| A nossa fome não pode dar lucro! Por MOVIMENTOS SOCIAIS 20/11/2008 às 12:27 Nessa manhã, 19 de novembro, às 9 horas, mais de 500 famílias do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e da APA (Associação Periferia Ativa) ocupam simultaneamente os SUPERMERCADOS EXTRA e CARREFOUR. Ocupam o supermercado Extra da Estrada do Campo Limpo, na divisa com Taboão da Serra e o Carrefour da Giovani Gronchi, ao lado do terminal João Dias. Ambas ações fazem parte da jornada nacional pela redução do custo dos alimentos, contra a carestia, protagonizada por movimentos sociais durante todo o dia 19. A ação acontece em 7 estados brasileiros, e em diversas cidades. O objetivo é chamar a atenção dos governantes e da sociedade para o aumento da miséria e das dificuldades econômicas que os trabalhadores brasileiros começam a sofrer com a crise econômica. Os movimentos reivindicam, entre outras pautas, políticas estatais para o controle dos preços, restaurantes populares e subsídios para abaixar o custo de vida. Diversos intelectuais, parlamentares, entidades e dirigentes populares apóiam a jornada nacional. Durante as ações, os movimentos lançam o manifesto da jornada. Leia o Manifesto na íntegra Links: Sem-tetos pagam conta com cheque Daniel Dantas | Jornada Nacional de Luta contra a Carestia! Manifesto da Jornada de 19 de novembro contra a carestia A NOSSA FOME NÃO PODE DAR LUCRO! NÃO PODEMOS PAGAR PELA CRISE! Hoje, 19 de novembro de 2008, mais uma vez, em luta nos levantamos. São ações simultâneas em 7 estados do Brasil contra o aumento do custo de vida do povo pobre. Desta vez, entramos nos templos-sagrados daqueles que vêem na fome de um irmão o lucro saltando dos bolsos. No dia de hoje ecoa, em diferentes estados deste rico e imenso país, a voz dos que não têm direito à igualdade racial, ao trabalho digno, ao salário digno, à moradia digna, ao transporte digno, à educação e saúde dignas, nem à alimentação digna, enfim, os que não tem direito à própria dignidade. Num ato de desobediência civil, aqui ela está: Nossa dignidade. E ela neste momento fala por nós. Fala que não aceitaremos que os ricos fiquem ainda mais ricos com nossa fome. Fala que não aceitaremos que o arroz e o feijão dobrem seu preço enquanto o Estado diz que nada pode fazer, mas ao mesmo tempo injeta bilhões de dólares aos bancos e especuladores. Fala que a terra que deveria produzir o alimento para a sociedade é um mar de cana para fazer rodar os carros em várias partes do mundo. Fala que jogam com nossa fome numa bolsa de valores onde nós somos a única coisa que não vale nada; porque somos gente e não temos preço. Fala que, embora não valhamos nada, é a nossa carne que será usada para pagar a crise financeira mundial. Fala que essa crise - produto de um sistema irracional e injusto - desempregará milhares (ou milhões?) de trabalhadores e lançará outros tantos na mais profunda miséria em todas as partes do mundo e de nosso país. Mas nossa dignidade não apenas fala, porque nossas vozes são cansadas do sofrimento e da injustiça. Nossas vozes gritam, exigindo aqui, diante de um símbolo do imperialismo, da ganância que eleva o preço da comida e de um sistema que não existe sem crise, fome, violência e injustiça, que seja nosso tudo o que produzimos com nosso suor. Por tudo isso, exigimos: - Política estatal de controle e congelamento de preços. - Manutenção e abertura de novos restaurantes populares públicos. - Abertura de mercados populares subsidiados pelo estado e administrados por organizações populares. - Nenhum subsídio ao mercado financeiro. Que o governo subsidie a alimentação, a moradia popular, o transporte público, etc. ASSINAM ESTE MANIFESTO: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - Movimento Urbano dos Sem Teto - Movimento Passe Livre (SP) - Movimento dos Conselhos Populares (CE) - Frente Estadual de Luta pela Moradia (MG) - Brigadas Populares (MG) - Movimento das Famílias Sem Teto (PE) -Movimento Quilombo Urbano (MA) - Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (PA) - Centro Popular pelo Direito à Cidade (PA) - Movimento Popular Socialista (PA) - Federação das entidades comunitárias de Castanhal (PA) - Associação Afro-religiosa Omo Ode (PA) - Grupo Garra Afro (PA) - Circulo Palmarino - Movimento Sem Teto da Bahia. AÇÕES DA JORNADA NACIONAL CONTRA A CARESTIA - PELA REDUÇÃO DO CUSTO DE VIDA 19 DE NOVEMBRO DE 2008 São Paulo:
Ocupação do Carrefour Giovani Gronchi (Zona Sul) Ação do MTST Contato: Guilherme - (11) 7810 3196
Ocupação do Extra Taboão da Serra Ação do MTST Contato: Jota - (11) 9203 2525
Ocupações de 2 hipermercados em São José dos Campos Ação do MUST Contatos: Claudio - (12) 8156 8816 e Marrom - (12) 9176 3539 Rio de Janeiro:
Manifestação no Ceasa-RJ Ação do MTST e entidades sindicais Contato: Emanoel - (21) 9247 4632 Minas Gerais:
Manifestação no Tribunal de Justiça-MG e em 1 hipermercado de Belo Horizonte. Ação da Frente Estadual de luta pela Moradia e Brigadas Populares Contatos: Lacerda - (31) 9708 4830 e Joviano - (31) 8887 3014 Pernambuco:
Manifestação em Paulista (Região Metropolitana de Recife) Ação do MFST Contato: Manoel - (81) 8864 5645 e (81) 8824 3197 Ceará:
Manifestação no centro de Fortaleza pela abertura de restaurantes populares. Ação do MCP e outras entidades. Contato: Sérgio - (85) 9153 3007 Roraima:
Manifestação no hipermercado DB no centro de Boa Vista Ação do MTST Contato: Jamerson - (95) 8117 4965 Maranhão:
Manifestação em feira livre de São Luiz, no interior das ações da Marcha da Periferia Ação do Movimento Quilombo Urbano Contatos: Hertz - (98) 8164 8515 e Reginaldo - (98) 3221 5180
>>Adicione um comentário É inegável que se precisa fazer algo para que a sociedade se una e tente acabar com a fome e a miséria. Contudo não acredito que ocupar um supermercado privado - que emprega várias pessoas direta e indiretamente - irá contribuir com algo além do descrédito e preconceito aos movimentos sociais. Existem maneiras legais de se cobrar do Governo o que a Constituição nos assegura.
Por tudo isso, exigimos: - Política estatal de controle e congelamento de preços. - Manutenção e abertura de novos restaurantes populares públicos. - Abertura de mercados populares subsidiados pelo estado e administrados por organizações populares. - Nenhum subsídio ao mercado financeiro. Que o governo subsidie a alimentação, a moradia popular, o transporte público, etc.
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exigir sempre é fácil. difícil é fazer alguma exigência que faça sentido
daí não tem mesmo como respeitar esses caras  | O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto É o analfabeto político Ele não ouve, não fala Nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo da vida O preço do feijão, do peixe, da farinha Do aluguel, do sapato e do remédio Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político É tão burro que se orgulha E estufa o peito dizendo Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política Nasce a prostituta, o menor abandonado E o pior de todos os bandidos Que é o político vigarista Pilantra, corrupto e lacaio Das empresas nacionais e multinacionais.
Brecht  | A única coisa que os manifestantes vão conseguir é... aparecer no Jornal Nacional. Não como vítimas de uma ordem social injusta e sim como agressores da propriedade privada. Não só não conseguirão o que pretendem como darão um excelente pretexto para que a questão social continue sendo tratada como CASO DE POLÍCIA com apoio da classe mérdia que assiste TV e acredita em tudo que vê (que vê filtrado pela mídia).
 | É a economia que determina a política. Assim, acho certa a atitude dos oprimidos de pressionar a economia. "Assim rasteja a humanidade (a crise dos alimentos) Por Renato Prata Biar 09/05/2008 às 14:15 O projeto neoliberal e hegemônico segue, portanto, o seu rumo e coloca na mão-invisível do mercado e suas corporações o controle da produção mundial de alimentos. Com isso, são seus donos e responsáveis que estão decidindo o que deve e o que não deve ser plantado, usando como fio condutor de suas decisões as margens de lucros que poderão ser auferidas com cada produto. Assim rasteja a humanidade A crise dos alimentos que se alastra pelo mundo vem suscitando diversas explicações: o aumento da demanda puxado pela China e Índia, a concorrência na produção dos biocombustíveis que estão tomando o lugar das plantações de produtos alimentícios, más colheitas devido ao aquecimento global, etc. Todas têm o seu quinhão de verdade, mas o grande motivo de toda essa crise parece que está passando despercebido: o domínio exercido pelas grandes corporações (Monsanto, Cargill, Halliburton, Bunge, Vale, dentre tantas outras) nas áreas de commmodities (carne, milho, soja, petróleo, ferro, estanho, cana-de-açúcar, etc.). Essas corporações estão exercendo um monopólio sobre essas áreas de alimentos e matérias primas de uma forma absolutamente irresponsável e selvagem. Com o advento da era neoliberal, essas empresas ficaram com o caminho livre para explorar a produção de bens e serviços sem a 'incômoda' intervenção do Estado para lhes impor alguns limites e regras. Entretanto como houve, e ainda há uma crise no setor de ativos financeiros de proporção mundial, puxado pela crise do setor imobiliário estadunidense, grande parte do capital volátil e especulativo que paira pelo mundo em busca de remuneração, teve que ser desviado do setor financeiro; já que esse não tem mais as mesmas garantias e o mesmo grau de confiança dos investidores. Ou seja, existe uma grande massa de capital acumulado que precisa ser investido e, conseqüentemente, remunerado, em busca de novas oportunidades e investimentos. Como estamos vivendo num mundo onde 'apenas' um sexto de toda a população passa fome (cerca de um bilhão de pessoas), nada mais rentável e lucrativo do que investir em algo que ninguém poderá deixar de consumir enquanto tiver condições: os alimentos e outros produtos imprescindíveis para a sua produção. É um negócio que, como nenhum outro, já tem garantida uma demanda dos cinco bilhões de pessoas restantes que ainda não estão na condição de miseráveis. Uma prova de que o negócio é realmente rentável e promissor vem do mega-especulador George Soros, que tem investido pesado na compra de terras aqui na América Latina, principalmente no Brasil e na Argentina, deixando um pouco de lado seus investimentos voláteis.... (...) ...Portanto, manter a população na miséria é a melhor, mais lucrativa e mais segura maneira de manter o status quo. Pois aquele que precisa lutar a cada dia pela sua sobrevivência está condenado a servir a esse estado de coisas, sem nunca conseguir ter condição alguma de refletir sobre sua realidade e, muito menos, de lutar por uma mudança significativa da ordem vigente. Assim rasteja a humanidade. http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/05/419302.shtml  | Na manhã desta quarta-feira, 19, cerca de 2 mil pessoas marcharam nas ruas de São José dos Campos (SP). Eram mulheres e homens, crianças, idosos, enfim, trabalhadores que saíram da ocupação Pinheirinho, na Zona Sul da cidade, e foram até o hipermercado Carrefour, na Via Dutra, para protestar. A manifestação foi organizada pelo Movimento Urbano de Trabalhadores Sem Teto (Must) e pela Conlutas, da qual o Must faz parte. Coordenados com a Jornada Nacional contra a Carestia, realizada em nove estados brasileiros e organizada principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), os moradores do Pinheirinho levantaram sua bandeira por habitação. O Carrefour foi escolhido por ser a segunda maior rede de supermercados do mundo, perdendo apenas para o Wal-Mart, ou seja, um dos maiores símbolos do capitalismo mundial. A crise econômica foi um dos temas mais citados. O número de mães com carrinhos de bebês chamava a atenção. Mesmo sem ter com quem deixar seus filhos, elas não se intimidaram e foram à passeata com as crianças. Meninos em bicicletas também seguiam na multidão. O Pinheirinho, que em fevereiro completa cinco anos, é um símbolo de luta por sobrevivência. Greice, 20 anos, casada e mãe de um filho, mora no Pinheirinho há três anos. Entretanto, participa do movimento desde a ocupação em 2004, pois seu companheiro foi um dos ocupantes. A casa onde mora é habitada por seis pessoas. Ela estava no ato porque "não tem onde morar e o aluguel esta muito caro, então a gente tem que lutar por moradia". Mas não é só isso. Para ela. O protesto "tem a ver com a crise mundial e pra mostrar nossa união, que a gente também pode fazer alguma coisa". Ela acredita que não haja interesse em regulamentar o Pinheirinho. ?O prefeito falou que não quer que em São José dos Campos tenha favela, e eu não acho que lá seja uma favela?. Para solucionar o problema, ela só vê uma saída: ?regularizando e autorizando a gente a construir nossas casas, porque tem muitas casas construídas, mas tem muitas pessoas também que têm medo de construir?. Durante a caminhada, Donizete de Almeida, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e da Conlutas, lembrou que ?o preço do pão está lá em cima, e o salário lá embaixo? e que ?é preciso investir em primeiro lugar no povo, na construção de casas para a população?. Uma moradora contou que há 19 anos está inscrita num programa da Prefeitura para obter uma habitação. Sem alternativa, se tornou uma das bravas lutadoras do Pinheirinho. Os ativistas caminhavam em duas filas de forma muito organizada. Eles cantavam a palavra-de-ordem ?é ou não é piada de salão? / tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra habitação?. Parodiando, uma moradora cantou: ?é ou não é piada de salão? / tem dinheiro pra banqueiro, pra pobre nenhum tostão?. Um aviso contra os banqueiros e empresários Chegando ao Carrefour, a Polícia Militar, comandada pelo capitão PM Félix, já aguardava a passeata. Esse policial é o mesmo que comandou a ação violenta contra os operários da Johnson & Johnson no dia 11. Na ocasião, vários trabalhadores ficaram feridos. Uma mulher que participava da marcha comentou indignada: "Para que tudo isso? Se a gente quisesse tumultuar, já tinha entrado [no hipermercado]". No entanto, os manifestantes entraram no estacionamento do hipermercado, onde houve um ato com falas e palavras-de-ordem. O primeiro a falar no microfone foi Marrom, um dos coordenadores da ocupação. Ele explicou a razão da escolha pelo Carrefour para protestar: ?hoje, Carrefour e Wal-Mart são as maiores empresas que vendem alimentos e controlam os preços. O povo que está lá na roça vende barato e o Carrefour aumenta o preço e vende muito caro?. ?O governo federal está indo à imprensa dizer que a Caixa Econômica tem dinheiro para salvar banqueiros falidos, mas nós trabalhadores já estamos falidos há muito tempo e não vemos o governo dar dinheiro. Se tem dinheiro pra banqueiro, então tem que ter para construir casas?, disse. E avisou: ?se faltar alimento na mesa, com certeza nós vamos ocupar a Dutra, vamos ocupar este supermercado e vamos dar comida para a população?. Marrom denunciou que terrenos doados pela prefeitura a empresas ? entre eles o do hipermercado ? foram doados e vendidos. Alertou, ainda, para uma lei que está sendo formulada pelo ex-prefeito e atual deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB) que, se aprovada, proibirá o bloqueio de rodovias em manifestações. Donizete de Almeida, saudou o protesto em nome da Conlutas e dos sindicatos dos metalúrgicos de São José, dos químicos, dos trabalhadores da alimentação e de todas as entidades e oposições que compõem a Coordenação na cidade. ?O capitalismo só beneficia uma parte da humanidade e joga o resto na miséria?, falou. Ele foi interrompido por fortes aplausos quando gritou: ?Morte ao capitalismo! Que viva o socialismo!?. ?O primeiro passo é o que vocês estão fazendo, exigindo do prefeito Cury a regulamentação do Pinheirinho. Queremos estabilidade no emprego, nenhuma demissão, redução da jornada de trabalho sem redução de sal´rio para que todos vocês que estão desempregados tenham emprego?, completou. Toninho Ferreira, candidato a prefeito pelo PSTU nas últimas eleições, estava presente. Ele também é um dos advogados que representa a ocupação. ?Queremos um pacote econômico para salvar pobres e não para salvar ricos?, disse. Apontando para os edifícios de luxo que podiam ser vistos do local, falou que ?aquele pedreiro que constrói estas torres, estes prédios, o Carrefour, não pode morar neles?. Sobre a possibilidade de saques, temida pelos empresários e que deixou a PM de prontidão, Toninho afirmou categoricamente que "se a população tiver fome, ela vai sim buscar onde tem". Toninho lembrou, ainda, Zumbi dos Palmares e o Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro. Ele terminou chamando à população a fazer um novo protesto: ?neste momento, o prefeito Cury não está aqui, está passeando nos Alpes Suíços, mas quando ele voltar, devemos fazer uma nova marcha, ir até a prefeitura e cobrar o que ele prometeu na campanha eleitoral?. Em seguida, Cláudio Rennó, advogado do Pinheirinho, parabenizou os manifestantes e informou que os diretores das duas lojas do Carrefour em São José dos Campos marcaram uma reunião com os coordenadores do Pinheirinho. Segundo Rennó, eles se comprometeram a fornecer cestas básicas e brinquedos para a ocupação. Este não foi um ato de bondade dos gerentes, mas uma conquista da pressão exercida pelo movimento. Para finalizar o ato, Paulão, também da coordenação do Pinheirinho, apresentou uma pauta de reivindicações que incluía a regulamentação do terreno ocupado, a estabilidade no emprego, a redução de jornada de trabalho sem redução de salários, a não-retirada de direitos, a decretação do dia 20 de novembro como feriado municipal, entre outros pontos. Esta pauta foi votada por unanimidade pelos presentes. fonte: http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=9363&ida=40  | Estas Manisfestantes que se cuidem, pois o Carrefour Manda seus SEGURANÇAS Entregar as pessoas que saqueiam seus Supermercados aos TRAFICANTES do Rio. Que se cuidem! Caro Ubiraci, Admiro a arte. Teatro com certeza é uma das mais belas formas dela. Universal, transcedental. Mas quando se está com fome é preciso ser prático. Uma ocupação seria apenas mais uma atração barata no show do sensacionalismo midiático. Ah!Esqueceram de te dizer que o analfabeto desconhece a Constituição do seu pais e que Direito não é política.Claro que para elaborar as leis existe ação política, mas depois que já estão plasmadas não é preciso politicagem alguma. É preciso sim que as façam cumprir, por intermedio de reivindicações sérias - pela via legal. Sei que é difícil se ler as leis quando se tem Brecht, mas também é difícil se levar a sério alguém que acha que fazer barulho é reivindicar.
* Política Estatal de Controle e Congelamento de preços...
Daqui a pouco vão pedir a volta do Sarney.  | "Em vez de se aproveitarem dos momentos de crise para uma distribuição geral de produtos e uma manifestação universal de alegria, os operários, morrendo à fome, vão bater com a cabeça contra as portas da oficina. Com rostos pálidos e macilentos, corpos emagrecidos, discursos lamentáveis, assaltam os fabricantes: "Bom Sr. Chagot, excelente Sr. Schneider, dêem-nos trabalho, não é a fome, mas a paixão do trabalho que nos atormenta!" E esses miseráveis, que mal têm forças para se manterem de pé, vendem doze e catorze horas de trabalho duas vezes mais barato do que quando tinham trabalho durante um certo tempo. E os filantropos da indústria continuam a aproveitar as crises de desemprego para fabricarem mais barato.
Se as crises industriais se seguem aos períodos de supertrabalho tão fatalmente como a noite se segue ao dia, arrastando atrás de si o desemprego forçado, e a miséria sem saída, também levam à bancarrota inexorável. Enquanto o fabricante tem crédito, solta a rédea à raiva do trabalho, faz empréstimos, volta a fazer empréstimos para fornecer matéria-prima aos operários. Tem de se produzir, sem refletir que o mercado se obstrui e que, se as mercadorias não chegarem a ser vendidas, as suas ordens de pagamento acabarão por se vencer. Encurralado, vai implorar ao Judeu, lança-se a seus pés, oferece-lhe o seu sangue, a sua honra. "Um bocadinho de ouro ser-lhe-ia mais útil, responde o Rothschild, tem 20 000 pares de meias em armazém, valem vinte soldos, compro-lhas por quatro soldos." Obtidas as meias, o Judeu vende-as a seis e a oito soldos e embolsa as buliçosas moedas de cem soldos que não devem nada a ninguém: mas o fabricante recuou para melhor saltar. Chega finalmente o degelo e os armazéns despejam-se; lança-se então tanta mercadoria pelas janelas que não se sabe como é que elas entraram pela porta. É em centenas de milhões que se cifra o valor das mercadorias destruídas: no século passado, queimavam-nas ou lançavam-nas à água.
Mas antes de chegar a esta conclusão, os fabricantes percorreram o mundo à procura de colocação para as mercadorias que se amontoavam; forçam o seu governo a anexar Congos, a apoderar-se de Tonquim, a demolir com fogo dos canhões as muralhas da China, para aí darem saída aos seus tecidos de algodão. Nos séculos passados, era um duelo de morte entre a França e a Inglaterra para saber quem teria o privilégio exclusivo de vender na América e nas Índias. Milhares de homens jovens e vigorosos purpurearam os mares com o seu sangue durante as guerras coloniais dos séculos XV, XVI e XVII."
Paul Lafargue, Direito à Preguiça  | Não vejo esse movimento lutar por emprego de forma alguma, apenas querem moradia, comida e transporte sem precisar pagar por isso. Bando de vagabundos!!!! Na sociedade burguesa, quem lucra não trabalha e quem trabalha não lucra. Por isso eu não vou traalhar. "FILOSOFIA Ascêncio Ferreira Hora de comer, - comer! Hora de dormir, - dormir! Hora de vadiar, - vadiar! Hora de trabalhar? - Pernas pro ar porque ninguem é de ferro!" http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/06/421407.shtml Esse povo não nos deixa perder o orgulho de sermos brasileiros. Gente com fome. Gente com dor. Gente sem casa. Gente sem terra. Gente sem renda. Gente sem emprego. MAS GENTE SEM MEDO. GENTE QUE LUTA. QUE NÃO SE ACOVARDA. GENTE INDIGNADA.
Obrigado por vocês existirem!
Obs.:Quem acha que este não é o caminho, poderia então apontar-nos o "caminho certo". Há 508 anos o povo pobre desta nação rica espera alguém apontá-lo. Mas não basta apontar. É importante ajudar na caminhada. O que o pessoal tem que entender é que este tipo de ação faz parte da luta de classes, isso é desobediência civil. Não dá pra fazer revolução por dentro do executivo, legislativo ou judiciário, a história já nos provou isso. A galera só ocupou? Deveria ter saqueado! Vamos à luta!  | Enquanto a reforma agrária não sai nesse país, sou a favor dos saques à esses super e hipermercados como símbolo de contestação à esses que cobram preços exorbitantes sobre os alimentos sendo que o pequeno produtor recebe quase o preço de custo. A fome nesse país so se resolverá com a extinção do monopólio da terra e dos produtos alimentícios... O saque não é um roubo, porque os donos de supermercados cansam de roubar e explorar os trabalhadores cotidianamente. Saquear alimentos é fazer justiça popular! É fazer valer preços moralmente justos e ter acesso ao direito básico para a uma vida minimamente digna. E forçar com que esse direito básico que diz ser uma garantia em nossa carta magna (artigo 5°) se efetive de fato. Até quando vamos ficar a mercê das máfias dos supermercados? Até quando vamos esperar de polítiqueiros a solução real da fome? A solução está na ação direta através dos saqueamentos coletivos seja de supermercados ou dos armazéns do (governo) estado.
 | total apoio meu mas só ocupar nao vai dar resultado nenhum, talves de pra colocar alguns pingos nos "I"s, mas o ideal mesmo era saquear tudo sem dó... pois dó do povo ninguem tem  | Não quero mais alimentar o reacionarismo! Não desejo mais alimentar o sofrimento desse povo. Cansei, cansei do dogma pós-moderno em se apegar a causas da classe média, estereotipadas pelo "mass media", cujo iconografia atual é o Sr.Nietzsche, o anti-profeta que coroaram como profeta (do niilismo passivo, conformista, narcisista e amaciador de egos). Cansei da Classe Média, a classe que tem medo, que está aflita, que está apática, que ostenta esse consumismo EXCESSIVO. Não há "agonia", "depressão", como dizem por aí: "É só consumismo desenfreado". Então, cansei! Chega de "pobre e preguiçoso", "Sem terra é vagabundo", "Trabalhador é homem digno e só ele". Chega de micro relaçoes de poder executadas nas micro "revoltas" que o terreno pós-moderno nos tornou, a modernidade líquida, cansei!
Estou orgulhoso ao ver comentários decentes por aqui, porque os comentários inúteis, de cunho pessoal, de ataque pessoal (coisa MUITO comum nessa "modernidade") nós deixemos de lado. Não é a classe média o nosso foco, está na hora do discurso sair doâmbito elitista, do âmbito da classe consumidora, está na hora de nós, pequenos conscientes e subversivos, marginais, sairmos dessa encosta, dessa comodidade de se auto-afirmar como "revolucionário", desse orgulho e nos render (sem dogma$) à causa popular.
Cansei de contra-argumentar com quem só sabe definhar uma causa, ridicularizar com arugmentos pífios de cunho pessoal, subjetivo, tais como: "o que VOCÊ faz?", qual é o SEU papel? Chega! Chega! Vamos nos "unir", partir do indivíduo, nos distanciando desses traumas medrosos da classe média e buscar a imparcialidade perante elas, esquecê-la, renegá-la. Está na hora de abandonarmos a crítica de cunho subjetivo destinada à desconstrução do indivíduo e começarmos a desconstrução da estrutura, da ideologia, dos "ismos".
Eu cansei de alimentar reacionarismo.. CAnsei de Nietzsches de boates hypes, cansei de presenciar, perceber movimentos sérios, seculares, como o feminismo, vegetarianismo, causas libertárias em geral tornarem-se apeas Slogans publicitáris, camisas e "ismos", devido a essa sociedade do espetáculo. Cansei de movimentos anti-movimentos, estamos saturados de subalternos, estamos saturados de subjeções, cansados de ramificaões da mesma causa, virando-nos uns contra os outros.
Espero fornecer alguma luz para quem necessita. É isso aí, ateísta, não-cientificista, niilista (tentativa do zen) e vulnerável a mudanças e opiniões para somar e crescer ou para subtrair CONVICÇÕES. Chegou a hora de darmos as mãos e esquecer as vilanias do ego.
Um grande abraço até para você , inimigo, porque quando a bomba explode, até "deus" existe para um singelo ateu.
Atenciosamente,
Uriel Juliatti Valle.
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