)
santiago (chi)
tijuana (mex)
uruguai
valparaíso (chi)

América do Norte
canadá

hamilton
maritimes
montreal
ontário
ottawa
quebec
thunder bay
vancouver
victoria
windsor
winnipeg
estados unidos
arizona
arkansas
atlanta
austin
baía de são francisco
baía de tampa
baltimore
binghamton
boston
búfalo
carolina do norte
charlottesville
chicago
cleveland
colorado
columbo
danbury, ct
estados unidos
filadélfia
hampton roads, va
havaí
houston
hudson mohawk
idaho
illinois, sul
ítaca
kansas city
los angeles
madison
maine
massachusetts, oeste
miami
michigan
milwaukee
mineápolis/st. paul
nova hampshire
nova iorque
nova jérsei
nova orleans
novo méxico
oklahoma
omaha
pittsburgh
portland
richmond
rochester
rogue valley
saint louis
san diego
santa bárbara
santa cruz, ca
são francisco
seattle
tallahassee
tennessee
texas, norte
urbana-champaign
utah
vermont
washington, dc
worcester

Ásia
burma
índia
jacarta (ins)
japão
manila (fil)
mumbai (ind)
quezon (fil)

Europa
alemanha
alicante (esp)
andorra
antuérpia (bel)
armênia
atenas (gre)
áustria
barcelona (esp)
bélgica
belgrado (scg)
bielorrússia
bristol (ing)
bulgária
chipre
croácia
escócia
estreito de gibraltar
euskal herria/país basco
flandres ocidental (bel)
flandres oriental (bel)
galiza
grenoble (fra)
holanda
hungria
irlanda
istambul (tur)
itália
la plana (esp)
liege (bel)
lille (fra)
madri (esp)
malta
marselha (fra)
nantes (fra)
nice (fra)
noruega
paris/ilha-de-frança (fra)
polônia
portugal
reino unido
romênia
rússia
suécia
suíça
tessalônica (gre)
toulouse (fra)
ucrânia
valência

Oceania
adelaide (aus)
aotearoa/nova zelândia
brisbane (aus)
burma
darwin (aus)
jacarta (ins)
manila (fil)
melbourne (aus)
oceania
perth (aus)
quezon (fil)
sydney (aus)

Oriente Médio
armênia
beirute (lin)
israel
palestina

Processo
discussão
faq da indymedia
fbi/situação legal
listas de discussão
processo & docs
técnico
voluntários

 

"Não pagaremos a crise de vocês!"
Por EDUCAÇÃO 03/11/2008 às 11:49

A Itália está vivendo um período agitado de revolta contra a chamada reforma Gelmini, que reúne um amplo movimento de estudantes universitários e de escola primária, mas tambám de professores, pais, empregados da universidade e sindicatos. A Lei 133 se presenta como ataque ao ensino publico e prevê um corte de mais de 8 bilhões de euros nos próximos 5 anos. Isso se alcançará entre outros com a não-prorrogação de mais de 140.000 contratos de trabalho (já bastante precários) no campo escolar e universitário, o fechamento de muitas escolas em áreas rurais, a comercializaçao e até privatização total das universidades. Não faltam tambem acentos racistas, como as classes separadas para filhos de imigrantes com baixo conhecimento de italiano.

Os protestos já começaram em setembro, mas se reforçaram sobretudo nas últimas três semanas durante as quais se realizaram numerosas ocupações de universidades e escolas públicas italianas - mais de 120 só na provincia de Campania. As contínuas manifestações, que às vezes superavam o número de 2 milhões de pessoas, pararam a maioria das cidades. O impressionante é que não é um movimento que envolve somente esses grandes centros urbanos, mas que está presente mesmo nas mais pequenas aldeias do sul, o que leva muita gente a falar de um novo "68". Em Napoli, por exemplo, os estudantes se autoorganizaram assembléias, contruíram um media-center de documentaçao sobre a crise, cursos de teatro, manifestações improvisadas... Talvez a imagem mais forte seja os circulos de pessoas espalhados ao redor das faculdades, nas ruas ou praças, continuando as aulas normais com os professores que simpatizarem com a causa. Basta procurar por "Gelmini" em Youtube para ter uma boa impressao do tamanho dos protestos. Tambem foi criado o site Stop Gelmini para documentar o movimento.

Quarta-feira passada aprovou-se a primeira parte da Lei "Gelmini" referente ao ensinamento elementar e nas próximas semanas virá a decisao sobre a esfera universitária.

Para maiores informações visite: CMI Itália

Itália: Reforma Gelmini é privatização do ensino público

  >>Adicione um comentário

Comentários


Reforma Gelmini é privatização do ensino público
Movimento Estudantil Popular Revolucionário 04/11/2008 08:57

www.mepr.org.br

Diversas reitorias estão ocupadas. Manifestações de rua são diárias. Greve Geral dia 30 de outubro paralisou o país.

Mais de um milhão de estudantes secundaristas, universitários, professores e trabalhadores em educação sacodem o país para derrotar a ?reforma? do ensino aplicada pelo governo de Silvio Berlusconi. Dois decretos da ?reforma? já foram aprovados na Câmara de deputados e no Senado (decreto 112 convertido em lei 133 e decreto-lei 137).



Em meio ao aprofundamento da crise financeira do sistema imperialista, as classes dominantes têm se preocupado em expedir medidas para salvar suas grandes empresas e bancos com dinheiro público, além de aprovar políticas para cortar direitos e diminuir gastos com o povo. É sob esta lógica que o governo italiano aprovou a ?reforma? Gelmini (sobrenome da ministra da Educação) para desmontar o sistema público de ensino.

Em agosto foi aprovada a lei 133 cujo conteúdo diz respeito ao ensino superior. Entre as modificações danosas ao ensino público estão o corte de verbas, a transformação das Universidades Públicas em Fundações Privadas e a demissão de professores e funcionários.

O corte de verbas está programado da seguinte forma (em Euros): 456 milhões em 2009; 1,650 milhão em 2010; 2,538 milhões em 2011; 3,188 milhões em 2012. Como se vê, um corte drástico de recursos ? que integrará o montante destinado a salvar os grandes capitalistas que se despedaçam em mais uma crise.

A transformação das Universidades Públicas em Fundações Privadas é a medida escancarada para acabar de vez com o compromisso do Estado na manutenção das Instituições e passar o ensino para as mãos do setor privado. É destruir o sistema nacional de ensino, custeado pelo Estado, e passar as Universidades para mãos de empresas que, sem nenhum compromisso com o desenvolvimento científico, colocarão a produção de conhecimentos a serviço dos seus lucros. Este é o ponto norteador da privatização do ensino superior.

A demissão do quadro docente e de técnicos-administrativos também é colossal: está previsto o fim de 86.000 postos de trabalho. Mais uma medida para conter gastos públicos ? estes mesmos que, hoje, estão indo aos bilhões para grandes bancos em crise.

O decreto 137 foi aprovado no dia 29 de outubro no Senado em meio a intensas mobilizações em toda a Itália. Esta parte da ?reforma? diz respeito ao ensino primário.

Um dos pontos mais polêmicos é o do ?professor único? que determina um único professor para todas as disciplinas até a 5ª série (hoje são 3 professores, dividindo as disciplinas, para cada 2 turmas). O novo sistema começará já em 2009.

Outro ponto que precariza o ensino primário é a redução das horas de aula de 29-31 por semana para 24 horas. Além de prejudicar o ensino o governo criou outro problema: os pais, que obviamente não tiveram sua carga de trabalho diminuída, precisarão arranjar meios para ocupar seus filhos (ou pagar para que cuidem deles). Está claro que as famílias mais pobres serão as mais afetadas.

Também está definido grande corte de verbas do ensino público primário: para os próximos 4 anos serão 7,8 bilhões de euros que deixarão de ser destinados para a educação escolar. Além deste corte absurdo, o Estado demitirá 87 mil professores e 44 mil funcionários.

Este é o início do resultado de mais esta crise do sistema imperialista. Os países avançados e as classes dominantes farão de tudo para que os povos e nações oprimidas paguem por esta crise. Isto significa que os operários, camponeses, estudantes, professores, enfim, trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo, devem unir toda sua energia para não permitir mais exploração e fazer com que sejam os ricos que paguem por esta crise.

Milhões de desempregos, corte generalizado de direitos do povo, redução de gastos sociais... As classes dominantes farão de tudo para salvarem seus patrimônios e só o povo organizado pode deter esta ofensiva e empurrar para os grandes capitalistas a conta de sua própria crise.

A ?reforma? do ensino na Itália já afirmou o fim da educação pública e gratuita e a demissão de milhares de trabalhadores. Este será o caminho adotado por todos os governos seja dos países imperialistas e, principalmente, das colônias e semicolônias - como o Brasil - para salvarem-se da crise.



Para ver mais fotos, clique aqui



Abaixo a reforma Gelmini! Defender o ensino público e gratuito!

Morte ao imperialismo! Viva a rebelião popular!

Rebelar-se é justo!


Aqui nós estamos pagando pela crise
Dalmace 11/11/2008 10:37
dalmace@hotmail.com

Aqui no Brasil o governo libera mais R$ 4 bilhões para as montadoras sem contra-partida.
Para onde vc acha que este dinheiro vai ?
Fiat - Italiana
GM - Americana
VW - Alemanhã
Renaut - França

E nós brasileiros continuamos a comprar carro mil que financiado é mais caro que carro de luxo.

Sds


A onda anômala prepara a grande tormenta!
La Sapienza occupata 13/11/2008 16:26
desobediente@gmail.com
http://www.globalproject.info/art-17629.html

A onda anômala prepara a grande tormenta!

Da Sapienza ocupada uma proposta: todos em Roma dia 14 de novembro.

Global Project Roma ? 03.11.08

 http://www.globalproject.info/art-17629.html





Roma 31.10.08

A onda anômala prepara a grande tormenta!

Propostas de discussão da Sapienza ocupada

Retomamos a palavra, depois da jornada extraordinária de ontem. A onda tornou-se uma grande marejada que invadiu a cidade de Roma. Milhões de estudantes, professores, pesquisadores, docentes universitários, crianças; uma aliança sem precedentes exigiu poder decidir sobre o próprio presente e sobre o próprio futuro.

Enquanto isso, milhares de estudantes iam para as praças de toda a Itália. Não se tratou simplesmente de uma greve dos sindicatos confederados, assim como dia 17 de outubro não se tratou de uma greve dos sindicatos de base: em ambos os casos, tratou-se de uma explosão social transbordante, que não podia ser contida nas siglas, assim como nas plataformas. Foi o mundo da formação enquanto tal que foi para as praças e bloqueou o país para exigir a imediata suspensão da lei 133 e do Decreto Lei 137 que agora já se tornou lei.

A onda anômala da Sapienza e de todos os ateneus em mobilização em toda a Itália não podia não contribuir com a marejada de ontem. Fizemos parte, mesmo sendo independentes dos sindicatos, mesmo tendo construído de baixo, faculdade por faculdade, ateneu por ateneu, a nossa participação. Somente em Roma, 200.000 estudantes se concentraram na Piazza Esedra para dar vida a uma manifestação alternativa que alcançou e assediou o Ministério da Educação. Uma outra grande jornada alegre e radical que viu como protagonistas não apenas os estudantes das faculdades ocupadas da Sapienza, mas também os estudantes de Roma 3 e de Torvergata, os secundaristas de muitíssimas escolas romanas, estudantes universitários e secundaristas de outras cidades italianas.

Sob a provisão deste balanço ativo, perguntamo-nos como podemos transformar a potência da greve geral em um instrumento de conflito continuado com o governo que, não apenas parece pouco interessado no dialogo, mas usa a ameaça, a arrogância e as provocações neo-fascistas (a defesa dos agressores do Blocco Studentesco, a sigla que faz referência à associação de clara inspiração neo-fascista Casa Pound, neste sentido falam claro) para replicar aos movimentos.

Por um lado a ausência e o bloqueio dos procedimentos parlamentares, por outro lado a ofensiva e a criminalização do movimento estudantil que jamais como neste momento é enraizado, amplo e apoiado pela maioria do país. A retórica da minoria ou dos arruaceiros não se sustenta mais diante da força dos fatos: a cada dia dezenas de milhares de estudantes nas ruas, aulas a céu aberto, seminários nas ocupações, bloqueio da circulação, ações de protesto criativas, centenas de faculdades e escolas ocupadas. Minoria é o governo, a sua hostilidade em relação à democracia e às grandes instituições públicas de formação. Diante de tudo o que está enfim acontecendo no terreno dos contratos, nos parece óbvio avançar uma proposta que não fale da união tradicional entre mundo da formação e mundo do trabalho, mas que tente nominar em formas comuns a resposta e a oposição social às políticas do governo, à arrogância de Confindustria (Confederação geral da indústria italiana), às medidas que querem fazer a crise econômica global ser paga pelos estudantes, pelos precários, pelos trabalhadores.

Esta nos parece uma ocasião para promover uma greve geral "coordenada e continuada" que, categoria por categoria, bloqueie o país e a produção de riqueza. "Nós não pagaremos a vossa crise" ("Noi non pagheremo la vostra crisi") é um slogan que está correndo de boca em boca e que está fazendo emergir uma revolta geracional sem precedentes. As siglas sindicais (confederados e de base), independentemente das suas divergências programáticas, deveriam ter a capacidade de entender o que está acontecendo no país e que tipo de necessidade de ruptura e de transformação está se consolidando e se estendendo socialmente.

Entender, mas também agir em relação a isso, e esta ação somente pode ser a greve geral e generalizada.

No que se refere ao movimento universitário e estudantil pensamos que seja fundamental construir da melhor forma as jornadas dos dias 7 e 14 de novembro: por um lado a mobilização localizada, cidade por cidade, pelo outro, a grande manifestação nacional em Roma. Em ambos os casos é necessário realizar um esforço organizativo importante, mas em especial o dia 14 requer o empenho de todos os ateneus em mobilização.

Em primeiro lugar, de fato, devemos fazer com que a manifestação tenha pleno êxito, também porque, com boa probabilidade, tratar-se-á de um decisivo momento de oposição e de conflito, não somente em relação à lei 133, mas também em relação ao projeto de reforma orgânica da universidade, prometido pela ministra Gelmini e que devera ser tornado público no final da próxima semana.

Em segundo lugar, devemos tornar possível (e organizarmo-nos em relação a isso) o deslocamento de dezenas de milhares de estudantes: iniciar imediatamente um percurso de negociações sobre a mobilidade é, desta forma, fundamental.

Pensamos, enfim, que seja indispensável dar vida a uma grande ocasião para uma discussão assemblear nacional em Roma e pensamos que os dias 15 e 16 de novembro possam ser as melhores datas: as atividades do dia anterior tornariam possível para muitos de permanecer nas faculdades ocupadas da Sapienza e de poder participar à discussão e de estende-la às escolas e aos estudantes secundaristas em mobilização. Pensamos em uma assembléia que tenha como primeiro objetivo garantir a extensão e a duração deste extraordinário movimento.

Isto significa discutir, antes de mais nada, conteúdos e práticas de luta: como qualificar e fazer emergir em primeiro plano o tema da auto-reforma; que tipo de relação promover com as realidades sindicais e as experiências de luta do trabalho precário; como dar continuidade às práticas de conflito e de bloqueio da cidade; como transformar a mobilização contra a lei 133 e a eventual reforma em mobilização geral contra a crise econômica. Em segundo lugar a discussão deverá tentar definir formas e métodos da relação nacional, assumindo que não existem receitas e que as soluções a serem alcançadas deverão estar à altura da força. Da amplitude e da riqueza deste movimento.

Convidamos todas as faculdades ocupadas, os ateneus em mobilização a refletirem sobre propostas e idéias para serem compartilhadas, para fazer com que a assembléia torne-se uma grande ocasião de expressão e de organização, no marco da autonomia e da irrepresentabilidade do movimento estudantil.

A Sapienza ocupada e em mobilização

[Tradução Coletivo Attraverso]


Na crista da onda.
Francesco Raparelli * 13/11/2008 16:30
desobediente@gmail.com
http://www.globalproject.info/art-17757.html

Na crista da onda.

De Francesco Raparelli *

sábado, 8 de novembro de 2008


Pensavam ter usado as armas certas desta vez. Após os cassetetes da festa do Cinema, após as ameaças de remoção das ocupações, após as denuncias e os neofascistas da praça Navona, após os Cossiga e os Mantovano, o primado da comunicação. Coletiva de Gelmini, tons menos dirigistas, antecipados pelos editoriais relaxantes do Corriere, Giovazzi e Franchi na primeira fila: estes jovens que protestam querem a mudança, o decreto ajuda os estudantes e os precários e combate os barões, a Gelmini faz parte da Onda! Cortina.

Jogos lingüísticos, sem dúvida, quando nos damos conta que os consensos diminuem e que o movimento está vencendo e não pára. Astúcias da comunicação que nos entregam o centro profundo da tentativa de reforma gelminiano: diferenciar os financiamentos para os ateneus, impor a lógica da eficiência produtiva, elevar conseqüentemente as mensalidades e introduzir o limite de vagas, o todo acompanhado por alguma migalha para as bolsas de estudos ou para os empréstimos de honra. "Só pode haver um", contava um velho filme: restarão somente poucas, excelentes, bem financiadas e inacessíveis à maioria, salvo para quem, paupérrimo, estará disposto a carregar nas próprias costas vinte anos de dívidas de dezenas de milhares de euros. O triste fim do débito privado americano conhecemos todos, se chama crise global.

Mas o movimento não se perdeu nas astúcias da comunicação e foi no coração do problema: sem a retirada da lei 133 as lutas não vão parar. A jornada de ontem foi uma demonstração extraordinária: dezenas de milhares de estudantes e precários em marcha, em Roma, em Milão, em Nápoles e em muitas outras cidades. Nada mal para uma jornada de manifestações inteiramente auto-organizadas há somente oito dias da grande marejada do dia 30 de outubro. E é exatamente a partir do histórico resultado de 30 de outubro que o movimento da Sapienza em particular, mas dos ateneus em revolta em geral, dirigiu um apelo às forças sindicais, de base e confederadas, para dar vida e construir juntos uma grande greve geral que seja capaz de paralisar o país e impor uma outra agenda em relação às políticas sociais. A ofensiva que este governo está infringindo às instituições do Welfare nos coloca de frente a um dilema de uma época, aceitar a interrupção das garantias públicas, reconquistar democraticamente o Welfare, transformar esta reconquista em um grande desafio de nova política.

E é exatamente a democratização da pesquisa e da formação em geral que está no coração deste movimento. Auto-reforma da Universidade, a palavra de ordem que atravessa as mobilizações, que compõe a agenda das discussões das faculdades. Não só o bloqueio da cidade como novo instrumento de greve, mas também a proposta, a construção de uma alternativa concreta, uma grande potência auto-normativa dos estudantes e dos precários da pesquisa. Ao longo da manifestação do dia 14, durante os dois dias de assembléias nacionais que se desenvolverão junto à Sapienza nos dias 15 e 16, os temas serão estes: a greve geral por um lado, a auto-reforma da Universidade por outro. Ao mesmo tempo, a necessidade de articular o slogan que não pára de circular pelo país: "Nós não vamos pagar essa crise!"

*Doutorando de pesquisa em Filosofia política.

[Tradução de Paulo Fernando dos Santos Machado do coletivo de tradutores attraverso]


Preparando a onda européia - Paris e Barcelona
Onda Anomala Paris 13/11/2008 16:35
desobediente@gmail.com

O texto é o mesmo tanto para a chamada de Paris quanto de Barcelona

12 de novembro

Paris - Barcelona

Nós não pagaremos a crise de vocês!

Há várias semanas, um novo movimento toma conta das universidades, das escolas, das ruas e das praças de toda a Itália. É um movimento potente e contagioso, uma onda que ultrapassa as fronteiras italianas, chama-se Onda anômala.

Sob o pretexto de enfrentar a crise atual, o governo Berlusconi decidiu financiar os responsáveis pela crise econômica em detrimento de todo o mundo da educação e do trabalho. O decreto e a lei Gelmini 133/08 (do nome da atual ministra da Educação Nacional e da Pesquisa) prevêem:

Cortes orçamentários drásticos e indiscriminados dos fundos para a escola pública e a pesquisa (1,5 bilhões de euros em cinco anos).

A possibilidade para as Universidades de tornarem-se fundações de direitos privados.

A contratação dos professores pesquisadores deverá ser bloqueada em 2009, com apenas uma substituição em cada cinco aposentadorias.

Este movimento é o mais importante da Educação Nacional na Itália há anos. Greves, manifestações de milhões de estudantes, ocupações, bloqueio das estações ferroviárias, cursos universitários nas ruas, estão agora transformando a vida e os ritmos das cidades italianas. É a resposta do mundo da educação ao governo.

Se esta lei se inscreve no rastro das reformas precedentes (como outras leis européias: a LRU na França, por exemplo), ela anuncia desta vez a morte da escola e da universidade públicas. Dentro de uma lógica comum a numerosos outros governos europeus atuais, ela visa introduzir o princípio da eficácia econômica no ensino superior, que se tornará então o único critério de julgamento sobre o que "merece" ser ensinado e discutido e sobre as formações que terão o direito de sobreviver.

Mas a força do movimento italiano em curso está também em seus conteúdos e em suas reivindicações. Ele fala em saberes coletivos e autônomos, em uma outra universidade possível, aproveitando da crise de um sistema econômico do qual não lamentamos nada.

Nós somos um grupo de estudantes, de pesquisadores/as e de professores/as italianos/as em Paris contra a lei 133 e, como em Londres, nós vamos manifestar para apoiar o movimento italiano, por uma resistência interprofissional e internacional à precarização e à privatização da educação.

Por ocasião da greve nacional da Universidade italiana


PARIS:

SEXTA-FEIRA 14 NOVEMBRO, 10H

SIT-IN NA FRENTE DO CONSULADO ITALIANO

Boulevard Emile Augier, 5

16arr. - M9 La Muette

Onda Anomala Paris

Vague Anomale Paris

European Amomalous Wave


BARCELONA:

SEXTA-FEIRA, 14 DE NOVEMBRO 11H E 15 MIN

apuntamento "La Pedrera"

Onda anomala Barcelona

European Anomalous Wave


--------

NOUS NE PAYERONS PAS VOTRE CRISE!

Depuis plusieures semaines, un mouvement nouveau emporte les universités, les écoles, les rues et les places de toute l'Italie. C'est un mouvement puissant et contagieux, une vague qui dépasse les frontières italiennes, on l'appelle : Onda anomala.
Sous prétexte de faire face à la crise actuelle, le gouvernement Berlusconi a décidé de financer les responsables de la crise économique au détriment de l'ensemble du monde de l'éducation et du travail. Le décret et la loi Gelmini 133/08 (du nom de l'actuelle ministre de l'Education Nationale et de la Recherche) prévoient:

Des coupes budgétaires drastiques et indiscriminées sur les fonds pour l'école publique et la recherche (1,5 milliards d'euros sur 5 ans)
La possibilité pour les Universités de devenir des fondations de droit privé
Le recrutement des enseignants chercheurs devrait être bloqué en 2009, avec un seul remplacement pour cinq départs à la retraite.

Ce mouvement est le plus important dans l'Education Nationale en Italie depuis des années. Grèves, manifs de millions d'étudiants, occupations, blocage des gares, cours universitaires dans la rue, sont en train de bouleverser la vie et les rythmes des villes italiennes. C'est la réponse du monde de l'éducation au gouvernement.
Si cette loi s'inscrit dans le sillage des précédentes réformes (comme d'autres lois européennes: la LRU en France, par exemple), elle annonce cette fois-ci la mort de l'école et de l'université publiques. Dans une logique commune à celle de nombreux autres gouvernements européens actuels, elle vise à introduire le principe de l'efficacité économique dans l'enseignement supérieur, qui deviendrait alors le seul critère de jugement sur ce qui « mérite » d'etre enseigné et discuté, et sur les formations qui auront le droit de survie.
Mais la force du mouvement italien en cours est aussi dans ses contenus et dans ses revendications. Il parle de savoirs collectifs et autonomes, d'une autre université possible, en profitant de la crise d'un système économique dont nous ne regrettons rien.
Nous sommes un groupe d'étudiant-e-s, de chercheurs/euses et de professeurs italien-ne-s à Paris contre la loi 133 et, comme à Londre, nous allons manifester pour soutenir le mouvement italien, pour une résistance interprofessionelle et internationale à la précarisation et à la privatisation de l'éducation.

A l'occasion de la grève nationale de l'Université italienne




[Tradução de Désirée Tibola, do coletivo de tradutores attraverso]


Preparando a onda anômala europeia - Copenhague
Tado 13/11/2008 16:39
desobediente@gmail.com

11 novembro

Copenhague

Escrevo de Copenhague onde a onda está se erguendo.

Assim como em muitíssimas outras cidades da Europa (na França, na Inglaterra, na Espanha, na Alemanha, na Bélgica...), aqui também um grupo de italianos no exterior (principalmente estudantes erasmus, mas não só) está se organizando para dar vida a manifestações diante das embaixadas, marchas ou ações para a jornada do dia 14 de novembro.

Aqui na Dinamarca acontecerá uma manifestação às 12 horas de sexta-feira em frente à residência do embaixador. Tudo nasceu (material para bifo?) do Facebook, que foi o modo mais eficaz de conectar pessoas que não se conheciam entre si e que se adicionaram a um grupo "No Gelmini Copenhaguen" para depois decidirem de encontrar-se pessoalmente e organizar alguma coisa.

Será obviamente algo de baixo alcance, principalmente no que diz respeito aos números, mas esperamos conseguir juntar pelo menos 40 italianos, enquanto muitos dinamarqueses parecem estar interessados no discurso da defesa do público em tempo de crise. Outras cidades ao que parece estão melhor, como Paris que realizou uma assembléia com 80 italianos ou Murcia com 50.

Estamos tentando de nos coordenar o máximo possível, mas obviamente é complicadíssimo. Por isso ontem foi criada uma tentativa de lista de e-mails de italianos na Europa (para se inscrever enviar um e-mail vazio para:  europeananomalouswave-subscribe@googlegroups.com), enquanto tem-se o desejo de entregar aos respectivos embaixadores um comunicado se não idêntico pelo menos parecido, com o pedido que este seja encaminhado a Roma.

Cada um de nós se ocupará das relações com a mídia do país "hóspede", mas por várias partes emergiu que precisaremos de ajuda no que se refere à mídia italiana. Assim como, sendo muitos os italianos no exterior que lêem diretamente os jornais e os comunicados italianos, seria de grande ajuda para todos nós que a notícia destas manifestações e marchas fosse difundida também na Itália, mesmo sendo somente uma linha nos comunicados dos ateneus em mobilização.

Enfim, no que concerne Copenhague, se alguém se encontra na Dinamarca, ou no sul da Suécia, ou se amigos de amigos estiverem aqui, podem escrever para  nogelminicph@gmail.com seja para saber um pouco do que está acontecendo, seja se houvesse o desejo de contatos telefônicos com o exterior (live na manifestação ou para a imprensa)

Tado
European Anomalous Wave, Copenhagen

11 novembre

Scrivo da Copenhagen, dove l´onda si sta alzando.
Cosí come in tantissime altre cittá europee (in Francia, Inghilterra, Spagna, Germania, Belgio..), anche qui un gruppo di italiani all´estero (prevalentemente studenti erasmus, ma non solo) si sta organizzando per dar vita a presidi di fronte alle ambasciate, cortei o azioni per la giornata del 14 novembre.

Qui in Danimarca sará un presidio alle ore 12 di venerdí di fronte alla residenza dell´ambasciatore. Il tutto é nato (materiale per bifo?) da facebook, che é stato il modo piú efficace di connettere persone che non si conoscevano tra loro e che si sono aggiunte ad un gruppo "No Gelmini Copenhagen" per poi decidere di vedersi di persona e organizzare qualcosa.

Sará ovviamente una cosa di basso profilo, in modo particolare per quanto riguarda i numeri, ma confidiamo di riuscire a recuperare almeno 40 italiani, mentre molti danesi sembrano essere interessati al discorso di difesa del pubblico in tempo di crisi. Altre cittá sono a quanto pare messe meglio, come Parigi che avuto un´assemblea di 80 italiani o Murcia di 50.

Ci si sta cercando di coordinare il piú possibile, ma é ovviamente complicatissimo. Per questo é nato ieri un tentativo di mailing list di italiani in Europa (per iscriversi mail vuota a:
 europeananomalouswave-subscribe@googlegroups.com), mentre c´é il desiderio di consegnare ai rispettivi ambasciatori un comunicato se non identico quantomeno simile, con la richiesta che venga inoltrato a Roma.

Ognuno di noi si occuperá dei rapporti con la stampa del paese "ospite", ma da piú parti é emerso che ci sarebbe bisogno di aiuto per la stampa italiana. Cosí come, essendo molti gli italiani all´estero che leggono direttamente i giornali e i comunicati italiani, sarebbe di enorme aiuto per tutti noi che la notizia di questi presidi e cortei venisse diffusa anche in Italia, anche solo con una riga nei comunicati degli atenei in mobilitazione.

Infine, per quanto riguarda Copenhagen, se qualche Rekombinante si trovasse in Danimarca o nel sud della Svezia, o se amici di amici fossero qui, potete scrivere a  nogelminicph@gmail.com, o all´indirizzo da cui mando questa mail, sia per sapere un po´ cosa sta succedendo sia nel caso ci fosse il desiderio di collegamenti telefonici con l´estero (live in corteo o per la stampa).

Sará una mareggiata che li seppellirá.

Tado
European Anomalous Wave, Copenhagen

[Tradução de Désirée Tibola, do coletivo de tradutores attraverso]


Preparando a onda anômala europeia - Amsterdã
European Anomalous Wave, Amsterdam 13/11/2008 16:44
desobediente@gmail.com

Somos estudantes, pesquisadores e trabalhadores italianos e holandeses. Manifestamos em apoio à jornada de Greve Geral convocada na Itália para o dia de hoje, 14 de novembro de 2008, depois de meses de agitações em todo o território italiano contra a aprovação da lei Gelmini.

Esta lei foi pensada para produzir um pesado ataque ao sistema escolar público italiano. A lei compreende:

*

uma redução consistente dos investimentos em todos os níveis da instrução pública, das escolas de ensino fundamental à universidade
*

o bloqueio das admissões de pessoal acadêmico (apenas um quinto dos professores que se aposentarão será substituído)
*

a possibilidade para as universidades de se constituírem em fundações privadas, para a busca de financiamentos privados.

Por anos os governos de centro-direita e de centro-esquerda consideraram a instrução como um peso mais do que como uma oportunidade para o país.

As universidades, de instituições para a liberdade de produção e circulação do saber, tornaram-se ? nas intensões dos governos italianos ? centro para a comercialização de saber-mercadoria.

A presente crise financeira ? cuidadosamente preparada durante um longo período de aplicações de receitas neoliberais ? não está levando a um repensamento das práticas de governo. Ao contrário, o governo Berlusconi está desesperadamente tentando privatizar tudo aquilo que ainda permanece livre. Se hoje a instrução está ameaçada, amanhã será a vez da saúde, do patrimônio artístico e cultural, dos espaços públicos das nossas cidades.

Mas este processo não está acontecendo apenas na Itália.

Nos últimos dez anos, a euforia ligada à adesão incondicional à ideologia do mercado levou os governos europeus a ratificar o "processo de Bolonha", que uniformizou o critério de avaliação didática através de uma metáfora monetária. O saber tornou-se mensurável nos termos de uma "acumulação de créditos formativos" e cada ateneu foi avaliado através de sua "eficiência" e "produtividade". A redução da qualidade da didática e a multiplicação dos cursos de graduação (muitas vezes com custos proibitivos para a maioria dos estudantes) são algumas conseqüências deste processo.

Não permitiremos mais que este processo siga em frente. Não pagaremos a crise de vocês.

Pensamos, em vez, que o saber seja patrimônio coletivo e que não devam existir barreiras econômicas para acessá-lo. A produção de idéias nasce da colaboração e não de mecanismos de competição.

Não somos os únicos a ter estas idéias. Ações de protestos junto a embaixadas e consulados italianos estão se multiplicando em Barcelona, Granada, Paris, Londres, Copenhague.

A onda anômala multiplica a própria potência e arrasta a Europa.

[Tradução de Désirée Tibola, do coletivo de tradutores attraverso]

__________________________

Siamo studenti, ricercatori e lavoratori italiani e olandesi. Manifestiamo in appoggio alla giornata di Sciopero Generale indetta in Italia per la giornata di oggi, 14 novembre 2008, dopo mesi di agitazioni in tutto il territorio italiano contro l'approvazione della legge Gelmini.

Questa legge è stata pensata per produrre un grave attacco al sistema scolastico pubblico italiano. La legge comprende:

. una riduzione consistente degli investimenti pubblici in tutti i livelli dell'istruzione pubblica, dalle scuole elementari all'università
. il blocco delle assunzioni del personale accademico (solo un quinto dei professori che andrà in pensione sarà sostituito)
. la possibilità per le università di costituirsi in fondazioni private, per la ricerca di finanziamenti privati

Per anni i governi di centro-destra e centro-sinistra hanno considerato l'istruzione pubblica come un peso, più che come un'opportunità per il Paese.
Le università, da istituzioni per la libera produzione e circolazione del sapere, sono diventate - nelle intenzioni dei governi italiani - centri per la commercializzazione di sapere mercificato.

La presente crisi finanziaria - accuratamente preparata durante un lungo periodo di applicazione di ricette neoliberali - non sta portando ad un ripensamento delle pratiche di governo. Al contrario, il governo Berlusconi sta disperatamente cercando di privatizzare tutto ciò che ancora è rimasto libero. Se oggi è minacciata l'istruzione, domani sarà il turno della sanità, del patrimonio artistico e culturale, degli spazi pubblici delle nostre città.

Ma questo processo non sta avvenendo solo in Italia.

Negli ultimi dieci anni, l'euforia connessa all'adesione incondizionata all'ideologia del mercato ha portato i governi europei a ratificare il 'processo di Bologna', che ha uniformato il criterio di valutazione didattica attraverso una metafora monetaria. Il sapere è diventato misurabile nei termini di una 'accumulazione di crediti formativi' e i singoli atenei sono stati valutati attraverso la loro 'efficienza' e 'produttività'. La riduzione della qualità della didattica e la moltiplicazione dei corsi di laurea (spesso a costi proibitivi per la maggior parte degli studenti) sono alcune conseguenze di questo processo.

Non permetteremo più che questo processo vada avanti. Non pagheremo la vostra crisi.

Pensiamo piuttosto che il sapere sia patrimonio collettivo, e che non ci debbano essere barriere economiche per accedervi. La produzione di idee nasce dalla collaborazione, e non da meccanismi di competizione.

Non siamo i soli ad avere queste idee. Azioni di protesta presso ambasciate e consolati italiani si stanno moltiplicando a Barcellona, Granada, Parigi, Londra, Copenhagen.

L'Onda Anomala si moltiplica la propria potenza e travolge l'Europa.

__________________________

12 novembre

Amsterdã

WE WON'T PAY FOR THEIR CRISIS

Italian students, researchers, workers and Dutch activists will meet up on Friday 14 in front of the Italian Consulate in Amsterdam to support the General Strike that takes place in Italy on the same day. On Friday the whole nation will be blocked by demonstrations against the approval of "Legge Gelmini", a law that seriously cuts down on public funding of education.

"We won't pay for your crisis": is the slogan shouted by protesters against Berlusconi governement's choices to destroy public education system. Not only in Italy. In Bruxelles, Paris, Barcelona, Madrid, Granada, Copenhagen students are demonstrating against the neoliberal agenda for the financial crisis diverting money from the public sector to private banks.

A tactical action will take place on Friday to reach also Dutch people, keeping them updated on what's going on in Italy and in Europe in these days.

We call students, researchers, teachers, activists and sensitive people in Amsterdam to join us to protect knowledge as a common good.

Friday 14 th, 2008
H 10.00
Italian Consolate, Vijzelstraat 79, Amsterdam

European Anomalous Wave, Amsterdam
 amsterdam.anomaouswave@autistici.org


¡¡¡Una "onda" anómala europea!!!
Estudiantes italianos en Granada 13/11/2008 19:17
desobediente@gmail.com
http://www.ondanomalaeuropea-granada.blogspot.com/

martes 11 de noviembre de 2008

Panfleto Manifestación 13 Nov.

¡¡¡Una "onda" anómala europea!!!

En toda Europa asistimos a un fuerte ataque a la enseñanza pública: institutos, universidades, investigadores se movilizan contra su desmantelamiento.
En Italia, a partir de principios de octubre, se han sucedido manifestaciones, huelgas, ocupaciones en contra de las medidas de la ministra Gelmini, una "reforma" antidemocrática que se está intentando imponer por decreto y desde arriba.
Entre otras cosas, plantea:
- recortes a la enseñanza pública en su conjunto;
- bloqueo del relevo para los investigadores precarios, es decir, cada 5 profesores
que se jubilen sólo se contratará a uno nuevo;
- transformación de los institutos en Fundaciones privadas: de esta manera se
otorgará a las empresas el poder de decidir sobre qué deberemos estudiar y qué no.

En su conjunto, las susodichas medidas suponen una desvalorización del saber crítico a favor de los intereses privados y del beneficio.
Esta "reforma", además, se conecta a la lógica del Espacio Europeo de Educación Superior, también conocido como Plan Bolonia, en contra del que se lucha en el estado español.
Nos hemos dado cuenta, más en general, que hay muchas analogías entre la situación de la enseñanza pública y la universidades italianas y los ataques que ellas están sufriendo aquí.
Por ejemplo, aquí como allá los privados entran en el mundo de los institutos, aquí como allá influyen cada vez más sobre la definición de los grados y los programas de estudio de la universidad.
Es por todas estas razones que creemos tener muchas cosas en común, y que apoyamos vuestra lucha en contra del plan Bolonia, al mismo tiempo que os invitamos a apoyar y compartir la nuestra, a partir de las protestas que haremos enfrente de las embajadas y consulados (como
en Madrid el 14 Nov. y de las actuaciones que organizaremos en los días venideros en
Granada.
Para concluir, manifestamos nuestra solidaridad a los estudiantes italianos en lucha e invitamos a los que estén en el extranjero a que se movilicen.

Por todas la anteriores razones saldremos a la calle, nosotros también, el día 13 noviembre, en Triunfo, a las 12, para gritar:

SOLIDARIDAD CON EL MOVIMIENTO DE LA "ONDA"
NO GELMINI
NO PLAN BOLONIA
NOI LA CRISI NON LA PAGHIAMO!

Estudiantes italianos en Granada:
 ondanomala.granada@gmail.com


Estranho sonho ...
Haddammann Veron Sinn-Klyss 26/11/2008 23:20
haddammann@bol.com.br

ESTARRECIMENTO: O DESCOMUNAL CONLUIO DE ENGANAÇÃO, DISSIMULAÇÃO, E DEGENERAÇÃO DA SOCIEDADE.

Aqui vai ser descrito um tal mostruário da inimaginável, averssiva, e espúria escória que aventou-se de si mesma usurpar a Vida e ditar-se como conluio MANDANTE da espécie humana, que os fatos de tão aterradores e nocivos que são, quando postos diante de nossas vistas preferiríamos não ver; de tão repulsivo engulho que sentimos em ver o remexer do espectro do esgôto que degenera impiedosamente a Sociedade.

Vou começar por algo que nem por um instante nos demos conta. Bem aqui, no contexto do Brasil, e tão bem perto de você, dentro do seu cômodo da casa, e tão direto na sua proximidade.

Não fique de pé para ler; pois que você precisará sentar, precisará pensar ... porque do que você concluir dependerá a próxima jornada da espécie humana; dependerá o correr da liberdade de seu filho na grama, de seu amigo na escola, da(s) pessoa(s) que quererá por amada(s).

É o momento fatal de transição e de transformação ... é posta à prova a dignidade da altivez humana, é requerida a honra conseguida pela fibra de nossos ancestrais para termos chegado até aqui; é-nos requerida a conta com as Estrelas.

O clima assinalou a sentença; a convivência e os afetos foram minados; a liberdade foi grotesca e hediondamente aviltada; a expectação veio à consciência, e alertou-nos os gritos, espantou os cenários dos sonhos, e a reflexão deixou todo o resguardo, e ponderou, e se pronunciou.

Os muros de pedra caíram, e eles viram que os muros imaginários eram insanamente mais opressores, e apostaram seus acordos para subjugar toda vida, toda criança, toda família, todo riso e mão de amizade. Eles formataram o PACTO de Submissão à Religião. E implantaram os mais terríveis estratagemas predadores que puderam copiar, nos mais cruéis reinos da natureza.

A seguir vão ser relatados dois estratagemas, que sustentam a trina superioridade que imaginam ter os predadores virulentos da Sociedade Humana; se alguém tiver olhos para discernir ...

Estratagema 1: Ingestão do vírus do parasitismo religioso cruel do católico/protestantismo e outras dominações: Uma primeira ferroada do parasita-predador psicológico da mentalidade humana é aplicada direto no coração. Estando com a vítima fragilizada, dá outra ferroada, na base da cabeça. Com a ponta do aguilhão procura o ponto certo no cérebro, e libera um cuspe de toxinas que faz a vítima sofregamente danar a se limpar. Marcado o ato cruel e sinistro, o predador se afasta um pouco e deixa os neurotransmissores agirem; o veneno letárgico/dopante que liberou irrompe no cérebro mantendo a vítima ocupada. Depois de olhar friamente ele volta, e algo já mudou na vítima. E o predador facilmente a conduz pelo cabresto, como se fosse um cachorrinho. E a vítima já não foge, nem reage. E como um zumbi, ela é conduzida até ao covil do predador, e ali entrega sua vida, e ali é onde entregará à Sociedade mais um futuro alienado depositado no seu abdome.

Estratagema 2: Infestação. Um bando numeroso sai, e em rápido avanço se acerca da vítima e passa a subir imperceptivel pelas extremidades dela; ela não se apercebe e distraída fica; e de repente, quando se dá conta inúmeras ferroadas são injetadas simultanemente, e ela só por um mínimo instante tenta se livrar; mas já não tem forças, e vê num relance terrível o corpo tomado, e sem nenhuma condição mais de escapar. E é carregada semi-morta para o covil dos predadores. E é consumida viva, aos poucos, até que não mais vê o esvair-se de sua vida.

Ainda são combinados três disfarçes ajudadores no formato de submissão psicológica implantado por eles:
Na nossa vaidade está (depois do nosso mais íntimo sentimento de solidão) a nossa maior fraqueza para sermos manipulados.
Há três olhinhos cândidos e brilhosinhos que nos suscitam cuidado: o olhinho do pombo, o olhinho do cão, e o olhinho do rato. Porque um fica no sótão, outro fica no porão, e outro no meio, dentro da casa.
Um vem por sobre nossa cabeça, outro vem por sob nossos pés, e outro por meio de nossas mãos. Dos três as fezes são-nos extremamente nocivas; e por elas nos prejudicamos, viciamos, sem que tenhamos mínima percepção disso.
Todos estes três bichos dissimulam sua proximidade: um se vale de nossa miséria psicológica, outro de nossa miséria social, e outro da nossa miséria emocional.
Estes três estão nos símbolos do submundo da religião, e os ?espertos? do mundo tecem profundamente tremendo arrasto conhecendo muito bem o descuido e a fraqueza que temos com a candura dos olhinhos que eles têm.

Inquietado em sobressalto numa noite, um infante acorda com um estranho alarido, mas é como que gente cantando ...
Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé
As vozes expressam uma vigorosa fibra e robusta determinação, e suas faces estão como que destemidas, crispadas por um jorro de sangue ...
Contre nous de la tyrannie
Que foi aquilo? Que foi aquilo? Por que tem choro nos olhos? ...
Estranho, estamos em novembro de 2008, e é a Itália e o Brasil que enfrentam um inimigo que usa um esquisito cobertor, atroz, traiçoeiro, dissimulado.
Como disse vou começar aqui pelo Brasil.
O pai de seu filho, durante extensa parte do dia é o Lulinha; num espúrio projeto de distribuição de computadores, não foram os menos favorecidos os contemplados, e nem os usuários bem direcionados ao uso deles; não, não. Um coletivo de companheiros-fiéis recebeu uma facilidade especial, e alastrou-se pra tudo quanto é canto as Casas de Games. Nelas os gurizinhos de até cinco anos JOGAM um jogo mortífero e sangrento, um outro ainda mais violento e de frenesi psicótico; e outro, e outro de pior nível. Tudo com o endosso cínico dos pulhas religiosos, que se esbaldam com a desgraceira decorrente disso; e cerram fogo contra a Internet, mas visando o apavoramento das famílias, sendo eles mesmos os que promovem os crimes hediondos contra a infância; e fazem isso atacando "trabalhando" sistematicamente as vidas dos que ousam não estar conformados com a doutrinação e dominação deles.
Os arremêdos de ditadores fixaram o olho na educação a mando dos seus feitores, que os vestiram e os içaram da mediocridade com fantasias da mídia; e uma vez usurpados os cargos diretivos dos povos, cobraram a moeda, e impetraram o insano aniquilamento dos professores e alunos, dos cientistas, dos juristas, dos repórteres, e dos valores inalienáveis das nações e das pessoas.
É um momento de transição, um momento de transformação, o tempo do ser humano se coloca no campo da ponderação, e os extorsores do estado psicológico humano prejudicado, com suas metamorfozes religiosas deles, sabem que o tempo dessa enganação acabou; mas diante da inevitável conta da realidade, se dispõem a tudo para continuar seus intentos e suas mordomias insustentáveis.
Vou abreviar este relato, para que as pessoas vejam com seus próprios olhos outros episódios, e para que os degeneradores tenham como recorrer a qualquer vestígio de brio humano próprio para se arrefecer dos seus intentos soberbos e inalcançáveis; porque a fímbria enlevada das personas autenticamente humanas jamais se subjugará à ânsia e ganância de seus estropiadores.
A Humanidade no fim das contas prevalecerá; pois a preservação da espécie humana é o mais alto propósito civil: social e pessoal.
Haddammann Veron Sinn-Klyss
quarta-feira, 26 de novembro de 2008