Muitos governos do mundo como o Brasil estão condenando as ações de Israel, os chefes de estados latino americanos como Nicarágua, Venezuela, Cuba e Bolívia fizeram declarações criminalizando a ação israelense pedindo para que cessem o fogo e protestando contra o apoio dado pelos EUA aos ataques, inclusive o relator especial da ONU para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinos declarou sua indignação com a inação internacional neste conflito. Mesmo assim, tudo isso ainda não é o suficiente para mudar a opinião dos governos dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Itália - este último diz que os ataques são "direito de defesa" - que se negam a aderir à comunidade mundial, colocando-se ao lado do regime sionista de Israel e fazendo declarações incendiárias e provocativas que insultam deliberadamente a comunidade bombardeada. Em todas as grandes cidades do mundo estão surgindo manifestações em solidariedade com a Palestina. Na própria Palestina, no momento em que as informações sobre os ataques e as atrocidades começaram a circular, iniciaram-se manifestações por todos os lados, com jovens armados apenas de paus e pedras lutando contra as tropas israelenses que reagem com produtos químicos e outros tipos de armas - houve também prisões de manifestantes. Foi feito um chamado de 3 dias de luto em todo o país e uma greve geral está sendo organizada em protesto ao massacre.

As milícias palestinas e os grupos de resistência lançaram cerca de 70 foguetes improvisados no território israelense (a maior parte em assentamentos - regiões palestinas ocupadas ilegalmente por israelenses). Duas pessoa morreram por causa desses ataques. Israel admite que existe a possibilidade de um ataque terrestre e está considerando a região de Gaza como "território de guerra".

Ao contrário de outras regiões em guerra, como no Iraque, onde a população civil consegue se proteger se locomovendo para áreas seguras, em Gaza isso não será possível. A região está completamente cercada por Israel. A resistência se prepara para defender seus bairros. Na sociedade palestina, existe agora um novo impulso pela unidade entre as várias facções; a ênfase é na unidade entre o Fatah e o Hamas, as duas maiores organizações palestinas e de maior influência.

O líder político do Hamas fez um chamado por uma terceira Intifada (nome dado à resistência à ocupação da Palestina por Israel). O chamado é por uma Intifada armada contra as forças sionistas e também por uma Intifada pacífica "interna", o que mostra que existe uma preocupação grande em minimizar o conflito entre Hamas e Fatah além de evitar um banho de sangue. Enquanto o mundo se mobiliza para se opor às atrocidades de Israel, a causa pela unidade será o fator mais crucial que determinará o resultado de todo este esforço.

DIRETAMENTE DA FAIXA DE GAZA

Leia notícias atualizadas e relatos sobre o massacre de Israel na Palestina.

O CMI Palestina existiu entre 2001 e 2003 e interrompeu seus trabalhos por razões variadas. Mas há uma série de sites onde você pode encontrar informações atualizadas sobre a Palestina ocupada, inclusive o site do CMI Israel, que aponta que 46% dos israelenses são contra a guerra em Gaza:

CMI Israel (hebraico e inglês)
Palestina Livre (português, relatos de brasileiros que vivem na Palestina)
Al Jazira, emissora de TV (inglês)
International Middle East Media Center (inglês)
The Palestine News Network (en/ar/he/ fr)
WAFA - Palestine News Agency (en/ar/he/fr)
Ma'an News (en/ar)
Palestina Livre
Carta Maior
Rafah Today
Democracy Now (Jornalismo Independente dos EUA - Inglês)